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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Os crimes de Temer

O Brasil não sairá da lama da corrupção sistêmica nem do caos político, econômico, social e moral, enquanto as instituições que regulam os poderes da República continuarem a se omitir em suas missões constitucionais.

Temer e Aécio

Nós, simples mortais, assistimos atordoados aos crimes cometidos pelo presidente Temer há mais de ano - com crescimento significativo após a divulgação da gravação feita por Joesley Batista nos porões do Palácio do Jaburu em encontro furtivo, sem agenda oficial e sem registros na portaria - sem entender porque Temer ainda não foi barrado em suas investidas contra o país, contra a democracia.

Os principais crimes cometidos estão à mostra de qualquer um que assista TV, tenha acesso às notícias veiculadas na Internet, jornais, rádios, revistas e em outros meios de comunicação, sem que qualquer ação seja tomada para inibir tamanha sanha criminosa.

Para os menos atentos, listamos os principais crimes que Temer vem cometendo de forma crescente e continuada.

1. Abuso do poder econômico, na compra de votos no Congresso para barrar os dois pedidos do STF para autorizar investigações por crimes de obstrução de Justiça, formação de quadrilha e corrupção passiva.

Plenário do Senado

2. Abuso do poder político, aqueles que estão contra chantagens, ameaças e interferências nos trabalhos parlamentares que, por algum motivo, não aceitam o toma-lá-dá-cá oficial nas relações entre Executivo e Legislativo, e votam pela aceitação das denúncias.

3. Peculato, uso da máquina pública para obter vantagens pessoais com ofertas de vantagens aos que o apoiarem em suas propostas.

4. Desvio de função, atitudes tomadas por Temer contrárias aos interesses do País e de sua população.

Temer com Cunha

5. Gestão temerária, por decisões em beneficio daqueles que prometem votar a favor das medidas propostas por Temer, tais como: perdão de dívidas de empresas e das multas bilionárias existentes no Conselho Administrativo de Recursos Financeiros (Carf) e nos demais órgãos de fiscalização; na redução de impostos e taxas aos que o apoiam; emissão de MP's, normas e decretos administrativos para beneficiar cúmplices, como o decreto que atende a bancada ruralista, dificultando a punição dos que praticam trabalho escravo!

6. Corrupção, obtenção de propinas em troca de medidas que beneficiam àqueles que participam dos esquemas ilícitos.

7. Crimes de lesa-pátria, na anulação do decreto que criou a Reserva do Cobre e Associados (Reda) na região amazônica, em troca de apoio e propina das mineradoras e contrabandistas de minérios como ouro, nióbio, diamante, etc.

8. Obstrução da Justiça, por ações para manter calados os cúmplices que ameaçam delatar seus crimes cometidos ao longo de décadas.

Temer e ministros, vários investigados

9. Chefe de organização criminosa, pela formação da quadrilha do PMDB na Câmara, chefiada por Temer há mais de década junto com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Isso ficou visível quando do impasse ocorrido no PMDB e outros partidos da base, por divergências na distribuição das propinas arrecadas na Petrobras, quando então Temer assumiu a direção e acalmou os ânimos. Hoje, a constatação de que Temer é o chefe da organização criminosa fica patente, quando ele chamou para si as negociações diretas com os parlamentares, partidos políticos e empresários, em busca de apoio para se manter no poder a qualquer custo!

10. Falsidade ideológica, em suas propostas de reforma da Previdência e outras propostas que roubam os contribuintes, cidadãos de bem.

11. Injurias e acusações denegrindo, em declarações e argumentos de defesa, contra órgãos constitucionais de apuração e punição de delitos: ministro Rodrigo Janot do MPF e o juiz Sérgio Moro do Judiciário.

Quando será que os cidadãos responsáveis pela fiscalização, regulação e controle dos atos dos gestores públicos irão tomar alguma iniciativa contra esses crimes perpetrados por Temer?

O que ainda está faltando para agirem no sentido de coibir as ações criminosas cometidas pelo presidente Temer?





sábado, 19 de agosto de 2017

Impedimento de Gilmar Mendes

O MPF pediu, pela segunda vez, a suspeição de Gilmar Mendes para julgar processos contra Lélis Teixeira e Jacob Barata Filho - presos pelo juiz Marcelo Costa Bretas no Rio e soltos por habeas corpus de Gilmar duas vezes no mesmo dia, por vários motivos... Parece-me que faltou incluir o mais visível e definitivo argumento: obstrução da Justiça. 
Na primeira vez, o procurador-geral Rodrigo Janot rejeitou o pedido. E agora?!

