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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Vice-presidente Hamilton Mourão

Artigo do vice-presidente da República do Brasil, general da reserva Antonio Hamilton Martins Mourão (foto), publicado no jornal O Estado de São Paulo, o Estadão, em 01.11.2020, aponta com lucidez as principais questões que travam o país, após a eleição do presidente Jair Messias Bolsonaro.

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"Nenhum país do mundo vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional, que agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos. Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades constituídas.

A esta altura, está claro que a pandemia de covid-19 não é só uma questão de saúde: por seu alcance, sempre foi social; pelos seus efeitos, já se tornou econômica; e por suas consequências pode vir a ser de segurança. A crise que ela causou nunca foi, nem poderia ser, questão afeta exclusivamente a um ministério, a um Poder, a um nível de administração ou a uma classe profissional. É política na medida em que afeta toda a sociedade e esta, enquanto politicamente organizada, só pode enfrentá-la pela ação do Estado.

Rodrigo Botafogo Maia e
David Batoré Alcolumbre,
presidentes da Câmara e Senado

Para esse mal nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em quatro pontos.

O primeiro é a polarização que tomou conta de nossa sociedade, outra praga destes dias que tem muitos lados, pois se radicaliza por tudo, a pela opinião, que no Brasil corre o risco de ser judicializada, sempre pelo mesmo viés. Tornamo-nos assim incapazes do essencial para enfrentar qualquer problema: sentar à mesa, conversar e debater. 

A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação, deteriorando-se o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia.

O segundo ponto é a degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável, governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União. 

Em O Federalista – a famosa coletânea de artigos que ajudou a convencer quase todos os delegados da convenção federal a assinarem a Constituição norte-americana em 17 de setembro de 1787 –, John Jay, um de seus autores, mostrou como a “administração, os conselhos políticos e as decisões judiciais do governo nacional serão mais sensatos, sistemáticos e judiciosos do que os Estados isoladamente”, simplesmente por que esse sistema permite somar esforços e concentrar os talentos de forma a solucionar os problemas de forma mais eficaz.

Dos onze ministro do Supremo
só dois tinham sido juízes antes

O terceiro ponto é a usurpação das prerrogativas do Poder Executivo. A esse respeito, no mesmo Federalista outro de seus autores, James Madison, estabeleceu “como fundamentos básicos que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário devem ser separados e distintos, de tal modo que ninguém possa exercer os poderes de mais de um deles ao mesmo tempo”, uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la.

Na obra brasileira que pode ser considerada equivalente ao Federalista, Amaro Cavalcanti (Regime Federativo e a República Brasileira, 1899), que foi ministro de Interior e ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou, apenas dez anos depois da Proclamação da República, que “muitos Estados da Federação, ou não compreenderam bem o seu papel neste regime político, ou, então, têm procedido sem bastante boa fé”, algo que vem custando caro ao País.

Governantes comunistas
do Foro de São Paulo

O quarto ponto é o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País “como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global”, uma acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável.

Esses pontos resumem uma situação grave, mas não insuperável, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades do País.

Consórcio Nordeste
governadores independentes
deu merda R$ 49 milhões
no ralo da corrupção
Pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social, a economia do País está paralisada, a ameaça de desorganização do sistema produtivo é real e as maiores quedas nas exportações brasileiras de janeiro a abril deste ano foram as da indústria de transformação, automobilística e aeronáutica, as que mais geram riqueza. Sem falar na catástrofe do desemprego que está no horizonte.

Enquanto os países mais importantes do mundo se organizam para enfrentar a pandemia em todas as frentes, de saúde a produção e consumo, aqui, no Brasil, continuamos entregues a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo.

Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas."

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Trama contra o Brasil

Esta semana governadores e prefeitos passaram a flexibilizar o afastamento social. Os números de pessoas infectadas e de óbitos caíram na maioria das cidades e capitais, após três semanas de crescimento, devido aos 45 mil testes pendentes de resultados e de medidas equivocadas, como redução da frota do transporte urbano. As orientações de não usar máscaras e considerar o isolamento social como a única medida de contenção do vírus, somam-se a esses erros.

