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quarta-feira, 27 de março de 2019

Por uma nova política


Um grupo de deputados ensaiam reinstalar balcão de negócios na Câmara Federal, tal como os que funcionaram nos governos anteriores, quando o parlamento deixou de ser a casa do povo e passou a ser reconhecido como casa de chantagem.

São visíveis as atitudes de confronto gratuito para quebrar a intensão do governo Bolsonaro de usar uma forma diferente de se relacionar com o Legislativo, uma nova forma de fazer política, sem o toma-lá-dá-cá nem chantagens.

Muitos desses parlamentares estavam acostumados a obter ganhos ilícitos com a venda do seu voto em apoio a projetos de interesse da cúpula do poder executivo: reeleição, mensalão, petrolão...

Essa relação criminosa entre o Executivo e Legislativo resultou na falta de serviços públicos à população carente e na crise econômica que provoca déficits fiscais há quatro anos, com muito sofrimento aos sem emprego, sem saude, segurança, educação, transporte...

Os eleitores do presidente Bolsonaro acreditam na promessa de um relacionamento institucional com o Congresso Nacional, em que os parlamentares decidem os destinos da Nação de acordo com suas convicções e não sob articulações espúrias.

Ponto final para a bandidagem travestida de parlamentar.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Brasileiro não sabe votar?

Há décadas, escuto cidadãos incentivarem o povo a dar o troco aos maus políticos, na próxima eleição. E após cada eleição, volto a ouvir o mote de que o brasileiro não sabe votar. 

Acredito que agora que parlamentares, prefeitos, governadores e presidentes perderam toda a compostura, deixando de lado as máscaras de gestores interessados no bem-estar do povo, ficam visíveis as intenções. Tanto dos eleitos, quanto os dos não eleitos: manter o poder e alcançar o poder.

Fazem isso em favor deles mesmo, tão somente em seus benefícios. As poucas exceções são bem menos do que gostaríamos de ter.

E o povo que se exploda!

Estamos assistindo ainda perplexos, mas nem tanto quanto a 20 anos, o descaramento dos donos dos partidos, deputados, senadores, ministros e presidentes, em promover medidas contrárias ao bem comum da sociedade.

O único bem que a maioria dos parlamentares defende no Congresso é o deles: lista fechada, aumento do fundo partidário, 10 medidas contra os que investigam, julgam e punem políticos criminosos, impunidade aos que cometeram crime de caixa 2, aumento de impostos para aumentar o bolo a saquear e dividir entre eles... 

O sistema político atual é feio para a chantagem, para a corrupção, para a impunidade. 
Se algo sai errado nesse objetivo principal os parlamentares aprovam mudança na Constituição e aprovam novas leis feitas sob medida para manter os criminosos impunes e mais ricos. Uma nojeira feita de forma cínica e debochada bem na nossa cara! Deixemos de ilusões e devaneios. 
Os membros da Organização Criminosa que saqueiam hoje os recursos da Nação são os mesmos que vêm atuando há décadas. 
Mudam de partidos, bases de apoio, siglas, bancadas, coligações... Só não mudam o caráter.

Os fatos mostram na realidade que são poucos os que lutam por um Brasil onde os recursos públicos sejam aplicados sem desvios. Que as normas e leis beneficiem a maioria da população e não só aqueles que pagam propinas para obter empréstimos com juros subsidiados no BNDES e muitos outras vantagens espúrias.

Os eleitores que têm consciência, caráter, dignidade, conhecimento, lucidez para exercer sua cidadania, são poucos, muito poucos. A maioria dos que possuem conhecimento, habitam as grandes cidades e vota em bandidos para manter ou obter lugar nos “esquemas”.

A outra grande maioria dos eleitores, moradores do interior do Brasil, não possuem condições para entender o que fazem os políticos. E votam no candidato ou no partido que lhe der algo em troca: 20 ou 50 reais, dentadura, emprego, cimento, tijolo, sapato e, principalmente, promessas.

É essa maioria que elege os donos dos currais eleitorais. Não são os poucos habitantes da cidade que elegem o governador, os deputados e os senadores, que hoje enlameiam do Congresso com suas propostas imorais, criminosas.


Os candidatos que os partidos indicam aos eleitores, são os mais mancomunados com os "esquemas" de corrupção que prejudicam a população.

O povo só terá para si bons resultados, quando os eleitos não tiverem histórico de corrupção e crimes. A lei da ficha limpa não foi aceita pelos donos dos partidos nem pelos ministros do STF/TSE.

Se não houver forte mobilização social contra o que vem sendo feito na Câmara e no Senado, teremos mais uma eleição faz-de-conta. 

