Após três anos de Lava Jato, concluímos o aprendizado do que ocorre de fato na política brasileira ao ficarem expostos os esquemas que os partidos e políticos utilizam para saquear os recurso da Nação, em todas as áreas e de todas as formas possíveis e imagináveis.
Um espaço de cidadania que visa preencher as lacunas - propositais ou não - existentes nas reportagens e artigos veiculados na grande imprensa.
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terça-feira, 3 de outubro de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
Impunidade a todos
Observo que a estratégia dos membros da organização criminosa, que infelicita o povo brasileiro há décadas, é disseminar que os crimes
cometidos não precisam ser punidos.
Os deputados e senadores afinam o discurso
para propor uma lei que detalhe as diferenças entre caixa 2, corrupção e lavagem de
dinheiro em campanha eleitoral dos crimes que ocorrem fora do sistema
político-eleitoral.
A intensão visível é que os primeiros não sejam mais considerados crimes!
O ex-goleiro Bruno questiona se mantê-lo na prisão vai trazer a Eliza Samudio à vida!
Com essa, todos os assassinos presos seriam libertados!
Um habeas-corpus do STF liberta da prisão o traficante Gegê do Mangue a poucos dias da realização do juri... E número 3 do PCC acusado da morte de juiz-corregedor, some no mundo!
O ministro da Justiça Osmar Serraglio diz
que o brasileiro é imoral e que só se pode condenar Michel Temer se houver provas.
Palavras que tentam constranger aos que protestam contra a corrupção e deixa no ar a suspeita de que as condenações até agora ocorridas carecem de provas!
FHC, Aécio e onze entre dez investigados defendem que o crime
de corrupção para proveito próprio deve ser tratado de um forma “diferente” dos
crimes de corrupção cometidos para beneficiar candidatos e partidos!
Tudo isso e muito
mais cria um ambiente de condescendência com os criminosos importantes e dissemina a
ideia de que os atuais investigados, indiciados ou condenados pela Lava Jato e em
operações similares, não cometeram qualquer crime passível de punição. Um governo de corrupção sistêmica apenas reflete a cultura nacional! Por que puni-los se todos somos imorais, sem autoridade para condenar?
Resumindo: os bandidos instalados nos principais partidos políticos
e nas instituições republicanas seguem o mesmo roteiro dos criminosos investigados pela Operação Mãos Limpas na Itália que, após as mobilizações contra a
corrupção perderem importância à sociedade, criaram leis de anistia a todos os corruptos e leis de intimidação aos agentes investigadores.
Os cidadãos que desejam
um Brasil livre desses governantes corruptos que levaram o País ao caos, que agrava ainda mais o desemprego, dor e infelicidade do povo
em geral, precisam tomar posição firme contra essas ameaças que estão nas
mídias.
Mais um alerta para quem têm olhos de ver, ouvidos de ouvir e cabeça para pensar e decidir em que Brasil queremos viver.
Mais um alerta para quem têm olhos de ver, ouvidos de ouvir e cabeça para pensar e decidir em que Brasil queremos viver.
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Contra-ataque da OrCrim
Os deputados, senadores e partidos políticos - membros da Organização Criminosa (OrCrim) investigados pela Operação Lava Jato - estão seguindo abertamente o mesmo roteiro utilizado pelos "políticos" italianos para anular todas as condenações decorrente da Operação Mãos Limpas.
Depois que a sociedade italiana arrefeceu as manifestações populares contra os políticos corruptos-corruptores, os parlamentares de lá aprovaram várias leis que impediam a punição dos corruptos, anistiavam os já condenados e legalizavam os ilícitos cometidos por eles próprios, em ampla, imoral e descarada autoanistia.
As manifestações, que tomaram força após o assassinato pela máfia de várias testemunhas e dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, deixaram de ocorrer, a sociedade achou que o combate à corrupção já fora ganho.
Aproveitando a falta de vigilância por parte da opinião pública os parlamentares italianos conseguiram reverter todos os benefícios obtidos pelas investigações e punições dos envolvidos em crimes contra a Nação.
Ontem (7), quando o STF pautou julgamento de contas eleitorais, foi aprovado pelos "parlamentares" o pedido de urgência para o projeto de lei que vai impedir o STF cassar partidos políticos que fraudaram as prestações de contas. O pedido foi aprovado por 314 votos contra 17. Só o PSOL votou contra.
O desrespeito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desfaçatez - antes e no dia seguinte à votação - e o deboche explícito à opinião pública que quer passar o Brasil a limpo, são atitudes próprias dos canalhas.
Pode ser até que nem todos os 314 deputados que votaram pela urgência do projeto sejam canalhas.
Mas agiram como se fossem.
Isso ficou bem visível no dia seguinte nas declarações de senadores que votaram a favor a urgência, que na TV passaram a condenar a aprovação da urgência no maior descaramento.
Parecia até que ninguém tinha votado a favor! A ponto de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mudar completamente o discurso e declarar que o projeto não será aprovado do jeito que está!?
Recuaram ao perceber a forte reação da sociedade nas redes sociais, das instituições democráticas e da imprensa.
Esperavam que, com o caos em Vitória e demais cidades do Espírito Santo, devido ao motim dos policiais militares, ninguém iria perceber a votação feita após a edição dos principais jornais televisivos. Depois de aprovada, seria fato consumado.
Foi semelhante à aprovação da 10 medidas contra a corrupção, totalmente desfigurada em sua intensão básica de punir os corruptos e prevenir as múltiplas formas desse crime.
Votada e aprovada no Senado, foi também aprovada na Câmara. Imaginavam também que era fato consumado até que o ministro Toffoli aceitou pedido de anulação dessas votações e, agora, tudo terá de ser refeito com a proposta original do projeto, sob olhar atento da imprensa e dos cidadãos de bem.
Nesse caso, aproveitaram o trágico acidente com o avião que levava jogadores e comitiva a Chapecoense a Bogotá e, durante a madrugada, aprovaram um projeto que ameaçava a todos os servidores públicos (procuradores, juízes, delegados, agentes, desembargadores, etc.) que, cumprindo suas funções constitucionais, atuassem contra os membros da Organização Criminosa que saqueia os recurso do País há décadas.
A sociedade brasileira, suas associações representativas e a imprensa precisam demonstrar de forma contundente e decisiva, seu repúdio a esses criminosos travestidos de parlamentares.
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