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domingo, 15 de novembro de 2020

A farsa das tesouras

Assisti o documentário “O teatro das Tesouras” do Brasil Paralelo. Esse documentário mostra de uma maneira didática o que está acontecendo na política brasileira. 

Todos os candidatos à prefeitura de Porto Alegre, fora o Valter Nagelstein (PSD), são de esquerda. Todos são comunistas e/ou globalistas. Todos!? Sim, eles se dizem direita, centro, mas não são. 

As esquerdas fazem o jogo de cena do prestidigitador, já utilizado em outras eleições: qualquer um que ganhar, o comunismo e/ou o globalismo ganhou, exceto o candidato Valter Nagelstein.

O Marchezan é um ditador de esquerda transvestido de direita. O Paim é igual com uma pequena variação. Ele teve o poder de vice-prefeito e não o usou. Ele permitiu, sem mexer um dedo, que o pandemônio do vírus chinês se instalasse com quarentena por meses à fio. 

O Fortunati era e é mentalmente PT, com uma história que só o Google consegue contar. 

O Sebastião Melo é esquerda, comunista, fã do Che Guevara, em um partido de centro o MDB que em 2016 participou de coligação com 13 partidos, muitos de esquerda. Aliás, o partido tem histórico de acordos com as esquerdas, todos originados do PT.

A Manuela Cu é Lindo D'Ávila (PCdoB) é comunista caviar em partido de esquerda, que está fazendo de conta que é “coraçõezinhos “, recatada e do lar.

O Valter Nagelstein é o único que é conservador. É mais conservador do que aparenta ser. É isso. Ele é o único de direita!!! O único!!!

Em suma todos iguais, com fantasias e adereços diferentes. Até a cor vermelha foi escondida dos eleitores. A estrela e a sigla do PT foram escondidas ou reduzidas a tamanho quase imperceptível. Usam esses disfarces para o público externo. Internamente continuam com os discursos revolucionários para conquista do poder pelas vias democráticas, por enquanto. 

A fase camaleônica trocou a cor vermelha pelo azul e o verde-amarelo. Aos discurso agressivos contra a classe média e aos adversários não são mais vistos nas comunicações das esquerdas.

Uma das mais impactantes é a formatação da candidata à prefeitura de Porto Alegre - RS pelo PCdoB, despiu a camiseta com a foice-martelo e se apresenta maquiagem suave, em vestido comportado de gola alta e mangas comprida na cor azul pastel. 

Mas é difícil de ver como isso está ocorrendo. Fiquei horas olhando para entender. Não tem um monte de candidato. têm dois. 

O mesmo mecanismo usado nas eleições de FHC e Lula, Serra e Lula, Geraldo Alckmin e Lula, Aécio e Dilma, enfim PSDB e PT's, com seus vários representantes, fazem as pernas da tesoura, que têm o Fórum de São Paulo, como o ponto de apoio único a ambos. 

Cada um parecendo ser muito diferente dos demais, mas são apenas discursos dirigidos a determinados eleitores, com o objetivo secundário de levar o pleito ao segundo turno, que se Valter Nagelstein chegar lá, terá contra si toda essa cambada de comuna-nazi-fascista.

Valter Nagelstein é diferente, por sua história familiar e pessoal é de direita. Só ele!

Estratégia das tesouras é a divisão do campo político entre duas partes da mesma força, uma se apresenta moderada e outra radical. 
A ala radical promove mudanças, a moderada finge ser oposição. Assim, com discursos opostos, conseguiam a maioria dos eleitores de uma cidade, estado e país. 

Os holofotes se direcionam às duas faces da mesma força e todo resto sai de cena. Nela é criada a ilusão de oposição e escolha política, com o objetivo de ampliar a hegemonia dessa forca. 
Jair Bolsonaro rompeu esse ciclo perverso quando conseguiu arregimentar os brasileiros que perceberam que estavam sendo enganados pelos saqueadores dos recursos da Nação.

Aplicada por Lenin na União Soviética, esta estratégia chegou no Brasil e teve seu início no ano de 1989, se repetindo deste então nos pleitos seguintes até hoje. 

Os menos atentos e até nós outros razoavelmente atentos, somos enrolados há décadas nesse jogo de faz-de-conta, da farsa política institucionalizada pelas esquerdas para chegar ao poder e nele se manter perene. 

