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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Janaina Paschoal



 
Antes de tudo, ilustre professora, quero expressar a nossa especial admiração por seu empenho em batalhar junto aos renomados, pelo que a maioria dos brasileiros queria, mas não sabia como conseguir: o impeachment da presidente Dilma e o fim do desgoverno petista.

Vossa mercê já está inscrita na história deste país. Sua lucidez e verdade são contagiantes. Suas intervenções e respostas aos argumentos de conveniência dos que defendiam a permanência da presidente, mostraram seu preparo jurídico e o zelo à pátria e ao povo infelicitado por tantos crimes cometidos pelo PT e seus cúmplices.

Esse texto, é a forma que encontrei para lhe agradecer e lhe incentivar  a permanecer atuando na vida pública. Mas é também para desobriga-la de se penalizar e se culpar pelas dores causadas à presidente Dilma.

Emocionada ao falar do sofrimento que causa
à Dilma: "Mas faço isso pelos seus netos!"
Dilma atuou contra tudo que é bom e verdadeiro defendido pelos cidadãos de bem, para manter seus cúmplices usufruindo por 13 anos de governança petista, das regalias legais - e principalmente das ilegais -, que o poder constitucional lhes permitiram usufruir. Poder obtido e mantido com mentira, ofensa, calúnia, prepotência, corrupção, desfaçatez, crueldade, ódio...

O sofrimento que o processo de impeachment causa à Dilma é consequência de suas próprias escolhas dentro da organização criminosa desmascarada no mensalão, petrolão e outros esquemas. 
Diferente do que ocorre com milhões de brasileiros que acreditaram nela, no PT e em Lula, e agora sofrem sem qualquer culpa... A não ser a de ter se deixado enganar, com também fiz eu, até perceber o abismo existente ente o discurso e a prática dos líderes petistas... E constatar que as maravilhas prometidas de uma governança ética em benefício dos cidadãos mais carentes, era apenas marketing eleitoral milionário pago com o caixa 2.

Professora Janaína, peço resguardar sua piedade e solidariedade para expressá-las em favor dos milhões de brasileiros, que sofrem muito por causa das decisões tresloucadas de Dilma, visando se manter no poder de qualquer maneira, sob orientação dos membros da cúpula do partido, investigados e condenados no mensalão, petrolão, nucleão, eletrolão e outros esquemãos.

A situação de Dilma é muito diferente da que ocorre com milhões de brasileiros que acreditaram nela, no PT e em Lula, os quais vêm sofrendo devido aos serviços públicos deficientes, insegurança, desemprego e preços subindo mais do que os salários... Estes são os que estão sofrendo punição, mesmo sem ter qualquer culpa... A não ser a vergonhosa culpa de ter se deixado enganar pelo discurso, apoiar e votar no PT, na qual também incorri.

Advogada de acusação no Senado

Enquanto os que são a favor do impeachment avaliavam o risco de entrar com recurso no Supremo, os petistas, sem titubear, aproveitaram a estupidez de Lewandowski - ao desconsiderar os termos do Parágrafo único do Artigo 52 da Constituição -, para pedir a anulação das votações por inconstitucionalidade.

Certamente, agora estão mais visíveis as intenções dos que desejam continuar a usando os recursos da Nação em proveito próprio sem risco de prisão, nem  de serem condenados à mais temida das sentenças: devolver aos cofres públicos os valores roubados e pagar multa por danos causados à sociedade. Além do cumprimento da pena de prisão em presídios ou em casa mesmo.

Dr.ª Janaína Paschoal

Dr.ª Janaína Paschoal, parece-me que ainda é cedo para recolher as armas da verdade e os mais legítimos sentimentos de patriotismo e de indignação. 
O Brasil – e nós outros – desejamos contar com sua brilhante e decisiva disposição nas batalhas de vida ou morte contra os criminosos travestidos de políticos, que ameaçam a democracia, a dignidade e a felicidade dos brasileiros. 

Sabendo o quanto essa decisão pode lhe custar, peço: Não nos abandone!



terça-feira, 5 de abril de 2016

Decisões de conveniência

Quando FHC comprou a reeleição e alterou a Constituição Federal, não viu necessidade de adequar os termos sobre o impeachment a essa mudança, por não ser necessário. Só os defensores da governanta Dilma consideram que a reeleição é anistia a todos os crimes cometidos no mandato anterior.

Por mais que tentem interpretações que melhor atendam à defesa do mandato da presidente, não há como justificar essa anistia de conveniência. Afinal, qual era mesmo o cargo de Dilma nos anos de 2010 a 2014? Apesar de muitos acharem que não, ela era presidente da República e, como tal, deve ser responsabilizada pelos crimes de previstos na CF-88, Título IV, Capítulo II, Seção III - Da Responsabilidade do Presidente da República.

O que passa despercebido a muitos é que esse tipo de interpretações de conveniência está ocorrendo nos âmbitos mais intangíveis, como a Suprema Corte da Justiça. 

Marco Aurélio Mello, ministro do STF 

O ministro Marco Aurélio de Mello, jogou no lixo qualquer necessidade de fazer de conta que é pessoa de reputação ilibada e notável saber jurídico e, em decisão monocrática, condenou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a aceitar pedido de impeachment do vice-presidente Temer, que havia sido rejeitado. Obriga-o a constituir comissão para analisar o pedido, mesmo havendo jurisprudência de que o presidente da Câmara é quem decide se aceita ou rejeita os pedidos de impeachment recebidos, não cabendo recurso.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara

Essa é mais uma grave interferência do poder Judiciário no poder Legislativo, após a anulação do rito estabelecido na Câmara, inclusive a eleição secreta que aprovou o recebimento do pedido de impeachment subscrito por Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.

E com o voto do ministro Luís Roberto Barroso, falseado ao vivo na TV Justiça, contra todos os argumentos técnicos elencados no voto impecável do ministro  relator  Edson Fachin, foi estabelecido novo rito, com eleições abertas e além disso concedeu aos senadores a decisão de rejeitar ou aceitar o processo de impeachment!

Por será que estou com a sensação de que estamos "venezuelando"?


#Revisado e aditado em 07.04.16 às 0:40h.