Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PMDB. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de novembro de 2017

Ataque à Polícia Federal

Quando o recém-nomeado ministro da Justiça Torquato Jardim declarou que analisaria a permanência ou não do diretor-geral da Policia Federal Leandro Daielo, pôs em alerta a instituição e todos os que apoiam a Lava Jato e demais operações que investigam a Organização Criminosa, que aparelhou os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. 

Após as declarações de Jardim com o aval de Temer, os funcionários da PF ficaram atentos aos movimentos burocráticos dos membros que atuam nas investigações, tais como: remanejamento de área e de cargo, nomeações de novos membros, troca de função dos atuantes na força-tarefa da Lava Jato e demais processos em andamento, e até promoções atraentes, oferecidas aos que hoje têm atuação de destaque na PF. 

Essa vigilância cidadã visa evitar a desestruturação gradativa das equipes, com o objetivo de barrar a Lava Jato e outras Operações similares, as quais, pela primeira vez no País alcançaram os principais chefes, operadores e tesoureiros dos partidos que sustentam os membros da Organização Criminosa formada pelos PMDB, PSDB, PT, PP, DEM, PR...

Essa semana (09/11), o diretor-geral da Polícia Federal desde 2011, Leandro Daielo, foi substituiu por Fernando Segóvia, ex-superintendente da PF no estado do Maranhão, indicado pelo ex-presidente José Sarney.

Ao ministro da Justiça Torquato Jardim coube apenas anunciar a escolha do presidente Temer e de Sarney, ambos do PMDB.

O segundo de Daielo, Rogério Galloro, diretor-executivo no comando da Direx, foi afastado por transferência à diretoria na Américas da Interpol!

Fica cada vez mais evidente que o chefe da quadrilha é o presidente Michel Temer - como afirmou o empresário-delator Joesley Batista e insinuou o senador Renan Calheiro (PMDB), participantes dos esquemas de corrupção . 

As investigações da Lava Jato e similares estão sendo extintas às nossas vistas, sem qualquer reação concreta por parte da população, das instituições democráticas nem da imprensa. 

Já passou da hora de ir às ruas barrar o retorno da impunidade dos corruptos instalados na cúpula dos poderes da República. 


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Hora de decisão

 Os criminosos tomam todos os cuidados para não deixar pistas. Compram cúmplices, agentes dos órgãos de fiscalização, governadores, prefeitos, parlamentares, juízes, ministros, policiais, imprensa... E quando nada disso dá resultado, ameaçam, chantageiam, corrompem e até matam para manter a organização criminosa atuando impune. Nos Estados Unidos, a máfia italiana era uma das maiores - se não a maior - Organização Criminosa. Dominou cidades e estados por décadas até que, procuradores, promotores, agentes do FBI, do Fisco, juízes e cidadãos de bem, iniciassem uma firme oposição a esse estado de coisas.


No início as investigações eram dificílimas, tudo estava dominado. Apesar dos muitos indícios havia poucas provas, nenhum rastro, muito medo, assassinatos de denunciantes, testemunhas e até de cúmplices quando descobertos cometendo algum crime, que resultasse abertura de inquérito e investigação. Lá, como aqui, o tesoureiro do grupo era fundamental, cargo de total confiança. Era protegido de todas as maneiras, para não aparecer nem ser chamado a depor. Era o alvo preferido dos investigadores.Na Itália, também foi “institucionalizado” esquema de corrupção com essas mesmas características, em todas as áreas da administração e prestação de serviços públicos.


Os 39 ministros de Dilma - 2015


Nos Estados Unidos, a luta contra a máfia italiana obteve resultados significativos após mais de cinquenta anos. Na Itália, os gangsteres assumiram a governança de forma ampla. Tomaram conta dos partidos políticos, da mídia, dos parlamentos e do Poder Judiciário. Com tudo dominado, até hoje saqueiam os recursos do país, com pouca oposição por parte da sociedade, imprensa e instituições importantes, também contaminadas pelo esquema.


Ministério Público na força-tarefa da Lava Jato

No Brasil, a força-tarefa da Operação Lava Jato, trabalha há dois anos apurando crimes de corrupção e desvios do dinheiro público, com sabedoria, conhecimento e competência, já é hoje unanimidade junto às instituições democráticas, no meio jurídico, à opinião pública nacional e internacional, como patrimônio ético, moral e processual. Até os investigados, réus e condenados elogiam o trabalho da Lava jato. Uáu! 

