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terça-feira, 23 de março de 2021

Mentes nada brilhantes


Os militantes esquerdopatas têm mostrado que Descarte não faz parte do seu jogo que, aliás, faz parte de coisas surreais, em que a lógica cartesiana-aristotélica foi expulsa da dialética comuninazifascista, incompreensível aos simples mortais.

Rui jogou R$ 49 milhões pelo
e após um ano os respiradores
 não chegaram. Coisas do PT.

Na fase mais grave da pandemia em Salvador o governador petista Ruim dis Costas disse que não vai abrir novos leitos de UTI pois "quanto mais leitos forem abertos mais a população vai relaxar" das medidas de contenção do coronavírus.

Semelhante ao seu parceiro de conveniência, ACM Neto, quando então prefeito da cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, reduziu a frota de ônibus, para evitar que as pessoas saíssem de casa. "Não dá para sustentar 100% da frota de ônibus nas ruas, a prefeitura não aguenta!" Resultado: ônibus e pontos lotados, com grandes aglomerações, aumento da contaminação, internação e morte. 

Depois caiu na real e liberou ônibus nos horários de pico. Mas aí, Inês é morta.

Com a permanente postura de dissimulação, os canhestros petralhas, vagueiam em palavrório sem nada dizer de concreto, dando a impressão de que o orégano pegou pesado na cuca dos aloprados chegados a looonngos discursos vazios. 

Exemplo atualizado nos dá a ex-terrorista Dilma/Estela, figura que exprime em toda amplitude o bolodório esquerdista, usado como estratégia para desconstruir qualquer base lógica conservadora e iludir seus militantes zumbis lobotizados. 

Entre as milicentas declarações incognoscíveis da governAnta está a das metas governamentais. "Nós vamos colocar uma meta. Nós vamos deixar uma meta aberta. E quando a gente atingir a meta, nós dobamos a meta", disse isso com toda "catiguria".



As duas mais recente pedradas na dialética lógica, foi desferida pelo sinistro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao responder pergunta do estoriador Marco Antonio Villas. Clique aqui para abrir o link: (42) Luís Roberto Barroso: "No Brasil o direito penal é terrivelmente seletivo." - YouTube

“Você acha que a Venezuela é conservadora?"

"Certamente, eu acho, desde o tempo de Chávez. Para mim, aquilo sempre foi uma tirania de direita, com um discurso disfarçado", declarou o "juiz" do TSE.

Ahã? Essa foi a primeira paulada, no dia 15 de fevereiro de 2021.  

Por causa disso, o sinistro Barroso foi muito ridicularizado nas redes sociais.

Dias depois, em 24.02, aproveitou entrevista no programa Manhattan Connection -  TV Cultura, para voltar ao assunto e "explicar" porque considera a ditadura de Chaves-Maduro de direita. E a emenda ficou mais Frankenstein que a fala inicial. Vejamos: 

“Eu gostaria de explicar porque acho que a Venezuela é uma tirania de direita. Nós tínhamos um coronel, latino-americano, golpista, que instituiu um sistema fundado na cooptação e na corrupção das forças armadas, que hoje é sustentado pela Rússia de Putin, que trabalhou para impedir Hilary Clinton e colocar Donald Trump no poder, sendo que a minha visão -ainda do bolivarianismo do próprio Bolívar- era de um ditador, um sujeito que tinha pretensões ditatoriais, não acreditava na democracia representativa, não acreditava em distribuição de propriedade.” “Portanto”, continua Barroso, “eu consideraria, hoje, (que) a Venezuela não é nem de direita e nem de esquerda, é só um desastre humanitário. Mas essa é a minha explicação de porque eu acho que ali é uma tirania à direita. Do espectro político, nunca entendi por que a esquerda brasileira se amarrou no mastro desse naufrágio.” finalizou o ilustre debatedor do youtuber.

Clique aqui para ver "barro" que o sinistro despachou di-cun-força no vaso:

Ora! Se ele, Barroso, diz que não é de direita nem de esquerda, como pode depois concluir que é de direita?!

Como diria o personagem do Jô Soares, entubado em coma desde a ditadura militar, que acorda após o fim da mesma: "Bota o tubo!"


Mas as sumidades esquerdopatas têm a pose de um pombo jogando xadrez: adentra no jogo derrubando as peças, caga no tabuleiro e sai com o peito todo estufado, orgulhoso pelo feito.

Meu compadre da roça diz que o mentiroso fica doido de tanto inventar mentira pra fugir da verdade e arranjar culpados de seus erros. Vive no mundo da lua, com um vago olhar de paisagem. Parecem zumbis debilóides, basta olhar as caras dos sinistro para ver esse aspecto alezado, falando idiotices como Dilma, Haddad...

É clássica a estória da madame canhota que encontra a amiga e trocam notícias: - Querida! Você está linda, não envelhece nunca. - Bondade sua amiga, como você está. - Estou bem, vamos levando a vida. E sua filha que casou, como está? Já vem netinho? - Nem te conto, separou. - Não diga! Daquele rapaz bonito, educado, o que foi que houve?- Imagina, mana, não é que de uma hora pra outra o rapaz deu pra corno! Zap... Corte rápido, facas Tramontina.

Mas o que considero a maior evidência de como opera a mente dos petralhas, foi o que testemunhei num fim de tarde, após o expediente, num campinho de futebol. Escolhidos os dois times, casados contra solteiros. Para diferenciar, os casados jogam com camisa e os solteiros sem camisa.

Tudo pronto para iniciar, chega o fulano reclamando. - Pô, nem me esperaram pra escolher o time... Olhares pra cá e pra lá. - Aqui é casados contra solteiros, você é casado? - Não, sou solteiro. -Ótimo, então você tira a camisa e joga desse lado. - Por que tirar a camisa? Olhares pra cá e pra lá. - É que os solteiros jogam sem camisa e os casados com camisa; - Eu não quero jogar sem camisa. - Tá bom, então você vai jogar no time dos casados. - Não, eu sou solteiro, quero jogar de camisa no time dos solteiros. Hã!? - Não dá, fulano, tem de diferenciar os jogadores de cada time... Só se os casados jogarem sem camisa e os solteiro com camisa. Então o fulano pergunta. - Não dá pros dois jogarem de camisa? Arrgghhhh! - NAÃAOO! Aqui joga um time de camisa e o outro sem... Mas cê num vai jogar intime nenhum, vá encher o saco do cara**o... Hum!!! - Eiras, vocês são grosseiros, não têm um diálogo civilizado com os colegas. Se irritam com uma bobagem dessas... Vou ficar assistindo... - Tudo bem, mas CALADO, viu!?

