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sábado, 13 de maio de 2017

Interesses da Lava Jato

Quais são os interesses dos membros da força-tarefa da Operação Lava Jato? Por que procuradores do Ministério Público Federal (foto), delegados da Polícia Federal e juízes expõem suas vidas para realizar esse trabalho de fôlego, inédito no Brasil? 

E quais seriam os interesses dos investigados e condenados pela Lava Jato? Essa resposta está bem à vista: barrar a Lava Jato para ficar com os valores roubados, manter o esquema de corrupção e o poder. 

No início da Lava Jato o PT se defendia acusando a força-tarefa e o juiz Sérgio Moro de querer derrubar o governo petista e condenar seus líderes, com o objetivo de beneficiar os políticos do PSDB. 


Lula e Palocci, revelando segredos

Quando as investigações tomaram a abrangência do esquema de corrupção institucionalizado nos maiores partidos, na cúpula da governança, nos ministérios, na Câmara e no Senado, e quando os políticos dos principais partidos passaram a ser investigados, presos, julgados e condenados, o argumento petista caiu por terra. 

Agora, os líderes da situação e da oposição se unem em acordão para burlar e combater a Operação Lava Jato, utilizando de todas as armas legais ou nem tanto. 

Enquanto isso ocorre no palco dos Três Poderes, a força-tarefa da Lava Jato enfrenta ameaças e campanha de injúrias orquestrada pela Organização Criminosa ora instalada nas instituições da República, continua realizando seu trabalho de fiscalizar o cumprimento das leis, combater os transgressores corruptos e corruptores, onde quer que eles estejam. 

Os cidadãos de bem apoiam os procuradores do MPF, os delegados e agentes da PF e os juízes da Justiça Federal, nessa luta para remover das governanças e das instituições democráticas, os criminosos que saquearam os recursos públicos e infelicitaram a população por décadas, sob a cumplicidade dos principais fiscais: Câmara, Senado, Tribunais, Ministérios...


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Contra-ataque da OrCrim

Os deputados, senadores e partidos políticos - membros da Organização Criminosa (OrCrim) investigados pela Operação Lava Jato -  estão seguindo abertamente o mesmo roteiro utilizado pelos "políticos" italianos para anular todas as condenações decorrente da Operação Mãos Limpas.

Depois que a sociedade italiana arrefeceu as manifestações populares contra os políticos corruptos-corruptores, os parlamentares de lá aprovaram várias leis que impediam a punição dos corruptos, anistiavam os já condenados e legalizavam os ilícitos cometidos por eles próprios, em ampla, imoral e descarada autoanistia. 

As manifestações, que tomaram força após o assassinato pela máfia de várias testemunhas e dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, deixaram de ocorrer, a sociedade achou que o combate à corrupção já fora ganho.

Aproveitando a falta de vigilância por parte da opinião pública os parlamentares italianos conseguiram reverter todos os benefícios obtidos pelas investigações e punições dos envolvidos em crimes contra a Nação. 

Ontem (7), quando o STF pautou julgamento de contas eleitorais, foi aprovado pelos "parlamentares" o pedido de urgência para o projeto de lei que vai impedir o STF cassar partidos políticos que fraudaram as prestações de contas.  O pedido foi aprovado por 314 votos contra 17. Só o PSOL votou contra.

O desrespeito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desfaçatez - antes e no dia seguinte à votação - e o deboche explícito à opinião pública que quer passar o Brasil a limpo, são atitudes próprias dos canalhas.
Pode ser até que nem todos os 314 deputados que votaram pela urgência do projeto sejam canalhas. 
Mas agiram como se fossem.

Isso ficou bem visível no dia seguinte nas declarações de senadores que votaram a favor a urgência, que na TV passaram a condenar a aprovação da urgência no maior descaramento.

Parecia até que ninguém tinha votado a favor! A ponto de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mudar completamente o discurso e declarar que o projeto não será aprovado do jeito que está!? 

Recuaram ao perceber a forte reação da sociedade nas redes sociais, das instituições democráticas e da imprensa.

Esperavam que, com o caos em Vitória e demais cidades do Espírito Santo, devido ao motim dos policiais militares, ninguém iria perceber a votação feita após a edição dos principais jornais televisivos. Depois de aprovada, seria fato consumado.

Foi semelhante à aprovação da 10 medidas contra a corrupção, totalmente desfigurada em sua intensão básica de punir os corruptos e prevenir as múltiplas formas desse crime.
Votada e aprovada no Senado, foi também aprovada na Câmara. Imaginavam também que era fato consumado até que o ministro Toffoli aceitou pedido de anulação dessas votações e, agora, tudo terá de ser refeito com a proposta original do projeto, sob olhar atento da imprensa e dos cidadãos de bem.