Em dois dias, o estado de São Paulo que tinha 17 mil - 31 mil em todo o Brasil - testes pendentes, anunciou que agora tem só 2 mil, que serão zerados até amanhã, quinta-feira (23/4). A Secretaria do Estado esclareceu que a queda brusca dos números ocorreu por haver duplicidade de amostras de um mesmo paciente!!! Como é que é?

Numa suposição absurda, se todos os pacientes tivessem amostras em duplicidade, a redução seria para a metade: 8,5 mil e não 2 mil. Há falta de transparência no governo do Pinoquinho, nos números de testes e em muitas outras informações.

As orientações massificada inicialmente de não usar máscaras e considerar o isolamento social como a única medida de contenção do vírus, somam-se àqueles erros cometidos por gestores gananciosos e/ou incompetentes.

Não fosse a oposição dos governadores e prefeitos ao presidente Bolsonaro, e a insistência da turma do mal em praticar uma política de terra arrasada do quanto pior melhor, já teria ocorrido a abertura em muitas cidades, acompanhada das medidas de higiene, uso de máscara e distanciamento, como anunciou a Alemanha, no dia em que o número de infectados foi recorde.
(Vide gráficos ao final do texto)

Será que a chanceler Angela Merkel (foto) também pode ser chamada de irresponsável? Será que lá teve algum partido ou associação de juristas recorrendo dessa decisão?
Essa é a diferença entre um país em que as instituições democráticas funcionam e um em que não funcionam porque há bandidos sabotando sob disfarces diversos.

Para não demonstrar concordância com o presidente, alguns governadores tiveram de engolir em seco, quando o Dr. David Uip teve de revelar que tinha usado a hidroxicloroquina, prescrita por ele mesmo.

O de São Paulo tentou enganar o povo dizendo que Uip já tinha falado ao então ministro da Saude, Mandetta, que cloroquina poderia ser usada. No mesmo dia foi desmentido por Mandetta. E a cara-de-pau do Pinóquio Riquinho nem treme!

O da Bahia fez um belo discurso: "a cloroquina não tem partido nem ideologia", e mandou distribuir o medicamento a todos os postos de saude e hospitais. E por que não fez isso antes, quando o presidente alertou que estava dando bons resultados? 
Outros remédios já existentes e baratos, também têm obtido bons resultados e não devem ser negados aos pacientes só porque o presidente falou. 


São vidas a serem preservadas juntamente com o complexo sistema de sustentação dessas vidas, e as informações iniciais desse sistema são preocupantes. 
O chinês Qu Dongyu, dirigente da Food and Agriculture Organization (FAO) da ONU, o etíope diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, e o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, em raro comunicado conjunto, alertam que a pandemia pode provocar "escassez de alimentos no mundo". A estimativa de 130 milhões de famintos em 2019 pode dobrar no ano de 2020. É muito grave!

A oposição a Bolsonaro) e a tudo de bom que ele representa, leva os opositores a travar projetos de governo na Câmara e no Senado. Leva ministros do STF a emitir termos de notória inconstitucionalidade. Houve a
té abertura de processo investigativo de ameaças e fake-news contra os ministros da casa, usurpando as prerrogativas do MPF. Felizmente foi extinto, após forte reação de repúdio do meio jurídico, das instituições e da sociedade. Mais recentemente inverteu a hierarquia dos poderes dos entes federativos. Mais uma aberração fantasiada de boas intensões!

Mas esta semana (20/4), a PRG pediu autorização ao STF para investigar se as mobilizações ocorridas na última semana foram organizadas por deputados, visto que haviam faixas pedindo AI-5 e intervenção militar. O procurador-geral Augusto Aras considera isso um crime contra a segurança nacional de um país democrático.

Aras precisa conhecer as determinações do Foro de São Paulo aos partidos de esquerda, seus programas de governo dos mesmos e as decisões dos congressos dos ptralhas e satélites. Precisa ser apresentado ao PCdoB, existente porque somos uma democracia, que aceita o contraditório e a liberdade de expressão e de opiniões, apesar de não se conhecer governo comunista democrático. 

