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sábado, 2 de janeiro de 2016

Minha Pátria, minha Língua



Hoje, dia 1º de janeiro de 2016, passa a ser obrigatório as regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.¹ 
Em uso desde 2009, o acordo representa 0,8% de mudanças nos vocábulos tais como: o fim do trema, novas regras para o uso do hífen, de acentos diferenciais e a inclusão das letras k, y e w no alfabeto. Adiada por três anos pelo governo brasileiro sua entrada em vigor suscita alguma reflexão. 
Conhecida como a última flor do lácio, inculta e bela,² a Língua Portuguesa é celebrada no dia 10 de junho em homenagem a Camões. Apesar de ser considerada um língua complexa, a definição e o uso preciso das palavras podem ser adquiridos por qualquer pessoa que se empenhe nesse objetivo, mesmo sem o ensino do latim, filosofia, nem da leitura dos clássicos literários. 
Fundamental é desenvolver uma bem sedimentada cautela crítica aos meios de comunicação, com especial atenção e discernimento no uso da Internet. Outra salutar vertente tem origem nas boas referências educacionais familiares e no compromisso do ser humano consigo mesmo, definido também como caráter pessoal ou personalidade. Mas nem sempre é assim. Ela vem sofrendo agressões exatamente por aqueles que deveriam mantê-la íntegra ao objetivo de espelhar a Realidade. 
Por capricho, prepotência e estupidez, a presidente eleita em 2010 emitiu decreto obrigando os funcionários públicos e órgãos governamentais a usarem um vocábulo esdrúxulo ao se referir à governanta: presidenta. E os subservientes senhores da Academia Brasileira de Letras (ABL), acolheram o estrupício no dicionário, estuprando mais uma vez regras básicas cultivadas a duras penas. 
Por outro lado, os ministros do Superior Tribunal Federal - STF, ao julgarem a legitimidade da união de homossexuais, apresentam seus votos apelando a contorcionismos de linguagem, para concluir que o homem é igual à mulher!

O forró de sucesso que Luiz Gonzaga cantou, composto por Durval Vieira, já chegara a essa conclusão simplista, ao matutar que diferença da mulher o homem tem?, que "se for reparar direito tem pouquinha diferença".³  
Essa igualdade, já é considerada na Constituição, em que todos são iguais perante as leis. Na linguagem de um dos ministro, a diferença entre o homem e a mulher é apenas um plus. Danou-se! O latim usual nas citações jurídicas, cede lugar ao anglicanismo para incluir os gays no Direito de Família e na Previdência Social. 

Mas não foi isso que surpreendeu aos mais atentos e sim a afirmação de que o ser feminino e o ser masculino são iguais em gênero! Tudo isso para evitar atropelar o texto constitucional que considera que casamento é realizado entre mulher e homemPelo menos isso ainda não foi mudado! 

Para os ministros do STF esse texto constitucional deve ser considerado também apenas um plus.
Mesmo assim, redatores, apresentadores, comunicadores e homossexuais usam o termo "casamento" para se referir a união entre parceiros de mesmo sexo.
A partir daí foram surgindo outras aberrações com o uso inadequado de termos de entendimento preciso, cristalizados a milhares de anos. Exemplo, o uso da expressão: "casal" gay. Casal significa um par que se complementa na geração e manutenção da espécie, em que um é macho e o outro é fêmea. Gays formam pares ou parceiros. Casais nunca.

Por considerar que o termo homossexual é contaminado de preconceito, o grupo gay criou o vocábulo homoafetivo, que significa literalmente afetos iguais, o que torna o vocábulo indefinido, impreciso. Irmãos tem afetos iguais de fraternidade, os amigos de amizade, etc. 

O neologismo não suporta o significado que se pretende dar a uma união afetiva sexual entre pessoas do mesmo sexo. O vocábulo é abrangente a todas as pessoas que têm relações de afeto, incluindo conterrâneos, amigos, colegas, parentes... Essa amplitude é perniciosa na definição das leis, mas cai como luva para os litigantes que gostam de levar vantagem em tudo.




