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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Embates em agosto


O mês de agosto trará novos embates entre os que manobram pela permanência de Temer na presidência e aqueles que batalham para remover da governança os criminosos que implantaram a mais grave instabilidade política, econômica e social na história do País.

De um lado está Temer com as chaves dos cofres do Tesouro, comprando deputados, senadores, governadores, prefeitos, partidos políticos, sindicatos... 
De outro, os membros dos Tribunais de Justiça, Ministério Público Federal, Polícia Federal, jornalistas, revelando o maior esquema de corrupção do mundo... E a população, sem qualquer apoio para realizar mobilizações de protestos.

De um lado, grupos econômicos exigindo do governo mais vantagens aos seus negócios, em troca de apoio... 
De outro, os brasileiros que acreditam no Brasil e continuam lutando pela punição dos criminosos, que querem continuar saqueando os recursos da Nação.

De um lado, a máquina do governo trabalhando dia e noite para livrar os criminosos de processos, investigações e punições. 

De outro, servidores públicos do Judiciário, MPF e PF detalhando esquemas de corrupção e apresentando provas, algumas vezes desconsideradas com deboche por juízos coniventes.

Como impedir que parlamentares corruptos aprovem leis a favor de si mesmos e da impunidade? 
Como impedir que ministros das altas cortes deixem de cumprir a Constituição, para atender demandas espúrias? 
Como impedir que Temer utilize o cargo de presidente para se manter no poder, a qualquer preço?

A luta é desigual. E os responsáveis pela aplicação das leis têm muito a contribuir, em favor do Brasil e do seu povo. 
É preciso resistir e lutar contra as Organizações Criminosas mancomunadas para manter a impunidade e implantar no Brasil uma cleptocracia “legalizada” por parlamentares comprados.




domingo, 23 de julho de 2017

Relatório da Federal

O relatório da Polícia Federal (PF), entregue na sexta (21.7) ao Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu que não houve obstrução da Justiça por parte de José Sarney nem dos senadores Renan Calheiro e Romero Jucá, gravados por Sérgio Machado (ex-Transpetro) em comentários dirigidos contra a Lava Jato. 

Registra que não há provas de que as palavras foram seguidas de atos para criar dificuldades à Lava Jato e obstruir a Justiça, argumentando que uma suposta “intenção” não configura crime.

A PF deixou de considerar as intensas mobilizações e manobras dos grupos comandados pelos citados, para desfigurar o projeto de origem popular "10 Medidas Contra a Corrupção", tornando-o um projeto de ameaças contra os agentes investigadores e servidores da Justiça.

Nem lembrou que o antigo projeto de Renan Calheiro contra abuso de autoridade foi desarquivado, assumido por Romero Jucá, e colocado para votação em regime de urgência, exatamente quando as investigações da Lava Jato alcançaram as cúpulas do Legislativo e do Executivo.

O relatório da PF também não considerou vários outros projetos de lei preparados sob medida, para impedir os trabalhos da força-tarefa da Lava Jato, com a intenção clara de livrar os criminosos das condenações e ampliar a impunidade.


Pelas colocações feitas aqui, pelas notícias veiculadas nos meios de comunicação sobre o Acordão e as denúncias das manobras espúrias para brecar a Lava Jato, o Relatório da PF aparenta ser uma resposta burocrática em atendimento às governanças ora investigadas. 

É um forte alerta aos cidadão que lutam por um Brasil livre das organizações criminosas instaladas nos principais partidos políticos.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Povo sufocado


A população sufocada assiste os criminosos do Executivo e do Legislativo transgredirem as leis, sob o olhar complacente do Judiciário, ora em recesso. 

Como condenar corruptos que fazem as leis que garantem sua impunidade? E os que abrem os cofres da Nação para comprar apoios? Como punir juízos que rasgam a Constituição e os que rejeitam provas de processo para livrar parceiro da cassação? 

E o povo assiste a tudo isso sem ter apoio para se manifestar.
Nos últimos anos, havia dois grupos opostos de manifestantes que iam às ruas. Um defendia a impunidade de Lula, Dilma e de outros petistas, condenava a Lava Jato, as elites, Temer e as Reformas. Outro defendia a condenação de Lula e seus cúmplices no mensalão e petrolão, o impeachment de Dilma, a Lava Jato e as Reformas.

Com as investigações da Lava Jato alcançando criminosos instalados nos principais partidos políticos, no Executivo, Legislativo e no Judiciário, esses  grupos adversários agora estão de acordo para derrotar o inimigo comum: a Lava Jato. 

Não há mais conflitos de interesses entre governo e oposição. Apesar dos discursos para a platéia, são aliados. 

Com isso os grupos que promoviam mobilizações contra a corrupção, a favor da Lava Jato e por um Novo Brasil se esvaziaram. 
Estão parados há meses, deixando os cidadãos de bem com muitos gritos presos na garganta: fora criminosos, corruptos; Temer, Lula, Dilma, Aécio, bandidos escondidos (não mais) atrás das togas, etc.