Ué! As milhares de declarações das hordas desmamadas contra o presidente do Executivo, as movimentações orquestrada na imprensa fissurada, incluiu a preparação da trama com liminar ao STF pedindo seu afastamento. 
E isso já foi denunciado abertamente por Bolsonaro: 
“O Rodrigo Maia quer me derrubar.” 
Ele é apenas um dos que conspiram contra. Os demais são notórios conhecidos dos eleitores.

A interjeição de espanto no início do bloco acima se repete em muitos outros casos que não teve atenção semelhante por parte do Judiciário, do Legislativo nem da impressa, em surto de abstinência das verbas bilionárias do Tesouro.

Vale perguntar: onde estavam nas últimas décadas esses que hoje monitoram com rara intensidade os passos, palavras e gestos de Bolsonaro, quando as organizações criminosas disfarçadas de partidos político saquearam o Tesouro em roubos bilionários?

Arena da Amazônia
Hoje, esses valores fazem falta no combate à pandemia da Covid-19, mas os investigados com foro privilegiado insistem em derrubar o presidente, que resiste em abrir a quitanda de compra do votos dos parlamentares, entregar estatais e cargos a um e a outro, para obter aprovação de algum projeto de interesse do Executivo. Não vão ter.

O presidente já demonstrou que não tem projeto de seu interesse. Todos eles são de interesse da população e do desenvolvimento da Nação. E é isso que faz com que os Projetos de Lei sejam desfigurados e as Medidas Provisórias deixadas para caducar após prazo de três meses, numa tentativa torpe dos bandidos de colarinho branco, para obter ganhos semelhantes aos que estavam acostumados receber dos outros presidentes.

Lula disse que havia 300 picaretas no Congresso, mas acolheu o sistema corrupto e incrementou em larga escala, o maior escândalo de corrupção do mundo.

Blocos em São Paulo
Os agentes maléficos que hoje armam esquemas para derrubar o presidente, são os mesmos que permitiram que o Carnaval ocorresse sem qualquer medida de prevenção.

As notícias da China enchiam as mídias. A OMS declarou estado de emergência em 30 de janeiro. Em três de fevereiro o presidente Bolsonaro declarou Estado de Emergência nacional. Mesmo assim, as aglomerações no Carnaval ocorreram como se nada estivesse acontecendo no mundo. Ninguém chamou atenção para o decreto do Executivo Federal. 
O Ministério da Saude levantou 2.771 mortes, de janeiro a 20 de abril, por síndrome respiratória não identificada, mas não foi possível comprovar se a causa foi o Covid-19.

Esses governadores estão devendo um pedido de desculpas à população e aos familiares que perderam seus entes querido para a Covid-19.

Muitas soluções inteligentes estão à disposição dos gestores dos estados e municípios. A abertura seletiva da cidade de São José dos Campos/SP é exemplo para o país.

Basta de tramar contra o Brasil, contra o povo brasileiro !


Anexos: 
Número de casos e mortes nos primeiros 56 dias após o primeiro caso.
Link: https://veja.abril.com.br/saude/coronavirus-o-brasil-ja-conseguiu-achatar-a-curva/






22/4
22/4
1 000
2 000
17/3
18/3
19/3
20/3
21/3
22/3
23/3
24/3
25/3
26/3
27/3
28/3
29/3
30/3
31/3
1/4
2/4
3/4
4/4
5/4
6/4
7/4
8/4
9/4
10/4
11/4
12/4
13/4
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20/4
21/4
2 934
22/4
10

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A facada da Câmara


Quem gostaria de ter um seguro total de seu bem, sem pagar nada? Eu também gostaria. Desde que fosse uma cortesia da seguradora, por não ter usado o seguro nos últimos 10 anos, por exemplo.
Saiba leitor, que foi isso que os deputados aprovaram na madrugada do dia 15/4, dando continuidade à temporada do quanto pior melhor.
O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) apresentou a parlamentares sedentos de dinheiro, projeto substitutivo ao PLC 149/2019 (plano Mansueto) elaborado pelo governo Bolsonaro, que apresenta avanço sobre o Regime de Recuperação Fiscal proposto no governo Temer.

