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segunda-feira, 27 de março de 2017

Sistema corrupto: a origem


Os membros da Organização Criminosa (OrCrim) instalados nas instituições da República, intensificaram nessas duas últimas semanas campanha para convencer a população de que não é crime utilizar recursos não declarados nas campanhas eleitorais: por fora, caixa 2, recursos não contabilizados...

Convocaram seus mais nobres representantes para argumentar a favor dessa pretensa tese.
Vários aceitaram o chamado e emitiram comentários falaciosos, imorais e ridículos, sob qualquer aspecto.

Mas aqueles que têm conhecimento do praticado pelos partidos políticos nas últimas décadas, apontam o caixa 2 como a origem do maior esquema de corrupção institucionalizada no Brasil.

O caixa 2 tem-se configurado como crime de lesa-pátria, sequestro da governança que submete o Estado refém, fraude ao sistema eleitoral, compra de voto, abuso de poder econômico, estelionato eleitoral contra o eleitor...

Não é um crimizinho qualquer sem maiores consequências, como nos querem fazer crer. Não é não!

Atrás da prática generalizada do caixa 2, vêm todos os males que se acumulam há anos e aos quais nos acostumamos, infelizmente, tais como: mortes e medo pela falta de segurança pública; mortes e sofrimento pela falta de um sistema de saude confiável; mortes e prejuízos pela falta de vias e estradas transitáveis; humilhação e desespero pela falta de empregos; atraso tecnológico pela falta de projeto de educação e desenvolvimento sustentável...

Sem o caixa 2, o candidato terá de conquistar o eleitor de forma direta e real, sem o uso de belas propagandas enganosas inventadas por marqueteiros pagos a peso de ouro.

Sem o caixa 2, os governantes teriam compromisso apenas com a população. Não seriam reféns das contrapartidas exigidas pelos financiadores, compradores de vantagens bilionárias, a custa do abandono do Estado ao contribuinte anônimo, ao pagador de impostos, aos sem maiores recursos.

Defender a anistia aos crimes de caixa 2 é manter esse sistema político corrupto que desvirtuou todas as funções das instituições democráticas da República do Brasil.

Um novo Brasil, livre dos crimes revelados pela Lava Jato, só será realidade quando os quadrilheiros criminosos forem responsabilizados pelos inúmeros e graves males feitos à população e à Nação brasileira. Quando todos forem investigados, condenados, cassados, perderem os direitos políticos, devolverem os valores roubados e pagarem multa por danos diversos... Inclusive os chefões!

Qualquer meia-sola a la Silvio Berlusconi, o cappo da Itália, será a institucionalização da impunidade: infame ditadura partidária criminosa.


O País não merece voltar a esse imoral e deprimente estado de coisas. 

Para evitar que ocorra, aplique-se a lei.

Chegou a hora da onça beber água!



sábado, 28 de novembro de 2015

La garantia soy yo!

No editorial "Retrocesso nas eleições" (colado abaixo) os editores do jornal A TARDE registram que se renderam aos argumentos falaciosos da maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que consideram retrocesso a implantação do voto impresso. 
Os atuais editores do jornal, se rendem ao costume enraizado na cultura nacional de deixar ao Grande Irmão Governo a responsabilidade de fazer as coisas acontecerem. Preferem deixar os programadores e gerentes - donos das senhas secretas dos programas da urna eletrônica - os únicos responsáveis pela "garantia" das eleições. Cansaram, é pena!
Se seus repórteres e jornalistas tivessem se interessado em acompanhar a construção fantasiosa dessa garantia, saberiam que ela é igualzinha a dada às mercadorias contrabandeadas do Paraguai, onde o ambulante afirma sem pejo: "La garantia soy yo!".
Considerando o grau de honestidade dos atores que ocupam os mais altos cargos da República, é muito arriscado aceitar a palavra do TSE - gerente do processo -, de que o sistema é garantido e imune a fraudes, pois o mesmo não realizou qualquer investigação para apurar e corrigir os "erros" registrados até em vídeos nas últimas eleições. E o pior, não deu qualquer satisfação à sociedade quanto a isso!
Pode ser que por algum milagre a equipe atual seja honestíssima e assegure a lisura do processo. Porém, o sistema tem de ser assegurado para qualquer outra equipe que assuma o sistema eleitoral. Se houvesse confiança em todos os participantes da equipe não seria necessário fiscalização, pois não?*
E aqui vale lembrar a frase de Obama sobre o Acordo Nuclear com o Irã: Não há confiança nesse acordo. Há, porém, um conjunto de ações e vigilância que vão garantir o cumprimento do acordo.
Uma auditoria física é imprescindível para qualificar a lisura de qualquer sistema informatizado. E o único - eu disse, o único - modo de impedir fraude nos programas das urnas é o voto impresso.
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* No bate-boca entre os ministros do STF Gilmar Mendes e Lewandowski, na sessão de 02.12.15, ficou sem resposta a ilação ou acusação proferida por Gilmar Mendes a Lewandowski: 
Gilmar - Porque não sou de São Bernardo, e não faço fraude eleitoral. 
A resposta de Lewandowski não foi a que se esperava ante tão grave "ilação" sobre fraude eleitoral: 
Lewandowski - Eu não sou de Mato Grosso, me desculpe. Vossa excelência está fazendo ilações incompatíveis com a seriedade do Supremo Tribunal Federal. 
Logo depois do confronto verbal a sessão foi encerrada. A repercussão na mídia foi cautelosa. Veja o bate-boca no texto de Márcio Falcão, publicado no site da Folha de São Paulo, a seguir: 
< http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/12/1714130-lewandowski-e-gilmar-batem-boca-durante-sessao-do-supremo.shtml >