Apesar de parecer estar atuando há anos, a Lava Jato está apenas no início das investigações. Há um volume enorme de informações e pistas a serem processadas e, melhor ainda, há uma montanha de dinheiro a confiscar dos bandidos e devolvido aos cofres públicos, aos verdadeiros donos: o povo. 

As reações contra a Lava Jato, por parte dos envolvidos investigados, tornam-se cada vez mais contundentes, amplas, sofisticadas e muito dissimuladas pelos membros da Organização Criminosa (OCrim) que tentam enganar os cidadãos menos avisados, mentindo sistemática e descaradamente. 

As atitudes que os cidadãos de bem tomarem agora em defesa da Lava Jato, farão a diferença quanto aos previsíveis resultado futuros, anotados a seguir.

1) aprimorar o sistema de governança democrática do País

    ou 

2) retornar ao sistema criminoso institucionalizado que exaure os recursos da Nação e infelicita o povo brasileiro nas últimas décadas.


A Suprema Corte sob suspeita

No texto da aceitação da denúncia do MPF, que tornou Lula réu no Judiciário, o juiz Sérgio Moro lembra que o "reduzido" valor em questão - R$ 5 milhões, Apt.º do Guarujá, sítio em Atibaia, depósito cedido de graça - não é motivo para cancelar os trabalhos de investigação, visto que há outras conta o mesmo grupo, que apontam para valores bem mais significativos, cujas estimativas alcançam a casa dos bilhões de reais. Como lembrou o irreverente poeta musical baiano Raul Seixas: “Ei, Al Capone, vê se te orienta...”

Capone foi preso e condenado por crime "comum" contra o fisco no Imposto de Renda. Todos os demais crimes cometidos pelo grupo, bárbaros e hediondos - tortura, mutilação, morte, sequestro, prostituição, chantagem, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, compra de agentes públicos, etc. -, apesar de conhecidos e amplamente divulgados, não foram suficientes para colocá-lo atrás das grades. 


PMDB assume o governo: os mesmos

Já as primeiras prisões feitas pela Operação Lava Jato (OLJ), ocorreram a partir de março de 2014. O processo em andamento para a remoção dos criminosos, empoleirados em todas as instituições da República e nas maiores empresas da iniciativa privadas, está apenas no começo. 

Ainda não dá para cantar vitória, baixar a guarda e reduzir a mobilização para mudar o sistema político atual, construído "na medida" para enriquecer os políticos, seus partidos, seus cúmplices e apaniguados.

É hora de definir posição: defender bandidos de estimação ou defender mudanças para impedir que se reinstale criminosos nos governos. 

Você decide!

                                                    

Aqui estão só os do PT. Faltam os do PMDB, PSDB
PP, PR, PCdoB, DEM, REDE, PSB, PQP ...


......................................


Nota: 
Esse texto foi veiculado parcialmente na Coluna do Leitor do jornal A TARDE de 24.09.16, com destaque na primeira página. 


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os criminosos avançam

Enquanto os cidadãos brasileiros são confundidos com as movimentações erráticas do governo Temer, a Organização Criminosa avança contra a Lava Jato e tudo o mais que possa resultar na prisão dos seus membros e no sequestro dos bens adquiridos com a corrupção.

Para barrar essa crescente indignação contra a corrupção endêmica implantada por esses criminosos, estão sendo utilizadas as estratégias constantes nos manuais de comunicação e mobilização de Gramsci, Lenin, Trotsky, Goebbels, Stalin, sem que a maioria das pessoas percebam.

Lançar nas mídias mentiras, ameaças, discursos absurdos, inconsistentes e acusar os adversários de cometerem os crimes que estão cometendo, faz parte. Enquanto os adversários se ocupam em desmentir, refutar, argumentar e provar que não são eles os criminosos, não têm tempo para expandir as provas e informações sobre outros crimes em andamento. 

Há dois meses, está em execução o "acordão" fechado entre os principais partidos políticos (PMDB, PT, PSDB, DEM, PCdoB, PP, PR, REDE...), para estancar as investigações da Lava Jato e das demais operações que estão conseguindo punir criminosos instalados nos mais altos postos dos três poderes da República.

A gravação de Sérgio Machado com Romero Jucá, presidente do PMDB, revela o as entranha do Acordão:

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria. […]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.
MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.


Veja algumas providências e atitudes tomadas pelos quadrilheiros, para estancar as investigações na Lava Jato e nas demais operações:

1. Impeachment de Dilma Rousseff (PT), com "fatiamento" à moda Lewandowski da punição única, que a permitirá ocupar cargos públicos e, com pequenos "ajustes" adicionais, concorrer às próximas eleições.