Conhecer o adversário e suas estratégias é fundamental para vencê-lo.


Para saber mais, assistam os vídeos indicados abaixo, copie o link e cole no seu navegador.

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Série O teatro das tesouras | Assista gratuitamente. https://site.brasilparalelo.com.br/se…/teatro-das-tesouras/…&

SITE.BRASILPARALELO.COM.BR

Entre os grandes partidos não existe oposição. Apenas O Teatro das Tesouras. 

Descubra os bastidores das eleições presidenciais assistindo a: Entre os grandes partidos não existe oposição. Apenas O Teatro das Tesouras




domingo, 22 de maio de 2016

PMDB, partido fisiológico


Por caminhos institucionais previstos, mas de algum modo imprevisível, o PMDB ocupa mais uma vez a presidência da República. O partido tem se revelado o mais fisiológico dos existentes desde as origens, quando ainda não tinha do P na sigla do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) criado em 1966 no rastro do Regime Militar de 1964. Só em 1980 incorporou o P de Partido na sigla.
Desde a democratização, ainda com a norma de eleições indiretas, o PMDB vem se mantendo "aliado" do poder em exercício, qualquer que seja o partido na presidência da República. É reconhecido por seu fisiologismo, que lhe dá fama de camaleão político, que se adapta às cores de qualquer partido no poder.

Tancredo Neves
Quis os vendavais republicanos que o PMDB assumisse o primeiro mandato presidencial após a redemocratização do país na pessoa do "coronel" maranhense José Sarney, com a morte do presidente Tancredo Neves, eleito de forma indireta pelo Colégio Eleitoral, que nem chegou a tomar posse. A chapa de Tancredo uniu as forças democráticas que concorreu com Paulo Maluf, representante do continuísmo "ditatorial", e venceu com 480 votos contra 180.
Com auxílio de Dilson Funaro, Sarney implantou o Plano Cruzado, com congelamento de preços para debelar alta e resistente inflação monetária. 

Sarney, "coronel' do Maranhão
Com o Plano obtendo bons resultados, Sarney deixou de lado as orientações de Funaro para flexibilizar os preços e por interesses eleitorais manteve o congelamento de preços até novembro de 1986. Com isso, o PMDB elegeu governadores em todos os estados, exceto em Sergipe. 
Entretanto, esse congelamento alongado provocou a revolta dos empresários e a explícita desobediência civil às regras do Plano Cruzado que acabou no brejo, onde afundam todos os planos mal feitos ou mal conduzidos. A inflação chegou a 84% ao mês em fev.1990, último mês do governo Sarney. Um desastre!
Collor fez o que dizia dos outro
Fernando Collor de Melo tomou posse em 15.03.1990, com a ministra Zélia Cardoso na Fazenda e confisco da poupança e dos recursos particulares depositados em bancos e financeiras. Um horror que se prolongou até aprovação do impeachment no Senado em 29 de dezembro de 1992. Collor apresentou carta de renúncia pouco antes do início da votação, para evitar a perda dos direitos políticos por oito anos, mas o Senado decidiu continuar a votação que resultou em 76 votos a favor do impedimento e três contra.
Com aceitação do processo de impeachment em outubro de 1992, Collor foi afastado das funções da Presidência da República. Assume o vice Itamar  Franco, que tinha sido do MDB, que em 1980 virou PMDB, passou pelo Partido Liberal (PL) e se elegeu vice de Collor pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), criado especificamente para acolher a candidatura. Esvaziou-se e sumiu como muitos outros partidos de aluguel que criaram em 2002 o Partido Trabalhista Cristão (PTC), um nome para se livrar do passado e enganar os menos atentos. Itamar Augusto Cautiero Franco fez um governo focado na hiperinflação, o maior problema da época, que alcançou 1100% no ano de 1992, e 2708% em 1993!!!

Itamar Franco
Preocupou-se em ajustar as contas públicas, convidou Fernando Henrique Cardoso (FHC), que na época era ministro das Relações Exteriores, para ministro da Fazenda, em maio de 1993, com a incumbência de chefiar a equipe de economistas experientes em planos econômicos anteriores fracassados, ligados ao PSDB. Era formada por Pérsio Arida, Armínio Fraga, André Lara Resende, Gustavo Franco,Pedro Malan, Edmar Bacha, Winston Fritsch, entre outros. Essa equipe preparou um plano econômico em três etapas. Após as medida iniciais com ajuste das contas pública, em 29 de fevereiro de 1994 foi implantada a segunda etapa do plano com criação da Unidade Real de Valor (URV), criativa “moeda virtual” que embutia a inflação diária. Uma "dolarização" disfarçada que funcionou de 1º de março a 1º de julho de 1994 quando foi congelada. 