Há tempos percebi que os comunas são contra tudo o que os demais defendem. É
o modo de parecer aos menos atentos, que eles têm uma forma de governo com medidas melhores do que as do governo atual. Passaram 30 anos e nada fizeram.

A lista de votação contra é longa, passa pela rejeição à Constituição de 1988, Plano Real, Reforma Trabalhista, Marco Regulatório de Saneamento, prisão de condenados em segunda instância e muitas outras medidas estruturais que vão 
levar o Brasil um novo patamar legal perante o mundo, que permitirá sua participação na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), associação de 37 países e tudo o mais que isso representa em crescimento econômico, aprimoramento social, progresso e desenvolvimento.

Vale ressaltar que os esquemas de corrupção como o mensalão e o petrolão tiveram apoio irrestrito da esquerdalha nos governos desses facínoras ideológicos. Mas não esperavam que o povo já está reconhecendo as artimanhas dos enganadores. Até o Boulosozona já está dizendo que os governos do PT foram corruptos. A depender do público, frases desse tipo ainda vamos ouvir aos montes. 

Mas não se enganem, é tudo faz-de-conta.

Para concluir, cito a declaração do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) (foto), sobre a necessidade de aumentar o número de leitos de UTI, para atender a alta da demanda naquele estado.

"Vemos que 80% dos que ocupam leitos de tratamento intensivo, morrem. Não adianta investir mais em UTI já que ela não recupera os pacientes graves."

É o mesmos raciocínio comuno-fasci-nazista utilizado pelo tiranete baiano Ruim dis Costas, ao justificar a não abertura do novo Hospital Metropolitano, com 380 leitos disponíveis, sendo que cerca de 100 estão equipados como UTI.

Valha-nos Deus!


Se você chegou até aqui, merece assistir os melhores momentos da DilmAnta: Pérolas da Dilma - Bing video


terça-feira, 1 de dezembro de 2020

A democracia por um fio

 A população brasileira vem sendo acostumada durante três décadas a acreditar que as atuais urnas eletrônicas, sem a impressão do voto virtual, são seguras.


Eis aí a questão.
Atualmente, não há como saber!

Não é possível entender porque os ministros do Supremo Tribunal Federal consideram que as urnas eletrônicas são confiáveis, considerando as justificativas apresentadas em seus votos no julgamento que rejeitou a implantação de urnas com impressão de voto. 

A justificativa mais utilizada foi de que a impressão do voto virtual - que o eleitor visualiza, aprova, é cortado e cai em urna de lona, sem qualquer manipulação -, quebra o sigilo do voto e, em sendo assim, é inconstitucional.

As razões apresentadas nos votos dos ministros, quanto a quebra do sigilo do voto, estão na área do absurdo, ininteligível, ilógico, grotesco e do risível.

É reveladora a justificativa que a ministra Cármen Lúcia utilizou para concluir pela rejeição do voto impresso: com o voto impresso aparecendo no visor transparente vai permitir que o eleitor fotografe para mostrar ao miliciano ou cabo eleitoral de cabresto, para obter vantagens ou comprovar o cumprimento da ordem dos "patrões".

O leitor já deve estar se perguntando: como é possível que uma ministra da mais alta corte do país tenha considerado que o eleitor acessará a urna eletrônica com celular ou câmera espiã, capaz de só filmar o voto impresso, mas não é capaz de filmar o tela da urna com o candidato escolhido, voto teclado e finalizado? 

Se o eleitor quiser filmar seu voto poderá fazer isso também nas urnas atuais! Será que agora vão impedir que o eleitor veja na tela de vídeo da urna eletrônica os candidatos escolhidos, antes de apertar a tecla verde Confirmar?

Vale lembrar que não é permitido ao eleitor acessar a cabine de votação com celular ou filmadora. Se o eleitor levar escondido não cabe ao mesário fazer uma revista, mas pode observar se há uma movimentação estranha na cabine e pedir ajuda do supervisor do TRE e à polícia, caso necessário.


Quanto as formas de fraudar as urna eletrônicas, é de domínio público que os programadores do software a ser instalado na urna podem manipular a apuração do voto teclado pelo eleitor. No vídeo anexado ao final é apresentado uma forma de acionar o modo fraude ao dar partida na urna, ao ligar a urna de uma forma específica. 

A urna inicia o processo de votação quando é digitado o código com cerca de oito números. Curioso que o mesmo código é usado para todas as urna do Brasil! 

Em informática é usual pedir um determinado processamento com inserção de um código. Mas já que o código é comum a todas, bastaria ligar a urna! Ou não? Sei. 

Entretanto, um programador corrupto pode inserir nas cerca de 15 mil linhas do programa normal alguma linha com o modo fraude, do tipo: SE não é candidato XX, assumir candidato XX. Esse deve ser usado na Venezuela, onde o candidato oficial chega a ter mais de 95% de votos.

Ou como no caso do vídeo anexo ao final: SE já contou três votos assumir XX. Isto é: a cada três votos, qualquer que seja o candidato, o totalizador assume o candidato favorecido pelo programador. 

Surpreendente foi o número de voluntários para compor a mesa de recepção dos votos nessas eleições pandêmicas. Muito maior do que nos pleitos anteriores. Uma das formas mais usadas para que a urna processo no "módulo fraude" é na maneira de ligar e iniciar a urna. Um mesário corrupto pode se adiantar a todos e ligar a urna de um modo específico para processar o "módulo fraude".

Os ministros da suprema corte têm demonstrado que quer intervir na política. O poder que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detém torna-se fundamental para implementar as mudanças que acham necessárias.

Não se trata de teoria da conspiração. É a realização de um plano de dominação. Se quiser provar que não é isso, só com implantação de auditagem garantida. O voto impresso é essa garantia de recontagem nos casos de suspeita ou dúvida. 

