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domingo, 14 de janeiro de 2018

Gangsteres nos Poderes da República


Na década de 1930 os chefes dos gangsteres dos Estados Unidos tinham sob seus comandos policiais, juízes, promotores, deputados, senadores, governadores e prefeitos das principais cidades: Chicago, New York, Miami, Detroit, San Francisco... Muitos constavam na lista de pagamento dos mafiosos, o Mensalão dos gringos. 

Al Capone foi o mais conhecido daqueles que dominavam o submundo do crime vendendo “proteção” a empresários, comerciantes, mantendo jogos de azar, prostituição, bebidas alcoólicas, tráfico de drogas...

Passados oitenta anos isso é feito abertamente no Brasil por bandidos participantes da política, no Congresso Nacional, nas empresas estatais, Conselhos Fiscais e até mesmo por presidentes da República, que já começaram a ser investigados, julgados e condenados, mesmo debaixo de ameaças e da total oposição dos chefes das quadrilhas que ocupam funções estratégicas na governança do País.

A diferença do esquema de lá, é que aqui as Organizações Criminosas se disfarçaram de Partidos Políticos, que revezam-se no comando dos saques cometidos contra os recursos da Nação e à população produtiva.Atualmente, as quadrilhas usam um novo disfarce: trocaram o nome e a sigla dos partidos, com o objetivo de enganar aos menos atentos.

Nos EUA o expurgo dos corruptos e a limpeza da criminalidade organizada, foram obtidos com sacrifício e empenho de agentes especiais do FBI (Os Intocáveis), da Justiça, do Executivo Federal e de alguns Estados.


É o mesmo que fazem há mais de uma década tenazes e competentes servidores públicos da Polícia Federal, Ministério Público Federal e da Justiça, mesmo enfrentando sabotagens dos superiores e de seus cúmplices. 


Apesar dos chefes do Executivo, do Legislativo e de alguns ministros do STF, TSJ e CNJ terem se posicionado oficialmente contra a condenação dos criminosos participantes dos diversos esquemas de corrupção, vários chefes de quadrilha já foram investigados, processados, condenados em primeira instância, enquanto muitos estão "protegidos" pelo Foro Privilegiado... 

E contar com uma improvável tomada de consciência por pelo menos metade dos parlamentares em defesa do País.

Já vivemos um tempo em que se acreditava que os governantes queriam ocupar cargos públicos para ajudar “o povo” necessitado, realizando serviços essenciais, pelo desenvolvimento econômico-social nas cidades e no campo.

Hoje, os próprios políticos e governantes, eleitos ou não, confirmam a cada etapa das investigações que querem apenas enriquecer saqueando os cofres públicos, recursos naturais, concedendo-se benefícios imorais, que trouxeram o País à atual penúria e sofrimento, apesar das riquezas aqui existentes.

Para manterem-se no poder os governantes concedem benefícios especiais a grupos econômicos que lhes retornarão em apoios através dos mais diversos meios e formas: publicidade, imóveis, dinheiro, jatinhos...

Ao povo, que não dispõe de grupos e associações endinheiradas, resta ser tungados ao máximo, e ainda sofrer escárnios e deboches. 
O Salário Mínimo foi “atualizado” pelo governo Temer em R$ 17,00 (1,8%), após um ano que acumulou inflação de 2,95%. As Tabelas de Imposto de Renda (IR), sem atualização monetária, já acumula defasagem de 88,4% desde 1996 e não está previsto no Orçamento de 2018 qualquer atualização nela!

Assim o governo aumenta o imposto sobre rendimentos de forma sorrateira, garfando cada vez mais os assalariados de baixos salários que, desse modo, passam a declarar e pagar imposto de renda!

Enquanto os "notáveis" impõem um mínimo ao SM, Temer libera mais de R$ 87 bilhões a grupos econômicos dos “amigos”, R$ 27 bilhões para a compra de votos dos deputados e senadores, e acata a transferência de R$ 486 milhões da educação, saude, segurança, para as campanhas políticas dos partidos...
Isso pode ser adjetivado como sórdida canalhice contra a população carente.

Os esquemas para obter propina de qualquer maneira são visíveis a todos. Alguns são obras dos mestres da corrupção.
No Conselho Administrativo de Recurso Fiscal (Carf) foram “perdoados” bilhões de reais a grandes grupos empresarial-econômico-financeiro que deviam cerca de R$ 500 bilhões de multas e juros à Receita Federal, devido a autuações em crimes fiscais. Só para o grupo Itaú foram "perdoados" R$ 24 bilhões! 
Será que os Fiscais da Receita não sabem mais autuar nem diferenciar o que é crime e o que não é? 

