Cidadania Alerta

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O advogado e o ministro

No vídeo do advogado Cristiano Caiado Acioli (foto) e o ministro Lewandowski no avião, uma coisa me causou estranheza: os passageiros ficaram calados sem esboçar qualquer manifestação.

Se quisermos de fato remover da vida pública aqueles que prejudicam a nação e seu povo, será preciso superar o medo que acovarda.

Caso venha a encontrar algum dos quatro urubus de toga do STF, farei como o advogado: vou entabular conversa e repetir a cada um o que já foi dito a eles por seus pares do STF, sem que houvesse qualquer ameaça de prisão. 
Vamos por partes:

A Gilmar (Beiçola) Mendes, repetirei as palavras do ex-ministro Joaquim Barbosa, durante o julgamento do Mensalão: "Vossa Excelência envergonha o Judiciário". Guardo vídeo em arquivo para comprovação.

A Lewandowski, repetirei o que Gilmar lhe disse em seção plena do STF: "Eu não fraudei eleições em São Bernado do Campo".

Ou então perguntar: No julgamento do impeachment de Dilma Rousseff, V. Excia. interpretou um e, constante no texto constitucional, como se fosse ou. 
Fez isso por miopia jurídica, para atender o patrão ou só de sacanagem?

Quanto a Marco Aurélio, repetirei a pergunta que ele fez ao jornalista no programa Roda Viva: "Você então, não confia na sua Suprema Corte? Não." respondeu o jornalista, deixando-o com cara de quem diz: "essa 'prensa' sempre deu certo". 
Já deu.


Ao Totó foli de Gilmar, perguntarei se os ministros da Suprema Corte não deveriam ser aprovados em concurso básico para juiz ou magistrado, tal como é feito para advogados pela OAB e pelos CRMs para os médicos.

Farei isso, chamando-os de Vossa Excelência, assim como fazem os deputados e senadores, mesmo quando precisam xingar o colega de ladrão.

A omissão dos passageiros daquele voo é significativa. Quando será que teremos cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, que os permitam tomar atitudes como a do advogado ante o parcialíssimo Lewandowski? 

Não é ele que vota contra a prisão de bandidos, defende a soltura dos que estão presos, mesmo que seja condenado em segunda instância? E agora quer prender todos que sentem vergonha do atual STF? 

Não tenho porque me envergonhar do STF. 

Quem deve sentir vergonha são os desavergonhados ministros que protegem bandidos de colarinho branco.

Até a personificação do mal, Zé Dirceu, foi solto, com argumentos de estória de carochinha. Deve ter aproveitado a providencial liberdade para movimentar as contas no exterior e comandar seu projeto pessoal de ditadura comunista. 


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Marcadores: carteirada, Cristiano Acioli, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Lewandowski, Marco Aurélio Mello

terça-feira, 10 de abril de 2018

Esquisitices nas Cortes


Há ministros do Supremo que demonstram esquisita benevolência com criminosos presos, como os relatados a seguir.

O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado pelo Supremo em 2013 a 12 anos e 7 meses, por seu envolvimento no esquema do mensalão do PT, fugiu para a Itália com passaporte do irmão morto havia 36 anos, após concessão de liminar pelo ministro Marco Aurélio de Mello. 

Após já ocorrida, o ministro Marco Aurélio ainda defendeu o direito à fuga com frases patéticas: como o réu tem dupla nacionalidade, escapou porque conhece a realidade do sistema penal brasileiro; o Brasil tem longas fronteiras abertas, que oferecem oportunidades a um fugitivo; "não houve leniência do estado". 
Como disfarce, assumiu Luiz XIV da França: L'État, c'est moi. 

Resultados da 


Marco Aurélio já havia liberado o banqueiro Cacciola, em 2000, acusado de peculato, que também fugiu para a Itália. 
Por ter cidadania italiana, ficou por lá durante sete anos, enquanto a justiça brasileira batalhava por sua deportação.

Em 2014, Marco Aurélio concedeu HC a Gegê do Mangue, 3º do PCC, que respondia por 11 (onze) assassinatos. Considerou a prisão preventiva alongada demais: "Hoje, o paciente, sem culpa formada, está sob custódia há sete anos, 10 meses e 21 dias (...) Nada justifica a demora no julgamento do processo-crime a envolver réu preso".

O ministro ignorou que os processos não tinham andamento visto que o parceiro, que o denunciou em três audiências, ter alterado depoimento passando a inocentar Gegê... E as demais testemunhas de acusação também mudaram seus depoimentos... 

