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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

República sequestrada

A organização criminosa petista, seus cúmplices e dependentes, se apoderou das instituições do governo republicano, tornando-as agentes particulares a serviço dos seus crimes cometidos e dos ainda a cometer. Assim sendo, o Projeto de Lei - PL 2960/2015 - que permite a repatriação de valores não declarados existentes no exterior, com multa de 30%, sem necessidade de qualquer questionamento por parte da Receita Federa - foi aprovado no Congresso Nacional neste mês de fevereiro de 2016 e enviado para a sansão da presidente Dilma com rara agilidade. 
O casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, presos esta semana (22.02) na 23ª fase da Operação Lava-Jato, esperavam pela sanção da presidente Dilma para providenciar a repatriação de 7,4 milhões de dólares depositados no exterior sem os devidos registros contábeis-fiscais. O total de dinheiro a ser repatriado está estimado em 400 Bilhões de dólares, equivalente a um Trilhão, quatrocentos e quarenta bilhões de reais, ao câmbio de R$ 3,60/dólar. Dá para entender o porquê da rápida aprovação desse projeto de Lei no Congresso. Mas, considerando a eficácia da força-tarefa da Operação Lava-Jato, coordenada pelo juiz Sergio Moro, os candidatos a pedir repatriação irão pensar mil vezes antes de arriscar, visto que recursos suspeitos de serem obtidos ilegalmente poderão ser investigados.
Outra demonstração de uso da instituição da presidência da República a proveito de criminosos, o procurador-geral da República Rodrigo Janot, com base no decreto de indulto de Natal, feito sob medida para os mensaleiros, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o perdão da pena de oito condenados do mensalão: Delúbio Soares, Romeu Queiroz, Valdemar Costa Neto, Bispo Rodrigues, Vinícius Samarane, Rogério Lanza, João Paulo Cunha e Pedro Henry. José Genoíno já foi perdoado antes disso por decreto da governanta Dilma, feito sob medida para ele. 
Janot ficou de se pronunciar sobre a concessão de indulto natalino ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, quando o STF decidir se ele deve ou não voltar a cumprir pena em regime fechado. Dirceu, cumpria pena do mensalão de sete anos e 11 meses em casa mas voltou a ser preso, pois mesmo depois de condenado e preso no mensalão, o ex-ministro teria continuado a cometer crimes. A força-tarefa que investiga o esquema de corrupção na Petrobras apurou que o ex-ministro movimentou R$ 71,4 milhões desde 2007, em nome de sua empresa, a JD Consultoria. As movimentações teriam ocorrido mesmo após a condenação dele no processo do mensalão. 
E tudo isso vem ocorrendo nos governos eleitos desde sempre, o que demonstra que falta mais itens nos 10 propostos pelo Ministério Público Federal (MPF) para inibir de fato esses esquemas de corrupção institucionalizados, utilizados a bel prazer dos criminosos sem qualquer impedimento ou intervenção dos órgãos fiscalizadores.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Crimes de Dilma


Vivemos hoje no Brasil um fenômeno pra lá de surreal. O governo Dilma comete inúmeros crimes de lesa-pátria e, mesmo assim, há imensas dificuldades em responsabilizá-la e removê-la do comando da Nação. O sistema institucional de governança está viciado à impunidade.
Dilma promoveu conscientemente uma gestão temerária ao tomar medidas de rara incompetência: saqueou a Petrobras e estatais levando-as ao descrédito; manteve o preço dos combustíveis, quando o petróleo estava acima de 100 dólares; reduziu a tarifa de energia elétrica para enganar os eleitores menos atentos e se reeleger; aumentou o crédito e promoveu ampla renúncia fiscal em coluio com grandes empresários e utilizou os ptchulecos obtidos dos contratos da Petrobras em sua campanha. 



Após reeleita, promoveu o caos na tentativa de demonizar a Operação Lava-Jato junto aos brasileiros: elevou os preços dos combustíveis e de energia elétrica; aumentou impostos; retirou direito dos trabalhadores e dos aposentados; pagou apoio político com a entrega da governança a partidos; triplicou o valor das emendas parlamentares; atolou a administração pública na incompetência de apaniguados; paralisou os contratos das empresas investigadas na Operação Lava-Jato, desempregando cerca de 40 mil trabalhadores; vetou correção da tabela do Imposto de Renda aprovada no Congresso (que ainda não derrubou o veto, fazendo de conta que não é com ele); usa a máquina pública para comprar apoio político e enganar os eleitores; defende e acolhe todos os agentes da organização criminosa instalada no seu governo; e nada faz para reconhecer e sanar seus erros. Seus planos de ajuste fiscal se resumem em aumentar impostos e tirar direitos dos cidadãos.


