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domingo, 25 de junho de 2017

Agressões a Miriam Leitão

O professor da UFBA, Carlos Zacarias de Sena Júnior, doutor em história, é um profissional do PT. Isso fica constatado no seu artigo Miriam Leitão e o "ódio a bordo” (A TARDE 23/7/17)*, no qual revela a mesma “visão totalmente distorcida” do trabalho da jornalista - conforme ela escreveu no artigo O ódio a bordo - sobre o despreparo do grupo de 'delegados' do PT que a agrediram verbalmente e a submeteram a constrangimentos durante duas horas em viagem aérea de Brasília ao Rio. Miriam não incluiu em seu artigo a boçalidade de um marmanjo que, ao passar junto de sua poltrona, peida em sua cara e diz debochando: “Soltar ares acontece!”.

Mesmo com os conhecimentos acadêmicos, Carlos de Sena Júnior incorre em falácias, delírios e estupidezes ao escrever: “Miriam Leitão demonstrou ser inimiga de governos que lhe pareciam populares. Ainda torceu pela crise, agoirou os governos de Lula e Dilma e não gozava de nenhuma autoridade para alertar sobre supostos erros cometidos pelos petistas a quem acusava de irresponsáveis e populistas”.

Deixo de lado os devaneios em que Sena Júnior via a jornalista como inimiga de governos populares, fazia torcida pela crise e nem ao agoiro durante os 13 anos dos governos petistas.
Trato apenas da afirmação de que Miriam Leitão “não gozava de nenhuma autoridade para alertar sobre os supostos erros cometidos pelos petistas”.
Autoridade teve Dilma, que fez a lambança que submergiu as governanças do país na lama da corrupção, da mentira, da violência.

Qualquer contabilista pode constatar que as contas dos governos Dilma exalavam irresponsabilidade fiscal, de tal maneira, que os mesmos deputados e senadores que apoiaram seu governo acataram e aprovaram o seu impeachment.

O caos revelado de 2014 a início de 2016 - quando não dava mais para esconder os rombos com pedaladas e outras malandragens contábeis - é a face da governança petista que institucionalizou a corrupção em todos os escaninhos da República.

É a ex-presidente Dilma que “não pode alegar inocência” dessa irresponsabilidade executiva. O trabalho da jornalista Miriam Leitão é mostrar, esclarecer, alertar e opinar sobre os temas mais importantes, tais como, os destinos do País.

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* Fotocópia do artigo citado.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Perda de credibilidade

A credibilidade de um governo se mantém quando faz o que prometeu e programa o que pretende fazer à vista de todos, com transparência.

Para mim, Fernando Henrique Cardoso perdeu a credibilidade quando, em 1997, garfou o Salário Mínimo em R$ 6,00. 
A atualização anual do SM deveria ser feita de acordo com as regras estabelecidas e aprovadas dois anos antes pelo próprio governo FHC. 
Sem qualquer justificativa, o governo deixou de lado as próprias regras e, pela única vez nesses últimos 20 anos, o SM foi atualizado com um índice menor do que a inflação oficial, provocando perda de R$ 6,00 a cada trabalhador, beneficiário e pensionista da Previdência.

O governo Temer está prestes a cometer erro semelhante, que vai lhe tirar qualquer credibilidade que ainda possua. 

Ao apresentar o Projeto de Lei da Reforma das Previdências (Urbana, Rural, dos Servidores Públicos, dos Regimes Especiais e dos Militares), o fez incluindo somente a Previdência Social (Urbana e Rural), deixando sem qualquer alterações de ajustes as Previdências dos Servidores Públicos, Regimes Muito Especiais (deputados, senadores, ministros, juízes, desembargadores, presidentes...) e a dos Militares.
Mas propaga de que está fazendo a Reforma da Previdência para reduzir o déficit que, dentro de poucos anos, irá inviabilizar o pagamento dos benefícios a aposentados e pensionistas, dando a entender que o Projeto contempla a reforma das demais Previdências deficitárias. Propaganda enganosa!

