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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Noticiário chapa-branca

Os escândalos de corrupção na Caixa Econômica Federal (CEF) tomaram corpo a partir da orientação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao presidente Temer, para demissão dos doze vices-presidentes da Caixa sob investigações e suspeitas. 

Inicialmente, isso provocou resistências de Temer e camarilha, em atender o pedido.

Após a grande repercussão decidiu-se por afastar durante 15 dias apenas quatro deles, para apresentarem suas defesas.. 

Na ocasião desse anúncio de afastamento o governo também informou da aprovação do novo Estatuto da Caixa que altera a forma de escolha de seus vices, que passarão a ser escolhidos pelo Conselho Administrativo, de forma semelhante ao Banco do Brasil e às empresas de capital aberto. 

Essa alteração foi apresentada como uma boa notícia, enfatizando ser uma medida de moralização, por eliminar as danosas interferências política nessas escolhas.
  
Não vi porém nos noticiários informações de como são escolhidos os membros do tal Conselho, como seria de praxe em um jornalismo não comprometido. 

O cidadão atento não se deixa engabelar e vê que essa mudança em nada altera a interferência dos caciques políticos nas escolhas desses executivos. 

O esquema da influência política continuará em vigor mesmo após essa maquiagem faz-de-conta, que apenas libera o envolvimento direto do presidente da República das nomeações de pessoas inidôneas que venham a ser investigadas e condenadas.

Entretanto, o presidente da República continuará a nomear o presidente da Caixa, logo...

Procura-se jornalistas e repórteres que honrem seus diplomas e a si mesmos e meios de comunicação que prezem sua história e sua credibilidade, para contraporem-se ao noticiário chapa-branca sustentado pelas verbas milionárias de publicidade perfeitamente dispensáveis.


domingo, 23 de agosto de 2015

Consequências da corrupção

O psicanalista Claudio Carvalho, em artigo A voz do Brasil (A TARDE 23.8.15), responsabiliza a força-tarefa da Operação Lava Jato, coordenada pelo juiz federal Sérgio Moro, pela atual paralisia nos setores estratégicos do Brasil, como petróleo (Petrobras), indústria naval (Promef), energia nuclear (Eletrobras/Eletronuclear) e bancos de fomento financeiro  (BNDES, CAIXA, BB, BNB). Isso entretanto, não impediu da presidente Dilma "inaugurar" trecho da obra ainda não concluído no município de Cabrobó.













Sua visão - limitada por motivos bem conhecidos - o impediu de focar nos únicos responsáveis por essa paralisia: os corruptos no governo e nas empreiteiras . 

Brasileiros atentos às mentiras dos corruptos

A Lava Jato é apenas consequência do maior esquema de corrupção institucional no Brasil e quiçá no mundo. 

Claudio Carvalho defende que os corruptos continuem atuando normalmente, mesmo que roubem e se locupletem ilegalmente. 

É sua triste aceitação do "rouba, mas faz". 

Executando o contratos, sim, roubando, não mais!

Após demonizar o "capitalismo", ele faz pergunta impregnada de ideologia petista:

"A que vocação atendemos (lá ele) quando permitimos a paralisia de setores estratégicos do estado como petróleo, industria naval, energia nuclear e setor de fomento financeiro do país na esteira de uma investigação?"

Como sabe qualquer cidadão que tenha razoável interação com a realidade, a paralisação das obras e contratos foi estratégia do governo Dilma em acordo com as empreiteiras, para tentar tumultuar o país e tornar impopular as investigações da Lava Jato. 
Foram as empreiteiras que demitiram milhares de trabalhadores culpando a Lava Jato. 

O aumento da Cide dos combustíveis, energia elétrica, impostos, PIS/Confins, cortes nos ganhos e direitos dos trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas, no Fies e na Saúde, fazem parte do pacote "bagunçar a vida dos brasileiros", de modo que não tenhamos tempo de conhecer o que a Operação Lava Jato descobriu sobre o governo petista e assim se manter no poder, custe o que custar. 

Não deu certo, mas elevou a inflação a 9,3% aa, arrasou com a economia, com a moeda, com os empregos e com os direitos dos trabalhadores.

Claudio Carvalho tenta ainda desqualificar os protestos contra a corrupção nos governos Dilma, contra Lula e contra o PT. Compara-os aos urros dos escravos que nada dizem, apenas vocalizam a voz dos seus (lá dele) senhores capitalistas. 

Considera que "As manifestações do barulho abafam o fato de que o jato que lava na Lava Jato joga a criança com a água da bacia". Não é o caso. O juiz federal Sergio Moro usa de sabedoria ao calçar, cuidadosamente, o caminho que levará a bom termo sua missão de prender todos os principais corruptos dos governos petistas e seus inúmeros cúmplices. 

O  desejo de todos os brasileiros que não são PT dependentes é o ajuste à legalidade e, consequentemente, à normalidade política, econômica e social.