Vendo que não há povo nas ruas, os bandidos cometem os maiores absurdos ao saquear o Tesouro, fazer leis a seu favor...

Quem terá as condições de impedir a permanência dessas organizações criminosas na governança do País? 
A população revoltada ocupando a Esplanada em Brasília?!

Algo muito forte terá que acontecer para tirar a gangue que aí está. Acredito que o posicionamento dos ministros e juízes será fundamental, ao punir os criminosos com todo rigor
Afinal, foi a omissão leniente do Judiciário ao anular investigações, atropelar a Constituição e libertar bandidos endinheirados, que permitiu a expansão das Organizações Criminosas na governança do País.

A hora é muito grave! É preciso ações corajosas para afastar das instituições da República os chefões das quadrilhas e seus cúmplices.



sábado, 15 de julho de 2017

O triplex condena


Na sentença de condenação de Lula por corrupção passiva o juiz Sérgio Moro ressalta que apesar das inúmeras oportunidades dadas à defesa, para esclarecer a questão do triplex, não foi apresentada qualquer versão minimamente factual que derrubasse as provas materiais, testemunhais e periciais, apuradas nas investigações.


O conjunto de provas, do acordo da OAS com Lula sobre o triplex, foram detalhadas na sentença.

Como acontece nesse tipo de ilícito, não há recibos de compra nem escrituras em nome do beneficiado. 

Entretanto, a defesa de Lula não apontou explicações verossímeis para o casal ser o único cooperado da Bancoop que não fez a opção de compra ou devolução dos valores já pagos, quando a OAS assumiu o empreendimento em 2009. Nem porque, apesar disso, o casal continuou ocupando os diretores da OAS em demandas personalizadas à unidade 164-A. 

A opção do recebimento dos valores pagos só veio a ser feita no ano de 2015, quando o caso já estava na imprensa. 
Foi uma tentativa de se afastar oficialmente do empreendimento. Mas, desde que a OAS assumiu o empreendimento em 2009 até o ano de 2015, não foi paga qualquer parcela pelo casal à OAS. 

Vale lembrar que a cota-parte, adquirida em abril de 2005 por D. Letícia, era para o ap. 141, de configuração mais simples. 

Um documento impresso, sem assinatura, encontrado na residência do casal, teve rasurado à mão o número original 141 e escrito por cima 164-A, e triplex à margem.

O ex-diretor da OAS, Roberto Moreira Ferreira, disse ao MPF que em 2014 recebeu uma planilha com as unidades que podiam ser vendidas. Perguntado se o 164-A esteve à venda, respondeu: “Nunca”. Acrescentou que “soube” que o ap. 141 fora vendido a um terceiro. Se essa venda ocorreu antes de D. Marisa fazer a opção em 2015, será mais uma ponta solta na fantasiosa da defesa de Lula.

O interesse pessoal do casal ao ap. 164-A, registrada em fotos, vídeos, pedidos personalizados de reformas, inúmeros indícios e provas, permitem concluir que Lula e a OAS tinham um acerto ilícito de troca do ap. reformado, com propinas de corrupção em contratos com Petrobras, alimentada e acompanhada nas tabelas recuperadas dos arquivos de caixa 2 da OAS.

Desde bem antes, a certeza de impunidade multiplicava acordos desse tipo, que o governo Temer comete para se manter no poder, dando foros de legalidade às compras de votos dos deputados. 

É o costume histórico dos bandidos de colarinho-branco acharem que vai dar em nada. 

Agora, dá investigação, processo e até condenação pela Justiça!


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Farsantes e mentirosos


O presidente Donald Trump se diz vítima da “maior caça às bruxas da história”, promovida pela imprensa. 
Esquece que foi ele e sua equipe que cometeram atividades suspeitas investigadas no FBI e Congresso repercutidas na imprensa.


Elogiou seu filho Donald Trump Jr. pela entrevista à Fox News, onde ele confessou que teve encontro com advogada russa Nataliya Veselnitskaya, com a expectativa de que “traria documentos oficiais e informações que poderiam incriminar Hillary Clinton”.

No Twitter, Trump postou que seu filho “foi sincero, transparente e inocente” ao trazer a público esse encontro provocado pelo assessor de imprensa russo Rob Goldstone, que lhe adiantou: “se trata de informação sensível e de alto nível, mas mostra o apoio do governo russo a Trump”.

Ao ouvir isso Trump Jr. mostrou-se interessado em agendar reunião, dizendo: “Se é o que você diz, adoro isso, especialmente mais tarde, no Verão”, quando a campanha eleitoral estaria de vento-em-popa.

À Fox News, o filho de Trump declarou que se reuniu com Nataliya na Trump Tower, mas que “a reunião não representou nada”... 
E o advogado de Trump, Jay Sekulow, afirmou que o presidente ficou sabendo da reunião só recentemente.

Com essas declarações, a reunião ficou longe de Trump e “as informações sensíveis e de alto nível” desaparecem no ar... 