Utilizar vocábulos que melhor defina a realidade poderá evitar dificuldades e interpretações canhestras em futuro próximo, mesmo no País dos Bacharéis, onde são admirados por cometerem laboriosas sentenças em prosas e versos... Prova disso está em que, a intenção dos constituintes de 1988 ao definirem que casamento é a união entre homem e mulher, parece que não ficou muito claro para os supremos ministros.
No artigo O direito de conversão da união estável em casamento nas relações homoafetivas, os doutores Lenio Luiz Streck e Rogério Montai de Lima aventam a possibilidade do STF ter "errado" mas concluem que, mesmo assim, sua decisão deve ser cumprida pelos profissionais do direito, sob ameaça de possíveis punições, e aceita democraticamente pela população! O contrato social tem desses senões: as decisões não são bem recebidas quando autoridade determinante descumpre ou tenta driblar preceitos e conceitos básicos às instituições geradas de forma minimamente democrática, como parece ser o caso da República Federativa do Brasil.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada por todas as nações reconhecida pela recém criada ONU, continua às nossas vistas para demonstrar que precisamos de algo mais além de boas intenções e textos precisos. O cipoal de leis é parte dos fatores que nublam a Justiça, tornando-a manipulável pelos que detêm prestígio junto aos poderes. 

Todo comportamento é legalizado para os que detêm poder. E as penalidades são ameaças para enquadrar os que não pertencem às quadrilhas institucionais legalmente constituídas. 
A esses é concedido desfrutar das brechas existentes nas leis e, em casos não previstos, lhe são permitido a abertura de novas brechas, quando for do interesse dos amigos da hora... Mesmo que para isso tenha que reinventar a realidade com neologismos ilusórios e raciocínios rasos. 
Para se tornarem realidade efetivamente democrática as leis precisam usar linguagem significante inteligível, necessária ao entendimento lúcido, elaboradas por pessoas que conhecem e procuram agir dentro da ética comum recorrente nos discursos mas esquecida nos becos dos interesses particulares.
Mesmo desfrutando do apoio dos atuais ministros do STF é sempre melhor firmar nos texto de especificidade legislativa, como é o caso da união estável de parceiros de mesmo sexo, palavras que tenham significância reconhecida pela maioria dos dicionários, inclusive pelos doutores que conhecem os caminhos e meandros das origens e significados dos vocábulos da nossa língua portuguesa. 
Outro neologismo, homofobo, significa literalmente medo, repulsa ou aversão irracional a iguais... Quaisquer que sejam esses iguais! Para mostrar trabalho os grupos nos poderes propõem leis específicas para penalizar aos que não comungam com a relação homossexual.
Já existem leis suficientes para punir aos que desrespeitam o próximo. Entretanto, não devemos cercear o direito do cidadão criticar ou admoestar motoristas, motoqueiros, pernósticos, intrometidos, desonestos, falastrões,  irresponsáveis, desagradáveis, deseducados, desafinados, inconvenientes, chatos, barulhentos, repetitivos, ingratos, soberbos, presunçosos, mentirosos, falsos, invejosos, maliciosos, perversos, chorões, indisciplinados, desrespeitosos, racistas, ditadores, violentos... 
Tudo isso são preconceitos praticados por muitos de nós que temos critérios e valores dos mais diversos, agora sob os disfarces do politicamente correto. 
Parece-me que os estatutos, constituições e normas legais falham em apresentar os direitos mais comezinhos, mas omitem informar quem tem os deveres de assegurar esses direitos! Assim como, relacionar os deveres a cumprir por quem quer usufruir desses direitos. 
A Declaração Universal dos Direitos do Homem, as Constituições,  o Estatuto da Criança e do Adolescentes, do Idoso, do Nascituro são simplesmente esquecidos e descartados, quando a realidade se apresenta. 
Museu da Língua Portuguesa
Os direitos humanos são seletivos àqueles que provocam comoções na população e são explorados pela mídia: um condenado deve ter todos os direitos respeitados, enquanto as vítimas - que muitas vezes já os perdeu todos - são esquecidas pela Justiça. 
É como se a prisão e julgamento, com a condenação ou libertação do criminoso,  fossem o suficiente e o necessário para compensar todos os direitos da vítima, seus dependentes e familiares. Nenhum direito!
Sabendo que os poderes legislativos têm maioria eleita pelos que detêm o poder político-econômico que sustentam os meios de comunicação de massa, o cidadão se volta à Internet e redes sociais minimamente livres, democráticas e eventualmente éticas e verdadeiras.
É pacífico o direito incontestáveis dos gays se unirem em contrato civil como o fazem há tempos os não-gays. Aguardo, entretanto, os próximos capítulos, na esperança de que se restabeleça a sensatez linguística na redação das leis, assim como a aplicação mais ampla da eficácia admirável intrínseca existente na Lei da Paternidade Reconhecida: se o provável pai se recusar de fazer o exame de DNA, será considerado o pai para todos os efeitos legais... Para o teste do bafômetro, por exemplo! Bom, pelo menos para a maioria da população que não são Vossa Excelência, autoridade, endinheirado ou famoso, visto que todos esses estão submetidos a um fórum muito especial que navega acima das leis ordinárias promulgadas para simples mortais como nós outros.
A invenção do termo homoafetivo revela mais uma tentativa de fugir do - considerado por razões culturais - estigmatizante vocábulo homossexual. Seu significado exato, entretanto, fez diferença para todos nós da turminha do futebol, quando minha mãe, ouvindo de passagem um do grupo contando vantagens por ter enganado alguns garotos com promessas de troca na relação homossexual,  esclareceu: "não é só o passivo (eromenos) que é homossexual, o ativo (erasta) também é... Ambos praticam o homossexualismo!"
Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz - SP
Esse apreço pela comunicação da verdade para os povos ocidentais tem marco importante na Grécia Antiga de Péricles (500-429 a.C) em seu ideal de democracia que harmonizava os interesses do Estado com os de seus cidadãos. Destaque à cidade-estado Atenas, com o exercício de aprimoramento nas praças públicas (ágoras) da dialética sem censura. Dois principais ramos ou caráter da dialética tornaram-se mais conhecidos e permanecem até nossos dias sob técnicas, amplitude, simultaneidade e efeitos especiais que os recurso didático-eletrônicos permitem: uma que busca alcançar, com uma consistente construção oral-literária, a melhor relação entre a realidade e o proclamado ou escrito; outra que enfoca o convencimento, independente da realidade constatada pela interação dos sentidos com o universo do conhecimento minimamente aceitável. 
As consequências do uso de vocábulos indefinidos ou de amplo entendimento, ainda não se apresentaram na prática, mas são previsíveis. Exemplo: direito de união do cidadão bissexual a três cônjuges; união estável sem ocorrer relação sexual entre os consortes, parceiros, parentes ou amigos... E outras demandas que sugerem um pool entre o Judiciário e o Legislativo para a redação das leis, que venha evitar a perda total de confiança nas instituições democráticas. A relação linguagem versus realidade cristalizam-se principalmente nas citações em latim e em línguas aprimoradas, como a germânica: o alemão. Ambas dispõem das assertivas declinações - inexistentes na maioria das línguas usadas hoje em dia, as quais evitam interpretações diversas e dubiedade no entendimento. 

