Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador corrupção sistêmica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrupção sistêmica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de julho de 2018

Chance real de mudança

A teoria política dita que é fundamental o governo ter base parlamentar para manter a governabilidade. Entretanto, constatamos nas últimas décadas governos adquirindo suas bases no balcão de negócios em que o Congresso se transformou. 

Os apoios obtidos para obter a tal "governabilidade" têm demonstrado ser apenas para servir aos políticos e seus partidos, em visível jogo do quem-dá-mais. E quem sofrer com essa sistemática é a população, carente em suas necessidades.

O pleito de 2018 assume contornos de plebiscito, no qual o brasileiro terá a chance de escolher entre: manter a atual corrupção sistêmica político-partidária ou repudiar de vez os esquemas criminosos instalados nas governanças que tranca o desenvolvimento do país. 

De um lado, os mesmos candidatos e partidos que saquearam os recursos da Nação nas últimas décadas. De outro, um candidato com chances de se eleger, disposto a mudar a atual forma de governar e obter apoio político. Talvez seja a última chance que teremos.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Campanha por tolerância

Percebo que se deu início há meses, quando os membros das Organizações Criminosas foram presos e condenados, uma campanha sorrateira nos principais meios de comunicação pregando tolerância.

A mais recente denúncia por intolerância foi às pessoas que protestaram abertamente ante Gilmar Mendes.

A imprensa amestrada pelo poder político-econômico sempre pautou o brasileiro ordeiro, que não se revolta mesmo quando o desrespeito e o deboche dos governantes chegam a níveis insuportáveis.

Nos últimos anos, não lembro de qualquer pedido de tolerância aos governantes, quanto às agressões perpetradas nos serviços de saude, segurança, educação, contra os brasileiros não envolvidos com a corrupção sistêmica instalada há décadas, em que os recursos públicos foram vilipendiados à exaustão, deixando ao povo na penúria com esmolas.

A Justiça, manipulada por bandidos escondidos atrás das togas, especializou-se em livrar seus cúmplices das investigações e da prisão.

É isso que vem fazendo Gilmar desde os tempos da Operação Satiagraha, quando concedeu habeas-corpus na madrugada e criminalizou os agentes públicos Juiz Fausto Di Sanctis e o delegado da PF Protógenes Queiroz, que conseguiram - a duras penas - coletar indícios significativos contra os maiorais até então impunes... E continuam impunes até hoje.

Mesmo que estejam à mostra a violência, desrespeito e sofrimento com que esses criminosos agridem a população, a campanha em pauta pede que suas decisões criminosas sejam toleradas pelos cidadãos cumpridores das leis!

E quem não for tolerante pode ser investigado, como pediu Gilmar à PF. 
E assim o brasileiro vem aceitando calado que o governo Federal aumente imposto ilegalmente, usando a desfaçatez de não atualizar as Tabelas do Imposto de Renda. 

Essa malandragem que já alcançou 86% de aumento de 1996 a 2017 e muitas outras geradas pela governança, infligem cruel sofrimento ao tolerante povo brasileiro. Mas tolerância tem limite! 

Mesmo lembrando do habeas corpus dado ao médico monstro Roger Abdelmassih, apesar do alerta de fuga dado pela PF, se tiver oportunidade de ver Gilmar em algum lugar, repetirei as mesmas palavras que o então ministro Joaquim Barbosa lhe dirigiu em sessão plenária: Vossa excelência envergonha o Judiciário!


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O pecado que condenou Lula

Confirmada a condenação de Lula por unanimidade no TRF-4 fica à mostra o pecado que o levou a essa situação inimaginável há três anos, quando as Organizações Criminosas dominavam os meios empresariais, sociais e judiciais que participavam dos crimes de corrupção e mantinham a impunidade a todo custo. 

O que o levou à condenação não foram os bilhões de reais que saqueou das Estatais ou os bilhões de dólares que transferiu para empresas brasileiras construírem infraestruturas em outros países nem os empréstimos e os milionários perdões de dívidas concedidos a vários países.

O motivo da condenação foi causado pelo pecado da avareza cometido pelo ex-presidente. Preferiu "economizar"  2,5 milhões de reais de sua milionária conta bancária a comprar e pagar pelo triplex como qualquer cidadão.

Sabe-se também que as medidas tomadas durante seus governos em apoio à corrupção sistêmica institucionalizada causaram consequências que o incorreram em dois outros pecados registrados nos Mandamentos da Lei de Deus: Não roubar e Não matar.