2. União dos políticos para aprovar medidas que darão suporte ao governo Temer no combate à inflação, com desenvolvimento e redução de desemprego.

3. Irrigar as contas dos políticos e de seus chefes e padrinhos, através de concessão de cargos, negociação da dívida dos Estados (PL-257), empréstimos especiais via BNDES, CAIXA, BB, e, claro, dinheiro vivo do caixa 2 entocado em algum lugar. 

4. Atacar, acusar e desqualificar o trabalho realizado pelas forças-tarefas da Lava Jato e demais operações em andamento.

5. Manter as Cortes Supremas sobrecarregadas para impedir o andamento das ações contra os membros da Organização Criminosa. Inclui-se aqui a votação do recurso contra a chapa Dilma-Temer, por uso de caixa 2 na campanha de 2014, pendente há meses no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

6. Aprovar mudanças nas Leis que podem ameaçar a impunidade existente. Faz parte desse item o PLC- 241 e o "fatiamento" do Artigo 52, parágrafo único da Constituição Federal.

7. Deixar fora da pauta o projeto de lei com as 10 medidas contra a corrupção, a pedido do governo Temer (PMDB). Esse fato é denunciador por si mesmo

8. Manter no STF entendimento de prisão do réu só após trânsito em julgado.


9. Aprovar lei que anistia os políticos e partidos que cometeram o crime de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de propinas nas campanhas eleitorais. Isso foi tentado ontem na Câmara, não prosperou por reação veemente de deputados comprometidos com o País.

A mobilização da Organização Criminosa se estende também aos principais órgãos e instituições democráticas (Legislativo, Judiciário, Executivo), à imprensa dependente e às mídias sociais com violência velada ou explícita em batalha de vida ou morte.


Em evento da Associação Brasileira de Direito Tributário (Abradt) dia 16/9, em BH, o ministro Toffoli declarou:
O Judiciário exerce hoje o poder moderador das crises brasileiras que, antigamente, cabia às Forças Armadas. No entanto, não pode exagerar no seu ativismo, senão vai ter o mesmo desgaste dos militares. Se criminalizarem a política, passarem a achar que o sistema judicial vai moralizar a sociedade brasileira, batendo palmas para doidos dançarem, vamos cometer o mesmo erro que os militares cometeram em 1964 ao assumir o poder.¹ Se quisermos ser os protagonistas da sociedade, temos que refletir se desejamos fazer operações que têm 150 mandados de busca e apreensão em único dia, que têm sentenças aditivas. Isso leva a um totalitarismo do Judiciário. Isso é democracia? Isso é Estado Democrático de Direito?
Toffoli recorre à tese de que há um complô de perseguição para "criminalizar a política", quando o que ocorre atualmente é criminalizar - e punir - aqueles políticos que cometeram crimes de lesa-pátria que ficariam impunes, se não houvesse conscientização do povo contra os quadrilheiros dos partidos políticos.
As informações obtidas até agora, pelo MPF, PF e Justiça, já são suficientes para prever que muitos dos que aí estão posando de democratas e defensores do povo serão presos, multados pelos danos causados e terão seus bens confiscados até o valor roubado, durante todos esses anos de impunidade.

Um dos principais operadores do Acordão, o presidente do Senado Renan Calheiros do PMDB, vem fazendo comentários desqualificando os procuradores do MPF, que denunciaram Lula, Letícia, Okamoto e outros. Com cerca de seis processos no STF, Renan trabalha no acordão em defesa própria. 

Em situação semelhante, há poucos anos, Renan renunciou o mandato para manter os direitos políticos. Isso permitiu ser eleito, voltar à presidência do Senado e a praticar os mesmos crimes, com a desenvoltura de sempre.

Também seria beneficiado com o acordão o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), que na delação premiada de Marcelo Odebrecht, foi acusado de receber R$ 23 milhões em contribuições na campanha de 2010 — parte no Brasil, parte em contas no Exterior.