No final de 2015, o desgoverno petista engendrou uma sofisticada operação para realizar mais uma pedalada fiscal para cobrir rombos. 

De acordo com a Folha Centro Sul, a operação ocorreu da seguinte forma: utilizando duas Medidas Provisórias e quatro portarias - a maior parte emitida às vésperas das festas de fim de ano - o governo remanejou uma série de recursos do Banco Central para poder pagar as pedaladas anteriores e, de quebra, cobrir um déficit na Previdência. 

Para confirmar nossa avaliação, propôs esta semana corte orçamentário de R$ 23,4 bilhões, sem tocar no nicho petista de incompetência remunerada... E a epidemia de zika vírus é adubada pela falta de providências mínimas ao combate ao mosquito Aedes aegyptis e de medicamentos nos postos de saude e hospitais públicos. 

O que falta para declará-la impedida?

Troféu por incompetência assumida à Dilmandioca e o de cegueira conveniente ao Congre$$o e às demais instituições da República omissas, aparelhadas pela organização criminosa do PT e cúmplices.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Lula vai depor !

Está incorporado na realidade petista a mentira, o cinismo, o descaramento ou qualquer forma utilizada para obter o objetivo final prejudicando a maioria. Quando essas formas tornam-se visíveis, até aos menos atentos, isso passa a causar nojo aos que acompanham há mais tempo a acensão do PT da esperança e dos seus líderes históricos.
Lula deixa ao seu instituto as "justificativas" e
sua defesa às denúncias da Operação Lava-Jato.
Apresentar-se como defensor dos pobres, humildes e necessitados é o mantra permanente, mesmo quando seus líderes agora aparecem nas listas do mais ricos. O modo como foi conseguida as riquezas está sendo revelado pelas investigações realizadas pelo Ministério Público e Polícia Federal.
A cada dia surgem novas suspeitas, denúncias e confirmações de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, já resultando em prisões e condenações que levaram quase 10 anos para colocar os principais líderes do PT na prisão, sem ameaçar a situação do seu principal líder.
Mas depois de acumular evidências de que a organização criminosa, além de beneficiar o partido e seus "amigo$" também beneficiava a Lula e seus familiares, os procuradores da Operação Lava-Jato solicitaram explicações a eles. E aí coisa muda de figura. Tanto é que, após muita insistência de pessoal próximo, foi contratado Nilo Batista um dos mais caros criminalistas que, conforme as regras do esquema criminoso, defenderá são Lulaláu de graça.

Paralelamente, a mídia e as redes sociais são alimentadas por declarações combinadas de que o ex-presidente está sofrendo perseguição como se fosse um bandido e não um dos maiores líderes político do Brasil. É visível que são essas mesmas declarações que pautam a mídia a reportar repetidamente porque Lula está na mira da força-tarefa da Operação Lava-Jato, além das novas informações obtidas nas delações premiadas e de testemunhas.


A cada descoberta, é emitida uma explicação que tenta enganar aos menos atentos. A mais recente foi de que o sítio de Atibaia é de um amigo de infância de Lula! Como soe acontecer, essa nova mentira vai gerar outras, agora no âmbito do amigo de infância, que terá de explicar porque a OAS e a Odebrecht realizaram reformas de milhares de reais no sítio e no triplex. Para isso, contratos e recibos falsos serão emitidos, para comprovar que os serviços feitos foram contratados, pagos ou estão pendentes de pagamento.
D. Mariza e Lula mantiveram a cota até dez.2015
É um rolo que esperamos acabar um dia, com a condenação exemplar de toda a gangue de criminosos, que desmotive o prosseguimento desse tipo de esquema, que oficializa a corrupção e propaga o uso dos laranja$ e dos amigo$.