Mas foi cometendo um dos sete Pecados Capitais que Lulaláu permitiu-se trilhar o caminho da condenação na Justiça dos homens: o pecado da avareza.

Para não gastar dois milhões e meio de reais no triplex preferiu acionar a sofisticada teia de corrupção para obter vantagens pessoais "pagando" com a conta-propina .
Mesmo com toda a sofisticada dissimulação o resultado é o mesmo do conhecido uso de "laranja" para acobertar ilícitos.

Lula, Dilma e Cabral
Não esperava ele e nem nenhum de nós, que o trabalho criteriosos da Força Tarefa da Operação Lava Jato conseguisse enquadrá-lo numa sentença de prisão em tempo tão curto. 
Afinal, para prender Paulo Maluf foram necessárias mais de três décadas!

Essa é a primeira de outras condenações previsíveis como resultado dos vários processos de investigações ainda em andamento.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um Rio contra a corrupção


A população do Rio de Janeiro, que não participa dos esquemas de corrupção comandados por governantes e sofre na pele as consequências dos desvios e propinas pagas nas áreas da saude, segurança, educação, transporte e todos os demais serviços públicos, tem oportunidade única de mostrar que realmente quer acabar com essa calamidade que faliu o Estado. 

Paulo Melo, Albertassi e o chefão Jorge Picciani, presos ontem

Hoje (17.11), será realizada assembleia extraordinária na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para votar a aceitação ou não da sentença promulgada ontem por unanimidade pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal - 2, contra acusados detentores de foro privilegiado: Paulo Melo, Albertassi e o chefão Jorge Picciani. Todos três foram presos em flagrante no dia de ontem.

Uma mobilização significativa em frente da Alerj pode fazer a diferença entre receber ou não salários, atendimento médico, sofrer e morrer nas filas dos postos de saúde, sofrer ou não violência e morrer na guerra instalada, após conivência dos governantes com o crime organizado, e expulsar de fato os criminosos que provocaram isso desde a década de 90, sob os olhares tolerantes da Assembleia Legislativa, Judiciário, Tribunais de Contas, Imprensa e da própria população, já exausta por tanta dor e desesperança.

Os serviços de inteligência das Forças Armadas, Polícia Federal e da parte boa das Polícias Militar e Civil, precisam acompanhar essa manifestação para identificar e deter os infiltrados, pagos pelos acusados e seus cúmplices, para provocar baderna e desvirtuar a justa mobilização. 

Sem pressão popular os gangsteres presos em flagrante serão libertados, como foi Aécio Neves, e continuarão comandando a organização criminosa, roubando e ameaçando aos que lutam contra essa impunidade institucionalizada nos Estados e na governança Federal.

Essa é a hora! 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Força-tarefa no Rio de Janeiro



A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, constituiu grupo compostos por procuradores, agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Serviços de Inteligência das Forças Armadas, Polícia Civil e Militar do Rio de Janeiro, para realizar trabalho consistente contra o crime organizado naquele estado. O grupo será semelhante à força-tarefa da Operação Lava Jato. 

Após inúmeros planos de combate que deram em nada, a PGR tenta organizar de modo abrangente as investigações e o combate contra o crime organizado, que controla morros, favelas e cidades do Grande Rio.

Como motivação presente e de maior impacto nos noticiários, esta semana foi assassinado no Rio o 112° policial militar no ano de 2017!

Louvo a iniciativa da procuradora-geral que, certamente, sabe que a calamidade no Rio de Janeiro é apenas consequência das ações do crime organizado instalado nas governanças do País. No Rio, o ex-governador Sérgio Cabral e seus cúmplices, deixaram o estado falido. 

Para diminuir o poder dessas quadrilhas, é fundamental combater também as organizações criminosas instaladas no governo Federal, no Legislativo e no Judiciário. 

Em contrapartida às boas intenções da PGR, os resultados das investigações e punições contra os membros desses poderes, obtidas nos três anos de trabalho árduo da força-tarefa da Operação Lava Jato, estão prestes a ser anuladas pelo açodado pedido do ministro Alexandre de Moraes (leia-se, Gilmar Mendes), para que volte a ser analisada a decisão do plenário do STF - aprovada com o voto de Minerva da presidente Cármen Lúcia (6x5) - que instaurou a prisão dos réus condenados em Segunda Instância. 