Vale lembrar que o Carf foi criado por Lula em 2008 e os conselheiros são escolhidos nos mesmos critérios usados para preencher o “ministério de notáveis” onde parte já foi condenada e outra parte está arrolada e enrolada em vários processos judiciais. 

À época foram separados dos pequenos empresários os grandes grupos econômicos, sonegadores contumazes, para dar mais atenção aos achaques num jogo de perdoar dívidas, multas e juros, em troca de polpudas propinas.

Desse modo, enquanto os otimistas caolhos acreditam que o povo dará um basta nas urnas nessas eleições, assisto diariamente os pretendentes à reeleição. São os mesmos bandidos que saquearam o País, até chegar a esse estado de caos, onde a governança imoral é feita para atender os “amigo$”.

E os novos candidatos são indicados pelas mesmas Organizações Criminosas disfarçadas de partido político, disfarçado com novo nome. E é claro que os quadrilheiros não irão escolher alguém íntegro para ser candidato, pois não?


E são essas mesmas quadrilhas que conduzirão o pleito de 2018 com urnas eletrônicas que não imprimem o voto que permite auditagem posterior. 
Isso vai permitir inúmeras fraudes nos programas instalados nas urnas. 

Uma simples linha no programa das urnas pode desviar votos de outros candidatos, votos brancos e votos nulos para o “escolhido” pelo quadrilhão!

Há também uma dinheirama entocada pelos criminosos que será usada para comprar dos votos das pessoas humildes, na cidade e no campo, em propaganda e transporte ilegal de eleitores. Muito disso terá de ser feito de forma escamoteada para não aparecerem despesas pagas com dinheiro sem origem legal!

Fiquemos atentos às movimentações desse dinheiro de propinas ora enterrados, em salas, apartamentos, guarda valores, contas no exterior...

Espero que todo cidadão de bem tenha perspicácia para gravar e denunciar eventos visivelmente criminosos ou suspeitos, comprovando com testemunho, áudio e vídeo os crimes eleitorais aos fiscais dos Tribunais Regionais.

A máquina econômica do governo está com os gangsteres institucionais. Enfrentá-los requer lucidez, disposição, coragem, trabalho...


domingo, 31 de dezembro de 2017

Paridades díspares: combustível x Salário Mínimo

A Petrobras adotou a partir de 30.jun.17 mecanismo contábil de paridade entre os preços dos combustíveis no mercado interno e os praticados no mercado internacional. Ontem (29) anunciou o 12º aumento no ano para a gasolina 1,7% e o 16º para o diesel 1,1%. 


De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) em dezembro os preços médio da gasolina nos postos foi de R$ 4,075/litro, variando entre R$ 3,39 a R$ 5,20. Já o diesel teve preço médio de R$ 3,324/litro, variando entre R$ 2,890 a R$ 4,470. 

Nos seis últimos meses do ano o aumento nas refinarias Petrobrás alcançou nas bombas 31,24% para gasolina e 26,52% para o diesel.


Como a Petrobras não divulga - nem a imprensa cobra - os valores de venda de cada combustível produzido (gasolina, diesel, gás de cozinha...) fez-se necessário a estimativa reversa apresentada acima. A PB tem divulgado apenas os índices que ajustam a paridade de preço de cada produto.

Vale saber que nos últimos seis meses o preço do barril de petróleo passou de 45,54 dólares (30.6.17) para 66,87 (29.12.17), acumulando aumento de 46,83%!!! E o preço do dólar tem-se mantido no patamar de R$ 3,31 desde o início da paridade em 30.06 até 30.12.17. 

Mesmo assim, Temer assina decreto estabelecendo o valor do Salário Mínimo, a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2018, em R$ 954,00. É a menor atualização ocorrida desde a implantação do Plano Real, há 24 anos! O índice usado está de acordo com o que estabelece a lei de reajuste do SM, que considera a inflação do ano e o PIB do ano anterior, que foi de 3,6 negativo em 2016. E o valor do aumento legal que seria de R$ 31,67 ficou reduzido a R$ 17,00. 


O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, declarou: "O governo não podia dar um reajuste maior. Não tem nenhuma decisão que o governo possa tomar diferente dessa. Não é uma alternativa. No fundo, é uma notícia boa, que a inflação foi baixa". 

Nesses assuntos, Temer faz questão de cumprir as leis! 

Essa "notícia boa" deve-se estender a todos os salários dos servidores públicos, aos preços administrados pelo governo, às mordomias e penduricalhos. 
Caso contrário, será apenas mais uma declaração descarada do ministério de Temer. A resposta a essa questão teremos em pouco tempo.

Como a previsão para a inflação em 2017 (IPCA/IBGE) é de 3,38%, o reajuste que ficou em apenas 1,8%, poderá ser corrigido para maior após a confirmação desse valor... Se a gangue dos investigados não encontrar "justificativas" para barrar o aumento devido!