Hoje, 17.2.16, Lula e D. Mariza seriam interrogados sobre o triplex do Guarujá, mas uma liminar emitida por um conselheiro do CNMP suspendeu a oitiva, até a decisão do pleno. Adiar o depoimento é uma estratégia definida pela equipe de advogados defensores de Lula, custeado pelo Instituto Lula - pois o imbróglio é de foro particular de Lula e não caberia ao PT pagar por isso. Isso, quando eles cobram por seus serviços especializados em apor chicanas e achar brechas legais nos processos. Vale tudo, a maior parte delas são indeferidas e desconhecidas do grande público.
Lula se considera a alma mais honesta do Brasil
Observando a estratégia de tornar Lula vítima de perseguição, lembrei da historinha do cara que reclamava horrores por não ganhar na loteria. Quase que diariamente, parava ao lado da imagem do santo de sua devoção e debulhava suas agruras, por não ter ganho a bolada sorteada na loteria. Um dia, após reza forte e muita lamentações, pareceu-lhe escutar alguém dizendo: "Mas joga, meu filho! Joga!

No caso da alma viva mais honesta do Brasil, poderia ouvir algo como: Para de mentir, Cara! Conta logo a verdade! ¹ 

E assim, muito provavelmente, toda essa angústia de idas e vindas desapareceriam como que por milagre. Mas aí é esperar demais...
Mesmo assim, fica a dica !

Nota:
1. Nas primeiras horas do dia 17.2.16, o depoimento do ex-presidente foi suspenso, por decisão liminar do conselheiro Valter Araújo (CNMP), a pedido do deputado Paulo Teixeira (PT/SP). Ainda não foi marcada a reunião do pleno do Conselho para votar o mérito desse pedido. Isso pode dar a Lula e familiares alguns dias para tentar consolidar o plano 'B', já em desenvolvimento pela mídia petista dependente: carimbá-los perseguidos e fugir para algum país que lhe dê asilo político. Se houver alguma suspeita de no depoimento a ser dado eles já saírem presos, o plano 'B" pode ser usado. De qualquer modo, o adiamento prejudica a Lula e familiares. A liminar demonstra que o aparelhamento das instituições pela organização criminosa petista está atuando com todas as forças e formas.



Todas as instituições públicas foram 'aparelhadas' pelo
PT, para saquear recursos para seu projeto de poder

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Tsunami previsto

A morte no Rio Doce
Hoje, dia 5 de fevereiro de 2016, faz três meses que rompeu a barragem de Fundão, liberando um caudaloso tsunami de rejeitos de mineração sobre os moradores de Bento Rodrigues. Matou 17 pessoas, cujos os corpos foram identificados. Dois empregados da Samarco, que trabalhavam no local na hora do desastre, continuam desaparecidos. 
Foram destruídas 158 casas das 180 do vilarejo. A lama de resíduos invadiu cerca de 100 quilômetros a jusante, matou peixes, aves, atingiu manguezais e envenenou as águas límpidas do Rio Doce, principal manancial na região. 
O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, disse que a lama alcançou cinco distritos no estado de Minas Gerais: Águas Claras, Ponte do Grama, Bento Rodrigues, Paracatu e Pedras e mais de 40 cidades e vilarejos foram atingidos pelo desastre. A cidade de Barra Longa, a 70 km de Bento Rodrigues, também foi alcançada pela lama.
A grande fluidez dos resíduos é sintomática
Cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração atingiram o Rio do Carmo, que depois se encontra com o Piranga, formando o Rio Doce – um dos maiores rios do estado de Minas, que passa em Linhares, no litoral do Espírito Santo e deságua no oceano Atlântico. Além de Linhares mais duas cidades do Espírito Santo também foram atingidas pelo desastre: Guandu, Colatina. Foram suspensas toda captação de água do Rio Doce para uso e consumo de humanos, pecuária, animais e lavoura. 
Rastro de lama sobre grande área da região
Este é maior desastre ecológico no Brasil, preparado pela displicência criminosa dos responsáveis pela Barragem do Fundão, na zona rural do distrito de Bento Rodrigues, a 23 km da cidade de Mariana-MG. 
E mesmo após 90 dias continua gerando declarações inusitadas das empresas controladoras - a brasileiras Samarco, controlada pela Vale do Rio Doce e a anglo-australiana BHP - do governo de Minas Gerais e do governo federal.

Grande extensão coberta com resíduos
O diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, disse logo após o desastre que as barragens tinham sido vistoriadas por autoridades ambientais em julho de 2015, e os laudos foram emitidos em setembro. A Polícia Militar de Meio Ambiente informou também que a mineradora foi fiscalizada há dois anos e nenhum problema foi encontrado na barragem.