Nessas iniciativas na Alta Corte, incruentas e finórias, estão a origem de toda violência contra as populações do Rio, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amazonas, Maranhão, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Tocantins e de todo o País, a qual não será reduzida com medidas tipo faz-de-conta-que-não-vejo-tudo-isso. 

Ao contrário, à medida que são revelados os crimes cometidos pela vitrine política e empresarial do País e permanecem impunes, incentiva os demais criminosos e expectadores interessados a agirem em acordo com cúpula corrupta. 

Um nojo a ser removido com vigor!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Jungmann endossa Mourão


O ministro da Defesa Raul Jungmann, ao discursar em evento (22.10) para mostra de fotos, textos e vídeos do período da ditadura militar, endossou, de modo cruzado, o discurso do general Mourão: a intervenção militar ocorrerá caso as instituições não consigam barrar o avanço das organizações criminosas que se apoderaram da governança do País, ao responder aos jornalistas: 


"Para que intervenção militar? Para resolver o problema da Previdência? Para resolver o problema democrático, que está resolvido? Para resolver o problema da inflação, que está sendo resolvido? Para resolver o problema do desemprego, que está caindo? Para que intervenção militar, se o Brasil está sendo passado a limpo? Temos a Lava Jato, que está punindo aqueles que são responsáveis pela corrupção". 

Nas últimas semanas, intensificaram-se os ataques à Lava Jato e à defesa da impunidade sistêmica por parte da maioria dos políticos, cúmplices e dependentes, depois que a maioria do STF (6x5) deu aos senadores e deputados a palavra final às decisões da mais alta Corte de Justiça de impor medidas restritivas aos investigados que desfrutam de impunidade parlamentar!

E o ministro Alexandre de Moraes tomou para si a bandeira de Gilmar (Beiçola) Mendes, de submeter ao plenário do Supremo a decisão anterior (6x5) que aprovou a prisão do réu após condenação em segunda instância. 

A revisão da prisão após segunda instância ferirá de morte a Lava Jato e anulará todos os avanços já alcançados contra a corrupção e a impunidade. 
Com essas mudanças, não serão mais barrados dos criminosos com foro privilegiado que aparelham os poderes da República, nem os empresários envolvidos com eles em tenebrosas transações. (Royalties a Caetano Veloso)

Moraes parece querer retribuir gentilezas ao antigo chefe.

E a população assiste sem qualquer mobilização significativa! Até quando?


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Cunha e a elite política

Após três anos de Lava Jato, concluímos o aprendizado do que ocorre de fato na política brasileira ao ficarem expostos os esquemas que os partidos e políticos utilizam para saquear os recurso da Nação, em todas as áreas e de todas as formas possíveis e imagináveis. 

O personagem Justo Veríssimo, do mestre Chico Anísio, é o que melhor incorpora os políticos que têm como objetivo se locupletar e manter os esquemas funcionando. 

À época pensei que Chico tinha exagerado. Não dava para imaginar que os parlamentares eram e são tão corruptos, cínicos, debochados e cruéis. 

O bordão diz tudo: "O povo que se exploda!" Exploda foi o eufemismo usado ante o distinto público. Mas dá para entreouvir "O povo que se fod..." 


Outro Chico, o Buarque, já em 1990, também denunciava a corrupção sistêmica e a triste forma como "dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações" (Vai Passar)... Foi uma denúncia contra bandidos que não eram de sua predileção. 

Hoje, ele defende seus bandidos de estimação que levaram o Brasil à pior situação da história.


O descaramento dos criminosos, pegos pelas Operações Lava Jato e semelhantes, é uma mostra de falta de caráter e de inversão de valores dos canalhas travestidos de políticos.

 

Cunha critica as prisões preventivas de acusados em entrevista na revista Época (12.10.17) e é perguntado se, pelo fato delas serem mantidas nas instâncias superiores, não é sinal de que Moro está certo. 

Cunha responde: "Nós temos um juiz que se acha salvador da pátria. Ele quis montar uma operação Mãos Limpas no Brasil - uma operação com objetivo político. Queria destruir o establishment, a elite política. E conseguiu." 


Ele considera-se, junto com os demais bandidos acusados e presos, a "elite política" do país que Moro conseguiu destruir! 


Parafraseando o ex-deputado: "Cunha quis montar um império político no Brasil com objetivo semelhante à que destruiu a Operação Mãos Limpas. Não conseguiu". 

