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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Interferência na Polícia Federal


Moro declarou que o presidente queria interferir na Polícia Federal (PF), mas os fatos mostram que foi ele, Moro, quem interferiu na PF durante sua gestão. Senão vejamos.

O que impediu a PF de atender à solicitação da então procuradora-geral Raquel Dodge para federalizar a investigação dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Ramos? 

Até então a investigação era conduzida pela Polícia Civil do Rio em conjunto com o Ministério Público Estadual. Nela dois agentes federais já haviam sido presos por extorsão, e um terceiro estava sendo investigado por suspeita de pertencer à mesma quadrilha. Mais motivos para a PF entrar no caso.

Mas não entrou, mesmo sabendo que quando a própria PF, a pedido do MPF, investigou e descobriu que havia testemunhas plantadas por delegado para desviar o foco das investigações. 
Uma dessas testemunhas até já informava quem era o mandante dos assassinatos! 
Tudo para desviar o eixo das investigações e preservar os mandantes interessados na morte da vereadora, visto que Anderson morreu por estar na linha dos tiros contra dela.

Não entrou, até mesmo quando ficou patente que as polícias do Rio não estavam interessadas a esclarecer os crimes e alcançar os mandantes. 

Precisou que um dos filhos do presidente desmascarasse a farsa do porteiro que teria ligado para a casa de Bolsonaro e o Seu Jair atendeu e autorizou o cúmplice entrar.
Nas gravações da portaria, naquele dia e hora, a voz não era a do porteiro que já tinha prestado dois testemunhos ao MPE. 
A ligação não foi para a casa de Bolsonaro, mas sim para a casa do cúmplice, e a autorização foi dada pelo cúmplice.

Só então a mídia desmamada descobriu que naquele dia e naquele horário Bolsonaro estava em Brasília.

Ao decidir nada fazer quanto a essa investigação, Moro permitiu que o presidente e seus familiares fossem massacrados dia e noite, durante 1 ano e 6 meses, pela TVEsgoto, como suspeitos dos assassinatos e pertencentes à milicias do crime organizado do Rio de Janeiro.

Por qual motivo Moro não atendeu a indicação da PGR? 

Agora, parece claro o que levou o então ministro não autorizar a PF entrar no caso. Mas isso, é Moro quem vai precisar responder. Pois Raquel Dodge já havia pedido à PF uma investigação da investigação realizada pelos órgãos de segurança estaduais e municipais do Rio de Janeiro, a partir da denúncia do miliciano e ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, acusado pela morte da vereadora pelo PM Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, a qual gerou relatório de 600 páginas. 

Para a PF Orlando disse que foi coagido pela Polícia Civil do Rio para assumir a morte de Marielle. Denunciou que a polícia é paga para proteger matadores de aluguel. Que policiais da Delegacia de Homicídios recebem mesadas para não elucidarem os assassinatos cometidos por esse grupo conhecido como Escritório do Crime, formado por PMs da ativa e ex-policiais.

Resumindo, havia visível interesse difuso daqueles órgãos policiais para que as investigações fossem concluídas rapidamente, de qualquer maneira. Com alguém assumindo a culpa ou atrapalhando as investigações com pistas e depoimentos falsos, até o ponto de levar ao esquecimento ou ao rol dos casos insolúveis.

O fato dos familiares dos mortos, juntos com o deputado Freixo (PSOL), pedirem para que o caso não seja federalizado, é mais uma forma de manter a suspeita de que o presidente e seus filhos não têm interesse de alcançar os mandantes dos crimes. Na realidade isso revela que há de fato interessados em não desvendar os crimes. Em juízo os réus nada disseram, irão a juri popular. Será mais um crime sem o mandante? 