Nesse caso, aproveitaram o trágico acidente com o avião que levava jogadores e comitiva a Chapecoense a Bogotá e, durante a madrugada, aprovaram um projeto que ameaçava a todos os servidores públicos (procuradores, juízes, delegados, agentes, desembargadores, etc.) que, cumprindo suas funções constitucionais, atuassem contra os membros da Organização Criminosa que saqueia os recurso do País há décadas.  

A sociedade brasileira, suas associações representativas e a imprensa precisam demonstrar de forma contundente e decisiva, seu repúdio a esses criminosos travestidos de parlamentares.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Feliz Brasil Novo

Palácio do Planalto

Para que o novo Brasil se torne realidade, muito do que já foi feito precisa continuar a ser feito. 

Para dar certo é necessário que os criminosos instalados na governança sejam punidos exemplarmente, devolvam os valores roubado, paguem multa e cumpram as penas estipuladas. Manter o foco nas investigações em andamento, nos seus desenvolvimentos e nas suas consequências. 

Os jovens procuradores do Ministério Público estão na linha de frente na luta por esse novo Brasil. 

Procurador Deltan Dallagnol do MPF

Os cidadãos brasileiros já sabem que os políticos, em sua maioria, são uma farsa. Só cuidam de seus interesses e estão nem aí com as necessidades do País. 

Tempo de economizar? Nem pensar! Aumentos de salários, mordomias, verbas de gabinete são propostos acintosamente, sem qualquer receio da população indignada e revoltada. 

Mas a população já sabe que só é percebida quando protesta contra essas atitudes tomadas em acordo interpartidário. O que demonstra a necessidade de maior atenção por parte do cidadão e dos meios de comunicação ao que se passa nos bastidores da política.

Algumas providências se fazem necessárias para que seja implantado um sistema político que atenda as necessidade da população e tenha compromissos com o País... Acima de qualquer outro: pessoal ou partidário.

1. Voto Impresso - A implantação do voto impresso nas eleições informatizadas é fundamental para uma apuração efetiva da vontade popular. Sem ele, estaremos sujeitos aos interesses dos que podem comprar favores dos responsáveis pelos programas do sistema eleitoral.

2. Fiscalização efetiva - Sobre as campanhas eleitorais e ao abuso do poder econômico sobre os eleitores mais desprovidos. A compra de voto, feita de maneira surreal, é reconhecida por 10 entre 10 pessoas consultadas. Os já eleitos usam seus assessores de gabinete - pagos com recursos públicos - para seus interesses pessoais: cadastrar eleitores e força-los a votar no candidato sob diversas ameaças, inclusive de que eles têm acesso ao voto dado nas urnas eletrônicas.


Equipe do MPF na força-tarefa da Lava Jato

3. Controle de Gastos para o Equilíbrio Fiscal - Está patente que os políticos não são a favor de reduzir gastos. Em 2016, muito se falou em controlar gastos, mas o que se viu foi um aumento de verbas, salários e mordomias aos já abastados senadores, deputados, vereadores, governadores... Exceto raríssimas exceções! 
Os proventos acima do teto constitucional é para ser contestado em qualquer situação. Mas o que se vê é uma condescendência interessada por parte dos juízes e ministros das mais altas cortes de Justiça. E as mazelas passadas são incorporadas como sob o dispositivo de "direito adquirido". 
Instituições como o STF têm de dar um basta nessas aberrações.

4. Sistema Preventivo Contra Corrupção - Implantação de sistemáticas de prevenção à corrupção. Canal de denúncias. Auditorias independentes. Teste de integridade funcional, que foi retirada do projeto das 10 medidas contra a corrupção proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). 

Renan e Moro


A  quantidade de informações já obtidas e o desdobramento que elas podem ter, já são suficientes para pelo menos mais um ano de trabalho, por parte dos grupos-tarefas já existentes e mais outros que poderão ser criados para agilizar as providências.

Tudo isso com o cidadão de bem mantendo atenção redobrada sobre os governantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, que farão de tudo para voltar aos esquemas de fraude e corrupção anteriores que afundaram o País.

Ainda há muitos poderosos dispostos a tudo para barrar a instalação de um sistema político que tenha compromisso com o País, seja fiscalizado por órgãos competentes e preste contas à população. 

sábado, 3 de dezembro de 2016

Compromisso Odebrecht

O reconhecimento de culpa e o compromisso público da Odebrecht, maior empresa de engenharia e construção do Brasil, mostra um resultado - inimaginável até então - do trabalho competente do juiz Sérgio Moro na coordenação da força-tarefa da Operação Lava Jato.