O engenheiro civil Germano Silva Lopes, que coordena o plano de ações emergenciais na Samarco, disse que por volta das 14 horas de quinta-feira, dia 5.11.15 foi sentido um tremor de terra e que, imediatamente, uma equipe verificou a barragem de Fundão. Segundo ele, na ocasião não foi registrado qualquer problema. Depois de algum tempo, começou a ruptura das estruturas da barragem. Não especificou quanto tempo se passou entre o tremor e a constatação do rompimento.

Foto comprova a fluidez excessiva dos resíduos
Após 90 dias, a polícia federal executou mandado de busca e apreensão nos escritórios e instalações das empresas envolvidas, na tentativa de obter provas de que a Samarco tinha conhecimento dos riscos de ruptura da barragem e sustente a acusação de assassinato, proposta pelo Ministério Público.
E acredite se quiser, até agora não se chegou à causa que provocou o rompimento da barragem de Fundão. Alguns momentos antes de jorrar lama através da barragem, houve um tremor e um ruído forte. Os operadores foram olhar a barragem mas, de acordo com depoimentos, ela se mantinha intacta.
Contraste do lamaçal com o verde da área
Há informações de que as inspeções nos piezômetros instalados na barragem para monitoramento eram feitas diariamente. Relatórios registram  que alguns deles já indicavam liquefação dos resíduos acima dos limites de segurança e que alguns piezômetros, instalados em posições criticas, tinham sido removidos "para manutenção". Isso pode indicar que a manutenção foi feita para aferir o aparelho e confirmar se seu registro acima do permitido era verdadeiro ou se isso ocorria por algum erro na calibração dos instrumentos. 
O jorro dos resíduos é semelhante ao de água.
Era esse o panorama após um longo período de estiagem naquela área. Há também informações de que a barragem estava recebendo mais resíduos liquefeitos por necessidade de maior produção, visando reduzir as perdas econômicas devido a queda de preço dos commodities no mercado internacional. Esse excesso de água nos resíduos é constatada nas imagens do jato dos resíduos após rompimento: é semelhante a água.

Ao longo desses 90 dias, muito se tem discutido e pouco se tem feito para esclarecer as causas do rompimento, as responsabilidades das empresas, o atendimento aos moradores de Bento Rodrigues e dos afetados pelo desastre. Muito provável que os estraves criados pelas empresas responsáveis vise adiar essas definições. Pelo menos até que os próximos desastres e escândalos levem o de Mariana ao esquecimento. 
A biodiversidade do rio foi atingida de morte
Um vazamento foi detectado em dezembro e permaneceu por muito mais tempo do que desejaríamos. As intervenções para reforçar a barragem parece ocorrer em marcha lenta. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão responsável pela fiscalização de barragens de rejeitos, a barragem de Fundão é considerada de baixo risco, e o rejeito de minério, inofensivo para a saude. 
Não foi isso que ficou comprovado na morte do Rio Doce e de 13 pessoas. Nem água cristalina cobrindo a terra, seus habitantes, vegetação e fauna é inofensiva à saude e ao ambiente. Imagine lama de resíduo de mineração cobrindo áreas enormes e contaminando rios?
Imagem da desolação  
O MP/MG disse que acusará de assassinato os responsáveis pelas empresas envolvidas: Samarco, Vale do Rio Doce e BHP. Se foi um crime doloso ou culposo, isso será resultado da análise da documentação obtida nas investigações. 
A barragem de Santarém estava no limite da sua capacidade: 7 milhões de metros cúbicos. A de Fundão estava com 55 milhões de metros cúbicos, dos 60 milhões de sua capacidade total. No dia do desastre, a Samarco informou que a barragem de Santarém também havia rompido! Parece que já era algo esperado. Segundo o diretor-presidente da Samarco, as operações da mina de Germano estão completamente suspensas, onde ficava a barragem de Fundão. Só lá?
Um novo rompimento ocorreu na barragem de Fundão há cerca de 15 dias. 
A "culpa" desse novo "acidente" foi imputada às chuvas que têm caído na região desde o início do ano de 2016. A própria Samarco já previa novos rompimentos.
Instantâneo de morador ante o desastre
E assim, ficam os habitantes e a biodiversidade da área sob ameaça de novos rompimentos. 
É permitido considerar que inúmeras barragens existentes em Minas e no Brasil, estão descuidadas do mesmo jeito que as da Samarco, tanto pelas empresas como pelos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo cumprimento das normas mínimas estabelecidas para garantir a segurança das barragens. 
E a lama cobre paias e avança no oceano
Por ganância e estupidez estão pondo em risco milhares de vidas humanas, milhões de vidas animais e vegetais existentes em milhares de quilômetros quadrados. As punições devem ser exemplares, de modo a ensinar que é mais econômico gastar com a segurança do que pagar pela destruição causada por falta de implantação das medidas eficazes de segurança.