Mas os mandantes ainda estão aí no Rio, em Brasília ou em qualquer outro lugar. 
E só uma investigação de fato será capaz de alcançá-los. 
Agora vai!

sábado, 9 de novembro de 2019

Marielle Franco: caso de polícia



Dias após o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, considerar a federalização do processo que apura o assassinato da vereadora do Rio, Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, os familiares da vereadora divulgaram nota em sentido contrário, para que o ministro Moro não participe do processo e das investigações do crime. (Vereadora Marielle eleita c/ 46 mil votos.)

Desde o início, por aparentar ser um crime de motivação política, o presidente Temer dispôs, através do ministro da Justiça Raul Jungmann, os órgãos federais de investigação, para auxiliar no que fosse necessário. Por motivos desconhecidos não foi efetivada.

Considerando que é o desejo de todos que as investigações sejam concluídas o mais rápido possível, os argumentos citados para que a PF não participe do processo são inusitados e contraditórios. Parece haver interesse ou temor de que as investigações revelem verdades sobre o poderoso grupo de milícia e crime organizado, que domina as instituições da governança no Rio. Também é visível a estratégia que de chamar atenção ao motivo pendente no Supremo, de que o ministro não teria isenção, com pedido de suspeição de Moro no caso do triplex do Guarujá, além do julgamento de Lula quanto ao sítio de Atibaia, pronto para sentença em primeira instância. 

Em tudo, é contraditório o fato dos familiares de Marielle, com um forte direcionamento político embutido, queiram afastar os órgãos de investigação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com áreas de reconhecida excelência policial, criminal e judicial, nos seus inúmeros aspectos. 

Como se fosse possível aos familiares e amigo, escolherem qual órgão assumirá a responsabilidade pela investigação e elucidação de um crime. São coisas que só o mundo criado por milicianos é capaz de promover: uma polícia cativa para chamar de sua. (Anderson Gomes c/ familiar e Marielle.)

A demora de 19 meses para comprovar um detalhe importante do inquérito -  quem autorizou a entrada de Queiroz no Condomínio e, ao mesmo tempo concluir pela falsidade da duas declarações e as anotações do porteiro, são os bônus pagos pela escolha preferencial - que a nota pretende seja exclusiva - da Polícia Civil do Rio de Janeiro nas investigações. (Marielle participando de manifestação.)
Salta às vistas que, além dos familiares, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), seja também assinante da estranha nota, onde afirmam que o ministro Moro sempre demonstrou pouco interesse pelas investigações do crime. "Somente após a menção ao presidente da República no inquérito, o ministro passou a declarar-se a favor da federalização." 

Fica claro que a PF só será envolvida se houver citação de alguém do executivo federal. Caso contrário permanece no âmbito policial municipal, estadual. E aqui surge mais uma canalhice dos emitentes da nota, ao insinuar que o súbito interesse de Moro vise uma possível futura manipulação, no caso de haver algum indício de prova contra o presidente.

E a nota acrescenta: "O MPF do Rio obteve avanços importantes, e por isso somos favoráveis a que a instituição permaneça responsável pela elucidação do caso." Sei...
É mais uma demonstração do desconhecimento do ministro Sérgio Moro fará no caso da federalização do processo. O MPF vai continuar participando e os procuradores fazendo seu trabalho. A ação de Moro será através da Polícia Federal, órgãos de inteligência e de Segurança Pública, em cooperação com os diversos ministérios, tais como: o da Economia, da Defesa, da Cidadania, Relações Exteriores (assassinato de um embaixador grego, que pode ter ligação com as quadrilhas de milicianos instaladas nas governanças do Rio. (Foto da perícia balística)


