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quarta-feira, 27 de março de 2019

Por uma nova política


Um grupo de deputados ensaiam reinstalar balcão de negócios na Câmara Federal, tal como os que funcionaram nos governos anteriores, quando o parlamento deixou de ser a casa do povo e passou a ser reconhecido como casa de chantagem.

São visíveis as atitudes de confronto gratuito para quebrar a intensão do governo Bolsonaro de usar uma forma diferente de se relacionar com o Legislativo, uma nova forma de fazer política, sem o toma-lá-dá-cá nem chantagens.

Muitos desses parlamentares estavam acostumados a obter ganhos ilícitos com a venda do seu voto em apoio a projetos de interesse da cúpula do poder executivo: reeleição, mensalão, petrolão...

Essa relação criminosa entre o Executivo e Legislativo resultou na falta de serviços públicos à população carente e na crise econômica que provoca déficits fiscais há quatro anos, com muito sofrimento aos sem emprego, sem saude, segurança, educação, transporte...

Os eleitores do presidente Bolsonaro acreditam na promessa de um relacionamento institucional com o Congresso Nacional, em que os parlamentares decidem os destinos da Nação de acordo com suas convicções e não sob articulações espúrias.

Ponto final para a bandidagem travestida de parlamentar.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Ajuste no caos


Os governantes brasileiros parecem avessos a planejamento, fiscalização e acompanhamento da execução de serviços e projetos de sua responsabilidade. São eles os maiores usuários do gerúndio inconclusivo em suas explicações e justificativas: estamos providenciando licitação para...; estamos preparando o contrato para..., já estamos comprando..., estaremos concluindo no fim do ano..., no próximo ano... 

Por essas e outras é que todo cidadão de bem precisa estar atento e conhecer às pendências cruciais de providências necessárias para se evitar o retorno ao sistema político que institucionalizou a corrupção nos três poderes da República. E de que são necessários tempo e empenho para que as engrenagens - livres de corrupção, incompetência e chantagem - entrem em funcionamento dentro da normalidade, em um Brasil renovado em todos os aspectos. 

Até agora, as investigações, prisões e condenações das Operações Lava Jato, Acrônimo, Zelotes, etc. não mudaram em quase nada esse sistema que vem locupletando á décadas os políticos e seus cúmplices. Quando muito, deixaram os criminosos cientes de que a impunidade não é mais regra... 

Políticos unidos contra a Lava Jato

Por enquanto! Pois os membros da organização criminosa que tomou as governanças no Brasil, já estão fazendo de tudo para na calada da noite aprovar projetos de lei e de emendas constitucionais que vão permitir reverte as apurações-punições e conceder anistia aos políticos que usaram caixa 2, além das novas "facilidades legais" à impunidade, como a denúncia por abuso de autoridade e constrangimento ilegal aos suspeitos endinheirados que chegarem a ser investigados, presos e julgados daqui para frente.

É isso mesmo: se chegarem a ser investigados porque, além de ameaçarem qualquer servidor do Judiciário, Ministério Público, Polícia Federal, Tribunais de Conta, etc. - que ousar cumprir mandatos, prisões ou realizar investigações, essas novas propostas de lei vão desacreditar as instituições tolhidas.

Para mudar a cleptocracia instalada atualmente na governança do País, e que continua operando a todo vapor, serão necessário tomar algumas providências básicas pendentes e sempre adiadas, considerando os recurso disponíveis, onde o tempo é um dos recursos mais voláteis. 


Vejamos as principais:

1. Implantação do voto impresso pela urna eletrônica para as eleições de 2018, permitindo a certificação do sistema e possibilidade de auditagem em caso de falhas no sistema ou suspeitas de fraudes;

2. Reforma das Previdências Social (INSS), dos Servidores Públicos, dos Militares e dos Regimes Especiais (!?) para obter o equilíbrio nos cálculos atuariais entre valores de contribuição versus valores dos benefícios;

3. Ação, execução e emissão de relatórios por parte dos órgãos de fiscalização e controle de gastos públicos dentro do prazo. Capacitação dos parlamentares em planejamento, orçamento e controle das contas públicas.  (O Congresso não votava há 20 anos, os relatórios do TCU com análise e parecer das contas de governo!)

4. Permitir que as investigações realizadas pela força-tarefa da Operação Lava Jato e similares, sejam prorrogadas pelo tempo que for necessário para apurar, julgar e condenar os crimes de corrupção cometidos há décadas contra o erário, mas que não haviam sido investigados devido aos esquemas de impunidade articulados pelos criminosos instalados nos poderes constitucionais da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), suas instituições e nos partidos políticos, transformados em feudos por seus "donos".

Somente com a conclusão dos principais processos de investigação contra criminosos da alta cúpula ora em andamento - e das que surgirem ao longo desse tempo - será possível estabelecer as condições mínimas para que o Brasil tenha, finalmente, um sistema político partidário que não incentive nem permita o saque fácil aos cofres públicos ou fomente a impunidade institucional.

O juiz federal Sérgio Moro faz fé de que o Brasil sobreviva a isso. 

Nós também!

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# Assista vídeo em que o juiz Sérgio Moro lê discurso de Theodore Roosevelt ao Congresso norte-americano em 7 de dezembro de 1903condenando os crimes cometidos pelos políticos corruptos: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/10/em-video-moro-comenta-discurso-de-roosevelt-sobre-corrupcao.html