É difícil a dissolução da lama nas águas do mar 

O pássaro sobre o rio de lama

A lama deixa um longo rastro de morte


... e o Rio Doce virou um lamaçal



















Terra: casa comum, nossa responsabilidade!


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Campanha da Fraternidade 2016

Tema: Planeta Terra: casa comum, nossa responsabilidade (Amós 5,24)

Lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. (Amós 5,24)

domingo, 24 de janeiro de 2016

MP703/15, leniência sob medida

Em 23.12.15 a governanta Dilma assinou a Medida Provisória 703¹ alterando a Lei nº 12.846, conhecida como Lei Anticorrupção, promulgada em 1º de agosto de 2013 logo após manifestação nas ruas do País e que vem sendo aplicada com eficácia nos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação das quadrilha investigados pela Força Tarefa da Operação Lava Jato.
Publicada às pressas no DOU de 21.12.2015, a MP dá às empresas corruptas um presente de Natal que deve render polpudos ptchuleco$ à conhecida organização criminosa instalado no governo petista. Pelo visto, pode ter sido mais uma MP comprada do governo, para o alívio dos "amigos" às condições pertinentes existentes na Lei 12.846.
Nessa lei há uma condição especial para a primeira empresa que assinar o acordo de leniência: reduz pena, dispensa de multas e outros desembolsos. As demais empresas envolvida na investigação, que quisessem fazer acordo de leniência, já não contam com esses incentivos. São os corruptos legalizados.

A intenção desse dispositivo é apressar assinaturas do primeiro acordo de leniência e, a partir daí, acelerar as investigação e reduzir custos.
Com a MP 703/15 esse incentivo à primeira delação deixou de existir. O acordo de leniência pode ser feita entre o controle interno do órgão estatal investigado, sem o envolvimento do Ministério Público e da Advocacia Pública. Cópia do processo é enviada ao tribunal de contas após sua conclusão, o qual poderá discordar ou não. Muito conveniente para as empresas e os órgãos investigados no silêncio das corporações. E assim, as empresas podem denunciar qualquer delito menor, pagam e ficam livres das investigações. Basta lembrar que, todas as auditorias e investigações internas feitas pela Petrobras sobre a sangria feita através dos contratos bilionários, deu em nada!

Essa alteração foi feita em flagrante conflito ao artigo 62 da Constituição, que proíbe a edição de MPs sobre direito penal, processual penal e processual civil, cabendo questionamento de sua inconstitucionalidade junto ao STF. 
Entretanto, o Supremo poderá votar pela constitucionalidade da MP!
Já vimos isso no julgamento do procedimento para o processo de impedimento da presidente Dilma, que anulou a votação secreta que elegeu por 272 votos a 199 a chapa alternativa com 39 deputados para compor a Comissão do Impeachment, com um total de 65 deputados, conforme estabelece Regimento Interno da Câmara. E assim, anulou todo o procedimento ali realizado.
É certo que se não houver mobilização significativa e decisiva nos próximos protestos contra a corrupção e a incompetência do governo Dilma, o STF assumirá por atração óbvia a desmoralizante atitude de ser apenas um "puxadinho" do PT.
O governo petista e seus dependente$ se esforçam de todas a maneiras, falácias e contorcionismo literário, para demonstrar que a MP 703/15 é um aprimoramento da Lei Anticorrupção, que permitirá a retomada do crescimento, com o retorno operacional da empreiteiras sob investigação, blá, blá, blá...
Tentou culpar a Operação Lava Jato pela paralisação das obras em andamento, pelo desajuste fiscal, déficit orçamentário, descontrole da inflação, alta da taxa de juros, desemprego recorde, queda de atividade nas indústria e no comércio, queda do PIB, da arrecadação de impostos, taxas, etc... Não deu certo. Só a organização criminosa parece ainda "acreditar" nisso!
Culpar a Lava Jato pela paralisação dos contratos das empreiteiras investigadas é tentar encobrir a estratégia escolhida pelo governo para implantar o caos no País, vislumbrada por nós bem antes do Le Monde. As empreiteira​s​ pararam porque a fiscalização permitiu. ​Permitiu porque são cúmplices.