É revelador que a nota deixe de mencionar o trabalho da Polícia Civil. Não é feita qualquer referência nem elogios à Polícia Civil do Rio de Janeiro, principal responsável pelas investigações e que vem tumultuando o processo, promovendo confusões, plantando testemunhos, acusações falsas, insinuações e suspeições, com o claro propósito de atrapalhar as investigações e retardar a conclusão do processo, a ponto da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requerer a federalização do processo e abrir inquérito para investigar delegados envolvidos. (Foto da perícia no dia do crime)
No último dia no cargo de procuradora-geral, Dodge apresentou denúncia contra vários investigados no assassinato de Marielle e Anderson, os principais: foram: um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Inácio Brazão; um agente aposentado da Polícia Federal, Gilberto Ribeiro Costa; um policial militar do Rio, Rodrigo Jorge Ferreira; a advogada Camila Moreira Lima Nogueira; um delegado da Polícia Federal, Hélio Khristian Cunha de Almeida... Essa apresentação ao findar o mandato, pareceu ser uma estratégia de Dodge, para evitar maledicências no caso de ser escolhida para se manter no cargo, do tipo, "Ah, ela faz qualquer coisa para ser a escolhida!", semelhante ao feito hoje com Moro, como, "Ele prendeu Lulaláu e os chefes petistas para ganhar cargo no governo Bolsonaro."


O mais estranho nisso é que o ministro Moro, no caso de federalização, não atuaria na área judicial do MPF e sim na área policial civil, através da Polícia Federal. 
Desde o início das investigações, a oposição fez insinuações pelo fato do PM preso, Ronnie Lessa, acusado de ser chefe de milícia e principal suspeito da morte, de ser o atirador que matou Marielle, morar a 50 metros no mesmo condomínio do então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro. 

Os contra Bolsonaro, tentaram demostrar que eles tinha um relacionamento familiar mais próximo, divulgando que o filho do Bolsonaro tinha namorado com uma filha do chefe da milícia preso. Não colou, Jair disse que seu filho namorou quase todas as meninas do condomínio. 
Nesses 19 meses do crime, a Polícia Civil do Rio de Janeiro tem dado mostras de, digamos, estranha incompetência desastrosa nas apurações. 
Para solucionar rapidamente o crime, foram criadas versões, que se revelaram inconsistentes. 
Uma dela foi depoimento de testemunha que teria ouvido que o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando Araújo, que está preso, tramaram a morte de Marielle. A motivação, que seria a interferência das ações comunitárias de Marielle nas áreas de interesse da milícia conhecida como "Escritório do crime", na Zona Oeste do Rio... Essa versão também não colou.

Uma outra versão, obteve recente revelação das investigações obliteradas: foi o depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora Bolsonaro e o principal suspeito, Ronnie Lessa (a esquerda), confirmando em dois depoimentos que ligou e falou com "Seu Jair" para autorizar a entrada do ex-sargento da PM, Élcio Queiroz (à direita), acusado de ser o motorista que dirigiu o carro para o atirador, na tarde do assassinato de Marielle. 
Foi esse depoimento do porteiro e as anotações da entrada em caderno, que levaram o MPF a consultar o presidente o STF, Dias Toffoli, visto envolver foro privilegiado na pessoa do presidente. 
Essa farsa armada durante meses pela Polícia Civil do Rio de Janeiro foi desmascarada em menos de 24 horas, após o Jornal Nacional da TV Globo editar as notícias de forma a insinuar o envolvimento do presidente Bolsonaro no assassinato de Marielle, mesmo já sabendo que o porteiro mentira nos dois depoimentos. 
Em tempo: o apresentador do Jornal Nacional da TV Globo, William Bonner (foto), concorre com disparada vantagem ao troféu "Me Engana Que Eu Gosto" concedido às mais enjambradas edições de fakes news, realizados no Brasil e no mundo.


No dia seguinte da apresentação vergonhosa do Jornal Nacional, utilizando técnicas de difamação típicas da chamada imprensa marrom, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, apresentou o arquivo de áudio das conversas entre a portaria e as casas do condomínio, onde confirma que quem atende a chamada e autoriza a entrada de Élcio Queiroz, é Ronnie Lessa. Ele fez em um dia o que a Polícia Civil do Rio de Janeiro não conseguiu fazer em mais de ano e meio!
É surpreendente que a Polícia Civil, após 19 meses do crime, ainda insista propagar a versão do porteiro tendo, aparentemente, descartado as gravações de segurança do Condomínio que elucidaram a questão, desmentiram a versão do porteiro e comprovaram o encontro entre Lessa e Queiroz, horas antes do crime. 