A linguagem escrita é a ferramenta fundamental da comunicação, do direito e da legislação. Mas, como qualquer ferramenta criada pelo ser humano, seu uso aprimorado depende de quem a utiliza. A maioria dos acima de sessenta anos ainda lembra da surpresa de Guliver ao tentar saber porque os diminutos liliputianos guerreavam há décadas! Há tanto tempo, que ninguém mais lembrava mais o motivo do conflito entre eles. Recorreram aos anciãos e um deles ainda lembrou a origem do conflito: é que habitantes de algumas ilhas abriam o ovo quente pelo lado contrário ao definido em comum acordo por seus honrados e respeitados antepassados, conforme registrado no Livro da Lei, que todo liliputiano conhecia de cor e era instado desde ainda infantes, a praticar fielmente seus ditames. Entretanto, habitantes de algumas ilhas abriam o ovo quente pela parte pontuda e os de outras ilhas quebravam pela parte rombuda. Intrigado, Guliver pede o Livro da Lei para ver o que fora definido democraticamente sobre a questão e lê: "os ovos quentes devem ser abertos pelo lado certo"... 

Não é novidade relatores tentarem melhorar textos já acordados e aprovados. É conhecida a declaração do constituinte-relator de ter alterado a redação já aprovada no texto da CRFB de 1988, incluindo redação de dois artigos não discutidos nas Comissões! Lembram seu nome? Alguém aí falou Nelson Jobim!