Exemplo disso, está no artigo veiculado no jornal A TARDE de 20.1.16 "Lei Anticorrupção na berlinda", da professora Karla Borges do Instituto Latino-americano de Estudos Jurídicos (Ilaej), ao qual fiz o comentário "Corruptos legalizados" veiculado no Espaço do Leitor do mesmo jornal.
Colo ambos a seguir, para conhecimento e melhor avaliação. 
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Nota:
1. A quantidade de 703 Medidas Provisórias emitidas até 21 de dezembro de 2015, confirma a prodigalidade do Executivo na emissão de ordenamentos legais de "urgência", com a conivência do Legislativo. Isso pode resultar em ptchulecos, como no caso denunciado das automotivas beneficiadas com a prorrogação da redução do IPI. Investigações levantaram que os texto das MPs eram preparados pelos próprios beneficiados!




domingo, 17 de janeiro de 2016

Gangsters no poder

Celso Daniel, assassinado em 18.01.2002.
Há 14 anos, no dia 18 de janeiro de 2002, o prefeito Celso Daniel de Santo André-SP, foi sequestrado na Zona Sul da capital, quando voltava de um jantar com Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. Dois dias depois foi encontrado morto com oito tiros em uma estrada da região metropolitana de São Paulo. Na época, Celso Daniel era o coordenador da campanha eleitoral de Lula.
Esse assassinato demonstra que a organização criminosa do PT já existia bem antes dos esquemas do mensalão, petrolão, Carf, etc. O modus operandi é o mesmo! Após perícias, investigações e depoimentos de testemunhas, o Ministério Público e a Polícia descobriram que Sérgio, o Sombra, contratou Dionísio de Aquino Severo - resgatado antes de um presídio em Guarulhos, onde cumpria pena - para recrutar os demais do grupo que mataria Celso Daniel, fazendo parecer crime comum: sequestro seguido de morte. Resgate com helicóptero requer gente graúda na área!!!
Celso Daniel, coordenava campanha de Lula 
A partir daí, inúmeros acontecimentos confirmam a organização criminosa que já existia no PT. 
Em abril de 2002, Dionísio Severo foi morto, antes de depor. O comparsa Sérgio "Orelha", que abrigou Dionísio nos dias seguintes ao sequestro, foi metralhado em novembro de 2002, logo após a eleição de Lula no segundo turno em outubro.
O investigador de polícia Otávio Mercier, que ligou para Dionísio na véspera do sequestro, também foi assassinado.
Em fevereiro de 2003, morreu o garçom Antonio Palácio de Oliveira, que serviu o jantar do prefeito com o Sombra no dia do sequestro.
Em dezembro de 2003, o agente funerário Iran Moraes Redua, primeiro a identificar o corpo do prefeito, foi assassinado a tiros.
O inquérito policial concluiu que Celso Daniel foi assassinado após sequestro desastrado realizado por uma quadrilha. O promotor de Justiça Roberto Wider Filho, que investigou a morte de Daniel, contesta a versão da polícia e afirma que o assassinato do ex-prefeito foi encomendado por quadrilha responsável por esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André, com objetivo de levantar recursos para financiar campanhas eleitorais do PT (Partido dos Trabalhadores). Dinheiro do esquema foi encontrado pela polícia no apartamento de Celso Daniel. Para ele, a investigação policial foi “incompleta” e deixou de apurar as “verdadeiras razões da morte”.
Velório de Celso Daniel
Em 2004, José Dirceu, na época presidente do PT, e Gilberto Carvalho, então secretário de governo em Santo André e braço direito de Celso Daniel e depois secretário-geral da Presidência da República no governo Lula, não foram investigados pelo Ministério Público (MP) por força de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual o ministro Nelson Jobim considerou que a promotoria não pode realizar investigações criminais. Se qualquer cidadão pode denunciar crimes, por que não o Ministério Público!!! 
Em novembro de 2010, Marcos Bispo dos Santos foi condenado pelos jurados a 18 anos de prisão.
Em maio de 2012, foram levados a juri popular os demais participantes da quadrilha da favela Pantanal, na divisa da capital com Diadema: Elcyd Oliveira Brito, Itamar Messias da Silva Santos, Ivan Rodrigues da Silva, José Edison da Silva e Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira.
Em 2012, o empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, amigo de Celso Daniel e uma das figuras mais importantes dentro da quadrilha petista em Santo André, foi a júri popular em um processo diferente, já que foi acusado de homicídio triplamente qualificado.
Ronan Maria Pinto volta a ter o foco do MP/SP.
Por participação no esquema, o MP também moveu uma ação por improbidade administrativa contra Klinger Luiz de Oliveira, então secretário de Serviços Municipais; e os empresários Ronan Maria Pinto, Luiz Marcondes Júnior e Humberto Tarcísio de Castro.
Em novembro de 2015, sentença da 1.ª Vara Criminal de Santo André (Grande São Paulo) condenou os empresários Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, e Ronan Maria Pinto, além do ex-secretário de Serviços Municipais da cidade, Klinger Luiz de Oliveira Sousa, acusados de liderar esquema de cobrança de propina de empresas de transporte contratadas pela Prefeitura na gestão do prefeito do PT Celso Daniel.
Ronan Maria Pinto foi condenado a 10 anos, quatro meses e 12 dias de reclusão, em regime fechado, e pagamento de multa pelos crimes de concussão e corrupção ativa, por várias vezes.
Sérgio Gomes da Silva e Klinger Luiz de Oliveira Souza a 15 anos, seis meses e 19 dias de reclusão, em regime fechado, bem como ao pagamento de multa pelos crimes de concussão, corrupção passiva, por várias vezes. Todos ainda poderão recorrer da sentença de condenação. 
Marcos Valério, condenado a 37 anos de prisão 
Nestor Cerveró, marcado para morrer na fuga
Em janeiro de 2016, após 14 anos, com os depoimentos obtidos de Marcos Valério, Nestor Cerveró e Carlos Bumlai nas investigações realizadas pela Força Tarefa da Operação Lava Jato, coordenada pelo juiz Sergio Moro, ressurge o nome do empresário Ronan Maria Pinto, como recebedor de R$ 6 milhões, pagamento de chantagem contra Lula, Dirceu e Gilberto Carvalho. Ronan, ainda mantém empresa de coleta de lixo na região de Santo André-SP e é dono do Diário do Grande ABC, cujas ações foram compradas com os R$ 6 milhões obtidos na chantagem.