Indignado, o presidente Bolsonaro acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel do Partido Social Cristão (PSC), advogado e ex-juiz federal, de ter acesso indevido ao processo sigiloso das mortes de Marielle e Anderson, a ponto de dar posição num jantar em Brasília: 
Wilson Witzel - Ah, o processo está no Supremo. 
Jair Bolsonaro - Que processo? 
WW - O processo da Marielle. 
JB - O que eu tenho a ver com isso? 
WW - Ah, o porteiro declarou que por volta das 17 h de 14 de março do ano passado, um dos possíveis executores de Marielle se encontrou com outro suspeito no Condomínio, mas teria pedido e sido autorizado por Seu Jair, para ir até a sua casa!... 
E Bolsonaro continuou descrevendo o encontro inusitado: "Eu fiquei surpreso. Primeiro porque o governador não tinha que ter acesso ao processo. E ele não posou de bonzinho comigo, não. Ele já sabia que muita coisa estava vazando, já que é perseguição dele contra a minha família. Ele tem usado a máquina pública para me perseguir", visando as eleições à presidência em 2022. 


O governador Witzel nega fazer perseguição a Bolsonaro. Mas ao ser questionado por jornalistas se houve ou não o diálogo descrito por Bolsonaro​ ​desconversou, tergiversou e ​desafiou dramaticamente alguém provar que ele teve acesso ao processo e que faz campanha de perseguição a Bolsonaro... Sei. Entretanto, ​ele não desmentiu​ o presidente​, nem respondeu o questionamento objetivo e direto dos repórteres, se houve o diálogo relatado por Bolsonaro.


Num balanço parcial do imbróglio, temos exemplo que a Polícia Federal, os órgãos de segurança e ministérios do governo Bolsonaro, chegaram em 60 dias na identificação do navio petroleiro grego Bouboulina, como o responsável pelo derramamento de óleo cru venezuelano em águas internacionais a cerca de 700 km da costa, em latitude da fronteira de Alagoas e Sergipe. Também foi esclarecido em menos de sete dias, o mistério da foto com o tema da redação do ENEM, veiculada logo após o início das provas. Por que não usar a estrutura investigativa do governo federal? Qual o real motivo da dispensa? (Sérgio Moro, conduz o Ministério da Justiça e Segurança Pública.)
Enquanto isso, temos outro exemplo cabal de incompetência e/ou morosidade sistêmica: após 19 meses do crime, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ainda não havia tido acesso aos arquivos de áudio da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, nem provas consistentes de que a entrada do suspeito (Queiroz) não foi autorizado pelo Seu Jair e sim por Lessa. 

Insistir que as investigações sejam realizadas somente pela Polícia Civil do Rio de Janeiro é, no mínimo, compartilhar da estranha e morosa incompetência, e ficar sem os resultados desejados em qualquer investigação de um crime: coletar provas, comprovar autoria, identificação dos mandantes, dos executantes e, um item fundamental do qual, até agora, não se tem qualquer pista: quais as motivações levaram ao assassinato de Marielle? (Registro de Marielle no último evento na noite do crime.)

É aí que que o atual deputado federal Marcelo Freixos (PSOL/RJ), vereador na época do crime, considerado parceiro de Marielle seu principal herdeiro eleitoral, pode ter acumulado uma cambulhada de motivações e suspeitas, que precisam ser consideradas, para que tenhamos finalmente a conclusão do processo, com as respostas a todas as perguntas e dúvidas... Sem cair no temido poço do esquecimento, destino de muitos crimes e investigações transformados em outros crimes: falsidade ideológica - conhecida também como mentira - , fraude e obstrução da Justiça. 
Dois dos principais casos puxam uma extensa lista: Quem mandou matar Celso Daniel? Quem mandou matar Jair Bolsonaro?
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Como dado histórico, há três casos em que as investigações foram federalizadas. Todas chegaram a bom termo: 