Numa eleição passada, quando fui me dirigir à urna para iniciar os procedimentos, uma mocinha esperta já tinha ligado a urna sem a presença de outro mesário, sozinha. Na ocasião achei estranho ela ter feito isso, mas não atinei para a fraude. Se fosse hoje, desligaria a urna e religaria com o código comum a todas as urna. Fiquem atentos a isso em 2022!

Ministro Barroso faz balanço
das eleições no 2° Turno 

O ministro Barroso acredita que as urnas eletrônicas são seguras e vai além: não há chance de implantação de voto impresso no Brasil-il-il... Uáu, extrapolou!

Há pessoas que acreditam que a Terra é plana; na existência do unicórnios alados; de que o ser humano não nasce menino nem menina; no que o Lularápio diz; e os que acreditam que as urnas eletrônicas são seguras. Enfim, cada um de nós possui crendices. 

E para não ficar qualquer dúvida, devo dizer que não acredito em nenhuma das crendices acima. Muitos como eu acreditam que a melhor forma de evitar possíveis fraude nas votações com urnas eletrônicas é com a implantação do voto impresso, confirmado pelo eleitor, que cai em urna de lona, sem qualquer manuseio. 

Todas as urna já possuem impressora interna.
Nesse modelo o módulo impressor do voto é externo.

Também será  a única forma de auditar a apuração. Pois as encenações que fazem no TSE, permitindo que alguns poucos escolhidos acessem a urna durante três dias, seis horas por dia, para tentar violar o acesso, nada significam quanto a fraude preparada por pessoal "interno". 

Ah, mas todos os servidores e  programadores do TSE são íntegros, honestos, concursados, etc. etc.!!! Sim, mas não são imunes às tentações. Logo...

Se o ministro Barroso conhecesse um pouco mais de programação em informática e as vicissitudes que ocorrem na alma humana, talvez não tivesse tanta certeza. 

É até admirável a pessoa que acredita, que tem fé, que crê. Mas Barroso já foi enganado olimpicamente por duas vezes: uma, ao afirmar que o terrorista italiano Cesare Battisti era inocente, e na outra quando declarou que João de Deus tinha a capacidade espiritual de fazer aflorar o que há de melhor em nós.

Lascou-se! 

Battisti confessou os assassinatos assim que chegou na Itália. E o João do Capiroto foi desmascarado por inúmeros testemunhos de mulheres e meninas das quais abusou sexualmente, em atendimento nem um pouco caridoso. 

Enfim, Barroso não é a pessoa mais indicada para convencer o povo de que o sistema eleitoral que usa as urnas eletrônicas é seguro. Não é, mesmo.

Fico pensando em como os parlamentares do Congresso Nacional vão convencer os semideuses do Supremo da necessidade do voto impresso! 

Por que não? Com o voto impresso todas as dúvidas se dissiparão, caem por terra. Vai permitir auditar e garantir a lisura do sistema de votação por urna eletrônica. Do jeito que está é como sangrar a democracia brasileira até a morte. Não desistimos.



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domingo, 5 de junho de 2016

Mentes que mentem

Acompanhamos as atitudes, discursos e argumentos dos protagonistas dos governos no Brasil, com uma lente semelhante à do escritor-jornalista Stanislaw Ponte Preta, aqui traduzida para o politicamente correto - que ele certamente incluiria no rol das suas finas gozações - que resume o nosso atual fuzuê político-econômico-social como o ritmo brasileiro do afrodescendente com necessidades psiquiátricas especiais. No popular: samba do crioulo doido.

Michel Temer, presidente interino

As mentiras declaradas por importantes senhores e senhoras da governança, parecem ser bem mais atraentes do que as verdades que tentam esconder. Não só para os próprios emitentes, como aos milhões de pessoas desprovidas de discernimento e de capacidade intelectual.

 Lançada num relance, no fragor dos discursos rápidos mas portentosos, a mentira não resiste uma análise de perto, para perceber que a atraente aparência dispersa da boca mau-hálito, dos cabelos piolhos, do corpo cê-cê e as frieiras minam no salto-alto. É sabido que a principal deficiência nos alunos que completam o ciclo básico de estudos é quanto a incapacidade de interpretar de textos. Não estão sozinhos nisso.

Por impossibilidade de dispor espaço-tempo suficiente para conhecer as ciências que envolvem a realidade, ficamos como em um salão escuro apalpando um elefante. Certo de saber do que se trata no primeiro contato, cada um descreve sua percepção de acordo com a parte com que teve contato, afirmando: um muro, um tronco, um boi, um tigre, uma cobra, uma rocha, uma arraia...

Uma dessas mentiras que encantam é a que diz que "o brasileiro é criativo". Fácil de ser aceita, pelo irracional ufanismo tupiniquim, essa afirmação pode esconder a falta de planejamento, de providências e muitas vezes muita preguiça, que leva as pessoas se desincumbirem de suas tarefas, em cima da hora, com a tal da "criatividade esperta", isto é, de qualquer jeito! 
Isso, quando a tarefa é cobrada por superiores, judicialmente ou pelos meios de comunicação. Quando não há cobranças, os males que esse descaso irresponsável causa, se revelam na falta de: fiscalização, vacinas, escolas, creches, leitos, UTIs e nas inúmeras obras inacabadas como as do bilionário Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
Ministro Luís Roberto Barroso do STF
A questão também é grave quando pessoas em posição de governo adotam disfarces conscientes para omitir a verdade. Empenham-se tanto nesse exercício que parecem acreditar na fraude que emitem. É quando a maldição de Babel se instala de vez e a mente deixa de entender a comunicação reflexiva feita consigo mesma.

Só isso pode explicar a omissão das últimas palavras (... e demais votações.) do Regimento Interno da Câmara, lido por Barroso para justificar seu voto contra os trabalhos da Câmara na aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. As palavras omitidas contrariavam toda sua minuciosa argumentação. Até o relator, ministro Edson Fachin, deixou-se ser levado no bico! Pena.

O presidente interino Michel Temer diz que não se deve mais culpar governos anteriores para se eximir dos problemas. Porém, acrescenta, não vai aceitar que aqueles advindos como herança maldita dos governos anteriores, sejam considerados como de seu governo. Quase!