Outro interessado em “chegar à outra margem” ´é o senador Aécio Neves (PSDB), sob investigação por causa do esquema de propinas em Furnas e suspeito de interferir nas investigações do mensalão petista, com o objetivo de poupar aliados. Aécio pode ser delatado por executivos da OAS por receber, através de Oswaldo Borges da Costa Filho, propina de 3% na parte da Cidade Administrativa que coube à empreiteira construir.
O acordão em Brasília beneficiaria especialmente o PMDB: executivos da Odebrecht podem delatar repasse de R$ 10 milhões - a pedido de Michel Temer  - na campanha de 2014. Uma acusação formal contra ele pode por abaixo todo o governo
Pelo menos uma denúncia de acordão, foi feita por ex-integrante do governo Temer, Fábio Medina Osório, defenestrado da Advocacia Geral da União (AGU). Quando ainda estava sendo fritado por boatos sobre sua demissão, ele resumiu: “É uma série de ataques que estamos sofrendo. Coincidentemente, logo agora, após havermos ajuizado ações bilionárias contra uma série de empreiteiras, no montante de R$ 12 bilhões para recuperar ativos dos cofres públicos. E no momento em que estamos reforçando a equipe da AGU para combater a corrupção, na Operação Lava Jato”.

Não vamos deixar os criminosos agirem impunemente no Brasil.

Notas:
1. Veja mais no link http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/o-que-esta-por-tras-do-acordo-para-acabar-com-a-lava-jato.html 
2. Veja mais no link http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/o-que-esta-por-tras-do-acordo-para-acabar-com-a-lava-jato.html

* Texto veiculado em 23.9.16 no site MIGALHAS < http://www.migalhas.com.br/Leitores/245879 > sob o título "Governo Temer".

domingo, 31 de julho de 2016

Projeto do fim-do-mundo


Presidente interino Temer, do PMDB

A Organização Criminosa (OCRIM), que tomou conta dos partidos políticos do Brasil, PMDB, PT, PSDB, PR, PCdoB, PL, Rede, etc, está agindo a todo vapor para barrar as Operações Lava Jato, Zelotes, etc, e evitar que seus membros sejam investigados, presos e punidos com prisão e - a melhor das punições - pagamento de multas e confisco dos bens adquiridos com o dinheiro roubado.
Várias medidas estão em andamento, sem chamar atenção do grande público e da sociedade como um todo.

A mais visível, é o Projeto de Lei do Senador Renan Calheiros (PLS-280) que pretende punir “abuso de autoridade” dos procuradores do MP, dos juízes, delegados, policiais e todos os que cumprem suas missões de investigar, prender e julgar os criminosos do alto escalão.
Foi apresentado pelo governo Dilma em 2009, desengavetado agora por Renan e relatado pelo senador Romero Jucá, ambos do PMDB, e tramitado no Senado em Regime de Urgência, por solicitação do seu presidente Renan, investigado e acusado de desvios de recursos públicos em vários processos abertos pela Lava Jato.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara
e Renan, presidente do Senado

Outro projeto, menos visível, será votado amanhã, segunda-feira, dia 1º de agosto, na Câmara Federal.
É o PL-257, que trata das negociações das Dívidas dos Estados com a União. Entretanto, lá no meio, escondido no Art. 14, está a permissão para os governadores exonerarem procuradores, juízes, delegados, policiais e qualquer outro servidor, se ocorrer o Estado não ter recursos suficientes para cumprir seus deveres constitucionais. 
Já é chamado de projeto do fim-do-mundo pois, considerando que a grande maioria dos Estados está no vermelho e até no roxo, sufocados por tantas dívidas, esse projeto vem  bem a calhar aos que querem se livrar dos servidores que incomodam com fiscalização, investigação, prisão e punições os membros da OCRIM.

Renan responde a processos na Justiça


Se não houver uma mobilização urgente dos cidadãos de bem os dois projetos (PLS-257 e o PL-280) serão aprovados com certeza. Se o presidente Temer não vetar, será o início do fim-do-mundo com a "legalização da impunidade".




Quem trairá o povo brasileiro?

sábado, 23 de julho de 2016

Lava Jato ameaçada

A Operação Lava Jato e todos os avanços contra a corrupção, obtidos pela força-tarefa formada pelo MPF, PF e TJF, sob a coordenação do juiz Sergio Moro, estão ameaçados de vir abaixo.

Além do acordão fechado entre partidos, políticos, deputados, senadores, ministros de Estado e o presidente interino, Michel Temer (PMDB), para frear as investigações em andamento, entrou em cena - como espada de Dâmocles - o Projeto de Lei nº 280, de autoria de Renan Calheiro (PMDB) e relatoria de Romero Jucá (PMDB), que tem como objetivo declarado definir os crimes de abuso de autoridade e dar outras providências.

