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terça-feira, 2 de junho de 2020

Moro, o estrategista

O estrategista Moro (foto) deixou o governo dizendo que ia apresentar provas de que o presidente queria interferir na Polícia Federal (PF). 
No mesmo dia da saída forneceu prints de conversas com o PR e da deputada Carla Zambelli, que pouco ou nada serviam, a não ser para a mídia desmamada apresentar como "provas". 

Em Curitiba foi inquirido por promotores seus amigos da Lava Jato por 8 horas. 
Ao deixar o prédio da PF muda o discurso da denúncia, declarando que não estava acusando o PR de qualquer crime, e que indicou à PF onde obter provas. 
A prova estava em vídeo da reunião ministerial de 22.04.2020. 
O que teria ocorrido nessa reunião? 
Moro tinha conhecimento que o arquivo de gravação era destruído após alguns dias. 
Contava que o governo já tivesse destruído ou destruiria para se ver livre das "provas". 
Com a destruição das "provas", seria necessário ouvir todos os participantes da reunião para chegar a alguma conclusão. 
Se não tivesse um só depoimento que corroborasse com as denúncias, era porque os participantes estavam protegendo o PR. 
Além de alongar o inquérito, ia ficar a dúvida no ar, a ser explorada ad nauseam pela Globosta. 

Moro não contava que o vídeo estava são e salvo à disposição do juiz de m*, conforme Saulo Ramos. 

Divulgada a reunião ficou exposta a tibieza da denúncia baseada apenas na suposição o ex-juiz. 

Não deu, cara! Sua campanha eleitoral para a presidência já está morta. Não tem marqueteiro no mundo capaz de lhe tirar a pecha de traíra. Traiu a mim, ao presidente, ao povo e à Nação.