José Eduardo Cardozo
advogado de defesa de Dilma

Como entender os líderes dos governos petistas se entrincheirarem no argumento de que Dilma é vitima de um golpe, mesmo ante todo o processo desenvolvido em acordo com os ditames constitucionais democráticos, no Congresso e no Supremo Tribunal Federal? 
O que leva o ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmar em sua defesa no Senado, que Dilma não é acusada de corrupção nem tem contas no exterior, se o processo de impeachment pune o governante que descumpriu a Lei de Responsabilidade e não por crimes comuns, como os citados por ele?

Ministra Cármen Lúcia
presidirá o STF a partir de setembro.

Só uma grande confusão mental pode justificar o discurso da ministra Cármen Lúcia do STF, quando presidente do TSE em 2009, ao justificar seu voto contra a implantação do voto impresso aprovado na Câmara Federal? Ao arrematar seu discurso mostrou sua enorme preocupação ao afirmar algo assim: O voto impresso quebra o sigilo da vontade do eleitor previsto na Constituição, básico à democracia. Se hoje, já tem gente tirando foto da tela da urna eletrônica, para mostrar ao comprador do voto, imaginem o que poderão fazer com o voto impresso?".
Espero que algum/a estagiário/a já tenha esclarecido/a a ministra de que: se o eleitor pode tirar fotos da tela da urna, pode também tirar do voto impresso, indiferentemente, sem aumentar a gravidade do seu ato. Os jovens são os mais indicados para fazerem isso, pois são "corajosos" e não têm plena noção do perigo. No entanto, prefiro admirar a ministra Cármen Lúcia por seus inúmeros outros posicionamentos, como sua declaração resumida sobre os governos de Lula e Dilma.

"Houve um momento que a maioria de nós, brasileiros, acreditou, num mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois deparamos com a Ação Penal nº 470 e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção. Não passarão sobre os juízes e as juízas do Brasil. Não passarão sobre novas esperanças do povo brasileiro, porque a decepção não pode estancar a vontade de acertar no espaço público. Não passarão sobre a Constituição do Brasil”.

A falta de discernimento da maioria da população, explorada pelos gurus e marqueteiros, impediram nos últimos anos afastar da cena política a organização criminosa do PT e dos demais partidos, cúmplices do maior dos golpes, engendrado nesse País, explicitado pelo jurista Gandra Martins em seu artigo "O PT é incompatível com a democracia", (Jornal O Globo, 27/05/2016 – Política), onde comenta a análise dos magos do PT sobre os erros cometidos pelo partido, que levaram à situação insustentável do impeachment de Dilma. Escreveu Gandra: "Li, com muita preocupação, a “Resolução sobre a conjuntura” do PT, análise ideológica, com nítido viés bolivariano, sobre os erros cometidos pelo partido por não ter implantado no Brasil uma “democracia cubana”. Em determinado trecho, lê-se: “Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”. De rigor, a ideia do Partido (dito dos trabalhadores) era transformar o Estado Brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado “pro domo sua” e subordinação a seus interesses e seus correligionários, das Forças Armadas, Ministério Público, a Polícia Federal e a Imprensa.¹ 

A escolha política ainda está em aberto no Senado Federal. É a primeira etapa das muitas outras geradas pelas investigações levadas a sério pela força-tarefa Operação Lava-Jato, coordenada pelo juiz Sergio Moro. É necessário entender que ainda não acabou!


Juiz federal Sergio Moro,
coordena a Operação Lava-Jato

Nota 1. Observar que entre as instituições que não foram devidamente "aparelhadas" e subordinadas aos ditames do PT, não estão o Congresso nem a Justiça. Isso pode ser indicativo de que tanto os parlamentares como os juízes e ministros das cortes ditas superiores, como o STF, TSE e TSJ, estariam dentro dos acertos e das necessidades petista-bolivarianas.

sábado, 5 de março de 2016

Condução coercitiva

Dia 4 de março, 6 horas da manhã. A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão no apartamento de Lula, atendendo o preceito legal de que a polícia não pode cumprir diligências, adentrando residências, antes das 6 nem depois das 22 horas. O mandado previa levá-lo para prestar depoimento na Polícia Federal coercitivamente, caso se negasse a acompanhar os delegados.
O cumprimento do mandado veio contrapor-se e superar a prepotência do líder petista que durante a semana emitiu vários comunicados de que não iria mais atender o pedido do Ministério Público de São Paulo para prestar esclarecimentos. Seus advogados já estavam de posse de habeas-corpus preventivo para Lula não comparecer e não precisar responder ao MP, mesmo que por escrito. O que fazer então?
A resposta foi fazer o que foi feito dia 4. Caso contrário, reeditaria na Operação Lava-Jato o mesmo roteiro de negação junto ao MP/SP. Seria o começo da pretensa virada engendrada pelo criminalista Nilo Batista, que trabalha para Lula e seus familiares sem receber honorários. Desconfie! 

Os atuais esquemas de corrupção são engendrados a tal ponto que comprovar sua existência é um exercício de competência, persistência, paciência e sorte. As informações coletadas pela força-tarefa da Operação Lava-Jato indicam que Lula tem suas contas-correntes recheadas e suas despesas pagas pelo saque à Petrobras através contratos viciados do Clube das Empreiteiras. A Operação Zelotes investiga empresas montadoras de veículos beneficiadas por decisões dos conselheiros no Carf e por Medidas Provisórias (MPs), redigidas sob medida pela mesma organização criminosa.

Desde sempre, os tribunais ditos superiores foram criados exatamente para evitar que os poderosos sejam incomodados por juízes de instâncias inferiores. Quando o acusado de algum crime possui $tatu$ de pessoa acima de qualquer suspeita, fica fácil aos advogados pagos a peso de ouro obterem sentença favorável junto àqueles tribunais. Com essa certeza de impunidade os criminosos deixaram rastros, agora levantados minuciosamente pelas forças-tarefa mencionadas. Inclusive, forte suspeita de vazamento da deflagração dessa 24ª Etapa da Operação, percebido pela destruição de documentos e remoção de equipamentos de informática nos endereços alvos.