Só os membros e cúmplices da Organização Criminosa, que saqueia o país há décadas, são contrários ao seus trabalhos. Isso, lá entre eles! 

Em frente às câmeras louvam  a Operação Lava Jato como sagrada, que alcançou inúmeros benefícios civilizatórios ao Brasil. 

Moro é um herói reconhecido nacional e internacionalmente. 

O resultado desse trabalho já é considerado como sendo a maior delação premiada do mundo.

Vida longa à Lava Jato!










sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Padrão Lava Jato

Há três anos, era impensável a prisão de poderosos endinheirados no Brasil. O exemplo da força-tarefa da Operação Lava Jato está se espalhando no Judiciário, na Polícia Federal e no Ministério Público. 

Fotos do fichamento vazaram

A cooperação entre o juiz Marcelo Bredas do Rio e o juiz Sérgio Moro do Paraná, resultou na denúncia de mais um grupo de corruptos que ajudaram na falência do Estado do Rio de Janeiro.
Quanta diferença em relação às denúncias feitas pela equipe do delegado da PF Protógenes Queiroz ao juiz Fausto Di Sanctis, na Operação Satiagraha, contra Daniel Dantas, Pita, Nagi Nahas... 

Naquela época foram trucidados pela Organização Criminosa instalada nos poderes da República. Mas agora, os corruptos sabem que podem ser presos e pagar por seus crimes... E suas mulheres também!

Adriana, esposa de Sérgio Cabral

Só esses fatos já estão permitindo que, silenciosamente, milhões de reais permaneçam nos cofres públicos. Recursos que não serão mais desviados dos verdadeiros destinos.
Aí então, as pessoas de bem vão começar a reconhecer os males que a corrupção provoca ao País e à população.

A sistemática aprimorada pela força-tarefa da Lava Jato, está conseguindo devolver à Petrobras. Desde maio de 2015, cerca de R$ 500 milhões desviados pela corrupção, voltaram aos cofres da empresa.

Vida longa ao padrão Lava Jato, visto que há estimativa de que R$ 60 bilhões foram desviados durante a gestão petista.

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* Post veiculado parcialmente na coluna Espaço do Leitor do jornal A TARDE, edição de 22.11.16.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Receita invisível

Uma receita significativa, que está sendo obtida atualmente pelos governantes, passa despercebida nos cálculos de déficit ou superávit. 

Apesar de representar cerca de 10 a 20% da arrecadação, essa receita não é registrada e nem contabilizada. E não é caixa 2! É uma receita virtual, que tem boas e reais consequências.



São recursos públicos que não foram desviados nem roubados pelos esquemas de corrupção existentes no país. 


São recurso que permanecem nas contas públicas em vez de migrar para caixa 2, empresas offshores, contas no exterior, pagamento de despesas pessoais de servidores, autoridades, etc.
 


Apesar de invisível nos balanços contábeis, esses recursos não gastos de propinas e ptchulecos estão fazendo a diferença entre a atual situação ruim por que passamos e a muito ruim que passaríamos se a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro não tivesse impedido a continuidade do esquema de corrupção, implantado pelos membros da Organização Criminosa instalada em quase todas as instituições da República.


Além desses recursos - que deixaram de ser roubados e que permaneceram nas contas públicas - há recursos obtidos dos sequestros de valores em contas e em investimentos, dos bens dos criminosos adquiridos com propinas, pelo recebimento de multas e de indenizações pagas pelos réus já julgados e condenados.


As condições econômicas-sociais estariam bem melhores se os governantes não estivessem gastando muito e dando aumentos de salário bem acima da inflação a servidores do Judiciário e, por consequência aos demais servidores eleitos ou não, tais como: ministros, prefeitos, vereadores, 



Equipe do Ministério Público Federal a serviço da Operação Lava Jato




segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Ajuste no caos


Os governantes brasileiros parecem avessos a planejamento, fiscalização e acompanhamento da execução de serviços e projetos de sua responsabilidade. São eles os maiores usuários do gerúndio inconclusivo em suas explicações e justificativas: estamos providenciando licitação para...; estamos preparando o contrato para..., já estamos comprando..., estaremos concluindo no fim do ano..., no próximo ano... 

Por essas e outras é que todo cidadão de bem precisa estar atento e conhecer às pendências cruciais de providências necessárias para se evitar o retorno ao sistema político que institucionalizou a corrupção nos três poderes da República. E de que são necessários tempo e empenho para que as engrenagens - livres de corrupção, incompetência e chantagem - entrem em funcionamento dentro da normalidade, em um Brasil renovado em todos os aspectos. 