Carlos Bumlai, tomou empréstimo de 12 milhões.
Cerveró, também ampliou o panorama do esquema ao informar que entre 2009 e 2010 houve uma ordem do então ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA), para atender a proposta que o Banco BVA fez à Petros, para aplicar em um fundo de investimento do banco em um negócio considerado "de grande monta". Isso foi sendo feito, mas passado alguns anos o banco faliu e a Petros perdeu todo o dinheiro investido. O fundador do BVA, José Augusto Ferreira dos Santos, foi sócio de uma das empresas envolvidas na "máfia do lixo" de Santo André, que resultou no assassinato do prefeito Celso Daniel. Quanta coincidência! 
Agora, o Ministério Público paulista pretende requisitar informações ao juiz Sergio Moro sobre empréstimo fraudulento feito por Bumlai e analisar as implicações que podem ter com o crime ocorrido em Santo André em 18 de janeiro de 2002, segundo declarou a promotora Sirleni Fernandes da Silva, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do ABC paulista. 

Demorou! Mas já dá para ver que o esquema criminoso do PT tem raízes mais profundas do que imaginávamos. Vai requerer especial empenho das instituições da República para conseguir extirpar do meio político democrático do País essa quadrilha. É preciso que mais pessoas de bem se disponha a combater e punir os crimes dessa organização de gangsters e de seus aliados.