A curiosidade e o aprendizado da sensualidade é parte do desenvolvimento da criança, e pode ser frustrada por diversas interferências, como as cometidas pelos pedófilos. Notícias de bons resultados nas investigações e prisões de pedófilos que utilizam a Internet para divulgar seus crimes,  podem evitar que muitas vidas sejam descontinuadas na época feliz e despreocupada das descobertas da infância. Esse crime – pedofilia - que deixa indignada a maioria de nós, mas não a ponto de impedir que, democraticamente, deputados suecos apresentassem projeto de lei para reduzir de 16 para 12 anos a idade de consciência sexual. Pela proposta, após essa idade a relação sexual seria considerada consentida e não haveria crime de pedofilia! É a democracia legalizando comportamentos considerados inaceitáveis pela maioria dos cidadãos... 
Vale lembrar que na democrática Grécia Antiga o homossexualismo e a pedofilia eram práticas comuns. Não será surpresa se breve ouvirmos gente proclamando a demanda dos pedófilos com a conhecida falácia, muito utilizada no convencimento dos menos atentos: "Será que o pedófilo não tem o direito de ser feliz?". 
Interior do Museu da Língua Portuguesa

A  força de convencimento desta frase foi testado em um episódio do programa Você Decide, onde um casal de irmãos, separados na primeira infância,  se reencontram já adolescentes e iniciam uma relação de intensa afeição. A questão posta no ar era: depois de saberem que são irmãos, eles devem ou não consumar a relação amorosa sexualmente? Ao final de cada intervalo o narrador incentivava o público a votar, fazendo questionamentos do tipo: Será que eles vão renunciar a esse amor e se submeterem aos preconceitos sociais?  Durante os dois primeiros blocos a opção não ganhava com larga margem. No intervalo entre o segundo e o terceiro bloco o locutor fez outras provocações e concluiu: Será que esses jovens não têm o direito de serem felizes por causa de antigos costumes e crenças? A partir daí se iniciou a virada no escore e, no bloco final, os dois irmãos cometem romanticamente o incesto que a maioria democrática dos telespectadores escolheu... 
As instituições desportivas se aplicam há décadas em definir o sexo dos atletas através da genética, identificando cromossomos e quantificando hormônios para manter justiça nas competições. Não basta a definição constante na Certidão de Nascimento ou nos registros de identidade. É preciso comprovar cientificamente o gênero do atleta. Isso permite que até atletas hermafroditas possam competir na categoria masculina ou na feminina, definida geneticamente em testes laboratoriais. Parece que os atuais projetos e leis não atentaram para essa definição.
Incêndio no Museu da Língua Portuguesa, dez.15
E assim vamos, criando leis dispensáveis para punir os acusados de preconceito de homofobia, pelo simples fato de não considerar que nossa profícua legislação já pune o desrespeito a qualquer pessoa, mesmo quando ocorrido sob as mais diversas formas e disfarces: ameaças, calúnias, humilhações, agressões, difamação e prejuízos diversos. 
A sentença unânime do STF dispondo sobre a união entre pessoas do mesmo sexo tem características de indisfarçável demonstração de poder, de quanto e como o Supremo pode interferir no Legislativo, com normas estabelecidas em "democrática" corrupção dos bandidos: com ou sem togas.

Exemplo recente confirma essa perspectiva. Convivemos numa Babel de desfaçatez que agride qualquer ser pensante com um mínimo de integridade. Nela são criadas novas "línguas" dentro da língua, de modo a confundir aos menos atentos. 
Não foi a falta de conhecimento que impediu a interpretação legítima do texto constitucional pelo ministro Marco Aurélio de Mello ou a supressão de parte fundamental do texto do Regulamento da Câmara pelo ministro Luiz Roberto Barroso. 
Essas atitudes não podem ser imputadas às inúmeras dificuldades da Língua Portuguesa. São falta de caráter e cinismo explícitos que repudiamos, alertamos e denunciamos por todos os meios.

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NOTAS:

1. Fonte:
< https://br.noticias.yahoo.com/novo-acordo-ortogr%C3%A1fico-%C3%A9-obrigat%C3%B3rio-a-partir-174301282.html >

2. Língua portuguesa
                                              Olavo Bilac

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Olavo Bilac, além de poeta parnasiano, cronista, contista, conferencista e autor de livros didáticos, deixou também na imprensa do tempo do Império e dos primeiros anos da República vasta colaboração humorística e satírica, assinada com os mais variados pseudônimos, entre os quais os de Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., assinando, em outras vezes, o seu próprio nome. Nascido no Rio de Janeiro a 16 de dezembro de 1865, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em que ocupou a cadeira nº. 15, que tem Gonçalves Dias por patrono. No seu principal livro, "Poesias", incluiu Bilac alguns sonetos satíricos , sob o título de "Os Monstros". Escreveu livros em colaboração com Coelho Neto, Manuel Bonfim e Guimarães Passos, sendo que, com este último, o volume intitulado "Pimentões", de versos humorísticos.



