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quinta-feira, 9 de março de 2017

Impunidade a todos

Observo que a estratégia dos membros da organização criminosa, que infelicita o povo brasileiro há décadas, é disseminar que os crimes cometidos não precisam ser punidos. 

Os deputados e senadores afinam o discurso para propor uma lei que detalhe as diferenças entre caixa 2, corrupção e lavagem de dinheiro em campanha eleitoral dos crimes que ocorrem fora do sistema político-eleitoral. 
A intensão visível é que os primeiros não sejam mais considerados crimes! 

O ex-goleiro Bruno questiona se mantê-lo na prisão vai trazer a Eliza Samudio à vida! 
Com essa, todos os assassinos presos seriam libertados!

Um habeas-corpus do STF liberta da prisão o traficante Gegê do Mangue a poucos dias da realização do juri... E número 3 do PCC acusado da morte de juiz-corregedor, some no mundo! 

O ministro da Justiça Osmar Serraglio diz que o brasileiro é imoral e que só se pode condenar Michel Temer se houver provas. 
Palavras que tentam constranger aos que protestam contra a corrupção e deixa no ar a suspeita de que as condenações até agora ocorridas carecem de provas! 

FHC, Aécio e onze entre dez investigados defendem que o crime de corrupção para proveito próprio deve ser tratado de um forma “diferente” dos crimes de corrupção cometidos para beneficiar candidatos e partidos! 

Tudo isso e muito mais cria um ambiente de condescendência com os criminosos importantes e dissemina a ideia de que os atuais investigados, indiciados ou condenados pela Lava Jato e em operações similares, não cometeram qualquer crime passível de punição. Um governo de corrupção sistêmica apenas reflete a cultura nacional! Por que puni-los se todos somos imorais, sem autoridade para condenar? 

Resumindo: os bandidos instalados nos principais partidos políticos e nas instituições republicanas seguem o mesmo roteiro dos criminosos investigados pela Operação Mãos Limpas na Itália que, após as mobilizações contra a corrupção perderem importância à sociedade, criaram leis de anistia a todos os corruptos e leis de intimidação aos agentes investigadores. 

Os cidadãos que desejam um Brasil livre desses governantes corruptos que levaram o País ao caos, que agrava ainda mais o desemprego, dor e infelicidade do povo em geral, precisam tomar posição firme contra essas ameaças que estão nas mídias.
Mais um alerta para quem têm olhos de ver, ouvidos de ouvir e cabeça para pensar e decidir em que Brasil queremos viver.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Um país ameaçado

Com a indicação de seu subordinado Alexandre de Moraes à Suprema Corte do País, o presidente Michel Temer atende à pressão da maioria dos partidos políticos, dos parlamentares e dos demais citados nas delações premiadas da Lava Jato.

Presidente Temer e seu subordinado

Não só a Operação Lava Jato com todos os benefícios obtidos está ameaçada. É o novo Brasil, que está se firmando no combate à corrupção, que está em risco de voltar a ser o país da impunidade, com todas as consequências cruéis contra sua população, principalmente, a mais carente e desprotegida.  

Apesar de Alexandre de Moraes ser considerado constitucionalista e defender a prisão de réu condenado em 2ª instância, há risco de ele mudar sua convicção detalhada em seus livros e passar a ser do contra.

Com isso, pode ser alterada a aprovação, em apertada votação, da prisão após condenação do réu em 2ª instância.

Para obter essa aprovação foi necessário o voto de Minerva da presidente Cármen Lúcia, após o empate de 5 x 5. 
A votação final somou 6 votos a favor da prisão e 5 votos contra. 
O ministro Teori Zavascki votou a favor.

Moraes e Temer em conversa informal

Como a aprovação do indicado já está garantida pelo Senado - onde há visível interesse em derrubar a decisão do plenário do STF e em barrar os trabalhos da Lava Jato, o Brasil corre o risco de voltar a ser o país da impunidade que permitiu a implantação, há décadas, da cleptocracia ameaçada pelas investigações da Lava Jato.