No projeto substituto aprovado à revelia do Ministério da Economia, os governadores e prefeitos terão um seguro que cobrirá toda e qualquer redução de receita e ainda mais 8% para ser gasto em medidas de combate ao coronavírus. 

E tudo isso sem qualquer contrapartida, configurando mais uma facada no presidente.
Nessa hora de dificuldade, em que os cidadãos de bem se solidarizam com milhões de trabalhadores e empresários que perderam emprego e renda, a Câmara resgata, com o empenho do presidente da Câmara que se diz democrático, Rodrigo (Botafogo) Maia (DEM-RJ), a “farras das garantias” que levaram à quebradeira estados e municípios no governo Dilma, que causou grave prejuízo à União, a ponto do TCU punir com multas os então ministro da Fazenda Guido Mantega e o secretário Arno Augustin.

Os causadores dessa farra de agora são os mesmos que saquearam o erário nas últimas décadas. Usam a justificativa simplória de que a União é a única que pode imprimir moeda.

Bolas, todos sabemos que a emissão de moeda sem lastro gera inflação, imposto perverso que castiga a população, principalmente os pobres que não fazem aplicação financeira. Ninguém mais quer reviver os tempos de inflação alta e descontrole de gastos, e a União já empenhou quase um trilhão de reais em medidas contra os danos da pandemia  no país. Vale lembrar que o Tesouro também sofre severa redução de receita, aumentando os déficits nos próximos anos.

O histórico das décadas recentes, não nos permite supor que governadores e prefeitos usarão esse dinheiro em benefício do povo nem que haverá os que tentarão aumentar os valores a receber, usando inúmeros artifícios para adiar o recebimento de receitas do ICMS e ISS.  

Os brasileiros precisam saber que os mesmos comparsas de antes - que instituíram a corrupção por atacado - ressurgem com força na Câmara, para comprometer ainda mais o governo Bolsonaro e o futuro do País, e precisam ser denunciados e combatidos pelos cidadãos de bem. 
E que Deus nos ilumine nesse combate. 

* Texto publicado no jornal A TARDE de 18.04.20, sob o título Construindo o caos.




domingo, 12 de fevereiro de 2017

Contra-ataque da OrCrim

Os deputados, senadores e partidos políticos - membros da Organização Criminosa (OrCrim) investigados pela Operação Lava Jato -  estão seguindo abertamente o mesmo roteiro utilizado pelos "políticos" italianos para anular todas as condenações decorrente da Operação Mãos Limpas.

Depois que a sociedade italiana arrefeceu as manifestações populares contra os políticos corruptos-corruptores, os parlamentares de lá aprovaram várias leis que impediam a punição dos corruptos, anistiavam os já condenados e legalizavam os ilícitos cometidos por eles próprios, em ampla, imoral e descarada autoanistia. 

As manifestações, que tomaram força após o assassinato pela máfia de várias testemunhas e dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, deixaram de ocorrer, a sociedade achou que o combate à corrupção já fora ganho.

Aproveitando a falta de vigilância por parte da opinião pública os parlamentares italianos conseguiram reverter todos os benefícios obtidos pelas investigações e punições dos envolvidos em crimes contra a Nação. 

Ontem (7), quando o STF pautou julgamento de contas eleitorais, foi aprovado pelos "parlamentares" o pedido de urgência para o projeto de lei que vai impedir o STF cassar partidos políticos que fraudaram as prestações de contas.  O pedido foi aprovado por 314 votos contra 17. Só o PSOL votou contra.

O desrespeito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desfaçatez - antes e no dia seguinte à votação - e o deboche explícito à opinião pública que quer passar o Brasil a limpo, são atitudes próprias dos canalhas.
Pode ser até que nem todos os 314 deputados que votaram pela urgência do projeto sejam canalhas. 
Mas agiram como se fossem.