Os versos acima foram extraídos do livro "Poesias", Livraria Francisco Alves - Rio de Janeiro, 1964, pág. 262. Fonte: < http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp >

3. Tem Pouca Diferença
                  
                   Composição de Durval Vieira

Que diferença da mulher o homem tem?
Espera aí que eu vou dizer, meu bem
É que o homem tem cabelo no peito
Tem o queixo cabeludo
E a mulher não tem


No paraíso um dia de manhã
Adão comeu maçã, Eva também comeu
Então ficou Adão sem nada, Eva sem nada
Se Adão deu mancada, Eva também deu


Mulher tem duas pernas, tem dois braços, duas coxas
Um nariz e uma boca e tem muita inteligência

O bicho homem também tem do mesmo jeito
Se for reparar direito tem pouquinha diferença.


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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PT organização criminosa



O que permite que o PT, partido considerado por vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot como uma "organização criminosa", seja preservado de qualquer processo judicial ou eleitoral?

Participantes da organização criminosa
E assim, como se nada tivesse acontecido sob a gestão de seus presidentes de fato e de honra, seus diversos tesoureiros e coordenadores de campanha, a organização criminosa petista continua agindo criminosamente cada vez mais organizada, sem sofrer qualquer processo por parte do Judiciário, como ocorreu com as empreiteiras na Operação Lava Jato.

A ministra Cármen Lúcia disse em seu voto pela prisão de Delcídio do Amaral, líder do governo do PT no Senado, que primeiro se acreditou que a esperança venceu o medo; no mensalão, se viu que o cinismo venceu o medo e agora que o escárnio venceu o cinismo. 
Concluiu dizendo que "Criminosos não passarão sobre o Supremo", em referência às palavras de Delcídio de influenciar ministros do STF, gravadas pelo filho de Nestor Cerveró. 

Ministro Luiz Roberto Barroso
Após os votos da última sessão no STF é permitido dizer que o cinismo de alguns ministros venceu a Justiça, tais como: a interpretação do ministro Marco Aurélio Mello dos ritos do impeachment existentes na Constituição, quanto a função do Senado; a desfaçatez do ministro Barroso ao deixar de ler a parte final do artigo do Regimento Interno da Câmara - "e as demais votações." - em que se baseara para anular a votação secreta feita na Câmara; a defesa do presidente Lewandowski ao governo Dilma, em seu voto de Minerva, independente de qualquer base constitucional. E as falácias das maria-vai-com-as-outras.

Nesses dias, em que a população descansa em suas agruras, o governo usa de todos os recursos da máquina pública para convencer os deputados necessários para reverter a votação anterior, que aprovou a abertura do processo de impeachment contra Dilma. Há muitos querendo ser convencido$.
Todos os parlamentares, funcionários públicos e cidadão que se posicionam contrário à corrupção estão sob ameaça. 
Nomeações, transferências, concessões, arranjos e muitas prome$$a$ fazem parte desse pacote de persuasão.

Com a chave do cofre do Tesouro Nacional na mão e a maioria do STF e do TSE no bolso o governo petista está desimpedido para o golpe anunciado há tempos.

Pedidos de Habeas Corpus ao STF poderão ser liberados com facilidade.

Os cidadãos de bem precisam estar atentos a esses movimentos nos próximos dias. 

Todo o cuidado é pouco contra criminosos treinados, ao se verem acuados pela possibilidade de perder o poder e serem condenados a devolver toda a grana surrupiada.   

O momento é grave. Temo pela vida do juiz Sérgio Moro e de Eduardo Cunha!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Bate-boca revelador

No bate-boca entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e Lewandowski*, na sessão de 02.12.15, ficou sem resposta a ilação ou acusação proferida por Gilmar Mendes a Lewandowski:
Ministro Gilmar Mendes

Ministro Lewandowski, presidente do STF e do CNJ


Gilmar - Porque não sou de São Bernardo (do Campo-SP), e não faço fraude eleitoral.