Até agora, as investigações, prisões e condenações das Operações Lava Jato, Acrônimo, Zelotes, etc. não mudaram em quase nada esse sistema que vem locupletando á décadas os políticos e seus cúmplices. Quando muito, deixaram os criminosos cientes de que a impunidade não é mais regra... 

Políticos unidos contra a Lava Jato

Por enquanto! Pois os membros da organização criminosa que tomou as governanças no Brasil, já estão fazendo de tudo para na calada da noite aprovar projetos de lei e de emendas constitucionais que vão permitir reverte as apurações-punições e conceder anistia aos políticos que usaram caixa 2, além das novas "facilidades legais" à impunidade, como a denúncia por abuso de autoridade e constrangimento ilegal aos suspeitos endinheirados que chegarem a ser investigados, presos e julgados daqui para frente.

É isso mesmo: se chegarem a ser investigados porque, além de ameaçarem qualquer servidor do Judiciário, Ministério Público, Polícia Federal, Tribunais de Conta, etc. - que ousar cumprir mandatos, prisões ou realizar investigações, essas novas propostas de lei vão desacreditar as instituições tolhidas.

Para mudar a cleptocracia instalada atualmente na governança do País, e que continua operando a todo vapor, serão necessário tomar algumas providências básicas pendentes e sempre adiadas, considerando os recurso disponíveis, onde o tempo é um dos recursos mais voláteis. 


Vejamos as principais:

1. Implantação do voto impresso pela urna eletrônica para as eleições de 2018, permitindo a certificação do sistema e possibilidade de auditagem em caso de falhas no sistema ou suspeitas de fraudes;

2. Reforma das Previdências Social (INSS), dos Servidores Públicos, dos Militares e dos Regimes Especiais (!?) para obter o equilíbrio nos cálculos atuariais entre valores de contribuição versus valores dos benefícios;

3. Ação, execução e emissão de relatórios por parte dos órgãos de fiscalização e controle de gastos públicos dentro do prazo. Capacitação dos parlamentares em planejamento, orçamento e controle das contas públicas.  (O Congresso não votava há 20 anos, os relatórios do TCU com análise e parecer das contas de governo!)

4. Permitir que as investigações realizadas pela força-tarefa da Operação Lava Jato e similares, sejam prorrogadas pelo tempo que for necessário para apurar, julgar e condenar os crimes de corrupção cometidos há décadas contra o erário, mas que não haviam sido investigados devido aos esquemas de impunidade articulados pelos criminosos instalados nos poderes constitucionais da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), suas instituições e nos partidos políticos, transformados em feudos por seus "donos".

Somente com a conclusão dos principais processos de investigação contra criminosos da alta cúpula ora em andamento - e das que surgirem ao longo desse tempo - será possível estabelecer as condições mínimas para que o Brasil tenha, finalmente, um sistema político partidário que não incentive nem permita o saque fácil aos cofres públicos ou fomente a impunidade institucional.

O juiz federal Sérgio Moro faz fé de que o Brasil sobreviva a isso. 

Nós também!

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# Assista vídeo em que o juiz Sérgio Moro lê discurso de Theodore Roosevelt ao Congresso norte-americano em 7 de dezembro de 1903condenando os crimes cometidos pelos políticos corruptos: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/10/em-video-moro-comenta-discurso-de-roosevelt-sobre-corrupcao.html

sábado, 8 de outubro de 2016

O 4º poder

Os mais crente consideram os meios de comunicação - jornais, rádios, TV... - como os olhos na Nação, vigilantes imparciais. Denunciam os malfeitos e orientam a população no caminho da verdade, da paz e da justiça. Este artigo analisa os meios de comunicação - a Imprensa - chamada de 4° Poder, em acréscimo aos três constitucionais: Executivo, Legislativo e Judiciário. 


Supremo Tribunal Federal - plenário

No texto Depende do Supremo,¹ neste blog, chamei atenção para que são apenas onze os responsáveis pelo País: Os onze ministros do STF. 
Eles podem conduzir o sistema político a um inédito aprimoramento ou então manter esta cleptocracia e seus crimes, ora revelados pela Operação Lava Jato e finalmente considerados. A luta entre os que querem manter como está e os que desejam mudar está praticamente empatada: 5 x 5.

Mas há décadas as investigações e CPIs são anuladas no STF ou no Congresso Nacional, sob o peso da corrupção nos três poderes da República, no empresariado, na população descrente e nos meios de comunicação.
É sabido que toda informação divulgada amplamente ou nem tanto contém a digital do interessado. Por mais que se busque alcançar o santo graal da imparcialidade, isso não ocorrerá nessa atividade humana. Uma grande conquista moral e ética possível é o exercício da transparência por parte do comunicador, ao deixar visível a todos suas intenções e interesses. A opção é manter em um mesmo veículo de comunicação profissionais de vários perfis com liberdade de opinião, assumindo cada um os riscos, sob censura pessoal.