Mas o registro do “apoio do governo russo a Trump” está feito. 
Assim como o fato de Trump Jr. buscar com os russos “informações que poderiam incriminar Hillary Clinton”.

O roteiro é o mesmo para os farsantes e mentirosos: negar, mentir, dissimular, culpar os outros de perseguição... 
Seja os de lá ou os daqui.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Reforma política


É comum os da oposição dizerem que os governos que vêm saqueando os recursos do País foram eleitos porque o povo não sabe votar.
E assim, tudo de pior que vem ocorrendo há décadas no Brasil é culpa do povo que não sabe votar. Simples assim. Não há nem porque reclamar. 

E como solução, é pedido que o povo dê a resposta nas urnas! Uma forma de manter o povo quieto até o próximo pleito, enquanto os eleitos roubam o quanto podem, deixando as necessidades da maioria da população sem um mínimo de atendimento.
É uma grande falácia culpar o povo pelas desgraças que os eleitos cometem, disfarçadas sob os milhões de reais em propaganda enganosa. 

As opções dadas aos eleitores são determinadas pelos partidos políticos, sem apelação. Basta lembrar os candidatos à presidência nas sete últimas eleições na Nova República: 1989-Collor-Lula, 1994-FHC-Lula, 1998-FHC-Lula, 2002-Lula-FHC, 2006-Lula-Alckmin, 2010-Dilma-Serra e 2014-Dilma-Aécio. Todos os candidatos foram ou ainda são investigados por corrupção, obstrução da Justiça, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha... 

FHC contou, em seus dois mandatos, com um engavetador-geral da República a livrá-lo das investigações. Contou também, com seu fiel escudeiro Sérgio Motta, operador da compra dos votos para aprovar a emenda (PEC) da reeleição. 
Por ter mais de 70 anos, as denúncias prescreveram! 
Até Sarney, vice de Tancredo, eleito pelo Colégio Eleitoral em 1985, está sob investigação. 
Todos eles agiam com a certeza da impunidade.

Apesar de parecerem adversário e terem programas diversos, o objetivo das Organizações Criminosas, disfarçadas de Partidos Políticos, é um só: saquear os recurso da Nação para os chefes e cúmplices enriquecerem e se manterem no poder. Com as raras exceções de praxe! 

Foi isso que a Operação Lava Jato revelou aos cidadãos menos atentos: a corrupção sistêmica institucionalizada e os fatos que ocorriam e ainda ocorrem nos escaninhos das governanças. 
Essas revelações se concretizam na atual dificuldade de encontrar-se um candidato à presidência que não esteja envolvido em corrupção e ilícitos. Quem?

O Sistema Político Brasileiro precisa ser reformado, com muito critério e consciência, para evitar que a corrupção sistêmica instalada nos três Poderes da República, não venha mais a se repetir.  


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Um país saqueado


O Brasil é saqueado há décadas pelas organizações criminosas instaladas no Executivo e no Legislativo, acobertadas por bandidos escondidos atrás das togas de juízes do Judiciário, conforme denunciou a ex-ministra Eliana Calmon.


Desde o mensalão, e agora com a Operação Lava Jato, ficaram visíveis os juízes que defendem bandidos. 
Nas últimas semanas, esses juízos deixaram de lado qualquer escrúpulo e disfarces na defesa dos maiorais do crime de corrupção sistêmica, utilizando os argumentos mais inverossímeis nessas defesas. Qualquer coisa serve para justificar seus votos a favor dos criminosos.

O ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, que desarquivou o processo e defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer quando a presidente era Dilma, não considerou quaisquer das provas que o próprio TSE apurou e confirmou! Seu objetivo parece ser acabar com a Lava Jato, anular suas sentenças, ameaçar e punir os membros da força-tarefa!

O advogado do presidente Michel Temer, Antonio Marins, apresenta como principal argumento de defesa, que as gravações feitas por Joesley Batista são ilegais!
Ilegais porquê? Se a Justiça considera prova legal as gravações realizadas por pessoa participante da gravação? E Joesley esteve presente durante toda a gravação feita a sós com Temer.

Os governo Temer usa de todos os recursos para sobreviver e manter as propinas que o sustentam na presidência. Seja comprando parlamentares com cargos, liberação de emendas e outras promessas, seja com benefícios ilícitos feitos a empresários com redução de alíquotas de impostos, licitações fraudulentas, perdão de dívidas... 


Há três semanas, o Conselho Administrativo de Recursos Financeiros (Carf) perdoou uma dívida de R$ 24 bilhões do Banco Itaú! É possível imaginar o quanto estão gratos os gestores daquele banco. 
E ainda existe pendentes no Carf cerca de R$ 580 bilhões em dívidas de grandes empresas!


As esperanças de um Novo Brasil estão nas mãos dos juízos do Supremo, dos Tribunais Superiores e demais instâncias, dos deputados e senadores, que já perceberam a necessidade de remover da governança o chefe da Organização Criminosa e seus cúmplices instalados nos três poderes da República, da imprensa não comprometida e de todos os cidadãos de bem.

Estamos juntos!