Fernando Henrique saiu do
Min. da Fazenda em fevereiro
mas assinou as cédulas do
Real lançadas em julho
No fim de março de 1994 FHC deixa o ministério da Fazenda para concorrer ao cargo de presidente da República. Mesmo assim, sua assinatura apareceu nas cédulas do Real, lançadas só em julho de 1994, o que impulsionou sua candidatura e facilitou a vitória eleitoral.
Durante os oito anos dos governos FHC o PMDB aproveitou para se mostrar necessário às aprovações dos projetos e medidas no Congresso, incluindo a PEC da reeleição, que contou com o auxílio de Sérgio Motta, ministro das Comunicações e do governador do Amazonas, Amazonino Mendes, que pagava aos deputados para votar a favor da reeleição. Mais um escândalo provocado pelos interesses escusos do governante da hora e  criminosos disfarçados de parlamentares que atuam no Congresso Nacional. A eleição de Severino Cavalcanti (PP/PE) para a presidência da Câmara em 2005 revelou 300 deputados desse grupo que votou contra o candidato oficial do PT, Luiz Eduardo Greenhalgh que só obteve 195 votos. 
Denunciou os 300 picaretas
e depois acrescentou os do PT
Em 1993, o então ex-deputado Lula, já havia declarado que “há uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”. Isso permanece até hoje, basta ver a eleição do novo líder do governo Temer na Câmara, André Moura (PSC-SE), ligado a Eduardo Cunha e réu em três ações penais no STF, incluindo até assassinato. Mas a gente vai falar mais sobre isso daqui a pouco.
Em 2002, o PMDB fez de conta que apoiava o candidato do PSDB à presidência, José Serra, em coligação com o PSDB. Lula (PT) e José Alencar (PL) como vice venceram as eleições. Aliás, o presidente Fernando Henrique nada fez por José Serra!

Lula institucionalizou a corrupção
Com Lula eleito o PMDB tentou se inserir no governo dele mas não houve acordo. Com o mensalão em 2005, Lula viu a necessidade de se aliar ao partido que tem a maior bancada do Congresso. Fez coligação com o PMDB e foi reeleito com Michel Temer na vice-presidência. Nas duas vezes em que a sigla não participou do governo após a redemocratização, o Planalto sofreu sérias consequências: houve o impeachment de Collor em 1992 e o mensalão do PT em 2005. Com Dilma, essa percepção ou “teoria” perdeu a validade!
Michel Temer e os 304 picaretas
Agora o PMDB está de novo no poder com Michel Temer dependendo de dois terços do Senado! Daí a minha suspeita de que os 304 picaretas vão exigir retorno$ e$speciai$. A volta do MinC atesta que já estão agindo! Muito pior, sinaliza que o governo Temer tornou-se refém da chantagem dos picaretas! O que não é bom para o Brasil nem para a maioria do povo. 

Apenas os mesmos vão continuar recebendo as vantagen$ por apoiar o governo provisório de Temer, criado fisiológico como só o PMDB sabe ser. Daí vão surgir o mensalão e o “públicão” envolvendo todas as empresas e instituições da rês pública, AGORA, SOB NOVA DIREÇÃO!

Qualquer semelhança com a organização criminosa atualmente investigada pelas Operações Lava Jato, Zelotes, etc. é mera consequência. Para nós outros que tínhamos esperança de mudança na política brasileira -promovida com propinas, crimes e sofrimento dos cidadãos-eleitores menos afortunados e seus familiares - resta ficarmos atentos às medidas do novo governo que começa com a velha política.



Apesar dos fortes sinais da manutenção da velha política,
mantemos esperança de mudança por ação da sociedade contra isso





  

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pontas soltas

Cúpula dos governos petistas sob investigação
As investigações da Operação Lava Jato e Zelotes acumulam depoimentos e informações há mais de um ano, quando começaram a ser utilizadas para pender e condenar os participantes do maior esquema de corrupção no Brasil. Por excesso de medidas a tomar, esquecimento ou estratégia, muitas questões vão ficando sem as ações necessárias para o devido esclarecimento, apuração e punição aos bandidos. 
A seguir lembramos de algumas delas:



1. A Polícia Federal obteve nos arquivos do senador Delcídio do Amaral o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Como ele o obteve?

