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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Os crimes de Temer

O Brasil não sairá da lama da corrupção sistêmica nem do caos político, econômico, social e moral, enquanto as instituições que regulam os poderes da República continuarem a se omitir em suas missões constitucionais.

Temer e Aécio

Nós, simples mortais, assistimos atordoados aos crimes cometidos pelo presidente Temer há mais de ano - com crescimento significativo após a divulgação da gravação feita por Joesley Batista nos porões do Palácio do Jaburu em encontro furtivo, sem agenda oficial e sem registros na portaria - sem entender porque Temer ainda não foi barrado em suas investidas contra o país, contra a democracia.

Os principais crimes cometidos estão à mostra de qualquer um que assista TV, tenha acesso às notícias veiculadas na Internet, jornais, rádios, revistas e em outros meios de comunicação, sem que qualquer ação seja tomada para inibir tamanha sanha criminosa.

Para os menos atentos, listamos os principais crimes que Temer vem cometendo de forma crescente e continuada.

1. Abuso do poder econômico, na compra de votos no Congresso para barrar os dois pedidos do STF para autorizar investigações por crimes de obstrução de Justiça, formação de quadrilha e corrupção passiva.

Plenário do Senado

2. Abuso do poder político, aqueles que estão contra chantagens, ameaças e interferências nos trabalhos parlamentares que, por algum motivo, não aceitam o toma-lá-dá-cá oficial nas relações entre Executivo e Legislativo, e votam pela aceitação das denúncias.

3. Peculato, uso da máquina pública para obter vantagens pessoais com ofertas de vantagens aos que o apoiarem em suas propostas.

4. Desvio de função, atitudes tomadas por Temer contrárias aos interesses do País e de sua população.

Temer com Cunha

5. Gestão temerária, por decisões em beneficio daqueles que prometem votar a favor das medidas propostas por Temer, tais como: perdão de dívidas de empresas e das multas bilionárias existentes no Conselho Administrativo de Recursos Financeiros (Carf) e nos demais órgãos de fiscalização; na redução de impostos e taxas aos que o apoiam; emissão de MP's, normas e decretos administrativos para beneficiar cúmplices, como o decreto que atende a bancada ruralista, dificultando a punição dos que praticam trabalho escravo!

6. Corrupção, obtenção de propinas em troca de medidas que beneficiam àqueles que participam dos esquemas ilícitos.

7. Crimes de lesa-pátria, na anulação do decreto que criou a Reserva do Cobre e Associados (Reda) na região amazônica, em troca de apoio e propina das mineradoras e contrabandistas de minérios como ouro, nióbio, diamante, etc.

8. Obstrução da Justiça, por ações para manter calados os cúmplices que ameaçam delatar seus crimes cometidos ao longo de décadas.

Temer e ministros, vários investigados

9. Chefe de organização criminosa, pela formação da quadrilha do PMDB na Câmara, chefiada por Temer há mais de década junto com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Isso ficou visível quando do impasse ocorrido no PMDB e outros partidos da base, por divergências na distribuição das propinas arrecadas na Petrobras, quando então Temer assumiu a direção e acalmou os ânimos. Hoje, a constatação de que Temer é o chefe da organização criminosa fica patente, quando ele chamou para si as negociações diretas com os parlamentares, partidos políticos e empresários, em busca de apoio para se manter no poder a qualquer custo!

10. Falsidade ideológica, em suas propostas de reforma da Previdência e outras propostas que roubam os contribuintes, cidadãos de bem.

11. Injurias e acusações denegrindo, em declarações e argumentos de defesa, contra órgãos constitucionais de apuração e punição de delitos: ministro Rodrigo Janot do MPF e o juiz Sérgio Moro do Judiciário.

Quando será que os cidadãos responsáveis pela fiscalização, regulação e controle dos atos dos gestores públicos irão tomar alguma iniciativa contra esses crimes perpetrados por Temer?

O que ainda está faltando para agirem no sentido de coibir as ações criminosas cometidas pelo presidente Temer?





sábado, 3 de dezembro de 2016

Compromisso Odebrecht

O reconhecimento de culpa e o compromisso público da Odebrecht, maior empresa de engenharia e construção do Brasil, mostra um resultado - inimaginável até então - do trabalho competente do juiz Sérgio Moro na coordenação da força-tarefa da Operação Lava Jato.


Só os membros e cúmplices da Organização Criminosa, que saqueia o país há décadas, são contrários ao seus trabalhos. Isso, lá entre eles! 

Em frente às câmeras louvam  a Operação Lava Jato como sagrada, que alcançou inúmeros benefícios civilizatórios ao Brasil. 

Moro é um herói reconhecido nacional e internacionalmente. 

O resultado desse trabalho já é considerado como sendo a maior delação premiada do mundo.