A resposta de Lewandowski não foi a que se esperava, ante tão grave "ilação" sobre fraude eleitoral, a ele dirigida:

Lewandowski - Eu não sou de Mato Grosso, me desculpe. Vossa excelência está fazendo ilações incompatíveis com a seriedade do Supremo Tribunal Federal.

Tergiversou, e sem mais delongas deixou no ar o suspense sobre onde Gilmar Mendes quis chegar.

Minutos após o confronto verbal, a discussão em pauta foi adiada e a sessão encerrada. 

A mídia até agora foi cautelosa, mas se faz necessário obter esclarecimentos. No CNJ? No Ministério Público? No Congresso Nacional? Como e onde poderão ser questionados os dois ministros para darem explicações sobre a ilação lançada?
Nessas ocasiões, o jornalismo investigativo faz toda a diferença.

Os próprios ministro, Lewandowski e Gilmar Mendes, podem tomar a iniciativa e tentar esclarecer à sociedade o que está envolvido na frase "não sou de São Bernardo, e não faço fraude eleitoral", atirada durante o bate-boca revelador. A acusação, suspeição ou ilação, como considerou Lewandowski, é muito grave!

No post intitulado "La garantia soy yo!" que pode ser lido em <http://cidadanialerta.blogspot.com.br/2015/11/la-garantia-soy-yo.html> falo da necessidade urgente de se implantar o voto impresso nas eleições de 2018. Isso, permitirá auditar o sistema informatizado, com a recontagem dos votos de determinada urna sob suspeita de fraude ou de erro, assim como uma qualificação efetiva dos programas da urna eletrônica, que vai garantir a manutenção dos votos dos eleitores.

Sai a prepotência do "La garantia, soy yo!" e entra o voto impresso!

Atualmente, as urnas eletrônicas são carregadas com programa tipo caixa-preta, onde os programadores e gerentes detentores das senhas secretas podem adequá-los a seus interesses. E os acontecimentos vêm demonstrando que os gerentes dos altos escalões dos órgãos governamentais, quando não já estão contaminados, ficam muito expostos ao terrível víru$ da corrupção.
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* Veja a íntegra do bate-boca no texto de Márcio Falcão, publicado no site da Folha de São Paulo: <http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/12/1714130-lewandowski-e-gilmar-batem-boca-durante-sessao-do-supremo.shtml>

      Resumo publicado no jornal A TARDE de 05.12.15


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Máscara da hipocrisia

Houve época em que a "roda da vida" permitia que os recém nascidos rejeitados por algum motivo sobrevivessem. Nos conventos havia um dispositivo que permitia as pessoas deixarem os bebês de forma anônima, com o rosto coberto com véus e xales e avisassem as religiosas puxando um cordinha atada em um sino. A irmã rodava o dispositivo e acolhia o bebê. Ainda hoje, esse dispositivo está preservado no Convento Santa Clara do Desterro, no bairro de Nazaré, Salvador-BA.¹ 


Hoje, a principal proposta do grupo ideológico petista é a liberação do aborto a qualquer tempo, sob o disfarce hipócrita de defender o direito da mulher em dispor do seu corpo a seu bel prazer. Pedem a descriminalização do aborto, em qualquer situação e por qualquer motivo - além dos constantes em lei: estupro e/ou risco de vida da mãe. 
Outro argumento de apelo social de classe é de que esse crime covarde, selvagem e predatório já é prática comum às mulheres ricas, que podem pagar clínicas bem aparelhadas. Sendo assim, que esse "direito" seja também estendido às mulheres pobres, através dos serviços públicos de Saúde! 
Deixou de dizer que a implantação dessa lógica impiedosa exterminará muito mais mulheres a nascer do que a estatística citada no artigo - de que morre uma mulher a cada dois dias, por complicações no aborto - pois cerca de 50% dos nascituros passíveis de sofrer aborto são do sexo feminino.


A articulista, Tânia Miranda, tenta impingir aos menos atentos que a questão de "quando começa a vida?" é uma discussão sem fim que leva a nada. Felizmente, a ciência genética já tem certeza de que a célula pertencente à mãe - óvulo - e a do pai - gameta ou espermatozoide -  já têm vida, antes mesmo de ocorrer a fecundação, isto é, antes do gameta penetrar o óvulo. A partir desse evento, é formada uma nova célula - viva - que possui a combinação dos cromossomos da mãe e do pai. Essa nova célula, é o embrião de um ser humano que possui DNA, cujo código único define e identifica uma pessoa. 
Desconsiderar esses novos conhecimentos científicos e insistir no discurso de que a defesa da vida do nascituro se deve a crença religiosa e a pessoas conservadoras revela estupidez e má-fé. 