Esse receio fica ainda mais forte quando sabemos que Moraes, em sua tese de doutorado apresentada na Faculdade de Direito da USP em 2000, também condenava a indicação de ocupantes de cargos de confiança "durante o mandato do presidente da República em exercício" ao Supremo Tribunal Federal (STF)!

coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF), procurador Deltan Dallagnol, já registrou em redes sociais o risco de derrubar os trabalhos já feito e barrar as inúmeras investigações ainda pendentes.

Para piorar o quadro, o indicado para a vaga do ministro Teori Zavascki será também revisor da Lava Jato.

São tristes as lembranças da atuação do ministro Ricardo Lewandowski, quando revisor do Mensalão, em seu empenho para travar o processo e livrar os acusados das punições defendidas pelo ministro Joaquim Barbosa, então relator. O longo processo do Mensalão gerou uma nova visão da Justiça ante os criminosos ocupantes dos mais altos cargos da governança.


Protesto ante o Congresso Nacional


A sociedade brasileira talvez precise se manifestar com firmeza contra essas manobras. Que Deus não permita que isso aconteça. Que o novo ministro resista às múltiplas pressões para mudar suas convicções. A sociedade brasileira precisar se manifestar com firmeza contra essas manobras. 

Esperamos que o novo ministro resista às múltiplas pressões para mudar suas convicções e que Deus permita que o País continue firme no combate à impunidade. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Combate à impunidade

Os das trevas são mais espertos que os da luz. Os da luz aprendem a combater o bom combate, sem medo nem ingenuidade.


A Organização Criminosa que se apoderou das instituições da República está fazendo de tudo para escapar da Justiça. 


As armadilhas e ardis estão se multiplicando para sabotar o combate aos corruptos e corruptores, ora em andamento. 


Os quadrilheiros instalados em altos escalões se revelam defensores da impunidade, sem qualquer escrúpulo. 


A batalha decisiva se inicia. E todas as forças morais da sociedade deverão se engajar no combate aos criminosos que atuam no legislativo, no judiciário e no executivo. 


Os bravos componentes da força-tarefa da Operação Lava Jato  e similares, sentem-se desestimulados quando maioria da Câmara e o presidente do Senado insistem em aprovar leis que oficializam a impunidade. 

Desestimula também, quando ministros das altas cortes desqualificam e criticam os esforços feitos por eles – procuradores do MPF, delegados da PF, desembargadores e juízes do Judiciário - para combater a corrupção e a impunidade sistêmica. 

O embate, entre os defensores de criminosos e os defensores de um Brasil sem corrupção e sem impunidade - fica cada vez mais visível. 


As tentativas de ameaçar e intimidar os componentes das forças-tarefa da Operação Lava Jato e outras similares, não amedrontam os bravos do MPF, da PF e da Justiça. 


Processos por abuso de autoridade, abertos por qualquer um, contra os investigadores, delegados, juízes, etc. só atrapalharão o combate aos corruptos criminosos se - e somente se - forem aceitos pelos ministros do STJ e do STF. 


Apesar das idiossincrasias personalistas de alguns, eles pensarão duas vezes antes de usarem desse expediente para emperrar investigações, pois estarão sendo observados por seus pares, pelos meios de comunicação, pela sociedade organizada e pelos cidadãos esclarecidos. 


Sofrer por esse tipo de perseguição, faz parte do combate aos que coabitam nas trevas. 

Mas, será que isso seria motivo para arrefecer ou desistir da luta? Jamais! 


Todos esses canalhas, que ora se opõem às expectativas dos brasileiro de passar o Brasil a limpo, serão punidos. 

E o um novo Brasil será construído sob as diretrizes e atitudes dos homens e mulheres de bem. 


Vida longa à Lava Jato! 

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* Este comentário foi veiculado parcialmente no Espaço do Leitor do jornal A TARDE de 04.12.16, com chamada de primeira página e destaque na coluna.



Destaque no Espaço do Leitor de A TARDE