Ministro do STF e presidente do TSE

Gilmar vem obstruindo a Justiça há anos. Seja por: liberar investigados, que soltos continuam cometendo os mesmos crimes de lavagem de dinheiro, distribuição e recebimento de propinas, intimidação a testemunhas, obstrução da Justiça; seja para mostrar que ele é quem manda, "que é o rabo que balança o cachorro"; seja por visível parcialidade em benefício do amigo Temer ou dos criminosos endinheirados ou que podem ter propinas escondidas, como nos condenados do mensalão, onde atuou mais como advogado de defesa do que juiz; seja opinando contra a Lava Jato, juiz Sérgio Moro, Marcelo Bretas, Rodrigo Janot e quem mais se atrever a investigar e julgar os membros das organizações criminosas disfarçadas de partidos políticos, as instituições democráticas e as governanças em todos os níveis. 

Plenário do Supremo Tribunal Federal - STF

O ministro Joaquim Barbosa, em discussão no plenário durante o julgamento do mensalão, afirmou na cara de Gilmar "Vossa Excelência é a vergonha do Judiciário" e ele ficou com sorrisinhos, debochando do então ministro Barbosa!

Mesmo sendo informado de que o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a  278 anos de prisão, tinha tentado renovar seu passaporte na Polícia Federal, Gilmar Mendes concedeu HC para que "respondesse em liberdade" os demais recursos processuais! 

Libertado da prisão, fugiu para o Líbano - tinha dupla cidadania - e só foi recapturado três anos depois no Paraguai, após empenho pessoal das 36 vítimas estupradas 47 vezes pelo médico-monstro!!! 
Muitas outras vítimas preferiram ficar sob o sigilo do processo.

Gilmar precisa ser impedido de continuar no STF e no TSE, pelos próprios ministros do Supremo. 

Quando será que eles vão perceber que Gilmar Mendes é a vergonha do Judiciário do qual fazem parte?


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Guerra declarada


Presidente Michel Temer
O presidente da República, Michel Temer, acertou jantar com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, na noite do dia 27 passado. O encontro não constou na agenda dos dois. 

Repórteres do canal Globo News, descobriram, divulgaram e cobraram explicações do Planalto. 
A assessoria de imprensa do Planalto informou que o jantar foi pedido por Temer para discutir a Reforma Política. 
Os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha souberam do jantar que quiseram participar. 

O encontro ocorreu um dia após a Procuradoria Geral da República (PGR) entregar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a acusação contra Temer por crime de corrupção passiva. E no dia da divulgação da lista tríplice com os mais votados para substituir Rodrigo Janot na condução da PGR), a partir de 17 de setembro próximo. 

Temer queria discutir Reforma Política em um jantar a sós, conforme acertado inicialmente. Os ministros vieram a reboque, depois.

Temer e Gilmar podem se encontrar quando e onde quiserem. 
Mas por que fazer isso em encontro solitário, às escondidas, sem agenda e sem divulgação? 

Parece-me que Temer vem obtendo assessoria especializada do amigo Gilmar, que é um dos ministros que vai julgar o presidente, no caso de a Câmara Federal aceitar o pedido do STF para processá-lo. 

Ministro Gilmar Mendes
Depois que Gilmar Mendes inventou que as provas contra a chapa Dilma-Temer não podem ser utilizadas quando o presidente é Temer, podemos esperar qualquer coisa desse ministro “que envergonha o Judiciário”, como disse Joaquim Barbosa em sessão do STF. 

Seu empenho para libertar bandidos de colarinho branco é visível em suas sentenças e em suas declarações de guerra, contra todos que vêm combatendo a corrupção sistêmica instalada nas governanças, tais como, Operação Lava Jato, Sérgio Moro, Rodrigo Janot, Herman Benjamin, Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Celso de Melo, Cármen Lúcia... 

Depende dos ministros do Supremo repudiar atitudes que favoreçam as organizações criminosas e a corrupção institucionalizada, que nos trouxe à maior crise política, econômica e social ocorrida no Brasil.