Isso ficou bem visível no dia seguinte nas declarações de senadores que votaram a favor a urgência, que na TV passaram a condenar a aprovação da urgência no maior descaramento.

Parecia até que ninguém tinha votado a favor! A ponto de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mudar completamente o discurso e declarar que o projeto não será aprovado do jeito que está!? 

Recuaram ao perceber a forte reação da sociedade nas redes sociais, das instituições democráticas e da imprensa.

Esperavam que, com o caos em Vitória e demais cidades do Espírito Santo, devido ao motim dos policiais militares, ninguém iria perceber a votação feita após a edição dos principais jornais televisivos. Depois de aprovada, seria fato consumado.

Foi semelhante à aprovação da 10 medidas contra a corrupção, totalmente desfigurada em sua intensão básica de punir os corruptos e prevenir as múltiplas formas desse crime.
Votada e aprovada no Senado, foi também aprovada na Câmara. Imaginavam também que era fato consumado até que o ministro Toffoli aceitou pedido de anulação dessas votações e, agora, tudo terá de ser refeito com a proposta original do projeto, sob olhar atento da imprensa e dos cidadãos de bem.

Nesse caso, aproveitaram o trágico acidente com o avião que levava jogadores e comitiva a Chapecoense a Bogotá e, durante a madrugada, aprovaram um projeto que ameaçava a todos os servidores públicos (procuradores, juízes, delegados, agentes, desembargadores, etc.) que, cumprindo suas funções constitucionais, atuassem contra os membros da Organização Criminosa que saqueia os recurso do País há décadas.  

A sociedade brasileira, suas associações representativas e a imprensa precisam demonstrar de forma contundente e decisiva, seu repúdio a esses criminosos travestidos de parlamentares.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cúpula ameaçada

Como a força-tarefa da Operação Lava Jato pretende agir para processar tantos políticos da cúpula do Executivo e do Legislativo denunciados na delação da Odebrecht? 

Michel Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros

As informações e provas obtidas nas delações dos 77 executivos da Odebrecht envolvem cerca de 200 políticos da governança do país, incluindo o presidente Temer do Executivo, Renan Calheiros do Senado, Rodrigo Maia da Câmara, ministros de Estado, líderes partidários, parlamentares da base do governo, governadores, prefeitos... 

A quantidade de envolvidos atuando no governo Temer, na Câmara e no Senado é tão significativa que pode haver reações em grupo, com chantagens, obstruções e ameaças à governabilidade, visando emperrar e até anular as investigações. 
Esses farão de tudo para barrar as investigações, os processos e impedir o andamento dos trabalhos no Congresso. 

A estratégia da paciência e firmeza, utilizada até agora pela força-tarefa da Lava Jato, é a maior garantia de que o trabalho da Lava Jato será levado a cabo com sabedoria, competência e coragem. 

O pedido de apoio feito à sociedade pelo juiz Sérgio Moro e procuradores do MPF, faz todo sentido. 

Sem o apoio da opinião pública, instituições republicanas, sociedade organizada, redes sociais e dos  meios de comunicação, o trabalho da força-tarefa será muito mais difícil do que desde já reconhecemos ser. 

Fundamental o apoio dos ministros do STF nessa hora.

Nossas atenção e participação podem evitar manobras traiçoeiras contra a apuração das responsabilidades e punições. 

A carta do presidente Temer pedindo ao procurador geral da República, Rodrigo Janot, agilidade nas apurações dos crimes denunciados, aponta para uma evolução menos traumática da crise e para o aprimoramento do atual sistema político de governança, baseado na corrupção, chantagem, impunidade, tráfico de influência, desfaçatez, canalhice e deboche.

O compromisso sacramentado pela Odebrecht, em publicações nacional e internacional, precisa ser lido e assimilado pelos agentes públicos e privados do nosso País, com o maior empenho. 

As mudanças, nisso que aí está, são muito bem vindas!

sábado, 23 de julho de 2016

Lava Jato ameaçada

A Operação Lava Jato e todos os avanços contra a corrupção, obtidos pela força-tarefa formada pelo MPF, PF e TJF, sob a coordenação do juiz Sergio Moro, estão ameaçados de vir abaixo.