No início de 2017, o juiz Deyvison dos Reis da 3ª Vara de Presidente Venceslau liberou Gegê do Mangue para responder os processos em liberdade. 
Solto, desapareceu, até aparecer executado em 18.02.18 no Ceará por gerente do Marcola em viagem de helicóptero.

Já o pródigo ministro Gilmar Mendes libertou o ex-médico Roger Abdelmassih condenado a 278 anos em 2010 por violentar sexualmente 52 de suas pacientes - que tiveram coragem de apresenta queixa - enquanto estavam sob efeito de sedativos.

Fez isso, apesar da ministra Ellen Grace, em maio de 2010, já ter-lhe negado HC, e do alerta dado pela Polícia Federal (PF) de que o preso tinha pedido renovação de passaporte.
Gilmar concedeu-lhe liberdade com argumento de que não havia elementos "concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade de prisão cautelar do ora paciente".

Em resposta a uma carta de Suplicy, questionando sua estranha liberação, declarou na mesma linha de Marco Aurélio: "Imagino que os militantes se disponham a cumprir alguns dias nos presídios".
Uma da vítimas comentou a decisão do ministro: "O maior estupro foi feito por Gilmar Mendes".

Roger fugiu em seguida. Ficou foragido por três anos e sete meses, até ser capturado no Paraguai, após árduo trabalho de investigação realizado pelas próprias vítimas.

Em 2017, Gilmar Mendes, aprovou no TSE rejeição do processo de cassação da chapa Dilma-Temer. Mais um caso de mudança de entendimento à sua conveniência. 

Enquanto havia a discussão de separar os recurso das duas campanhas, Gilmar pediu à PF e ao MPF que fossem feitas novas apurações, as quais resultaram em maior clareza das provas. Mantida as dúvidas quanto a separação, Gilmar mudou seus argumentos e passou a defender o arquivamento do pedido de cassação feito pelo PSDB.

No julgamento, Gilmar e mais dois ministros visivelmente teleguiado por ele, consideraram que as provas obtidas por solicitação do próprio Gilmar e apresentadas em detalhes pelo ministro-relator Herman Benjamin, não eram válidas. Uma pantomima no TSE em rede nacional. 
O PSDB preferiu não recorrer. A Lava Jato uniu investigados pela Justiça.  

Ricardo Lewandowski cometeu sua esquisitice  suprema na última sessão do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff, no fim de agosto de 2016  quando violou a Constituição para permitir que Dilma mantivesse seus direitos políticos. 
Fez isso sozinho: acolheu proposta de Renan Calheiro aliado ao PT e a aprovou, sem sequer levar à apreciação do plenário do Senado Federal.

E essa aberração ficou por isso mesmo. 

Já passou da hora de avaliar essas esquisitices e expor os argumentos de seus autores, visando inibir decisões que beiram o deboche e em nada contribuem à aplicação da Justiça. 



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Marcadores: Cacciola, Gegê do Mangue, Gilmar Mendes, HC, Marco Aurélio Mello, Pizzolato, Ricardo Lewandowski, Roger Abdelmassih, STF, TSE

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

STF x Senado

Renan, Cármen Lúcia e Temer no STF

O levante do Senado contra a determinação da 1ª Turma do STF é um dos resultados do recuo da Corte quanto ao cumprimento da sentença monocrática do ministro Marco Aurélio Mello, afastando o então presidente do Senado, Renan Calheiro.

Agora, é o próprio Renan que coordena a reação contra o STF.

A cada recuo da Suprema Corte, com a justificativa falaciosa de preservar a governabilidade, os criminosos com foro privilegiado demonstram mais audácia e deboche.

A responsabilidade por esse estado de anarquia, reside na falta de coragem dos membros dos Tribunais Superiores para fazer cumprir suas determinações, agravada quando ministros passam a atuar, abertamente, como assessores e advogados de defesa dos criminosos, assim como na obstrução da Justiça, nas declarações e ações contra os grupos de investigações, como a Lava Jato e congêneres.

Ainda há tempo para o próprio STF tomar posição corajosa contra esses ministros que denigrem a Justiça, a Corte Suprema, seus membros e toda a população brasileira que ainda deposita nela suas últimas esperanças, antes que o caos se instale de todo, com o Supremo totalmente desmoralizado.


Postado por CidadaniAlerta às 03:04 Nenhum comentário:
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Marcadores: Aécio Neves, caos, Cármen Lúcia, foro privilegiado, Gilmar Mendes, Lava Jato, Marco Aurélio Mello, Renan Calheiro, Senado, STF
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