Apesar das aparências de cidadãos probos e honestos, são criminosos da pior espécie e de maior alcance. São seus esquemas de corrupção que promovem o sofrimento e a infelicidade de milhares de pessoas em busca de atendimento médico, educação, emprego, alimentação... Tudo provocado pela ganância e pela incompetência gerencial dos paus-mandados que ora ocupam cargos de gerência nos serviços públicos. Falta de tudo: da seringa a vacina anti-tetânica!

Além das desavergonhadas atitudes  dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a lógica estatística-matemática confirma a grave suspeita de que provavelmente agem sob comandos externos às suas consciências. Raciocinem comigo: se os poderes Legislativo e Executivo estão mergulhados até o pescoço na lama da corrupção, o que faria o poder Judiciário ser diferente? 

O pedido de impeachment contra o descaramento do ministro Barroso na votação sobre o rito de impedimento de Dilma, entregue no Senado em 16 de fevereiro, até agora não recebeu número de protocolo, após o qual implica leitura no plenário um dia após a numeração ser dada. Renan está fazendo média com o STF: um 'puxadinho' do PT ou de quem oferecer mais.

Há cerca de 2 anos, se alguém me dissesse que os diretores das maiores empreiteira do país seriam presos e permanecido na prisão por mais de dois dias, eu não acreditaria. Estão! E já foi feito de tudo para retirá-los de detrás das grades, sem sucesso. O mote dos criminosos e dependentes continua sendo acusar e desqualificar o juiz Sérgio Moro, responsável por esse feito, tachando-o de parcial, truculento, odiento, injusto, etc. Só eles mesmos fingem acreditar nisso!

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Um recado do MPF a Marco Aurélio Mello


Brasil 05.03.16 21:26

O MPF divulgou nota de esclarecimento sobre a adoção da condução coercitiva de Lula. É um recado ao próprio Lula e, especialmente, a Marco Aurélio Mello, que ironizou o argumento usado pela Lava Jato para a deflagração da Operação Alethea.
Na nota, os procuradores de Curitiba lembram que já foram executados 117 mandados de condução coercitiva em 24 fases da Lava Jato, mas só agora surgiram críticas.
"Considerando que em outros 116 mandados de condução coercitiva não houve tal clamor, conclui-se que esses críticos insurgem-se não contra o instituto da condução coercitiva em si, mas sim pela condução coercitiva de um ex-presidente da República"
"Assim, apesar de todo respeito que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva merece, esse respeito é-lhe devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro, pois hoje não é ele titular de nenhuma prerrogativa que o torne imune a ser investigado na operação Lava Jato."
O MPF lembra que a legalidade da decisão adotada ontem já foi reconhecida pelo próprio STF e que, diferentemente do que Lula apregoa, não bastaria convidá-lo. Isso ficou claro no episódio envolvendo o MP de São Paulo.
"Após ser intimado e ter tentado diversas medidas para protelar esse depoimento, incluindo inclusive um habeas corpus perante o TJSP, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua recusa em comparecer."
E finaliza:
"Por fim, tal discussão nada mais é que uma cortina de fumaça sobre os fatos investigados. É preciso, isto sim, que sejam investigados os fatos indicativos de enriquecimento do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, por despesas pessoais e vantagens patrimoniais de grande vulto pagas pelas mesmas empreiteiras que foram beneficiadas com o esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobras, durante os governos presididos por ele e por seu partido, conforme provas exaustivamente indicadas na representação do Ministério Público Federal."
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sábado, 2 de janeiro de 2016

Minha Pátria, minha Língua



Hoje, dia 1º de janeiro de 2016, passa a ser obrigatório as regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.¹ 
Em uso desde 2009, o acordo representa 0,8% de mudanças nos vocábulos tais como: o fim do trema, novas regras para o uso do hífen, de acentos diferenciais e a inclusão das letras k, y e w no alfabeto. Adiada por três anos pelo governo brasileiro sua entrada em vigor suscita alguma reflexão. 
Conhecida como a última flor do lácio, inculta e bela,² a Língua Portuguesa é celebrada no dia 10 de junho em homenagem a Camões. Apesar de ser considerada um língua complexa, a definição e o uso preciso das palavras podem ser adquiridos por qualquer pessoa que se empenhe nesse objetivo, mesmo sem o ensino do latim, filosofia, nem da leitura dos clássicos literários. 
Fundamental é desenvolver uma bem sedimentada cautela crítica aos meios de comunicação, com especial atenção e discernimento no uso da Internet. Outra salutar vertente tem origem nas boas referências educacionais familiares e no compromisso do ser humano consigo mesmo, definido também como caráter pessoal ou personalidade. Mas nem sempre é assim. Ela vem sofrendo agressões exatamente por aqueles que deveriam mantê-la íntegra ao objetivo de espelhar a Realidade. 
Por capricho, prepotência e estupidez, a presidente eleita em 2010 emitiu decreto obrigando os funcionários públicos e órgãos governamentais a usarem um vocábulo esdrúxulo ao se referir à governanta: presidenta. E os subservientes senhores da Academia Brasileira de Letras (ABL), acolheram o estrupício no dicionário, estuprando mais uma vez regras básicas cultivadas a duras penas. 
Por outro lado, os ministros do Superior Tribunal Federal - STF, ao julgarem a legitimidade da união de homossexuais, apresentam seus votos apelando a contorcionismos de linguagem, para concluir que o homem é igual à mulher!

O forró de sucesso que Luiz Gonzaga cantou, composto por Durval Vieira, já chegara a essa conclusão simplista, ao matutar que diferença da mulher o homem tem?, que "se for reparar direito tem pouquinha diferença".³  
Essa igualdade, já é considerada na Constituição, em que todos são iguais perante as leis. Na linguagem de um dos ministro, a diferença entre o homem e a mulher é apenas um plus. Danou-se! O latim usual nas citações jurídicas, cede lugar ao anglicanismo para incluir os gays no Direito de Família e na Previdência Social. 

Mas não foi isso que surpreendeu aos mais atentos e sim a afirmação de que o ser feminino e o ser masculino são iguais em gênero! Tudo isso para evitar atropelar o texto constitucional que considera que casamento é realizado entre mulher e homemPelo menos isso ainda não foi mudado! 