Rodrigo Maia e Renan Calheiros
presidentes da Câmara e do Senado

Na realidade, o que a organização criminosa objetiva é manter impunes os corruptos que saquearam o país, e manter longe dos braços da Justiça os bilhões de reais roubados por eles.
O projeto é defendido com veemência por Renan e tocado em regime de urgência no Senado onde é presidente, para aprovação relâmpago lá e na Câmara dos Deputados, presidida por Rodrigo Maia (PMDB).
O presidente da OAB-Brasil, Cláudio Lamachia, faz coro pela aprovação, com a nobre justificativa de defender os direitos constitucionais dos cidadão investigados. Será ingenuidade?

Renan responde a nove processos na Justiça

Na realidade, o PL-280 legaliza a impunidade para os membros da organização criminosa, instalada nas instituições da República e nos partidos políticos, que vem desviando os recursos públicos há décadas. Se sem ele, várias operações e investigações foram anuladas pelo STF, por mínima suspeita de ilegalidade, imaginem agora com mais essa Lei?

O projeto prevê punição a quem causar "constrangimentos ilegais" ou quem emitir ordem de prisão "fora das hipóteses legais" ou por "abuso de autoridade".

Prisão de Mônica Moura e João Santana
marqueteiros de Dilma revelam Caixa 2
 

Bolas! Se as atitudes tomadas pelos agentes, juízes, desembargadores, procuradores, etc. são ilegais, fora da legalidade ou fora da competência da autoridade, significa que já há leis definindo esses crimes. Para que mais uma?

São coisas subjetivas a intimidar os agentes, delegados, procuradores, juízes, desembargadores, carcereiros e todos os demais envolvidos na missão constitucional de deter a organização criminosa que se apoderou do Estado.
Mesmo cumprindo estritamente e fielmente seu dever, qualquer um dos acima mencionados estará sujeito a acusação de constrangimento ou abuso de autoridade.  

Presidente interino Michel Temer
retirou de pauta projeto do MPF
com 10 medidas contra a corrupção

A retirada de pauta do Congresso do projeto do MPF - 10 medidas contra a corrupção - pelo governo de Temer (PMDB), com a justificativa que não é prioritário, mostra de onde vem o mando: lá de cima!
O engavetamento da CPI da UNE por Rodrigo Maia (PMDB), presidente da Câmara e os habeas corpus de Cachoeira e cúmplices, mostram o quanto a Lava Jato e o combate à corrupção estão ameaçados.

E o pior de tudo é que, caso não haja uma forte reação da sociedade contra o PL nº 280, o Congresso o aprovará com facilidade, visto que os partidos e a grande maioria dos senadores e deputados estão na mira das investigações da Lava Jato. 
Os votos virão dos parlamentares do PMDB, PSDB, PPS, PCdoB, PR, REDE, PT e demais FDPs. 
A OCRIM fez acordão para acabar com a Lava Jato e Moro.

Juiz Sergio Moro do TJF do Paraná

Preparem seus cartazes e faixas para o DIA 31/7 com enfoque contra os corruptos-corruptores, contra a corrupção, contra o PL nº 280 e de apoio ao trabalho da LAVA JATO e do juiz Sergio Moro.

É tempo de vigiar e denunciar as manobras impetradas contra a Lava Jato, Zelotes e demais operações que investigam a corrupção usual sistêmica implantada no país há décadas, a qual vem conseguindo fazer retornar aos cofres públicos os bilhões de reais roubados, confiscando os bens e o dinheiro depositado em contas no exterior pelos criminosos. 
E isso é tudo que os corruptos não querem que aconteça. 



sexta-feira, 17 de junho de 2016

Temer acuado

A delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, é uma verdadeira metralhadora ponto 100, como avaliou Sarney. Ela vem abatendo os maiorais do PMDB com informações detalhadas no tempo, quantia, pagador, recebedor e no modus operandi da organização criminosa partidária.

Presidente interino Michel Temer

As divulgações de encontro dele com Michel Temer, presidente interino da República, em Base Aérea, onde teria sido pedido ajuda para a campanha do menino Gabriel Chalita ao governo de São Paulo, é apenas um aperitivo.
A parte que mais atinge Temer é o detalhamento do que ocorreu entre os líderes que participavam do butim na Transpetro. O mais explosivo está na descrição que Machado deu das desavenças, cada vez maiores entre os senadores do esquema, pela partilha das propinas acumuladas em um fundo virtual.
Para apaziguar os ânimos acirrados entre membros da quadrilha, e evitar brigas que poderiam resultar em riscos ao esquema criminoso, Michel Temer precisou se reeleger à presidência do Senado... Para meio entendedor, basta!