Outro argumento aparentemente piedoso é referente as pessoas que, por motivos diversos, não têm condições de criar o filho. Em um país que tem longa fila para adoção, esse grupo petista nada propõe para que seja implementada assistência às mães que se estão nessa situação, visando a adoção do bebê logo ao nascer. Em vez disso, investem esforços numa "solução final" criminosa da ideologia petista-nazi-fascista. 

A terminologia didática identifica as diversas fases e aparências do ser humano. Considerar cada vocábulo como coisas diversas do ser humano, é outra forma de se enganar e tentar enganar os demais. Zigoto, mórula, blástula, embrião, feto, nascituro, recém-nascido, bebê, criança, adolescente, adulto, idoso e cadáver são apenas vocábulos diversos para identificar as diversas fases do ser humano desde a sua geração até a morte, por deterioração do processo químico-biológico chamado de vida ou elã vital. As descobertas genéticas desmascaram o discurso pseudocientífico atirado contra todos que se opõem ao aborto e a sua descriminalização. 
Aliás, é recorrente da ideologia petista, descriminalizar seus crimes contumazes, a exemplo da aprovação pelo Congresso Nacional da revisão da meta orçamentária deste ano de 2015 - semelhante ao que ocorreu no ano passado - para impedir que a governanta Dilma fosse condenada por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, nesses dois anos. 


Apesar de reconhecerem a complexidade da questão, esses grupos pró-aborto nem consideram mais a implantação de programas de atendimento social e psicológico às mães e aos bebês. Nem pensar, melhor brandir argumentos panfletários falaciosos de que a mulher tem direito de fazer o que quiser com seu corpo. Têm, mesmo! Porém, o embrião não é sua propriedade, nem faz parte do seu corpo. Como vimos acima, o embrião é um outro indivíduo, outra identidade, outro DNA. E a mãe pode ser considerada a "fiel depositária" em relação ao embrião.²
  
O tempo urge! Que aprove-se logo o aborto como direito desumano da mulher na nova sociedade do descarte livre, mascarando a hipocrisia dos que acham que assim ficará tudo muito bom, tudo muito bem... 


O que não há mais, é a possibilidade de ignorar os novos conhecimentos científicos e tratar o embrião como algo sem importância. Mesmo com toda a desfaçatez, é difícil esconder ou ignorar que o aborto provoca a morte de um ser humano, de um indivíduo, de uma pessoa em desenvolvimento de suas capacidades até  o falecimento. Juridicamente pode ser enquadrado como um assassinato triplamente qualificado: 1. não é dada à vítima qualquer chance de se defender, 2. quando o crime é premeditado, 3. cometido por motivos fúteis, com o agravante se ser cometido com a cumplicidade de pessoas da convivência familiar, responsáveis por manter e preservar a integridade da vítima. De sã consciência, essa descrição se enquadra nos crimes que são considerados hediondos pelo Código Penal.

Mas não é pela condenação dos responsáveis pelo aborto que lutamos. Não. É pela conscientização dos males que são cometidos na sua realização. Não dá para fingir que é coisa pouca, que nele não se executa um ser humano. E que se dê a importância que a questão requer, sem embarcar na saída rápida e rasteira da descriminalização do aborto.

E depois, ainda ficamos surpresos com um mundo está cada vez mais violento e cruel. Com ideias desse tipo, defendidas por quem têm a missão de cuidar, só pode dar nisso!

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Notas

1. Vi arranjo semelhante numa revendedora de botijões de gás. O comprador põe o botijão vazio de um lado da parede, gira e, depois que o vendedor aprova e recebe o valor, põe um cheio e gira de novo, permitindo o comprador levar o botijão.