Para os ministros do STF esse texto constitucional deve ser considerado também apenas um plus.
Mesmo assim, redatores, apresentadores, comunicadores e homossexuais usam o termo "casamento" para se referir a união entre parceiros de mesmo sexo.
A partir daí foram surgindo outras aberrações com o uso inadequado de termos de entendimento preciso, cristalizados a milhares de anos. Exemplo, o uso da expressão: "casal" gay. Casal significa um par que se complementa na geração e manutenção da espécie, em que um é macho e o outro é fêmea. Gays formam pares ou parceiros. Casais nunca.

Por considerar que o termo homossexual é contaminado de preconceito, o grupo gay criou o vocábulo homoafetivo, que significa literalmente afetos iguais, o que torna o vocábulo indefinido, impreciso. Irmãos tem afetos iguais de fraternidade, os amigos de amizade, etc. 

O neologismo não suporta o significado que se pretende dar a uma união afetiva sexual entre pessoas do mesmo sexo. O vocábulo é abrangente a todas as pessoas que têm relações de afeto, incluindo conterrâneos, amigos, colegas, parentes... Essa amplitude é perniciosa na definição das leis, mas cai como luva para os litigantes que gostam de levar vantagem em tudo.




Utilizar vocábulos que melhor defina a realidade poderá evitar dificuldades e interpretações canhestras em futuro próximo, mesmo no País dos Bacharéis, onde são admirados por cometerem laboriosas sentenças em prosas e versos... Prova disso está em que, a intenção dos constituintes de 1988 ao definirem que casamento é a união entre homem e mulher, parece que não ficou muito claro para os supremos ministros.
No artigo O direito de conversão da união estável em casamento nas relações homoafetivas, os doutores Lenio Luiz Streck e Rogério Montai de Lima aventam a possibilidade do STF ter "errado" mas concluem que, mesmo assim, sua decisão deve ser cumprida pelos profissionais do direito, sob ameaça de possíveis punições, e aceita democraticamente pela população! O contrato social tem desses senões: as decisões não são bem recebidas quando autoridade determinante descumpre ou tenta driblar preceitos e conceitos básicos às instituições geradas de forma minimamente democrática, como parece ser o caso da República Federativa do Brasil.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada por todas as nações reconhecida pela recém criada ONU, continua às nossas vistas para demonstrar que precisamos de algo mais além de boas intenções e textos precisos. O cipoal de leis é parte dos fatores que nublam a Justiça, tornando-a manipulável pelos que detêm prestígio junto aos poderes. 

Todo comportamento é legalizado para os que detêm poder. E as penalidades são ameaças para enquadrar os que não pertencem às quadrilhas institucionais legalmente constituídas. 
A esses é concedido desfrutar das brechas existentes nas leis e, em casos não previstos, lhe são permitido a abertura de novas brechas, quando for do interesse dos amigos da hora... Mesmo que para isso tenha que reinventar a realidade com neologismos ilusórios e raciocínios rasos. 
Para se tornarem realidade efetivamente democrática as leis precisam usar linguagem significante inteligível, necessária ao entendimento lúcido, elaboradas por pessoas que conhecem e procuram agir dentro da ética comum recorrente nos discursos mas esquecida nos becos dos interesses particulares.
Mesmo desfrutando do apoio dos atuais ministros do STF é sempre melhor firmar nos texto de especificidade legislativa, como é o caso da união estável de parceiros de mesmo sexo, palavras que tenham significância reconhecida pela maioria dos dicionários, inclusive pelos doutores que conhecem os caminhos e meandros das origens e significados dos vocábulos da nossa língua portuguesa. 
Outro neologismo, homofobo, significa literalmente medo, repulsa ou aversão irracional a iguais... Quaisquer que sejam esses iguais! Para mostrar trabalho os grupos nos poderes propõem leis específicas para penalizar aos que não comungam com a relação homossexual.
Já existem leis suficientes para punir aos que desrespeitam o próximo. Entretanto, não devemos cercear o direito do cidadão criticar ou admoestar motoristas, motoqueiros, pernósticos, intrometidos, desonestos, falastrões,  irresponsáveis, desagradáveis, deseducados, desafinados, inconvenientes, chatos, barulhentos, repetitivos, ingratos, soberbos, presunçosos, mentirosos, falsos, invejosos, maliciosos, perversos, chorões, indisciplinados, desrespeitosos, racistas, ditadores, violentos... 
Tudo isso são preconceitos praticados por muitos de nós que temos critérios e valores dos mais diversos, agora sob os disfarces do politicamente correto. 
Parece-me que os estatutos, constituições e normas legais falham em apresentar os direitos mais comezinhos, mas omitem informar quem tem os deveres de assegurar esses direitos! Assim como, relacionar os deveres a cumprir por quem quer usufruir desses direitos. 
A Declaração Universal dos Direitos do Homem, as Constituições,  o Estatuto da Criança e do Adolescentes, do Idoso, do Nascituro são simplesmente esquecidos e descartados, quando a realidade se apresenta. 
Museu da Língua Portuguesa
Os direitos humanos são seletivos àqueles que provocam comoções na população e são explorados pela mídia: um condenado deve ter todos os direitos respeitados, enquanto as vítimas - que muitas vezes já os perdeu todos - são esquecidas pela Justiça. 
É como se a prisão e julgamento, com a condenação ou libertação do criminoso,  fossem o suficiente e o necessário para compensar todos os direitos da vítima, seus dependentes e familiares. Nenhum direito!
Sabendo que os poderes legislativos têm maioria eleita pelos que detêm o poder político-econômico que sustentam os meios de comunicação de massa, o cidadão se volta à Internet e redes sociais minimamente livres, democráticas e eventualmente éticas e verdadeiras.
É pacífico o direito incontestáveis dos gays se unirem em contrato civil como o fazem há tempos os não-gays. Aguardo, entretanto, os próximos capítulos, na esperança de que se restabeleça a sensatez linguística na redação das leis, assim como a aplicação mais ampla da eficácia admirável intrínseca existente na Lei da Paternidade Reconhecida: se o provável pai se recusar de fazer o exame de DNA, será considerado o pai para todos os efeitos legais... Para o teste do bafômetro, por exemplo! Bom, pelo menos para a maioria da população que não são Vossa Excelência, autoridade, endinheirado ou famoso, visto que todos esses estão submetidos a um fórum muito especial que navega acima das leis ordinárias promulgadas para simples mortais como nós outros.
A invenção do termo homoafetivo revela mais uma tentativa de fugir do - considerado por razões culturais - estigmatizante vocábulo homossexual. Seu significado exato, entretanto, fez diferença para todos nós da turminha do futebol, quando minha mãe, ouvindo de passagem um do grupo contando vantagens por ter enganado alguns garotos com promessas de troca na relação homossexual,  esclareceu: "não é só o passivo (eromenos) que é homossexual, o ativo (erasta) também é... Ambos praticam o homossexualismo!"
Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz - SP
Esse apreço pela comunicação da verdade para os povos ocidentais tem marco importante na Grécia Antiga de Péricles (500-429 a.C) em seu ideal de democracia que harmonizava os interesses do Estado com os de seus cidadãos. Destaque à cidade-estado Atenas, com o exercício de aprimoramento nas praças públicas (ágoras) da dialética sem censura. Dois principais ramos ou caráter da dialética tornaram-se mais conhecidos e permanecem até nossos dias sob técnicas, amplitude, simultaneidade e efeitos especiais que os recurso didático-eletrônicos permitem: uma que busca alcançar, com uma consistente construção oral-literária, a melhor relação entre a realidade e o proclamado ou escrito; outra que enfoca o convencimento, independente da realidade constatada pela interação dos sentidos com o universo do conhecimento minimamente aceitável. 
As consequências do uso de vocábulos indefinidos ou de amplo entendimento, ainda não se apresentaram na prática, mas são previsíveis. Exemplo: direito de união do cidadão bissexual a três cônjuges; união estável sem ocorrer relação sexual entre os consortes, parceiros, parentes ou amigos... E outras demandas que sugerem um pool entre o Judiciário e o Legislativo para a redação das leis, que venha evitar a perda total de confiança nas instituições democráticas. A relação linguagem versus realidade cristalizam-se principalmente nas citações em latim e em línguas aprimoradas, como a germânica: o alemão. Ambas dispõem das assertivas declinações - inexistentes na maioria das línguas usadas hoje em dia, as quais evitam interpretações diversas e dubiedade no entendimento. 