Na posse de Temer havia vários
investigados pela Lava Jato

Isso pode indicar que Temer comandava a gangue que usou a Transpetro para se locupletar. Esse entendimento também se revela na convocação do pronunciamento de Temer à imprensa - sem direito a perguntas - para rebater as denúncias de Machado.
O discurso pseudo indignado, mostra a fragilidade do presidente em exercício e dos seus argumentos. Apela para a governabilidade que ele está dando ao país com equipe econômica e com o ministro José Serra nas Relações Exteriores; devaneia citando o apoio que está recebendo das pessoas que encontra; e arrisca na retórica ao considerar que alguém que cometeu atos como os malfeitos citados por Sérgio Machado, não teria condições de estar à frente da presidência da República... Isso é verdade! 

Citado por Sérgio Machado
Alves deixou o ministério
do Turismo

Verdadeira também é a justificativa dada por Henrique Alves - citado na delação de Machado - ao pedir exoneração do ministério do Turismo: "Saio para não provocar qualquer constrangimento ao governo de Temer".
Ele, que também foi citado, poderia fazer o mesmo, mas não fará, confirmando o ditado "faça o que digo, mas não faça o que faço".

Está a cada dia mais à mostra, a forma pedradora com que atuam os partidos políticos brasileiros. São eles as verdadeiras "organizações criminosas" citadas pelo procurador-geral Rodrigo Janot e por diversos ministro do Supremo. 

Visto em toda a sua amplitude, esse podero$o esquema de corrupção institucionalizada no Legislativo, com capacidade de corromper os demais poderes e empresas privadas, mostra os riscos que a Lava Jato vem correndo ao longo desse período de denúncias e condenações. 

Juiz Sergio Moro

Só o apoio obtido pela Lava Jato, junto à opinião pública, pode explicar o tratamento dado pelo ministro Teori Zavascki à divulgação da conversa telefônica entre Lula e Dilma, no dia anterior à posse na Casa Civil.
Por muito menos várias operações realizadas pelo MPF e Polícia Federal foram anuladas, sob justificativas de escuta ilegal, abuso de poder, ultrapassar competências, constrangimento aos investigados pelo uso de algemas, etc. e etc., tudo para livrar os bandidos endinheirados das previsíveis condenações.

Ao juiz Sérgio Moro e aos participantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, registro aqui nossa gratidão e admiração, por terem conseguido atuar com lucidez, paciência, competência e sabedoria ante todos os obstáculos, visíveis e ocultos, armados contra eles. E que Deus abençoe a todos nós que batalhamos para ter governantes íntegros e competentes!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O Brasil mudou!


Senador Romero Jucá,
presidente do PMDB
Hoje, ficou bem visível que o Brasil mudou. Na gravação da conversa com Rogério Jucá, feita pelo interlocutor Sérgio Machado há clara intenção de um plano com todos os partidos e a Justiça, representada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para frear as ações da Operação Lava Jato. 
Fossem outros tempos, a divulgação da gravação do telefonema entre Lula e Dilma sobre o documento de posse antecipada, visando evitar uma possível prisão, seria o suficiente para os ministros do TSJ ou STF considerarem nulas todas as investigações, depoimentos e provas já obtidas e enterrar de vez a Lava Jato em cova rasa, como era comum acontecer antes da mudança. 
Foi quando um juiz e um delegado federal sofreram condenação por investigar, obter provas e prender participantes de alto escalão na organização criminosa especializada em saquear os recursos da Nação. Uma repescagem nos processos de investigação anulados pelo Judiciário, atendendo os interesses e as conveniências dos quadrilheiros contumazes, pode ser feita nas seguintes operações: Castelo de Areia, Boi Barrica, Sanguessuga, Mãos Limpas, Voucher, Sangue Frio, Navalha, Caixa de Pandora, Chacal, Satiagraha...