Os citados acima já mostraram que estão empenhados no combate à corrupção e na construção de um novo Brasil. 
Sabemos que os do mal têm recursos, são traiçoeiros e não possuem quaisquer limites morais. 
São criminosos que se acostumaram a saquear o País e o seu povo durante décadas, com a complacência dos órgãos fiscalizadores.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Janot rebate forte

Brasil  12:15
"O mérito da Lava Jato foi haver encontrado o veio principal da corrupção política." (Rodrigo Janot - PGR)



Ao comentar o artigo Um jato de água fria¹ da representante do cidadão (ombusdsman) da Folha de São Paulo, Paula Cesarino Costa, o ministro do Supremo Gilmar Mendes acusou o MPF de vazar informações em entrevista coletiva em off e agora teve um forte rebate por parte do procurador-geral da República Rodrigo Janot, feito em discurso hoje na Escola Superior do MPU. 

Confira na íntegra o duro discurso de Janot em defesa da Lava Jato, ameaçada por Gilmar Mendes de ter seus processos anulados.

Colegas,
A Lava Jato completou neste mês de março três anos de profícuos trabalhos. Do que se revelou no curso das investigações, é possível concluir que existem basicamente duas formas de corrupção no país: a econômica e a política. Elas não se excluem e, em certa medida, tocam-se e interagem.
A primeira, sempre combatida e bem conhecida do Ministério Público, tem fundamentalmente uma finalidade financeira: o corrupto busca o enriquecimento com a venda de facilidades. Normalmente, esse tipo de corrupção encontra-se em profusão nas camadas inferiores da estrutura burocrática do Estado.
A segunda, até então mais intuída do que propriamente conhecida, é ambiciosa e mais lesiva. O proveito econômico não está na sua alçada principal, mas antes o poder. Enriquecer pela corrupção política é mais uma consequência do que propriamente um objetivo. Busca-se o poder, porque o dinheiro e suas facilidades chegam de arrasto. O mérito da Lava Jato foi haver encontrado o veio principal da corrupção política. Esse tipo de corrupção, como disse, é de altíssima lesividade social porque frauda a democracia representativa, movimenta bilhões de reais na clandestinidade e debilita o senso de solidariedade e de coesão, essenciais a uma sociedade saudável.
Escolhas para altos postos na estrutura do Estado, nas suas autarquias e empresas passam a não considerar a competência técnica do candidato, mas sua disposição para trabalhar na engrenagem arrecadadora de recursos espúrios destinados à máquina partidária que o apadrinhou. Desde o mensalão, essa realidade já começava a revelar seus contornos com mais nitidez. No entanto, foi nesses últimos três anos que a dura e inocultável verdade se mostrou por completo: nosso sistema político-partidário foi conspurcado e precisa urgentemente de reformas.
É necessário abrir espaço para a renovação o quanto antes, pois a política não pode continuar a ser uma custosa atividade de risco propícia para aventureiros sem escrúpulos. Certamente, essa crise política há de encontrar o devido equacionamento no âmbito do próprio sistema democrático. Serão as forças políticas da sociedade, dentro da institucionalidade, que, após debate e reflexão, devem apontar caminhos para que levem à quebra do círculo vicioso em que o país se encontra.
A nós do Ministério Público cabe um papel modesto nesse processo, mas de grande relevância social. Devemos dar combate, sem tréguas, ao crime, à corrupção e às tentativas de fraudar-se a lisura do processo eleitoral. É nesse contexto que o papel dos senhores, Procuradores Regionais Eleitorais, avulta em importância institucional. Muitos dos desvios do poder político podem e devem ser prevenidos e reprimidos, quando for o caso, já no processo eleitoral.
Precisamos intensificar, assim, a fiscalização do financiamento das campanhas, combater firmemente o caixa 2 e promover obstinadamente a responsabilização de quem não respeita o fair play do jogo democrático e abusa do poder econômico e político para vencer ilegitimamente eleições. O filtro do processo eleitoral, do qual o Ministério Público é importante componente, é fundamental para melhorar a qualidade de nossa política. Não é fácil a nossa missão, bem o sei. Para mim, já se vão 32 anos de árdua labuta nesta Casa.Tenho afirmado reiteradamente que o Ministério Público não engana a ninguém e não costuma vender ilusões ou fantasias. Quem busca atalhos e facilidades, de fato, não terá aqui o melhor lugar para encontrá-los.
Digo isso porque, mesmo quando exercemos nossas funções dentro da mais absoluta legalidade,estamos sujeitos a severas e, muitas vezes, injustas críticas de quem teve interesses contrariados por nossas ações. A maledicência e a má-fé são verdugos constantes e insolentes. Não quero deter-me no fato específico, mas não posso deixar de repudiar com toda veemência a aleivosia que tem sido disseminada para o público nos últimos dias: é uma mentira, que beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na Procuradoria-Geral da República, coletiva de imprensa para “vazar” nomes da Odebrecht.
Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios, mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e desvirtuar instrumentos legítimos de comunicação institucional. Refutei pessoalmente o fato para os próprios representantes do veículo de comunicação que publicou a matéria inverídica. Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder político. E repudiamos a relação promíscua com a imprensa.
Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar a todos à sua decrepitude moral, e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se não raras vezes da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado.
Infelizmente, precisamos reconhecer que sempre houve, na história da humanidade, homens dispostos a sacrificar seus compromissos éticos no altar da vaidade desmedida e da ambição sem freios. Esses não hesitam em violar o dever de imparcialidade ou em macular o decoro do cargo que exercem; na sofreguidão por reconhecimento e afago dos poderosos de plantão, perdem o referencial de decência e de retidão. Não se impressionem com a importância que parecem transitoriamente ostentar.
No fundo, são apenas difamadores e para eles, ouvidos moucos é o que cabe e, no limite, a lei. Não somos um deles, e isso já nos basta.Para encerrar, compartilho com os senhores a advertência do mestre Montesquieu que sempre tive presente comigo: o homem público deve buscar sempre a aprovação, mas nunca o aplauso. E, se o busca, espera-se, ao menos, que seja pelo cumprimento do seu dever para com as leis; jamais por servilismo ou compadrio."






segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cúpula ameaçada

Como a força-tarefa da Operação Lava Jato pretende agir para processar tantos políticos da cúpula do Executivo e do Legislativo denunciados na delação da Odebrecht? 

Michel Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros

As informações e provas obtidas nas delações dos 77 executivos da Odebrecht envolvem cerca de 200 políticos da governança do país, incluindo o presidente Temer do Executivo, Renan Calheiros do Senado, Rodrigo Maia da Câmara, ministros de Estado, líderes partidários, parlamentares da base do governo, governadores, prefeitos... 

A quantidade de envolvidos atuando no governo Temer, na Câmara e no Senado é tão significativa que pode haver reações em grupo, com chantagens, obstruções e ameaças à governabilidade, visando emperrar e até anular as investigações. 
Esses farão de tudo para barrar as investigações, os processos e impedir o andamento dos trabalhos no Congresso. 

A estratégia da paciência e firmeza, utilizada até agora pela força-tarefa da Lava Jato, é a maior garantia de que o trabalho da Lava Jato será levado a cabo com sabedoria, competência e coragem. 

O pedido de apoio feito à sociedade pelo juiz Sérgio Moro e procuradores do MPF, faz todo sentido. 

Sem o apoio da opinião pública, instituições republicanas, sociedade organizada, redes sociais e dos  meios de comunicação, o trabalho da força-tarefa será muito mais difícil do que desde já reconhecemos ser. 

Fundamental o apoio dos ministros do STF nessa hora.

Nossas atenção e participação podem evitar manobras traiçoeiras contra a apuração das responsabilidades e punições. 

A carta do presidente Temer pedindo ao procurador geral da República, Rodrigo Janot, agilidade nas apurações dos crimes denunciados, aponta para uma evolução menos traumática da crise e para o aprimoramento do atual sistema político de governança, baseado na corrupção, chantagem, impunidade, tráfico de influência, desfaçatez, canalhice e deboche.

O compromisso sacramentado pela Odebrecht, em publicações nacional e internacional, precisa ser lido e assimilado pelos agentes públicos e privados do nosso País, com o maior empenho. 

As mudanças, nisso que aí está, são muito bem vindas!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sacadas da semana

Esta semana de 2 a 8 de maio transcorre como montanha-russa, com muito movimento, velocidade e emoção para ninguém botar defeito. Vale a pena fazer um resumo com alertas aos amigos leitores, começando com o principal:

1. Temer parece trilhar o modelo corrupto da velha política que troca apoio político no Congresso por pedaços do orçamento, poder, cargos e benesses. 

Vice-presidente Michel Temer/PMDB

Ele pode querer fazer o ajuste fiscal em 18 meses junto com o crescimento do PIB, agravando a vida dos cidadãos comuns. Precisamos estar atentos para rejeitar com justa revolta qualquer aumento de impostos ou redução de direitos do cidadão comum. O ajuste nos gastos deve ser feito com cortes dos privilégios e combate de vícios de má gerência em todas as instituições da República. Já as receitas deverão ser elevadas com o combate à corrupção e com a recuperação dos bilhões de reais surrupiados pelos corruptos, aplicados aqui e lá fora. O presidente da FIESP Paulo Skaf, deu o tom: o ajuste deve ser feito sem aumento de imposto. Mas o veto de Dilma à correção da tabela do IR continua assaltando o cidadão todos os mêses sem que os parlamentares se mexam para derrubar. Por que será?