Bumlai, mui amigo do rei




2. O pecuarista Bumlai, amigo de Lula, detalha o empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin em 2004 para o caixa 2 o PT e para calar o chantagista Ronan Maria Pinto, que ameaçava envolver Lula, Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do prefeito Celso Daniel. 
Por que o chantagista não foi chamado a depor?


Ministro Luís Barroso


3. Ainda no ambiente surreal do STF, o ministro Luís Roberto Barroso omitiu texto do Regimento Interno da Câmara que invalidava toda sua argumentação.
Quem aplicará sanção ao ministro por esse desvio de caráter e de função? ¹


4. No STF, em bate-boca entre o ministro Gilmar Mendes e seu presidente Ricardo Lewandowski, ficou sem esclarecimentos a suspeita lançada por Gilmar: "Não sou de São Bernado (do Campo) e não fraudei eleição". Qual eleição fraudou Lewandowski?



5. As empreiteiras, seus presidentes, diretores e executivos foram condenados à prisão e multas. Por que até hoje apenas os executivos do PT foram condenados, enquanto o partido como pessoa jurídica permanece intocado, mesmo com  os ministros do STF e o procurador-geral da República dizendo em diversas ocasiões que o PT é uma organização criminosa? E o TSE permanece em silêncio ensurdecedor. Até quando?
Semelhanças no desfrute

Para obter apoio parlamentar, os governos de Lula e Dilma usaram e continuam a usar o esquema do mensalão, agora de forma "oficial" com concessões de ministério, secretarias e estatais. 
O esquema de corrupção se aproveita do sistema político em vigor no país, onde o poder Executivo tem chave do cofre e os órgãos de fiscalização são coniventes por medo e/ou interesses particulares. 
O Congresso Nacional, principal órgão fiscalizador, se tornou um balcão de negócios do mais descarado toma-lá-dá-cá. O interesse maior é pelas áreas que detém orçamentos elevados. Agora ficou exposto o leilão que Lula e Dilma fizeram - e continuam fazendo - para obter apoio político.² O aparelhamento do Estado é fato e as entregas de ministérios, secretarias e empresas estatais é feita com "porteira fechada".
Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras

A oposição está contaminada pela compra explícita de parlamentares, implantada pelo governo petista no mensalão, mantida até hoje. Persiste, porém, essas questões que estão no ar com muita possibilidade de aterrizar em breve nas pautas jornalísticas, com consequências relevantes ao povo brasileiro.
O que conhecemos das delações é apenas uma amostra. Muito ainda é necessário para inibir esse sistema político corrupto no Brasil. 
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Notas:

1. Petição do médico Ednei Freitas, comentarista da Tribuna da Internet, pede o impeachment do ministro Barroso. Recebido pelo Senado no dia 16/02, às 17 horas, até hoje o requerimento não foi protocolado oficialmente, para que possa ter seguimento. Ednei completa: “A petição não é inepta, está fincada em argumentos sólidos e irrefutáveis, escrita de modo elegante e respeitoso e, embora desnecessário, segue no anexo com provas documentais. O senador Renan Calheiros não pode dizer que desconhece seu conteúdo, porque também foi enviada para seu endereço eletrônico no Senado Federal a cópia da petição e de seus anexos. Não há motivo para que a petição deixe de ser protocolada e, segundo a lei, lida na sessão plenária do senado no dia seguinte ao seu protocolo”. 
Fonte: http://www.colunaonline.com.br/coluna_ler.asp?id=1053

2. Não esquecemos do mesmo esquema de compra de voto usada na aprovação de PEC que permitiu reeleição de FHC, em que Sérgio Mota (falecido) levava o dinheiro aos deputados. E a reeleição tornou-se o mal maior na política brasileira, pela conivência dos órgãos de fiscalização, quanto ao uso da máquina pública e dos recursos da Nação. O deputado Ronny Von, denunciou aos quatro ventos ao reclamar que recebeu só R$ 220 mil, enquanto outros deputados receberam R$ 380,00!!!