Assassinato de ex-vereador na Paraíba - PGR pediu federalização do processo sobre a morte do advogado Manoel Mattos, morto em janeiro de 2009 na praia de Acaú, em Pitimbú (PB). As investigações apontaram que o homicídio foi motivado pela atuação de Mattos, que integrava a comissão de direitos humanos da OAB-PE, contra grupos de extermínio que agiam na divisa de Paraíba e Pernambuco. O STJ reconheceu a incapacidade das autoridades locais de chegar a uma conclusão. Pedido feito em junho de 2009 e atendido em outubro de 2010. A Justiça Federal condenou acusados em 2015.
Morte de promotor de Pernambuco - PGR pediu o envio para a Justiça Federal da apuração sobre a morte do promotor estadual Thiago Faria Soares, morto em 2013. Havia indícios de que o assassinato resultou de ação de grupos de extermínio que agiam no interior do estado. A Terceira Seção do STJ considerou que a falta de entendimento entre a Polícia Civil e o Ministério Público estadual "ensejou um conjunto de falhas na investigação" e comprometeu a verificação dos mandantes. Pedido feito em maio de 2014 e atendido em outubro de 2014. A Justiça Federal condenou um homem como mandante do crime em 2016.
Grupos de extermínio em Goiás - PGR pediu federalização dos procedimentos administrativos ou judiciais de investigação, inquéritos policiais ou ações penais relacionados a violência policial e atuação de grupos de extermínio no Estado de Goiás desde 2000. O pedido foi feito em maio de 2013 e atendido em dezembro de 2014. Dez pessoas foram condenadas recentemente pela Justiça Federal, mas há diversos processos em andamento.
Fonte: 




segunda-feira, 18 de março de 2019

Lava-Jato sob ataque

A operação Lava-Jato sofreu intenso ataque durante as sessões de 13 e 14/03 do Supremo Tribunal Federal (STF) por parte dos seis ministros que votaram a favor da Justiça Eleitoral assumir os processos em que crimes eleitorais conexos a crime de caixa 2 e demais crimes comuns (lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção, sonegação, ocultação de bens, etc.) 

De forma orquestrada os tais ministros investiram contra os promotores que atuam na Lava-Jato, desqualificando-os de todo modo, chamando-os de gangsteres, não sabem o que é um processo, esquecendo de que foi o trabalho desses procuradores que conseguiu revelar o maior esquema de corrupção sistêmica existente na cúpula das governança em conchavo com empresários contratados pelos governos. 

Além de revelar os crimes de lesa-pátria a Lava-Jato conseguiu levar à prisão os culpados e obter devolução dos recursos roubados, de forma nunca vista na história do País.

Parece-me que os ataques são demonstração de força que se fazem necessária ante o que virá no rastro das delações de Sérgio Cabral, Antônio Palocci e outros.

Isso ficou patente quando o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, ao pronunciar o resultado do julgamento, em ato de clara pirotecnia midiática, anunciou a abertura de processo para investigar as fakes news divulgadas nas redes sociais que criticam, ameaçam e ofendem o STF, os ministros e seus familiares. Nomeou na hora o ministro Alexandre de Moraes como responsável pelo processo.

A procuradora-geral Raquel Dodge recebeu o processo no mesmo dia e respondeu de imediato questionando seus objetivo, pois não estava citado qualquer suspeito a investigar; esclarece que poder (STF) não poder investigar e julgar ao mesmo tempo; se há algum suspeito com foro privilegiado e que o ministro responsável pelo processo foi indicado sem o uso do sistema de distribuição do STF.

Enfim, deu uma aula de agilidade, competência e mostrou quem são os que "não sabem o que seja um processo".

As reações contra o resultado do julgamento aumentou com a tentativa de amordaçar os que criticam ministros que votam contra os anseios da população, votam contra o combate à corrupção, à prisão dos réus condenados em segunda instância e contra os direitos dos cidadãos prejudicados pela corrupção sistêmica instalada no país nas últimas décadas. 