Juiz Sergio Moro da Justiça Federal - Paraná

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pontas soltas

Cúpula dos governos petistas sob investigação
As investigações da Operação Lava Jato e Zelotes acumulam depoimentos e informações há mais de um ano, quando começaram a ser utilizadas para pender e condenar os participantes do maior esquema de corrupção no Brasil. Por excesso de medidas a tomar, esquecimento ou estratégia, muitas questões vão ficando sem as ações necessárias para o devido esclarecimento, apuração e punição aos bandidos. 
A seguir lembramos de algumas delas:



1. A Polícia Federal obteve nos arquivos do senador Delcídio do Amaral o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Como ele o obteve?

Bumlai, mui amigo do rei




2. O pecuarista Bumlai, amigo de Lula, detalha o empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin em 2004 para o caixa 2 o PT e para calar o chantagista Ronan Maria Pinto, que ameaçava envolver Lula, Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do prefeito Celso Daniel. 
Por que o chantagista não foi chamado a depor?


Ministro Luís Barroso


3. Ainda no ambiente surreal do STF, o ministro Luís Roberto Barroso omitiu texto do Regimento Interno da Câmara que invalidava toda sua argumentação.
Quem aplicará sanção ao ministro por esse desvio de caráter e de função? ¹


4. No STF, em bate-boca entre o ministro Gilmar Mendes e seu presidente Ricardo Lewandowski, ficou sem esclarecimentos a suspeita lançada por Gilmar: "Não sou de São Bernado (do Campo) e não fraudei eleição". Qual eleição fraudou Lewandowski?



5. As empreiteiras, seus presidentes, diretores e executivos foram condenados à prisão e multas. Por que até hoje apenas os executivos do PT foram condenados, enquanto o partido como pessoa jurídica permanece intocado, mesmo com  os ministros do STF e o procurador-geral da República dizendo em diversas ocasiões que o PT é uma organização criminosa? E o TSE permanece em silêncio ensurdecedor. Até quando?
Semelhanças no desfrute

Para obter apoio parlamentar, os governos de Lula e Dilma usaram e continuam a usar o esquema do mensalão, agora de forma "oficial" com concessões de ministério, secretarias e estatais. 
O esquema de corrupção se aproveita do sistema político em vigor no país, onde o poder Executivo tem chave do cofre e os órgãos de fiscalização são coniventes por medo e/ou interesses particulares. 
O Congresso Nacional, principal órgão fiscalizador, se tornou um balcão de negócios do mais descarado toma-lá-dá-cá. O interesse maior é pelas áreas que detém orçamentos elevados. Agora ficou exposto o leilão que Lula e Dilma fizeram - e continuam fazendo - para obter apoio político.² O aparelhamento do Estado é fato e as entregas de ministérios, secretarias e empresas estatais é feita com "porteira fechada".
Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras

A oposição está contaminada pela compra explícita de parlamentares, implantada pelo governo petista no mensalão, mantida até hoje. Persiste, porém, essas questões que estão no ar com muita possibilidade de aterrizar em breve nas pautas jornalísticas, com consequências relevantes ao povo brasileiro.
O que conhecemos das delações é apenas uma amostra. Muito ainda é necessário para inibir esse sistema político corrupto no Brasil. 
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Notas:

1. Petição do médico Ednei Freitas, comentarista da Tribuna da Internet, pede o impeachment do ministro Barroso. Recebido pelo Senado no dia 16/02, às 17 horas, até hoje o requerimento não foi protocolado oficialmente, para que possa ter seguimento. Ednei completa: “A petição não é inepta, está fincada em argumentos sólidos e irrefutáveis, escrita de modo elegante e respeitoso e, embora desnecessário, segue no anexo com provas documentais. O senador Renan Calheiros não pode dizer que desconhece seu conteúdo, porque também foi enviada para seu endereço eletrônico no Senado Federal a cópia da petição e de seus anexos. Não há motivo para que a petição deixe de ser protocolada e, segundo a lei, lida na sessão plenária do senado no dia seguinte ao seu protocolo”. 
Fonte: http://www.colunaonline.com.br/coluna_ler.asp?id=1053

2. Não esquecemos do mesmo esquema de compra de voto usada na aprovação de PEC que permitiu reeleição de FHC, em que Sérgio Mota (falecido) levava o dinheiro aos deputados. E a reeleição tornou-se o mal maior na política brasileira, pela conivência dos órgãos de fiscalização, quanto ao uso da máquina pública e dos recursos da Nação. O deputado Ronny Von, denunciou aos quatro ventos ao reclamar que recebeu só R$ 220 mil, enquanto outros deputados receberam R$ 380,00!!!