De forma consciente, estabelece maciça propaganda com informações parciais e propositalmente confusas para enganar a população, repetindo sempre que é melhor fazer sacrifícios agora e receber um pouco menos do que não receber qualquer benefício dentro em breve. 

O governo sabe, mas deixa de informar, que a Previdência Social Urbana começou a gerar déficit somente a partir do ano de 2016! 

Escamoteia a informação de que a Previdência Social Rural foi incluída na Previdência Social do INSS, sem que os trabalhadores beneficiados tivessem contribuído anteriormente, só o fazendo minimamente a partir de 2005!

Qualquer plano previdenciário implantado dessa maneira vai gerar déficit por muitos e muitos anos.

Deixa também de divulgar que o déficit de R$ 46,7 bilhões na Previdência Social Urbana em 2016, foi o primeiro a ocorrer desde 2008, ocorrência devido ao alto desemprego, que gerou maior número de seguro desemprego e também pelo aumento das solicitações de aposentadoria devido a insegurança gerada pela Reforma proposta.
Já as Previdências Rural, Servidor Público (RGPS) e Militar geram déficits bilionários há muito mais tempo.

Para perceber a dimensão do que isso significa, basta as informações de que do déficit total de R$ 149,8 na Previdência Social (INSS) em 2016, apenas R$ 46,8 foram para cobrir os pagamento dos beneficiários da área Urbana enquanto R$ 103,3 bilhões foram para pagar os beneficiários da área Rural, que arrecadou no ano apenas 7,9 bilhões - tudo em valores nominais, sem a correção pela inflação.

É inaceitável, tanto por justiça, como na estrutura contábil e gerencial, imputar aos beneficiários da previdência Urbana - nem a qualquer outro plano de previdência - a cobertura dos déficits gerados pelo pagamento dos benefícios dos trabalhadores rurais. 
Este déficit deverá ser coberto pelo governo federal até a implantação de um plano autossustentável que inclua aporte de recursos pelo próprio governo, que cubra a falta de contribuição dos beneficiários. 

Muito significativo também é o fato do governo Temer não considerar receitas obtidas pela Desvinculação do Regime Geral da Previdência Social (DRU), como a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Confins), que somou R$62 bilhões no ano de 2016; a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), real ou presumido, das pessoas jurídicas; as renúncias fiscais, através de incentivos que não deram resultados e a sonegação fiscal estimados em R$ 46 bilhões.


Presidentes: Executivo, Câmara e Senado

A forma como o governo Temer apresenta os números do déficit da Previdência Social (INSS) parece atender interesses nada benéficos para os participantes.
Por tudo isso, e por deixar de incluir as demais previdências deficitárias, o governo Temer é mais um poder republicano a se juntar ao Legislativo como os de maior descrédito junto à população, rejeição construída pelas atitudes da maioria dos deputados e senadores.


Parece-me que jornalistas e meios de comunicação, dependentes das verbas bilionárias da propaganda oficial, estão omitindo informações importantes à população, confusa ante as desinformações divulgadas pelo próprio governo.

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NOTA: Finalmente, uma jornalista de grande audiência, Míriam Leitão, publicou em O GLOBO de 04.02.17 e em jornais associados, como o Correio (BA), a denúncia que faço no texto acima. Com muita confusão e desinformações o governo Temer apresentou o projeto de Reforma das Previdências ao Congresso, com o objetivo visível de só ajustar a Previdência Social Privada Urbana e Rural (INSS), deixando de lado a Previdência dos Servidores Público, dos Regimes Especiais e dos Militares. Temer et caterva, vêm tentando confundir e enganar os cidadãos brasileiros, principalmente os mais humildes, de baixos salários e, individualmente, os que menos influenciam o déficit da Previdência. 
Divulgue sem moderação.