Justiça, mais justa com aos endinheirados

Com a Internet os muros de contenções impostos pelas grandes empresas ao noticiário começam a ser derrubados. Novos canais de comunicação estão abertos, permitindo um fluxo de liberdade nunca dantes alcançada no direito básico à informação.

Essa breve introdução, nos traz direto ao tema principal: a importância da comunicação na manutenção ou no aprimoramento do atual sistema político-social-econômico brasileiro.
O processo circular de impunidade que hoje ocorre, vem se repetindo há décadas. Um grupo de poder - pego com a boca na botija - é repudiado e condenado por outros grupos que, até há pouco, eram aliados convenientes no saque dos recursos públicos e na obtenção de regalia$.


Posse de Temer, vários denunciados. 

Esses corruptos que ficam sob os holofotes das investigações são expulsos dos partidos a que pertenciam, exonerados e até cassados imediatamente, quando não representam risco àqueles que permanecem usufruindo do mesmo esquema de corrupção, que se aprimora e se "legaliza" a cada escândalo investigado, por meio de projetos de leis direcionados para manter a impunidade dos transgressores.


Os órgãos e instituições de fiscalização da governança no Brasil - Câmara, Senado, Comissões, CPIs, Tribunal de Contas... - não fiscalizam a contento e, o que é ainda pior, usam suas prerrogativas para chantagear a fim de obterem vantagens para si e para seu grupo ou partido. As investigações vão até as "penúltimas consequências", quando então o investigado passa a ser refém dos "fiscais" criminosos. Não há inocentes nesse esquema de poder.
Em todos esses casos, os meios de comunicação têm interferência direta na divulgação dos acontecimento aos cidadão com um mínimo de competência, respeito e ética jornalística... A começar pela inclusão ou não do assunto na pauta a discutir. 


Os governantes, donos dos três poderes constitucionais - Executivo, Legislativo e Judiciário - dispõem sempre de maiores condições para divulgar suas ideias, eventos, notícias, seja elas de interesse da comunidade ou não. Além de contar com serviços chapa branca próprios de imprensa, rádio, TV e Internet, dispõem de verbas milionárias para contratar divulgações nas empresas privadas de comunicação, que fazem de tudo para não desagradar o patrão estatal, que usa o dinheiro público com prodigalidade seletiva.
Esse quadro começou a mudar com a implantação da Internet. Apesar de toda a dinheirama disponível pelos donos do poder, o cidadão politizado já tem o poder de interferir no noticiário e nas análises tendenciosas ou omissas.


Diretas Já!, Comício da Candelária - Rio

A primeira grande demonstração da quebra do monopólio da notícia no país, ocorreu com a entrada ao vivo no Jornal Nacional da Globo, transmitindo o comício da Diretas Já!. Ficou muito mais difícil manter a população alheia às informações.


Um outro fator que permite a manutenção desse sistema "faz-de-conta" é a omissão e ausência dos órgão de fiscalização nas realizações dos governos. Os fiscais do Executivo é o Legislativo. Quando a Câmara Federal deixou de votar as contas dos governos durante 20 anos, nada aconteceu. O TCU fazia o relatório sobre as contas, enviava ao Congresso com parecer que não era submetido ao plenário. Nada acontecia e ficava por isso mesmo, até o impeachment de Dilma Rousseff.


Dilma, Temer e Sarney

São os mesmo protagonistas que se revezam durante esses anos todos de omissão. São os mesmos partidos que assumem siglas diversas que ditam as regras a seu interesse. O tempo de campanha eleitoral em 2016 foi reduzido de 90 dias para 45 dias, para evitar que novas lideranças surjam no mundo político. A desculpa era a de beneficiar a população, privada de seu lazer na TV e rádio. Os políticos não querem concorrência. Os cargos públicos passam de pai para filho, filha, neto como nas antigas capitanias hereditárias.

O cidadão-eleitor-contribuinte não tem ideia do que é feito pela Organização Criminosa dos políticos, contra ele e contra a Nação, para manter as condições de saque aos recursos públicos.² 

Uma das medidas para evitar que as pessoas se organizem mental e politicamente são as desinformações e as interferências na vida dos trabalhadores, dos estudantes e dos microempresários. A barafunda com a Reforma Trabalhista, os entraves com o FIES, a Reforma da Previdência são meios de impedir que as pessoas tenham tempo para pensar sobre o que estão fazendo com o País. 


Justiça na noite de Brasília

Só uma mudança de postura por parte da população em geral, poderá impedir que isso continue. Uma atitude crítica na leitura das informações disponibilizadas é fundamental.