Além do acordão fechado entre partidos, políticos, deputados, senadores, ministros de Estado e o presidente interino, Michel Temer (PMDB), para frear as investigações em andamento, entrou em cena - como espada de Dâmocles - o Projeto de Lei nº 280, de autoria de Renan Calheiro (PMDB) e relatoria de Romero Jucá (PMDB), que tem como objetivo declarado definir os crimes de abuso de autoridade e dar outras providências.

Rodrigo Maia e Renan Calheiros
presidentes da Câmara e do Senado

Na realidade, o que a organização criminosa objetiva é manter impunes os corruptos que saquearam o país, e manter longe dos braços da Justiça os bilhões de reais roubados por eles.
O projeto é defendido com veemência por Renan e tocado em regime de urgência no Senado onde é presidente, para aprovação relâmpago lá e na Câmara dos Deputados, presidida por Rodrigo Maia (PMDB).
O presidente da OAB-Brasil, Cláudio Lamachia, faz coro pela aprovação, com a nobre justificativa de defender os direitos constitucionais dos cidadão investigados. Será ingenuidade?

Renan responde a nove processos na Justiça

Na realidade, o PL-280 legaliza a impunidade para os membros da organização criminosa, instalada nas instituições da República e nos partidos políticos, que vem desviando os recursos públicos há décadas. Se sem ele, várias operações e investigações foram anuladas pelo STF, por mínima suspeita de ilegalidade, imaginem agora com mais essa Lei?

O projeto prevê punição a quem causar "constrangimentos ilegais" ou quem emitir ordem de prisão "fora das hipóteses legais" ou por "abuso de autoridade".

Prisão de Mônica Moura e João Santana
marqueteiros de Dilma revelam Caixa 2
 

Bolas! Se as atitudes tomadas pelos agentes, juízes, desembargadores, procuradores, etc. são ilegais, fora da legalidade ou fora da competência da autoridade, significa que já há leis definindo esses crimes. Para que mais uma?

São coisas subjetivas a intimidar os agentes, delegados, procuradores, juízes, desembargadores, carcereiros e todos os demais envolvidos na missão constitucional de deter a organização criminosa que se apoderou do Estado.
Mesmo cumprindo estritamente e fielmente seu dever, qualquer um dos acima mencionados estará sujeito a acusação de constrangimento ou abuso de autoridade.  

Presidente interino Michel Temer
retirou de pauta projeto do MPF
com 10 medidas contra a corrupção

A retirada de pauta do Congresso do projeto do MPF - 10 medidas contra a corrupção - pelo governo de Temer (PMDB), com a justificativa que não é prioritário, mostra de onde vem o mando: lá de cima!
O engavetamento da CPI da UNE por Rodrigo Maia (PMDB), presidente da Câmara e os habeas corpus de Cachoeira e cúmplices, mostram o quanto a Lava Jato e o combate à corrupção estão ameaçados.

E o pior de tudo é que, caso não haja uma forte reação da sociedade contra o PL nº 280, o Congresso o aprovará com facilidade, visto que os partidos e a grande maioria dos senadores e deputados estão na mira das investigações da Lava Jato. 
Os votos virão dos parlamentares do PMDB, PSDB, PPS, PCdoB, PR, REDE, PT e demais FDPs. 
A OCRIM fez acordão para acabar com a Lava Jato e Moro.

Juiz Sergio Moro do TJF do Paraná

Preparem seus cartazes e faixas para o DIA 31/7 com enfoque contra os corruptos-corruptores, contra a corrupção, contra o PL nº 280 e de apoio ao trabalho da LAVA JATO e do juiz Sergio Moro.

É tempo de vigiar e denunciar as manobras impetradas contra a Lava Jato, Zelotes e demais operações que investigam a corrupção usual sistêmica implantada no país há décadas, a qual vem conseguindo fazer retornar aos cofres públicos os bilhões de reais roubados, confiscando os bens e o dinheiro depositado em contas no exterior pelos criminosos. 
E isso é tudo que os corruptos não querem que aconteça.