2. A Mãe-Pátria está recebendo muitos presentes: um consistente e detalhado pedido de investigação nomeando mais de 70 suspeitos de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, obstrução da Justiça, desvio de finalidade, incluindo Lula, Dilma, Jaques Wagner, Sérgio Gabrielli, Paulo Okamoto e outros membros da organização criminosa que saqueia o Brasil há tempos. 

Ministro Teori Zavascki, voto histórico

O arrazoado do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deu entrada no STF em 16.12.2015, pedindo o afastamento do presidente da Câmara teve, nas 73 folhas do voto do ministro Teori Zavascki ampla, profunda e a melhor guarida. É peça jurídica única, sem precedentes, que vai ficar na história do STF, aprovada integralmente por seus pares (6.5.16) em sábia unanimidade, contradizendo o ditado popularizado pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, de que toda unanimidade é burra. Há tempos perscruto sinais como esse, que demonstram o interesse do juízo em coibir os males que os donos do poder causam a todos nós, surfando na impunidade gestada na serviçal conivência de "bandidos de toga" nas cortes de Justiça, como já declarou a destemida ex-ministra Eliana Calmon no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

3. Os discursos "empolgantes" dos quadrilheiros caem no vazio quando a elite petista não conta com o apoio dos dependentes, necessitados e comedores de pão com mortadela. No "lançamento" do Plano Safra, Dilma fez discurso ante o silêncio de alguns poucos participantes do agronegócio, basicamente de um único estado. 

Dilma Rousseff esvazia as gavetas

Quando há claque, o discurso é marcado pela demonstração de ignorância política, sempre que a governanta emite frases mentirosas com ares desafiador, do tipo: "Eles querem ganhar a presidência sem ter nenhum voto!" Aos menos dotados cabe dizer que Temer foi eleito com o mesmo número de votos que Dilma teve, nem mais, nem menos. Dilma fez coalizão com o PMDB para obter os votos dos eleitores daquele partido. Lula teve de fazer coalizão para poder ganhar as eleições e Dilma, sem o PMDB, dificilmente ganharia as eleições em 2010 e a reeleição em 2014. Já o discurso do "golpe" está com o prazo de validade vencida desde que o plenário do STF detalhou passo-a-passo os procedimentos do processo de impeachment na Câmara e no Senado. Mas continua a ser proferido pelos petistas que não têm mais nada a dizer nos microfones.


Enfim, Feliz Dia das Mães, Pátria muito amada: Brasil!

                    

terça-feira, 12 de abril de 2016

Desvio de finalidade

Vale-tudo para evitar o impeachment

Um novo e inominável crime de lesa-pátria está sendo cometido pela organização criminosa instalada no governo federal, agora sob o comando explícito do ex-presidente Lula: oferta de cargos e outras "facilidade$" em troca de voto contra o impeachment. 
Até a ausência nas votações é ofertada aos mais tímidos em troca de R$ 400 mil. Além disso, está havendo entrega de dinheiro vivo aos deputados gananciosos mais desconfiados. Os valores iniciais eram de R$ 1 milhão por voto contra, mas vale tudo no balcão de negócios instalado no Palácio.

PMDB apoiou a organização criminosa


O que mais nos deixa atônitos é que esse toma-lá-dá-cá é feito às escâncaras sob os olhares complacentes do próprio Congresso Nacional, Ministério Público Federal e de todos os demais órgãos responsáveis pela fiscalização dos atos do governo, assim como da população, que já se acostumou aos absurdos cometidos pelos governos corruptos, com a conivência dos fiscai$.

Lula repete à exaustão discurso de ódio

Um indício significativo de que isso pode mudar veio com a nova percepção do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em parecer favorável à anulação da nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil - em suspenso após decisão do ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Janot, que anteriormente havia dado parecer favorável à nomeação de Lula, agora se posiciona contra alegando "desvio de funcionalidade", isto é: a nomeação foi feita com o objetivo preponderante de conceder a Lula o status de ministro de estado para fugir das investigações da Lava Jato, que já estão em adiantado estado de desenvolvimento.