Quando o jornal A TARDE foi negociado no início deste ano, a mudança foi chocante. As notícias passaram a ser montadas com releases dos governantes e endinheirados. Provavelmente, muitas pessoas ao ver isso sentiram grande repulsa.
Graças a Deus, depois de poucos dias de enviar carta expondo minha decepção com as mudanças, os gestores do jornal voltaram atrás e cancelaram a venda. Mesmo com dificuldade, fiz questão de manter minha assinatura.


Essas pequenas ações somam milhões através da Internet. Elas tem o poder de influenciar aqueles que desejam usufruir do poder de qualquer maneira. Para isso são capazes até de reduzir em muito seus crimes contra o erário público e a população brasileira.
Do jeito que está não dá para continuar. 

E a hora da mudança chegou. Mãos à obra! 

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Notas:

1. Vide o artigo Depende do Supremo em < http://cidadanialerta.blogspot.com.br/2015/02/depende-do-supremo.html >

2. Ouça em < http://peloamordedeus.com/cobra-fumou-11-minutos-de-sacanagem-audio-do-senador-renan-calheiros-revelando-toda-tramoia/ > conversa entre Sérgio Machado, ex-Transpetro, e Renan Calheiros, presidente do Senado, expõe o Acordão em andamento. O pacto de Caxias viria "pacificar" o Brasil. Seria passado uma borracha no passado, Temer manteria acomodado o PT no Estado aparelhado, prisão após condenação em 2ª instância não passaria, as delações premiadas seriam "regulamentadas"... 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Hora de decisão

 Os criminosos tomam todos os cuidados para não deixar pistas. Compram cúmplices, agentes dos órgãos de fiscalização, governadores, prefeitos, parlamentares, juízes, ministros, policiais, imprensa... E quando nada disso dá resultado, ameaçam, chantageiam, corrompem e até matam para manter a organização criminosa atuando impune. Nos Estados Unidos, a máfia italiana era uma das maiores - se não a maior - Organização Criminosa. Dominou cidades e estados por décadas até que, procuradores, promotores, agentes do FBI, do Fisco, juízes e cidadãos de bem, iniciassem uma firme oposição a esse estado de coisas.


No início as investigações eram dificílimas, tudo estava dominado. Apesar dos muitos indícios havia poucas provas, nenhum rastro, muito medo, assassinatos de denunciantes, testemunhas e até de cúmplices quando descobertos cometendo algum crime, que resultasse abertura de inquérito e investigação. Lá, como aqui, o tesoureiro do grupo era fundamental, cargo de total confiança. Era protegido de todas as maneiras, para não aparecer nem ser chamado a depor. Era o alvo preferido dos investigadores.Na Itália, também foi “institucionalizado” esquema de corrupção com essas mesmas características, em todas as áreas da administração e prestação de serviços públicos.


Os 39 ministros de Dilma - 2015


Nos Estados Unidos, a luta contra a máfia italiana obteve resultados significativos após mais de cinquenta anos. Na Itália, os gangsteres assumiram a governança de forma ampla. Tomaram conta dos partidos políticos, da mídia, dos parlamentos e do Poder Judiciário. Com tudo dominado, até hoje saqueiam os recursos do país, com pouca oposição por parte da sociedade, imprensa e instituições importantes, também contaminadas pelo esquema.


Ministério Público na força-tarefa da Lava Jato

No Brasil, a força-tarefa da Operação Lava Jato, trabalha há dois anos apurando crimes de corrupção e desvios do dinheiro público, com sabedoria, conhecimento e competência, já é hoje unanimidade junto às instituições democráticas, no meio jurídico, à opinião pública nacional e internacional, como patrimônio ético, moral e processual. Até os investigados, réus e condenados elogiam o trabalho da Lava jato. Uáu! 

Apesar de parecer estar atuando há anos, a Lava Jato está apenas no início das investigações. Há um volume enorme de informações e pistas a serem processadas e, melhor ainda, há uma montanha de dinheiro a confiscar dos bandidos e devolvido aos cofres públicos, aos verdadeiros donos: o povo. 

As reações contra a Lava Jato, por parte dos envolvidos investigados, tornam-se cada vez mais contundentes, amplas, sofisticadas e muito dissimuladas pelos membros da Organização Criminosa (OCrim) que tentam enganar os cidadãos menos avisados, mentindo sistemática e descaradamente. 

As atitudes que os cidadãos de bem tomarem agora em defesa da Lava Jato, farão a diferença quanto aos previsíveis resultado futuros, anotados a seguir.

1) aprimorar o sistema de governança democrática do País

    ou 

2) retornar ao sistema criminoso institucionalizado que exaure os recursos da Nação e infelicita o povo brasileiro nas últimas décadas.


