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sábado, 4 de março de 2017

Nas mãos dos russos


Os contatos até agora revelados, de alguns dos escolhidos por Trump com os russos, podem indicar algo pior do que parece ser: apenas uma contenda política entre republicanos e democratas.

Fica cada vez mais forte a suspeita da interferência dos russos nas eleições à presidência dos Estados Unidos.

A invasão de hackers nos computadores do Comitê de Campanha de Hillary Clinton não perece ter sido feita por amadores exibicionistas, mas sim por grupo organizado com o objetivo de reduzir as chaces dela alcançar a presidência.


O movimento de idas e vindas nas declarações do diretor do FBI quanto aos emails emitidos quando era Secretária de Defesa, utilizando seu endereço particular em lugar do oficial, é algo que ainda precisa ser melhor investigado e esclarecido.


As conversas até agora vazadas dos principais membros do governo Trump com os russos, antes da posse e da vitória eleitoral, reforçam a tese de interferência externa.


Como os profissionais gravam tudo o que fazem, muitas das conversas em mãos dos russos podem comprometer a permanência de Trump na presidência.


Com isso, fica o governo Trump nas mãos dos russos, que pode ameaçar vazá-las caso não sejam tomadas decisões de governo convenientes aos seus interesses.


As últimas notícias e as últimas atitudes do presidente revelam que os Estados Unidos entraram numa fria sem tamanho ao elegê-lo... Com ou sem a interferência dos russos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Trump na presidência

Daqui a poucos dias, o bilionário Donald Trump assume a presidência dos Estados Unidos. 


Donald Trump

Apresentador do programa Aprendiz, onde dizia com veemência aos participantes perdedores "Está despedido!", lançou-se nessa aventura política com muito afinco, contando com o apoio, ainda não esclarecido, do governo russo e dos conterrâneos atraídos pelo patriótico chamado de um Estados Unidos forte. Já vimos isso antes, lembram? 


A sua performance nas prévias e na vitória eleitoral revelou uma personalidade que jornalistas e comunicadores de todo o mundo ainda tentam descrever.


Os vocábulos que mais aparecem nas notícias sobre Trump, são: exibicionista, grosseiro, leviano, misógino, desprezível, escandaloso, truculento, bizarro, fanfarrão, racista, desrespeitoso, xenófobo, estúpido, imbecil, boquirroto...

Porém, há uma palavra que o resume melhor: boçal.
Trump, tem as características de um boçal. 


Benito Mussolini, o Dulce

Parece-se muito com dois governantes da Itália, Benito Mussolini e Silvio Berlusconi, que não acumularam boas referências em suas governanças. 

Benito foi um dos criadores e propagadores do nazifascismo, e o bilionário Silvio leva a taça de maior corrupto da Itália, de todos os tempos.


As atitudes de Trump revelam que gosta de estar em evidência, ser considerado um bom negociador, destemido e sem limites para alcançar seus objetivos.


Silvio Berlusconi

Movimenta-se no sistema institucional norte-     americano como um búfalo em loja de cristais.       

Desafiou o Partido Republicano, pelo qual foi eleito, venceu as resistências internas e os ícones conservadores do partido. E tem obtido bons resultados com essa estratégia.


Suas promessas de campanha, suas declarações após a vitória e as escolhas dos secretários de governo, causam polêmica e muita apreensão antes mesmo dele assumir a presidência.

As declarações sobre os acordos climáticos e emissão de gases poluentes, em andamento, batem de frente com os países que os negociaram e assinaram. 


Trump

Seus comentários sobre China, Rússia, México, Mercado Comum Europeu, Irã e Israel - só para ficar com os mais citados - parecem blefes de jogador de pôquer, com a intensão de se impor ante os governantes do mundo.


Vai logo perceber que não estará mais tratando com aprendizes. Que após desligar as câmaras, os microfones e as luzes, o programa não acaba. A realidade continuará existindo com as consequências de suas atitudes: quer elas sejam boas ou sejam más.

 

Esse é um jogo perigoso que pode resultar numa escalada de declarações hostis, pressões, ameaças e revides, que irão gerar intranquilidade e conflitos reais no mundo.


Obama, Michelle e filhas


Tenho a impressão que vamos lembrar com saudades dos governos de Barack Obama, de sua esposa, Michelle, suas meninas, e da tranquilidade, firmeza, credibilidade, generosidade e postura ética, que seu governo cultivou e revelou a todos nós.


E que o sistema de governo dos Estados Unidos seja suficientemente ágil e forte para levar a presidência de Trump a bom termo. 


E que Deus nos proteja!