Quanto as crítica, podemos replicar a fala do ex-ministro Joaquim Barbosa em seu voto no mensalão ao então presidente do STF Gilmar Mendes "Vossa Excelência envergonha este Tribunal".
Ou a do ministro Luís Barroso ao mesmo Gilmar "Vossa Excelência é a mistura do mal com pitadas de psicopatia".
Ou a fala de Gilmar Mendes, que calou Lewandowski ao replicar em tom de suspeição "Eu não fraudei eleição em São José dos Campos...". 



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

PGR caolha



No início de janeiro deste ano, Urias Fonseca Rocha, ex-candidato a vereador pelo PCdoB em Campo Grande - Mato Grosso do Sul, em áudio pelo Whatsapp dizia o seguinte aos parceiros: “Se Lula for condenado, temos que brigar até as últimas consequências. Se precisar guerrear, nós temos que guerrear, nós temos que lutar. Nós temos que ir pra rua, ir pro pau. Nós temos que lutar. Talvez, quem sabe, até guerrilha. Montar guerrilha, começar a estourar cabeça de coxinha, de juiz, né, mandar esses golpistas para o inferno (…) Se nós precisar derrubar o prédio, tem que derrubar. Se precisar lutar, tem que lutar. Se precisar pegar cada um daqueles juízes depois da condenação, tem que pegar”.

A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito. Em depoimento, Urias Rocha confirmou a autoria e o teor da gravação, mas disse que é contra “qualquer tipo de violência”. Ele confessou que pretendia comparecer ao julgamento de Lula em Porto Alegre mas acabou desistindo da ideia quando o seu áudio começou a circular em grupos de WhatsApp. O militante, foi suspenso do partido comunista ao qual era filiado, mas não foi indiciado pela PF. Os investigadores entenderam se tratar de “crime de menor potencial ofensivo”. 
A multiplicação das ameaças terroristas ocorreu após dirigentes do PT elevarem o tom contra o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que decidiria o futuro de Lula em 24 de janeiro.

A PGR aceitou passivamente a declaração de Urias Rocha de que é contra "qualquer tipo de violência" e a conclusão da PF de que as orientações em áudio configura "crime de menor potencial ofensivo".


Cinco meses depois a procuradora-geral Raquel Dodge acusa no Supremo o deputado e candidato à presidência da República Jair Bolsonaro de incitar violência, crime de ódio e racismo, por ter declarado em palestra que os quilombolas e indígenas, sob a proteção especial do governo federal, têm pouca disposição ao trabalho, aparentam desnutrição e  usou a arroba na avaliação do peso das pessoas.


Afinal, quem cometeu "crime de o menor potencial ofensivo": o militante que incentiva estourar a cabeça de juízes e adversários políticos, montar guerrilha, promover luta armada, derrubar prédio, ir pro pau e mandar para o inferno todos os que não se rendem às suas ameaças terroristas ou o deputado-candidato expressando sua avaliação da concessão de terras a quilombolas e indígenas de forma diversa do "politicamente correto"?

Há uma enorme diferença entre uma atividade terrorista em rede e um discurso que avalia uma questão governamental.

Vale ressaltar também que, apesar dos bandidos insistirem em chamar Bolsonaro de violento, toda essa violência que vivemos hoje foi instalada pelos governos FHC, Lula e Dilma, que além de não enfrentarem a questão aliaram-se às organizações como: Foro de São Paulo, FARCS, PCC, Comando Vermelho, etc.


Em tempo: Em abril de 2018, Urias Rocha, que declarou a PF ser contra "qualquer tipo de violência", orienta a militância a sequestrar o juiz Sérgio Moro, em mais uma ameaça terrorista contra o juiz que não se amedronta no cumprimento do dever, em vídeo: 

https://www.youtube.com/watch?v=io-pE2qwfZ0


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Força-tarefa no Rio de Janeiro



A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, constituiu grupo compostos por procuradores, agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Serviços de Inteligência das Forças Armadas, Polícia Civil e Militar do Rio de Janeiro, para realizar trabalho consistente contra o crime organizado naquele estado. O grupo será semelhante à força-tarefa da Operação Lava Jato. 