2. Em termos legais, o depositário tem a obrigação de guardar e conservar a coisa, como se sua fosse, não podendo transferi-la aos cuidados de outros depositários, salvo se autorizado, mas podendo contar com a ajuda de auxiliares. Qualquer dano causado ao objeto custodiado, decorrente de culpa ou dolo, resulta em responsabilidade civil.
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                       ARTIGO DE REFERÊNCIA

Artigo defendendo a ideologia petista pelo aborto a qualquer tempo e motivo



Resumo do comentário, publicado na coluna Espaço do Leitor do jornal A TARDE de 02.11.15







terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Novo calendário

Um dos fatores que atrapalham em muito a organização das nossas atividades é o calendário hoje existente, no qual os dias da semana mudam constantemente. Assim, uma das principais referências para agendar um compromisso que são os dias da semana (dom, seg, ter, qua...) se alteram e forçam as pessoas a consultar um calendário ou fazer contas para definir o dia. No novo calendário os dias da semana não mudam.

Nem sempre foi assim! Muitos povos adotavam e ainda adotam o calendário lunar para definir semana, mês e ano em vez do atual ano solar com 12 meses que podem ter 30, 31, 28 ou 29 dias.
Que bom seria se não tivéssemos essa preocupação que nos faz perder tanto tempo. E, mesmo assim, quando menos esperamos perdemos um compromisso por não ter considerado corretamente a data da semana.
Podemos dizer que seus problemas se acabaram! Mesmo? O ciclo lunar dura cerca de 29,5 dias. Propomos implantar o mês com 4 semanas de 7 dias e um ano de 13 meses de 28 dias. Todos os meses seriam assim, onde os dias da semana não mudam a cada mês:

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Os 13 meses de 28 dias completariam 364 dias (13x28). Mas todos nós sabemos que o ano "normal" possui 365 dias, e que de 4 em 4 anos temos o ano bissexto com 366 dias, exceto em anos múltiplos de 100 que não são múltiplos de 400!*
Para compensar esses dois dias, teremos um dia muito especial, chamado Dia Brilhante, "solto" no final de cada ano. E de 4 em 4 anos teríamos um outro dia especial, chamado Dia de Graça, "solto" ao final do novo mês inserido entre junho e julho denominado de mezzo.
Esses dias "soltos" não teria dia da semana nem número, pois não há risco de os esquecer. Seriam dias de festejos e comemorações.


Feliz Calendário Novo!

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* Atualmente, o mês de fevereiro tem mais um dia (29) para compensar a diferença a maior de cerca de 6 horas (na realidade 5h48m46s e uns trocadinhos de segundo) que ocorre a cada ciclo solar ou ano trópico, isto é, a cada volta completa do planeta Terra ao redor do Sol. Essas horas, que equivalem a 0,2422 do dia, vão se acumulando até completar 24 horas, quando então são compensadas com o acréscimo de um dia no mês de fevereiro. Observe que ficam faltando 51m54s para fechar 6h a cada ano. Esse tempo que falta para completar as 6 horas vai sendo somado e completarão 1 dia de 24 horas a cada período de 27 anos (na realidade 27,74566473988439 anos). É aí que entra a regra de não incluir um dia em fevereiro nos anos múltiplos de 100, que não são múltiplos de 400. 
Exemplo recente: o ano 2000 seria um ano bissexto se não fosse múltiplo de 400. Já o ano de 1900 foi bissexto, pois é múltiplo de 100 mas não é de 100 mas não é de 400. Lembrar que de vez em quando os relógios são atrasados em 1 segundo para se ajustar ao ciclo do ano solar ou ano trópico.

Se você leu até aqui, é porque gosta do assunto e tem curiosidade em saber como foram ajustadas as regras e os conceitos em relação ao que chamamos de tempo cronológico, que é diferente do tempo atmosférico ou clima e do tempo psicológico - aquela sensação que cada um tem em relação ao tempo passar lentamente ou muito rápido... Depende de que lado da porta do WC você está: do lado de dentro ou do lado de fora! 

O melhor mesmo é exercitar seus conhecimentos. Vamos a um desafio. Sabendo que o ano de 2016 será bissexto, quando teremos o próximo ano bissexto após ele? Hãããnnnm!!! No stress! O ano 2016 estará compensando as horas a mais somadas dos 4 anos anteriores (2012, 2013, 2014 e 2015). O próximo ano bissexto vai compensar as horas a mais somadas do ano 2016, 2017, 2018 e 2019, logo, após o ano 2019, isto é, em 2020 teremos um ano bissexto. É simples... Quando se sabe! 
Disso tudo, tiramos uma regrinha prática que facilita saber quando o ano é bissexto, veja só: os anos bissextos são múltiplos de 4, não são múltiplos de 100 e são múltiplos de 400. Ou, são múltiplos de 4 e de 400, mas não de 100.