A Suprema Corte sob suspeita

No texto da aceitação da denúncia do MPF, que tornou Lula réu no Judiciário, o juiz Sérgio Moro lembra que o "reduzido" valor em questão - R$ 5 milhões, Apt.º do Guarujá, sítio em Atibaia, depósito cedido de graça - não é motivo para cancelar os trabalhos de investigação, visto que há outras conta o mesmo grupo, que apontam para valores bem mais significativos, cujas estimativas alcançam a casa dos bilhões de reais. Como lembrou o irreverente poeta musical baiano Raul Seixas: “Ei, Al Capone, vê se te orienta...”

Capone foi preso e condenado por crime "comum" contra o fisco no Imposto de Renda. Todos os demais crimes cometidos pelo grupo, bárbaros e hediondos - tortura, mutilação, morte, sequestro, prostituição, chantagem, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, compra de agentes públicos, etc. -, apesar de conhecidos e amplamente divulgados, não foram suficientes para colocá-lo atrás das grades. 


PMDB assume o governo: os mesmos

Já as primeiras prisões feitas pela Operação Lava Jato (OLJ), ocorreram a partir de março de 2014. O processo em andamento para a remoção dos criminosos, empoleirados em todas as instituições da República e nas maiores empresas da iniciativa privadas, está apenas no começo. 

Ainda não dá para cantar vitória, baixar a guarda e reduzir a mobilização para mudar o sistema político atual, construído "na medida" para enriquecer os políticos, seus partidos, seus cúmplices e apaniguados.

É hora de definir posição: defender bandidos de estimação ou defender mudanças para impedir que se reinstale criminosos nos governos. 

Você decide!

                                                    

Aqui estão só os do PT. Faltam os do PMDB, PSDB
PP, PR, PCdoB, DEM, REDE, PSB, PQP ...


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Nota: 
Esse texto foi veiculado parcialmente na Coluna do Leitor do jornal A TARDE de 24.09.16, com destaque na primeira página. 


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os criminosos avançam

Enquanto os cidadãos brasileiros são confundidos com as movimentações erráticas do governo Temer, a Organização Criminosa avança contra a Lava Jato e tudo o mais que possa resultar na prisão dos seus membros e no sequestro dos bens adquiridos com a corrupção.

Para barrar essa crescente indignação contra a corrupção endêmica implantada por esses criminosos, estão sendo utilizadas as estratégias constantes nos manuais de comunicação e mobilização de Gramsci, Lenin, Trotsky, Goebbels, Stalin, sem que a maioria das pessoas percebam.

Lançar nas mídias mentiras, ameaças, discursos absurdos, inconsistentes e acusar os adversários de cometerem os crimes que estão cometendo, faz parte. Enquanto os adversários se ocupam em desmentir, refutar, argumentar e provar que não são eles os criminosos, não têm tempo para expandir as provas e informações sobre outros crimes em andamento. 

Há dois meses, está em execução o "acordão" fechado entre os principais partidos políticos (PMDB, PT, PSDB, DEM, PCdoB, PP, PR, REDE...), para estancar as investigações da Lava Jato e das demais operações que estão conseguindo punir criminosos instalados nos mais altos postos dos três poderes da República.

A gravação de Sérgio Machado com Romero Jucá, presidente do PMDB, revela o as entranha do Acordão:

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria. […]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.
MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.


Veja algumas providências e atitudes tomadas pelos quadrilheiros, para estancar as investigações na Lava Jato e nas demais operações:

1. Impeachment de Dilma Rousseff (PT), com "fatiamento" à moda Lewandowski da punição única, que a permitirá ocupar cargos públicos e, com pequenos "ajustes" adicionais, concorrer às próximas eleições.


2. União dos políticos para aprovar medidas que darão suporte ao governo Temer no combate à inflação, com desenvolvimento e redução de desemprego.

3. Irrigar as contas dos políticos e de seus chefes e padrinhos, através de concessão de cargos, negociação da dívida dos Estados (PL-257), empréstimos especiais via BNDES, CAIXA, BB, e, claro, dinheiro vivo do caixa 2 entocado em algum lugar. 

4. Atacar, acusar e desqualificar o trabalho realizado pelas forças-tarefas da Lava Jato e demais operações em andamento.

5. Manter as Cortes Supremas sobrecarregadas para impedir o andamento das ações contra os membros da Organização Criminosa. Inclui-se aqui a votação do recurso contra a chapa Dilma-Temer, por uso de caixa 2 na campanha de 2014, pendente há meses no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

6. Aprovar mudanças nas Leis que podem ameaçar a impunidade existente. Faz parte desse item o PLC- 241 e o "fatiamento" do Artigo 52, parágrafo único da Constituição Federal.