O juiz Moro reuniu provas contra Lula
Com a nomeação, a presidente Dilma pretendia mais uma vez atrapalhar a Justiça, interrompendo e postergando para as calendas gregas as investigações realizadas pela força-tarefa da Operação Lava Jato, coordenada pelo juiz Sérgio Moro da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba-PR.

Novo crime para barrar impeachment

O crime de lesa-pátria ora em execução no balcão de negócios montado por Dilma e cúmplices, se enquadra nesse mesmo argumento. As nomeações que aparecem no Diário Oficial da União (DOU) preenchendo e criando inúmeros cargos de governo, não Têm o objetivo de atender à população e o País em suas necessidades. São feitas unicamente para obter de partidos e de parlamentares votos contrários ao processo de impeachment.

O que antes se demonstrou muito ruim à população - mas muito bom à elite petista - agora está sendo refeito de forma muito pior.
São nomeações de pessoas interessadas apenas em saquear os recursos públicos disponíveis ao cargo.
Estimamos em R$ 45 bilhões o valor desse golpe contra a cidadania e às instituições democráticas, vilipendiadas mais uma vez pela organização criminosa petista.

A elite criminosa instalada no governo

Não podemos aceitar a justificativa banal e imoral da governanta e líderes do governo, de que isso é normal, faz parte da política, faz parte da governança!Não se trata de reestruturar o governo após a decisão do PMDB retirar o apoio político e determinar a saída de seus filiados. É o uso criminoso da estrutura do Estado brasileiro, para tentar barrar a condenação de Dilma pelos crimes de total e consciente irresponsabilidade, cometidos em seus desgovernos.
Afastar esses criminosos é fundamental à reestruturação da governança e se sair dessa grave crise econômica-política-moral.




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PT organização criminosa



O que permite que o PT, partido considerado por vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot como uma "organização criminosa", seja preservado de qualquer processo judicial ou eleitoral?

Participantes da organização criminosa
E assim, como se nada tivesse acontecido sob a gestão de seus presidentes de fato e de honra, seus diversos tesoureiros e coordenadores de campanha, a organização criminosa petista continua agindo criminosamente cada vez mais organizada, sem sofrer qualquer processo por parte do Judiciário, como ocorreu com as empreiteiras na Operação Lava Jato.

A ministra Cármen Lúcia disse em seu voto pela prisão de Delcídio do Amaral, líder do governo do PT no Senado, que primeiro se acreditou que a esperança venceu o medo; no mensalão, se viu que o cinismo venceu o medo e agora que o escárnio venceu o cinismo. 
Concluiu dizendo que "Criminosos não passarão sobre o Supremo", em referência às palavras de Delcídio de influenciar ministros do STF, gravadas pelo filho de Nestor Cerveró. 

Ministro Luiz Roberto Barroso
Após os votos da última sessão no STF é permitido dizer que o cinismo de alguns ministros venceu a Justiça, tais como: a interpretação do ministro Marco Aurélio Mello dos ritos do impeachment existentes na Constituição, quanto a função do Senado; a desfaçatez do ministro Barroso ao deixar de ler a parte final do artigo do Regimento Interno da Câmara - "e as demais votações." - em que se baseara para anular a votação secreta feita na Câmara; a defesa do presidente Lewandowski ao governo Dilma, em seu voto de Minerva, independente de qualquer base constitucional. E as falácias das maria-vai-com-as-outras.

Nesses dias, em que a população descansa em suas agruras, o governo usa de todos os recursos da máquina pública para convencer os deputados necessários para reverter a votação anterior, que aprovou a abertura do processo de impeachment contra Dilma. Há muitos querendo ser convencido$.
Todos os parlamentares, funcionários públicos e cidadão que se posicionam contrário à corrupção estão sob ameaça. 
Nomeações, transferências, concessões, arranjos e muitas prome$$a$ fazem parte desse pacote de persuasão.

Com a chave do cofre do Tesouro Nacional na mão e a maioria do STF e do TSE no bolso o governo petista está desimpedido para o golpe anunciado há tempos.

Pedidos de Habeas Corpus ao STF poderão ser liberados com facilidade.

Os cidadãos de bem precisam estar atentos a esses movimentos nos próximos dias. 

Todo o cuidado é pouco contra criminosos treinados, ao se verem acuados pela possibilidade de perder o poder e serem condenados a devolver toda a grana surrupiada.   

O momento é grave. Temo pela vida do juiz Sérgio Moro e de Eduardo Cunha!