A Operação Satiagraha foi anulada pela 5ª Turma do STJ, que seguiu o voto do ministro Adilson Macabu, que entendeu como ilegal a convocação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para ajudar nos grampos telefônicos usados como prova, mesmo sendo a Abin um órgão de Estado.
Não se anulou somente as provas obtidas nas gravações telefônicas, mas todas as demais investigações e provas. Assim, foi suspensa a ação penal que julgava o banqueiro Daniel Dantas por corrupção ativa. O responsável pela operação, delegado federal Protógenes Queiroz, foi condenado por violação de sigilo na investigação, mesma justificativa que tentaram imputar ao juiz Sérgio Moro, por divulgar o telefonema de Lula e Dilma na véspera da posse como ministro da Casa Civil.
Os tempos são outros e o STF não só manteve a gravação como prova, como a anexou ao processo de Lula e Dilma por obstrução da Justiça! A reportagem - veiculada hoje (23) na Folha de São Paulo - com a gravação feita por Sérgio Machado em conversa com líder do PMDB Romero Jucá, mostra quanta diferença faz uma gravação.  O descaramento de Jucá, ao “traduzir” suas palavras na gravação, revela o que se pode esperar em dissimulação.
Michel Temer tem o apoio Eduardo Cunha e Romero Jucá, e agora conta também com o presidente do Congresso, Renan Calheiros, que lhe era arredio. Com companhias assim, haverá muita dificuldade para Temer fazer um governo de recuperação do crescimento, ajuste nas contas públicas, viabilizar a Previdência Social e passar o Brasil a limpo.
O processo de cassação da chapa Dilma-Temer pendente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que após a nomeação de Francisco Meireles para a Fazenda tomava o caminho do esquecimento, volta à pauta sob a condução de Gilmar Mendes.

Quanta diferença se faz notar nas decisões dos representantes das instituições da República, quando a sociedade vigilante se interessa, avalia e critica. Vamos persistir nisso!

domingo, 22 de maio de 2016

PMDB, partido fisiológico


Por caminhos institucionais previstos, mas de algum modo imprevisível, o PMDB ocupa mais uma vez a presidência da República. O partido tem se revelado o mais fisiológico dos existentes desde as origens, quando ainda não tinha do P na sigla do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) criado em 1966 no rastro do Regime Militar de 1964. Só em 1980 incorporou o P de Partido na sigla.
Desde a democratização, ainda com a norma de eleições indiretas, o PMDB vem se mantendo "aliado" do poder em exercício, qualquer que seja o partido na presidência da República. É reconhecido por seu fisiologismo, que lhe dá fama de camaleão político, que se adapta às cores de qualquer partido no poder.

Tancredo Neves
Quis os vendavais republicanos que o PMDB assumisse o primeiro mandato presidencial após a redemocratização do país na pessoa do "coronel" maranhense José Sarney, com a morte do presidente Tancredo Neves, eleito de forma indireta pelo Colégio Eleitoral, que nem chegou a tomar posse. A chapa de Tancredo uniu as forças democráticas que concorreu com Paulo Maluf, representante do continuísmo "ditatorial", e venceu com 480 votos contra 180.
Com auxílio de Dilson Funaro, Sarney implantou o Plano Cruzado, com congelamento de preços para debelar alta e resistente inflação monetária. 

Sarney, "coronel' do Maranhão
Com o Plano obtendo bons resultados, Sarney deixou de lado as orientações de Funaro para flexibilizar os preços e por interesses eleitorais manteve o congelamento de preços até novembro de 1986. Com isso, o PMDB elegeu governadores em todos os estados, exceto em Sergipe. 
Entretanto, esse congelamento alongado provocou a revolta dos empresários e a explícita desobediência civil às regras do Plano Cruzado que acabou no brejo, onde afundam todos os planos mal feitos ou mal conduzidos. A inflação chegou a 84% ao mês em fev.1990, último mês do governo Sarney. Um desastre!
Collor fez o que dizia dos outro
Fernando Collor de Melo tomou posse em 15.03.1990, com a ministra Zélia Cardoso na Fazenda e confisco da poupança e dos recursos particulares depositados em bancos e financeiras. Um horror que se prolongou até aprovação do impeachment no Senado em 29 de dezembro de 1992. Collor apresentou carta de renúncia pouco antes do início da votação, para evitar a perda dos direitos políticos por oito anos, mas o Senado decidiu continuar a votação que resultou em 76 votos a favor do impedimento e três contra.
Com aceitação do processo de impeachment em outubro de 1992, Collor foi afastado das funções da Presidência da República. Assume o vice Itamar  Franco, que tinha sido do MDB, que em 1980 virou PMDB, passou pelo Partido Liberal (PL) e se elegeu vice de Collor pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), criado especificamente para acolher a candidatura. Esvaziou-se e sumiu como muitos outros partidos de aluguel que criaram em 2002 o Partido Trabalhista Cristão (PTC), um nome para se livrar do passado e enganar os menos atentos. Itamar Augusto Cautiero Franco fez um governo focado na hiperinflação, o maior problema da época, que alcançou 1100% no ano de 1992, e 2708% em 1993!!!