Com a insegurança das urnas eletrônicas e sem a impressão do voto, aprovada há 3 anos e convenientemente esquecido pelos presidentes do TSE, Luiz Toffoli e Gilmar Mendes, ficaremos sem a possibilidade de auditagem nos casos de suspeitas de fraude eletrônica. Sem saber para qual candidato foi de fato o nosso voto! 
Por que os guardiões dos programas eleitorais, em um país de imorais trambiqueiros, são considerados acima de qualquer suspeita pelo TSE?! 

Uma mobilização significativa será capaz de gerar milagres nos tribunais superiores e acabar com a farra dos maus caráteres disfarçados de deputados e senadores. 

Ou será preciso invadir e incendiar o Congresso para que os bandidos entendam que ultrapassaram todos os limites de tolerância? 


Os paraguaios já perderam a paciência!
E nós outros, o que fazer para que parlamentares e donos dos partidos deixem de lutar contra a vontade da maioria dos cidadãos de bem de passar o Brasil a limpo?

A excrecência da “lista fechada” mostra a força que os criminosos estão fazendo para destruir o princípio básico do Estado Democrático: os mais votados são eleitos. 
E é tão simples!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Contra-ataque da OrCrim

Os deputados, senadores e partidos políticos - membros da Organização Criminosa (OrCrim) investigados pela Operação Lava Jato -  estão seguindo abertamente o mesmo roteiro utilizado pelos "políticos" italianos para anular todas as condenações decorrente da Operação Mãos Limpas.

Depois que a sociedade italiana arrefeceu as manifestações populares contra os políticos corruptos-corruptores, os parlamentares de lá aprovaram várias leis que impediam a punição dos corruptos, anistiavam os já condenados e legalizavam os ilícitos cometidos por eles próprios, em ampla, imoral e descarada autoanistia. 

As manifestações, que tomaram força após o assassinato pela máfia de várias testemunhas e dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, deixaram de ocorrer, a sociedade achou que o combate à corrupção já fora ganho.

Aproveitando a falta de vigilância por parte da opinião pública os parlamentares italianos conseguiram reverter todos os benefícios obtidos pelas investigações e punições dos envolvidos em crimes contra a Nação. 

Ontem (7), quando o STF pautou julgamento de contas eleitorais, foi aprovado pelos "parlamentares" o pedido de urgência para o projeto de lei que vai impedir o STF cassar partidos políticos que fraudaram as prestações de contas.  O pedido foi aprovado por 314 votos contra 17. Só o PSOL votou contra.

O desrespeito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desfaçatez - antes e no dia seguinte à votação - e o deboche explícito à opinião pública que quer passar o Brasil a limpo, são atitudes próprias dos canalhas.
Pode ser até que nem todos os 314 deputados que votaram pela urgência do projeto sejam canalhas. 
Mas agiram como se fossem.

Isso ficou bem visível no dia seguinte nas declarações de senadores que votaram a favor a urgência, que na TV passaram a condenar a aprovação da urgência no maior descaramento.

Parecia até que ninguém tinha votado a favor! A ponto de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mudar completamente o discurso e declarar que o projeto não será aprovado do jeito que está!? 

Recuaram ao perceber a forte reação da sociedade nas redes sociais, das instituições democráticas e da imprensa.

Esperavam que, com o caos em Vitória e demais cidades do Espírito Santo, devido ao motim dos policiais militares, ninguém iria perceber a votação feita após a edição dos principais jornais televisivos. Depois de aprovada, seria fato consumado.

Foi semelhante à aprovação da 10 medidas contra a corrupção, totalmente desfigurada em sua intensão básica de punir os corruptos e prevenir as múltiplas formas desse crime.
Votada e aprovada no Senado, foi também aprovada na Câmara. Imaginavam também que era fato consumado até que o ministro Toffoli aceitou pedido de anulação dessas votações e, agora, tudo terá de ser refeito com a proposta original do projeto, sob olhar atento da imprensa e dos cidadãos de bem.

Nesse caso, aproveitaram o trágico acidente com o avião que levava jogadores e comitiva a Chapecoense a Bogotá e, durante a madrugada, aprovaram um projeto que ameaçava a todos os servidores públicos (procuradores, juízes, delegados, agentes, desembargadores, etc.) que, cumprindo suas funções constitucionais, atuassem contra os membros da Organização Criminosa que saqueia os recurso do País há décadas.  

A sociedade brasileira, suas associações representativas e a imprensa precisam demonstrar de forma contundente e decisiva, seu repúdio a esses criminosos travestidos de parlamentares.