A linguagem escrita é a ferramenta fundamental da comunicação, do direito e da legislação. Mas, como qualquer ferramenta criada pelo ser humano, seu uso aprimorado depende de quem a utiliza. A maioria dos acima de sessenta anos ainda lembra da surpresa de Guliver ao tentar saber porque os diminutos liliputianos guerreavam há décadas! Há tanto tempo, que ninguém mais lembrava mais o motivo do conflito entre eles. Recorreram aos anciãos e um deles ainda lembrou a origem do conflito: é que habitantes de algumas ilhas abriam o ovo quente pelo lado contrário ao definido em comum acordo por seus honrados e respeitados antepassados, conforme registrado no Livro da Lei, que todo liliputiano conhecia de cor e era instado desde ainda infantes, a praticar fielmente seus ditames. Entretanto, habitantes de algumas ilhas abriam o ovo quente pela parte pontuda e os de outras ilhas quebravam pela parte rombuda. Intrigado, Guliver pede o Livro da Lei para ver o que fora definido democraticamente sobre a questão e lê: "os ovos quentes devem ser abertos pelo lado certo"... 

Não é novidade relatores tentarem melhorar textos já acordados e aprovados. É conhecida a declaração do constituinte-relator de ter alterado a redação já aprovada no texto da CRFB de 1988, incluindo redação de dois artigos não discutidos nas Comissões! Lembram seu nome? Alguém aí falou Nelson Jobim!

A curiosidade e o aprendizado da sensualidade é parte do desenvolvimento da criança, e pode ser frustrada por diversas interferências, como as cometidas pelos pedófilos. Notícias de bons resultados nas investigações e prisões de pedófilos que utilizam a Internet para divulgar seus crimes,  podem evitar que muitas vidas sejam descontinuadas na época feliz e despreocupada das descobertas da infância. Esse crime – pedofilia - que deixa indignada a maioria de nós, mas não a ponto de impedir que, democraticamente, deputados suecos apresentassem projeto de lei para reduzir de 16 para 12 anos a idade de consciência sexual. Pela proposta, após essa idade a relação sexual seria considerada consentida e não haveria crime de pedofilia! É a democracia legalizando comportamentos considerados inaceitáveis pela maioria dos cidadãos... 
Vale lembrar que na democrática Grécia Antiga o homossexualismo e a pedofilia eram práticas comuns. Não será surpresa se breve ouvirmos gente proclamando a demanda dos pedófilos com a conhecida falácia, muito utilizada no convencimento dos menos atentos: "Será que o pedófilo não tem o direito de ser feliz?". 
Interior do Museu da Língua Portuguesa

A  força de convencimento desta frase foi testado em um episódio do programa Você Decide, onde um casal de irmãos, separados na primeira infância,  se reencontram já adolescentes e iniciam uma relação de intensa afeição. A questão posta no ar era: depois de saberem que são irmãos, eles devem ou não consumar a relação amorosa sexualmente? Ao final de cada intervalo o narrador incentivava o público a votar, fazendo questionamentos do tipo: Será que eles vão renunciar a esse amor e se submeterem aos preconceitos sociais?  Durante os dois primeiros blocos a opção não ganhava com larga margem. No intervalo entre o segundo e o terceiro bloco o locutor fez outras provocações e concluiu: Será que esses jovens não têm o direito de serem felizes por causa de antigos costumes e crenças? A partir daí se iniciou a virada no escore e, no bloco final, os dois irmãos cometem romanticamente o incesto que a maioria democrática dos telespectadores escolheu... 
As instituições desportivas se aplicam há décadas em definir o sexo dos atletas através da genética, identificando cromossomos e quantificando hormônios para manter justiça nas competições. Não basta a definição constante na Certidão de Nascimento ou nos registros de identidade. É preciso comprovar cientificamente o gênero do atleta. Isso permite que até atletas hermafroditas possam competir na categoria masculina ou na feminina, definida geneticamente em testes laboratoriais. Parece que os atuais projetos e leis não atentaram para essa definição.
Incêndio no Museu da Língua Portuguesa, dez.15
E assim vamos, criando leis dispensáveis para punir os acusados de preconceito de homofobia, pelo simples fato de não considerar que nossa profícua legislação já pune o desrespeito a qualquer pessoa, mesmo quando ocorrido sob as mais diversas formas e disfarces: ameaças, calúnias, humilhações, agressões, difamação e prejuízos diversos. 
A sentença unânime do STF dispondo sobre a união entre pessoas do mesmo sexo tem características de indisfarçável demonstração de poder, de quanto e como o Supremo pode interferir no Legislativo, com normas estabelecidas em "democrática" corrupção dos bandidos: com ou sem togas.