Graças a Deus e aos servidores públicos da Polícia Federal, Ministério Público, Judiciário, grande parta da imprensa e da população não comprometidas a corrupção sistêmica, instalada e aparelhada em todas as áreas da governança.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Reforma política


É comum os da oposição dizerem que os governos que vêm saqueando os recursos do País foram eleitos porque o povo não sabe votar.
E assim, tudo de pior que vem ocorrendo há décadas no Brasil é culpa do povo que não sabe votar. Simples assim. Não há nem porque reclamar. 

E como solução, é pedido que o povo dê a resposta nas urnas! Uma forma de manter o povo quieto até o próximo pleito, enquanto os eleitos roubam o quanto podem, deixando as necessidades da maioria da população sem um mínimo de atendimento.
É uma grande falácia culpar o povo pelas desgraças que os eleitos cometem, disfarçadas sob os milhões de reais em propaganda enganosa. 

As opções dadas aos eleitores são determinadas pelos partidos políticos, sem apelação. Basta lembrar os candidatos à presidência nas sete últimas eleições na Nova República: 1989-Collor-Lula, 1994-FHC-Lula, 1998-FHC-Lula, 2002-Lula-FHC, 2006-Lula-Alckmin, 2010-Dilma-Serra e 2014-Dilma-Aécio. Todos os candidatos foram ou ainda são investigados por corrupção, obstrução da Justiça, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha... 

FHC contou, em seus dois mandatos, com um engavetador-geral da República a livrá-lo das investigações. Contou também, com seu fiel escudeiro Sérgio Motta, operador da compra dos votos para aprovar a emenda (PEC) da reeleição. 
Por ter mais de 70 anos, as denúncias prescreveram! 
Até Sarney, vice de Tancredo, eleito pelo Colégio Eleitoral em 1985, está sob investigação. 
Todos eles agiam com a certeza da impunidade.

Apesar de parecerem adversário e terem programas diversos, o objetivo das Organizações Criminosas, disfarçadas de Partidos Políticos, é um só: saquear os recurso da Nação para os chefes e cúmplices enriquecerem e se manterem no poder. Com as raras exceções de praxe! 

Foi isso que a Operação Lava Jato revelou aos cidadãos menos atentos: a corrupção sistêmica institucionalizada e os fatos que ocorriam e ainda ocorrem nos escaninhos das governanças. 
Essas revelações se concretizam na atual dificuldade de encontrar-se um candidato à presidência que não esteja envolvido em corrupção e ilícitos. Quem?

O Sistema Político Brasileiro precisa ser reformado, com muito critério e consciência, para evitar que a corrupção sistêmica instalada nos três Poderes da República, não venha mais a se repetir.  


terça-feira, 16 de maio de 2017

Eleições 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou campanha para obter o registro biométrico dos eleitores. Desse modo, só terá direito a votar o eleitor que tiver seu cadastro biométrico no Sistema Eleitoral, evitando a fraude de um eleitor votar pelo outro.

Urna eletrônica com impressão de voto

O mesmo TSE, entretanto, não mostrou  ter tomado providências efetivas para a implantação do voto impresso, conforme Projeto de Lei aprovado pelo Congresso Nacional, que sofreu veto da então presidente Dilma Rousseff, que foi derrubado pelos parlamentares e, finalmente, integrado na Lei nº 13.165 de 26/11/2015.

A Lei determina que o processo com impressão do registro do voto será implantado “até a primeira eleição geral subsequente à aprovação dessa Lei”. Ou seja, o voto impresso estará valendo nas eleições gerais de 2018.

O consultor legislativo do Senado Arlindo Fernandes e o professor de ciência de Computação da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Resende consideraram que o voto impresso vai garantir mais transparência nas eleições.

O senador João Capiberibe (PSB-AP) esclarece que caso haja necessidade de auditoria na eleição, com o voto impresso isso pode ser realizado com segurança e qualidade.

Com a divulgação das delações de membros do alto escalão da governança, conhecemos a abrangência do esquema de corrupção da Organização Criminosa.
Isso nos impede de acreditar ou afirmar, que alguma instituição da República esteja totalmente livre do aparelhamento feito pelos criminosos.

É preciso que tomemos consciência dos riscos que a democracia brasileira corre se não forem tomadas as providências para a impressão do voto nas eleições de 2018.

O registro biométrico impede fraudes localizadas, feitas com a anuência dos membros da Mesa Receptora de Votos.

Já o voto impresso impede fraudes sistêmicas em escala nacional.