Vida longa à Lava Jato!










domingo, 23 de outubro de 2016

Ameaça a Moro

Um artigo do professor Rogério Cezar de Cerqueira Leite, na Folha de São Paulo, com o título pretensioso de “Desvendando Moro”¹, repercutiu na mídia semana passada. 


O juiz Moro reage às ameaças

Não porque o autor compara o juiz Sergio Moro com o frade dominicano Girolano Savonarola, chamando a ambos de "justiceiros messiânicos" - personagem de triste memória que aterrorizou a cidade de Florença, na Itália do século XV, na condução de um tribunal da Inquisição - mas por causa de uma carta enviada à Folha pelo juiz Moro. Nela Moro chama atenção àquele jornal por veicular artigo com ameaça de morte à sua pessoa.


Estátua de Girolano Savanarola

Ocorre que o professor Rogério Leite, após expor as crueldades do inquisidor Savanarola, relembra do triste fim que levou. Condenado pela Igreja foi enforcado e seu corpo queimado... E encerra seu artigo dizendo: “Cuidado, Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira.” Essa ameaça, típica de mafiosos, passou em branco.


Na Bahia de governadores e ministros já na fila da Lava Jato, o que foi ressaltado pelo colunista Elio Gaspari no Correio de (16/10/16)  e, posteriormente, pelo editorial de A TARDE (22/10), foi a parte da carta em que o juiz Moro considera que não deveria ser acolhido à publicação, um texto que  venha “sugerir atos de violência contra o ora magistrado”. 


As palavras de imediato repúdio de Moro à opinião panfletária do artigo, que visa colar no coordenador da Lava Jato a pecha de juiz cruel e prepotente, foram consideradas pelos defensores dos investigados, julgados e condenados por Moro e por outros magistrados, como uma tentativa de censura semelhante a que existiu durante a Ditadura Militar!!!

Elio Gaspari infere no último parágrafo de seu texto que “A contrariedade de Moro produziu uma surpresa: que há algo de Savanarola no seu sistema”. 


Equipe da força-tarefa da Lava Jato

Inacreditável a capacidade de análise do colunista visto que o “sistema” utilizado pelo juiz Moro é o do Judiciário brasileiro baseado na Constituição, aplicado da forma mais transparente, lúcida jamais vista a ponto de apesar de todas as interferências sinistras contra a Lava Jato, ela vem recolhendo um a um os criminosos atrás das grades e recuperando bilhões de reais roubados - seja na política, na empresa privada ou nas instituições republicanas. Essa justiça constitucional praticada por Moro é o fiel cumprimento das leis, que não se confunde com "intolerância moralista", como rotula Rogério Leite.


Execução de Savanarola

Já o jornal A TARDE demorou alguns dias para ser convencido a repercutir a carta de Moro. Em compensação, redigiu editorial recorrendo com presteza ao artigo 5º da Constituição Federal, para condenar a opinião de Moro à Redação da Folha: “É livre a manifestação do pensamento; é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação independente de censura”. E mais adiante junta os dois textos constitucionais que deixa à mostra a verdadeira intenção do editorialista ao escrever que - nada mais fez o jornal (FSP) do que cumprir, à risca, o que estabelece a Lei Maior: permitir a “manifestação do pensamento”, “independente de censura”.

Quem tem mais de dois neurônios funcionando percebe a forma tendenciosa e pouco jornalística usada nesse e em outros trechos do editorial enjambrado. Critica a opinião de Moro expressa na carta e sugere que, no caso de se sentir ofendido, o caminho é processar o autor conforme a lei. 

Que se processe, mas nada impede de que seja dada de imediato uma resposta ao agressor e satisfação aos leitores através do mesmo veículo, dando-lhe oportunidade a uma retificação.


Sérgio Moro fez a diferença

Como se vê, os membros da Organização Criminosa instalada nos poderes da República continuam usando e abusando de qualquer coisa para distorcer e confundir a opinião pública, com o único objetivo de insultar, provocar, desqualificar e desconstruir a reputação que o juiz Sérgio Moro tem aqui e no mundo. 

Ainda mais, quando se é conselheiro de editoria da Folha, como é o caso do professor Rogério Cerqueira Leite!


Entretanto, os profissionais da imprensa, jornalistas e cidadãos de bem sabem que é o trabalho corajoso e competente da força-tarefa da Operação Lava Jato, coordenada pelo juiz Sérgio Moro, que permite termos hoje esperança de, finalmente, remover das governanças e das instituições republicanas os canalhas criminosos que saqueiam o país e infelicitam o nós, povo brasileiro, há décadas. 


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Nota:

1. O artigo "Desvendando Moro" pode ser lido no link:  <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2016/10/1821713-desvendando-moro.shtml >