Exemplo recente confirma essa perspectiva. Convivemos numa Babel de desfaçatez que agride qualquer ser pensante com um mínimo de integridade. Nela são criadas novas "línguas" dentro da língua, de modo a confundir aos menos atentos. 
Não foi a falta de conhecimento que impediu a interpretação legítima do texto constitucional pelo ministro Marco Aurélio de Mello ou a supressão de parte fundamental do texto do Regulamento da Câmara pelo ministro Luiz Roberto Barroso. 
Essas atitudes não podem ser imputadas às inúmeras dificuldades da Língua Portuguesa. São falta de caráter e cinismo explícitos que repudiamos, alertamos e denunciamos por todos os meios.

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NOTAS:

1. Fonte:
< https://br.noticias.yahoo.com/novo-acordo-ortogr%C3%A1fico-%C3%A9-obrigat%C3%B3rio-a-partir-174301282.html >

2. Língua portuguesa
                                              Olavo Bilac

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Olavo Bilac, além de poeta parnasiano, cronista, contista, conferencista e autor de livros didáticos, deixou também na imprensa do tempo do Império e dos primeiros anos da República vasta colaboração humorística e satírica, assinada com os mais variados pseudônimos, entre os quais os de Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., assinando, em outras vezes, o seu próprio nome. Nascido no Rio de Janeiro a 16 de dezembro de 1865, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em que ocupou a cadeira nº. 15, que tem Gonçalves Dias por patrono. No seu principal livro, "Poesias", incluiu Bilac alguns sonetos satíricos , sob o título de "Os Monstros". Escreveu livros em colaboração com Coelho Neto, Manuel Bonfim e Guimarães Passos, sendo que, com este último, o volume intitulado "Pimentões", de versos humorísticos.



Os versos acima foram extraídos do livro "Poesias", Livraria Francisco Alves - Rio de Janeiro, 1964, pág. 262. Fonte: < http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp >

3. Tem Pouca Diferença
                  
                   Composição de Durval Vieira

Que diferença da mulher o homem tem?
Espera aí que eu vou dizer, meu bem
É que o homem tem cabelo no peito
Tem o queixo cabeludo
E a mulher não tem


No paraíso um dia de manhã
Adão comeu maçã, Eva também comeu
Então ficou Adão sem nada, Eva sem nada
Se Adão deu mancada, Eva também deu


Mulher tem duas pernas, tem dois braços, duas coxas
Um nariz e uma boca e tem muita inteligência

O bicho homem também tem do mesmo jeito
Se for reparar direito tem pouquinha diferença.


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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PT organização criminosa



O que permite que o PT, partido considerado por vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot como uma "organização criminosa", seja preservado de qualquer processo judicial ou eleitoral?

Participantes da organização criminosa
E assim, como se nada tivesse acontecido sob a gestão de seus presidentes de fato e de honra, seus diversos tesoureiros e coordenadores de campanha, a organização criminosa petista continua agindo criminosamente cada vez mais organizada, sem sofrer qualquer processo por parte do Judiciário, como ocorreu com as empreiteiras na Operação Lava Jato.

A ministra Cármen Lúcia disse em seu voto pela prisão de Delcídio do Amaral, líder do governo do PT no Senado, que primeiro se acreditou que a esperança venceu o medo; no mensalão, se viu que o cinismo venceu o medo e agora que o escárnio venceu o cinismo. 
Concluiu dizendo que "Criminosos não passarão sobre o Supremo", em referência às palavras de Delcídio de influenciar ministros do STF, gravadas pelo filho de Nestor Cerveró. 

Ministro Luiz Roberto Barroso
Após os votos da última sessão no STF é permitido dizer que o cinismo de alguns ministros venceu a Justiça, tais como: a interpretação do ministro Marco Aurélio Mello dos ritos do impeachment existentes na Constituição, quanto a função do Senado; a desfaçatez do ministro Barroso ao deixar de ler a parte final do artigo do Regimento Interno da Câmara - "e as demais votações." - em que se baseara para anular a votação secreta feita na Câmara; a defesa do presidente Lewandowski ao governo Dilma, em seu voto de Minerva, independente de qualquer base constitucional. E as falácias das maria-vai-com-as-outras.

Nesses dias, em que a população descansa em suas agruras, o governo usa de todos os recursos da máquina pública para convencer os deputados necessários para reverter a votação anterior, que aprovou a abertura do processo de impeachment contra Dilma. Há muitos querendo ser convencido$.
Todos os parlamentares, funcionários públicos e cidadão que se posicionam contrário à corrupção estão sob ameaça. 
Nomeações, transferências, concessões, arranjos e muitas prome$$a$ fazem parte desse pacote de persuasão.

Com a chave do cofre do Tesouro Nacional na mão e a maioria do STF e do TSE no bolso o governo petista está desimpedido para o golpe anunciado há tempos.

Pedidos de Habeas Corpus ao STF poderão ser liberados com facilidade.

Os cidadãos de bem precisam estar atentos a esses movimentos nos próximos dias. 

Todo o cuidado é pouco contra criminosos treinados, ao se verem acuados pela possibilidade de perder o poder e serem condenados a devolver toda a grana surrupiada.   

O momento é grave. Temo pela vida do juiz Sérgio Moro e de Eduardo Cunha!