Itamar Franco
Preocupou-se em ajustar as contas públicas, convidou Fernando Henrique Cardoso (FHC), que na época era ministro das Relações Exteriores, para ministro da Fazenda, em maio de 1993, com a incumbência de chefiar a equipe de economistas experientes em planos econômicos anteriores fracassados, ligados ao PSDB. Era formada por Pérsio Arida, Armínio Fraga, André Lara Resende, Gustavo Franco,Pedro Malan, Edmar Bacha, Winston Fritsch, entre outros. Essa equipe preparou um plano econômico em três etapas. Após as medida iniciais com ajuste das contas pública, em 29 de fevereiro de 1994 foi implantada a segunda etapa do plano com criação da Unidade Real de Valor (URV), criativa “moeda virtual” que embutia a inflação diária. Uma "dolarização" disfarçada que funcionou de 1º de março a 1º de julho de 1994 quando foi congelada. 

Fernando Henrique saiu do
Min. da Fazenda em fevereiro
mas assinou as cédulas do
Real lançadas em julho
No fim de março de 1994 FHC deixa o ministério da Fazenda para concorrer ao cargo de presidente da República. Mesmo assim, sua assinatura apareceu nas cédulas do Real, lançadas só em julho de 1994, o que impulsionou sua candidatura e facilitou a vitória eleitoral.
Durante os oito anos dos governos FHC o PMDB aproveitou para se mostrar necessário às aprovações dos projetos e medidas no Congresso, incluindo a PEC da reeleição, que contou com o auxílio de Sérgio Motta, ministro das Comunicações e do governador do Amazonas, Amazonino Mendes, que pagava aos deputados para votar a favor da reeleição. Mais um escândalo provocado pelos interesses escusos do governante da hora e  criminosos disfarçados de parlamentares que atuam no Congresso Nacional. A eleição de Severino Cavalcanti (PP/PE) para a presidência da Câmara em 2005 revelou 300 deputados desse grupo que votou contra o candidato oficial do PT, Luiz Eduardo Greenhalgh que só obteve 195 votos. 
Denunciou os 300 picaretas
e depois acrescentou os do PT
Em 1993, o então ex-deputado Lula, já havia declarado que “há uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”. Isso permanece até hoje, basta ver a eleição do novo líder do governo Temer na Câmara, André Moura (PSC-SE), ligado a Eduardo Cunha e réu em três ações penais no STF, incluindo até assassinato. Mas a gente vai falar mais sobre isso daqui a pouco.
Em 2002, o PMDB fez de conta que apoiava o candidato do PSDB à presidência, José Serra, em coligação com o PSDB. Lula (PT) e José Alencar (PL) como vice venceram as eleições. Aliás, o presidente Fernando Henrique nada fez por José Serra!

Lula institucionalizou a corrupção
Com Lula eleito o PMDB tentou se inserir no governo dele mas não houve acordo. Com o mensalão em 2005, Lula viu a necessidade de se aliar ao partido que tem a maior bancada do Congresso. Fez coligação com o PMDB e foi reeleito com Michel Temer na vice-presidência. Nas duas vezes em que a sigla não participou do governo após a redemocratização, o Planalto sofreu sérias consequências: houve o impeachment de Collor em 1992 e o mensalão do PT em 2005. Com Dilma, essa percepção ou “teoria” perdeu a validade!
Michel Temer e os 304 picaretas
Agora o PMDB está de novo no poder com Michel Temer dependendo de dois terços do Senado! Daí a minha suspeita de que os 304 picaretas vão exigir retorno$ e$speciai$. A volta do MinC atesta que já estão agindo! Muito pior, sinaliza que o governo Temer tornou-se refém da chantagem dos picaretas! O que não é bom para o Brasil nem para a maioria do povo. 

Apenas os mesmos vão continuar recebendo as vantagen$ por apoiar o governo provisório de Temer, criado fisiológico como só o PMDB sabe ser. Daí vão surgir o mensalão e o “públicão” envolvendo todas as empresas e instituições da rês pública, AGORA, SOB NOVA DIREÇÃO!

Qualquer semelhança com a organização criminosa atualmente investigada pelas Operações Lava Jato, Zelotes, etc. é mera consequência. Para nós outros que tínhamos esperança de mudança na política brasileira -promovida com propinas, crimes e sofrimento dos cidadãos-eleitores menos afortunados e seus familiares - resta ficarmos atentos às medidas do novo governo que começa com a velha política.



Apesar dos fortes sinais da manutenção da velha política,
mantemos esperança de mudança por ação da sociedade contra isso