Após inúmeros planos de combate que deram em nada, a PGR tenta organizar de modo abrangente as investigações e o combate contra o crime organizado, que controla morros, favelas e cidades do Grande Rio.

Como motivação presente e de maior impacto nos noticiários, esta semana foi assassinado no Rio o 112° policial militar no ano de 2017!

Louvo a iniciativa da procuradora-geral que, certamente, sabe que a calamidade no Rio de Janeiro é apenas consequência das ações do crime organizado instalado nas governanças do País. No Rio, o ex-governador Sérgio Cabral e seus cúmplices, deixaram o estado falido. 

Para diminuir o poder dessas quadrilhas, é fundamental combater também as organizações criminosas instaladas no governo Federal, no Legislativo e no Judiciário. 

Em contrapartida às boas intenções da PGR, os resultados das investigações e punições contra os membros desses poderes, obtidas nos três anos de trabalho árduo da força-tarefa da Operação Lava Jato, estão prestes a ser anuladas pelo açodado pedido do ministro Alexandre de Moraes (leia-se, Gilmar Mendes), para que volte a ser analisada a decisão do plenário do STF - aprovada com o voto de Minerva da presidente Cármen Lúcia (6x5) - que instaurou a prisão dos réus condenados em Segunda Instância. 

Nessas iniciativas na Alta Corte, incruentas e finórias, estão a origem de toda violência contra as populações do Rio, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amazonas, Maranhão, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Tocantins e de todo o País, a qual não será reduzida com medidas tipo faz-de-conta-que-não-vejo-tudo-isso. 

Ao contrário, à medida que são revelados os crimes cometidos pela vitrine política e empresarial do País e permanecem impunes, incentiva os demais criminosos e expectadores interessados a agirem em acordo com cúpula corrupta. 

Um nojo a ser removido com vigor!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Quadrilheiros unidos, jamais serão vencidos!

Temer e Aécio Neves, abraço de afogados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou duas denúncias contra o presidente Michel Temer e outros membros que participam da organização criminosa chefiada por ele, conforme a solicitação feita ao STF - Submisso Tribunal Federal. 


Nas denúncias são apresentadas indícios, muito mais que indícios, vídeos, áudios e documentos que revelam o modus operandi da quadrilha, para a obtenção de propinas no valor de R$ 36 milhões. 


Enquanto as denúncias eram discutidas na Câmara dos Deputados, Temer e asseclas emitiram com rara agilidade decretos, normas, MP's, nomeações, perdão de multas, de dívidas, redução seletiva de impostos e taxas, entrega da área da Reserva do Cobre e Associados (ouro, nióbio, diamante), às mineradoras, com a extinção da Renca, impunidade aos que promovem trabalho escravo, etc. e etc., que somados chegam a R$ 37 bilhões - isso mesmo, bilhões - para comprar votos e receber propinas dos beneficiados por essas medidas. 


Procuradora-geral Raquel Dodge

A chefe da PGR, Raquel Dodge, considerou que os R$ 51 milhões estocados pelos irmãos Vieira Lima - Geddel e Lúcio - são "valores monumentais". 

E como qualificar R$ 37 bilhões usados para barrar as duas denúncias na Câmara?

 São valores o quê? 


A hora de começar a investigar esses desvios de função da presidência é agora, enquanto os processos usados nessas medidas, com fortes indícios de corrupção institucionalizada, são recentes e mais fáceis de serem rastreados. 


Muitas dessa decisões estão em andamento, como as promessas a serem cumpridas, de modo que, ao final do mandato, Temer seja investigado e julgado na Justiça, também por esses crimes de lesa-pátria.