Adendo: 
A urna da foto foi utilizada nas eleições de 2002 no Distrito Federal e em Sergipe. Modelos mais compactos já são utilizadas e aprovadas nas eleições da Argentina. O assessor da STI/STE, Elmano de Sá Alves, diz que embora a impressão do voto apresente suas dificuldades próprias o TSE reconhece como legítimo o desejo dos representantes do povo em tornar os resultados das eleições mais auditáveis. "Nesse sentido, o voto impresso será implementado com a esperança de que ele melhore a confiança no voto digital por parte dos eleitores e dos eleitos."

sábado, 29 de abril de 2017

BÊ-A-BÁ da corrupção

O atual sistema político brasileiro de governança especializou-se em tirar o máximo de recursos dos cidadãos comuns. Aqueles que não formam grupos significativos de pressão política e poder econômico. 

A cobrança pelos governantes de uma centena de impostos e taxas oneram cada vez mais os brasileiros, sem que haja o devido retorno em serviços públicos essenciais.

Já os grupos com poder econômico têm um tratamento inverso. 

Os governantes concedem a eles vantagens econômico-financeiras muito especiais, visto que parte dessas vantagens retornarão em propina, nas mais diversas formas, a esses mesmos governantes.

O que a Lava Jato tem revelado, da relação entre governantes e grupos empreendedores, é a raiz da corrupção sistêmica praticada até então.

Com justificativas de implantar um sistema liberal de mercado para geração de empregos e desenvolvimento no País, os grupos econômicos são presenteados com redução de impostos, financiamento subsidiado, desoneração...

Por que só agora o governo "regulamentou" os juros de financiamento das dívidas dos cartões de crédito?

Por que o governo FHC, há 20 anos, liberou as tarifas de um sistema bancário onde não há concorrência? Onde os lucros são considerados imorais pelos gerentes do FMI e do BID?

Por que o ministro Gilmar Mendes pediu vista - e reteve por mais de um ano - o processo em que a FEBRABAN pleiteava não estar obrigada a cumprir o Código de Defesa do Consumidor (CDC) com seus clientes?

Por que Lula criou em 2008 o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), para julgar os recursos às multas lavradas contra os maiores devedores de impostos junto à Receita Federal?

Por que a Receita Federal não atualiza as tabelas do Imposto de Renda e mantém valores mínimos para descontos por dependente, educação, etc.?

Em 2015, a Câmara Federal aprovou esse reajuste, Dilma vetou, mas o veto nem entrou em pauta no Legislativo! Deputados e senadores querem é mais dinheiro no cofre para se locupletarem através de chantagens ao Executivo.

Por que foram emitidas Medidas Provisórias e Regulamentações de Mercado “na medida” para beneficiar a Odebrecht, Braskem e companhia?

Em toda e qualquer ação de governo entra negociata e propina. 

Os apaniguados ocupam cargos estratégicos que disseminam o modelo desse esquema de corrupção em todos os níveis, em todas as atividades. 

Enquanto a classe dos corruptos gozam de privilégios inaceitáveis até em países ricos, o cidadão brasileiro pena pela falta de Segurança, Saude, Educação, Transporte... E ainda é chamado a pagar os déficits da Previdência Social provocados por governos incompetentes e criminosos, que gastaram a poupança acumulada pelos trabalhadores em décadas de contribuições.

Agora, o governo Temer diz não ter dinheiro em reserva para pagar os aposentados e pensionistas. Como isso pode ocorrer, se só em 2015 ocorreu o primeiro déficit significativo? E os superávits acumulados ao longo de todos esses anos, onde estão?

E ainda tenta enganar a população, em maciça campanha nos meios de comunicação, de que os aposentado de hoje são pagos com a contribuição dos que estão na ativa! Não é esse o modo de se estruturar uma Previdência.

Em rápida pincelada, o que é feito de fato em planos de previdência é acumular as contribuições de cada trabalhador, de modo a obter rendimentos que serão utilizados para pagar sua aposentadoria mais tarde. 

Por ser extensa a relação dos porquês e dos casos de corrupção, incompetência e crimes de lesa-pátria, deixo aberto a cada um a lembrança de outras ocorrências, processos “esquecidos”, arquivados, abafados ou anulados pelos órgãos ditos competentes, que a Lava Jato revela à população. 

E por conta disso sofre ataques contínuos de artilharia pesada por parte dos delatados, investigados, condenados e seus cúmplices.