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domingo, 18 de junho de 2017

Ameaças à Lava Jato

A pergunta do presidente Trump ao então diretor do FBI James Comey, que investigava suspeita de que membros do Comitê de Campanha às eleições de 2016 mantiveram conversas com os russos para prejudicar a candidata Hillary Clinton, é reveladora:
“Você gosta de dirigir o FBI?”

Quando o recém-nomeado ministro da Justiça Torquato Jardim declara que analisará a permanência ou não do diretor-geral da Policia Federal Leandro Daielo, põe em alerta a instituição e todos os que apoiam a Lava Jato e demais operações que investigam a Organização Criminosa que aparelhou os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário.

O chefe da quadrilha, Michel Temer, segundo afirmou o empresário-delator Joesley Batista, já deu aval para a troca do comando da PF.

Os funcionários da PF estão atentos aos movimentos iniciais sobre os membros que atuam nas investigações. 
Seja remanejamento de área, nomeações de novos membros, troca de função dos atuantes na força-tarefa da Lava Jato e nos demais processos em andamento.

Até promoções atraentes, oferecidas aos que hoje têm atuação de destaque na PF, podem ser usadas para desestruturar a equipe e barrar as investigações que já alcançaram grande número dos principais chefes,  operadores e tesoureiros dos partidos que dão sustentação política à Orcrim: PMDB, PSDB, PT, PP, DEM, PR...


Em paralelo, seguem outras ameaças contra os que lutam para limpar o País das quadrilhas que infelicitam até hoje os brasileiros:

1.     Projeto de Lei para ameaçar os membros do Ministério Público, da Justiça e da PF e demais polícias.

2.     Projeto de Lei para descriminalizar o caixa 2 e outros crimes eleitorais e congêneres.

3.     Manutenção do cofre do Tesouro Nacional escancarado para sustentar o esquema de compra de: parlamentares para barrar o impeachment de Temer e a cassação de Aécio; consciências nos principais órgãos institucionais; empresas e meios de comunicação e militantes na Internet.


Os cidadãos de bem precisam denunciar os esquemas de corrupção dessas Organizações Criminosas, de todas as maneiras, e apoiar os heróis que estão trabalhando na limpeza das governanças do País.

sábado, 4 de março de 2017

Nas mãos dos russos


Os contatos até agora revelados, de alguns dos escolhidos por Trump com os russos, podem indicar algo pior do que parece ser: apenas uma contenda política entre republicanos e democratas.

Fica cada vez mais forte a suspeita da interferência dos russos nas eleições à presidência dos Estados Unidos.

A invasão de hackers nos computadores do Comitê de Campanha de Hillary Clinton não perece ter sido feita por amadores exibicionistas, mas sim por grupo organizado com o objetivo de reduzir as chaces dela alcançar a presidência.


O movimento de idas e vindas nas declarações do diretor do FBI quanto aos emails emitidos quando era Secretária de Defesa, utilizando seu endereço particular em lugar do oficial, é algo que ainda precisa ser melhor investigado e esclarecido.


As conversas até agora vazadas dos principais membros do governo Trump com os russos, antes da posse e da vitória eleitoral, reforçam a tese de interferência externa.


Como os profissionais gravam tudo o que fazem, muitas das conversas em mãos dos russos podem comprometer a permanência de Trump na presidência.


Com isso, fica o governo Trump nas mãos dos russos, que pode ameaçar vazá-las caso não sejam tomadas decisões de governo convenientes aos seus interesses.


As últimas notícias e as últimas atitudes do presidente revelam que os Estados Unidos entraram numa fria sem tamanho ao elegê-lo... Com ou sem a interferência dos russos.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Imprensa ameaçada

A Casa Branca não permitiu a entrada dos repórteres do jornal The New York Times, da TV CNN e do site Político na entrevista coletiva diária do porta-voz do governo Sean Spicer, ontem (24/2).

A Associação dos Correspondentes da Casa Branca condenou o meio utilizado pelo governo para ameaçar a imprensa que não atende seus interesses.

A Associação incentivou os jornalistas que participaram da entrevista a compartilhar o material obtido com os barrados e os que protestaram fazendo valer as memórias e as experiências de luta pela conquista e preservação da liberdade.