7. Deixar fora da pauta o projeto de lei com as 10 medidas contra a corrupção, a pedido do governo Temer (PMDB). Esse fato é denunciador por si mesmo

8. Manter no STF entendimento de prisão do réu só após trânsito em julgado.


9. Aprovar lei que anistia os políticos e partidos que cometeram o crime de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de propinas nas campanhas eleitorais. Isso foi tentado ontem na Câmara, não prosperou por reação veemente de deputados comprometidos com o País.

A mobilização da Organização Criminosa se estende também aos principais órgãos e instituições democráticas (Legislativo, Judiciário, Executivo), à imprensa dependente e às mídias sociais com violência velada ou explícita em batalha de vida ou morte.


Em evento da Associação Brasileira de Direito Tributário (Abradt) dia 16/9, em BH, o ministro Toffoli declarou:
O Judiciário exerce hoje o poder moderador das crises brasileiras que, antigamente, cabia às Forças Armadas. No entanto, não pode exagerar no seu ativismo, senão vai ter o mesmo desgaste dos militares. Se criminalizarem a política, passarem a achar que o sistema judicial vai moralizar a sociedade brasileira, batendo palmas para doidos dançarem, vamos cometer o mesmo erro que os militares cometeram em 1964 ao assumir o poder.¹ Se quisermos ser os protagonistas da sociedade, temos que refletir se desejamos fazer operações que têm 150 mandados de busca e apreensão em único dia, que têm sentenças aditivas. Isso leva a um totalitarismo do Judiciário. Isso é democracia? Isso é Estado Democrático de Direito?
Toffoli recorre à tese de que há um complô de perseguição para "criminalizar a política", quando o que ocorre atualmente é criminalizar - e punir - aqueles políticos que cometeram crimes de lesa-pátria que ficariam impunes, se não houvesse conscientização do povo contra os quadrilheiros dos partidos políticos.
As informações obtidas até agora, pelo MPF, PF e Justiça, já são suficientes para prever que muitos dos que aí estão posando de democratas e defensores do povo serão presos, multados pelos danos causados e terão seus bens confiscados até o valor roubado, durante todos esses anos de impunidade.

Um dos principais operadores do Acordão, o presidente do Senado Renan Calheiros do PMDB, vem fazendo comentários desqualificando os procuradores do MPF, que denunciaram Lula, Letícia, Okamoto e outros. Com cerca de seis processos no STF, Renan trabalha no acordão em defesa própria. 

Em situação semelhante, há poucos anos, Renan renunciou o mandato para manter os direitos políticos. Isso permitiu ser eleito, voltar à presidência do Senado e a praticar os mesmos crimes, com a desenvoltura de sempre.

Também seria beneficiado com o acordão o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), que na delação premiada de Marcelo Odebrecht, foi acusado de receber R$ 23 milhões em contribuições na campanha de 2010 — parte no Brasil, parte em contas no Exterior.

Outro interessado em “chegar à outra margem” ´é o senador Aécio Neves (PSDB), sob investigação por causa do esquema de propinas em Furnas e suspeito de interferir nas investigações do mensalão petista, com o objetivo de poupar aliados. Aécio pode ser delatado por executivos da OAS por receber, através de Oswaldo Borges da Costa Filho, propina de 3% na parte da Cidade Administrativa que coube à empreiteira construir.
O acordão em Brasília beneficiaria especialmente o PMDB: executivos da Odebrecht podem delatar repasse de R$ 10 milhões - a pedido de Michel Temer  - na campanha de 2014. Uma acusação formal contra ele pode por abaixo todo o governo
Pelo menos uma denúncia de acordão, foi feita por ex-integrante do governo Temer, Fábio Medina Osório, defenestrado da Advocacia Geral da União (AGU). Quando ainda estava sendo fritado por boatos sobre sua demissão, ele resumiu: “É uma série de ataques que estamos sofrendo. Coincidentemente, logo agora, após havermos ajuizado ações bilionárias contra uma série de empreiteiras, no montante de R$ 12 bilhões para recuperar ativos dos cofres públicos. E no momento em que estamos reforçando a equipe da AGU para combater a corrupção, na Operação Lava Jato”.

Não vamos deixar os criminosos agirem impunemente no Brasil.

Notas:
1. Veja mais no link http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/o-que-esta-por-tras-do-acordo-para-acabar-com-a-lava-jato.html 
2. Veja mais no link http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/o-que-esta-por-tras-do-acordo-para-acabar-com-a-lava-jato.html

* Texto veiculado em 23.9.16 no site MIGALHAS < http://www.migalhas.com.br/Leitores/245879 > sob o título "Governo Temer".