Os demais repórteres, entre eles os das TVs CBS, ABC, Blomberg e Fox News, do jornal The Wall Street Journal e dos sites conservadores One America News e Breitbart News participaram candidamente da entrevista.

Pouco antes, em discurso na Confederação de Ação Política Conservadora, Trump atacou mais uma vez a imprensa chamando-a de mentirosa e pontificou que os jornalistas não deveriam publicar informações de fontes anônimas!

Um dos pilares da democracia norte-americana está sob grave ameaça.

Ou os profissionais dos meios de comunicação dos Estados Unidos dão um basta nas exorbitâncias do presidente Trump ou em breve teremos, cada vez mais, interferências oficiais. Apenas os jornalistas da Associated Press e da revista Time recusaram a participar em protesto à decisão. 

Os profissionais da imprensa desatentos - que parecem prontos a serem domesticados - perderam a oportunidade de fazer valer o direito constitucional de liberdade de imprensa ao aceitarem tal impedimento, próprio de governos não democráticos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Trump na presidência

Daqui a poucos dias, o bilionário Donald Trump assume a presidência dos Estados Unidos. 


Donald Trump

Apresentador do programa Aprendiz, onde dizia com veemência aos participantes perdedores "Está despedido!", lançou-se nessa aventura política com muito afinco, contando com o apoio, ainda não esclarecido, do governo russo e dos conterrâneos atraídos pelo patriótico chamado de um Estados Unidos forte. Já vimos isso antes, lembram? 


A sua performance nas prévias e na vitória eleitoral revelou uma personalidade que jornalistas e comunicadores de todo o mundo ainda tentam descrever.


Os vocábulos que mais aparecem nas notícias sobre Trump, são: exibicionista, grosseiro, leviano, misógino, desprezível, escandaloso, truculento, bizarro, fanfarrão, racista, desrespeitoso, xenófobo, estúpido, imbecil, boquirroto...

Porém, há uma palavra que o resume melhor: boçal.
Trump, tem as características de um boçal. 


Benito Mussolini, o Dulce

Parece-se muito com dois governantes da Itália, Benito Mussolini e Silvio Berlusconi, que não acumularam boas referências em suas governanças. 

Benito foi um dos criadores e propagadores do nazifascismo, e o bilionário Silvio leva a taça de maior corrupto da Itália, de todos os tempos.


As atitudes de Trump revelam que gosta de estar em evidência, ser considerado um bom negociador, destemido e sem limites para alcançar seus objetivos.


Silvio Berlusconi

Movimenta-se no sistema institucional norte-     americano como um búfalo em loja de cristais.       

Desafiou o Partido Republicano, pelo qual foi eleito, venceu as resistências internas e os ícones conservadores do partido. E tem obtido bons resultados com essa estratégia.


Suas promessas de campanha, suas declarações após a vitória e as escolhas dos secretários de governo, causam polêmica e muita apreensão antes mesmo dele assumir a presidência.

As declarações sobre os acordos climáticos e emissão de gases poluentes, em andamento, batem de frente com os países que os negociaram e assinaram. 


Trump

Seus comentários sobre China, Rússia, México, Mercado Comum Europeu, Irã e Israel - só para ficar com os mais citados - parecem blefes de jogador de pôquer, com a intensão de se impor ante os governantes do mundo.


Vai logo perceber que não estará mais tratando com aprendizes. Que após desligar as câmaras, os microfones e as luzes, o programa não acaba. A realidade continuará existindo com as consequências de suas atitudes: quer elas sejam boas ou sejam más.

 

Esse é um jogo perigoso que pode resultar numa escalada de declarações hostis, pressões, ameaças e revides, que irão gerar intranquilidade e conflitos reais no mundo.


Obama, Michelle e filhas


Tenho a impressão que vamos lembrar com saudades dos governos de Barack Obama, de sua esposa, Michelle, suas meninas, e da tranquilidade, firmeza, credibilidade, generosidade e postura ética, que seu governo cultivou e revelou a todos nós.


E que o sistema de governo dos Estados Unidos seja suficientemente ágil e forte para levar a presidência de Trump a bom termo. 


E que Deus nos proteja!