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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Parem de mentir, pô!

O governo Dilma se debate para sanar o rombo orçamentário construído há anos, mas só discutido de fato em 2015. Antes disso, todos os alertas e indicativos dados por especialistas e pela oposição ao governo eram reduzidos a marolinhas, "abafa o caso", notas de repúdio a acusações levianas, arrogância e muita, mas muita mentira. 
O anúncio do tamanho do buraco para 2016 de R$ 110 bilhões é um bom exercício de realidade. Outra mudança significativa foi a introdução do vocábulo "tolerância" ao discurso petista. 
Até o ministro da Defesa, Jaques Wagner, pede aos opositores tolerância pelos erros cometidos pelos governos petistas! E a propaganda eleitoral do PCdoB lembra que o brasileiro é um povo tolerante.
Joaquim Levy teve seus planos e idéias reconhecidos, conseguiu se impor e fazer com que retornassem aos cofres do Tesouro Nacional os R$ 50 bilhões transferidos ao BNDES no final de 2014, mesmo sob o parecer uníssono dos técnicos do Ministério da Fazenda contra essa operação. 
Está mais do que claro - especialistas econômicos e o programa do PMDB confirmam isso - que só ficar propondo o aumento de impostos não vai fazer o Brasil sair dessa crise. Crise de desconfiança do povo aos planos e propostas apresentados pelo governo: contra o trabalhador, o cidadão mais humilde.
Só Rui Falcão, presidente do PT, ainda persiste em dizer que a crise atual é devida a recessão econômica mundial. Para de mentir, cara!
Assumindo a máxima de que é preferível ceder os anéis para não perder dos dedos, Lulaláu finalmente reconhece que o discurso eleitoral do PT era só para enganar os dependentes e os menos atentos.
Igualzinho ao discurso de Collor - outro bandido - que dizia que Lula ia fazer o que ele fez ao assumir: sequestrar a poupança! 
Tudo isso é estratégia para reduzir a revolta do povo ante tanto descaramento e desfaçatez, demonstrada na maior rejeição de um político e de um governo: 57% de rejeição a Lula e 69% que consideram ruim ou péssimo o governo Dilma!
Entretanto, devido ao quase total aparelhamento dos órgãos e instituições governamentais, significativos 23% dos entrevistados dão a Lula voto cativo. São os petistas-dependentes. 
Nesse embalo de mudanças, volto a questionar com alguma esperança: por que não promover o Refis nas dívidas de grandes empresas, pendentes de pareceres dos conselheiros do Carf? 
Afinal, são R$ 500 bilhões devidos à Receita Federal que - com um bom programa - pode render um alívio de pelo menos R$ 100 bilhões. Nada mal! 
O que será que impede esse tipo de programa? Desconfiança das negociatas que podem sair disso? Eu falei em um bom programa que deve ter regras bem definidas e fiscalização competente.
Ou será que estão estocando toda essa grana para quando voltarem a operar com os ptchulecos? Vade retro! 



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Crise encomendada

Apesar da crise econômica ser a mais visível e a mais sentida pela população, ela é apenas consequência da crise política, adubada pela crise de valores éticos e morais.

Suspeito que as decisões que provocaram os desajustes econômicos foram provocados pelo governo petista, conscientemente, com o propósito de obliterar os resultados da Operação Lava Jato.

Bastou passar as eleições para que fossem liberadas medidas inusitadas que mantivessem os meios de comunicação ocupados: aumentos de impostos (PIS-Confins, IR), recomposição da Cide, aumentos nunca vistos das tarifas de energia elétrica, dos combustíveis, suspensão de pagamento das empreiteiras, desemprego elevado (7,6%), cortes bilionários na Saude, Educação, Previdência Social, inflação fora de controle (9,7% = 115% acima da meta de 4,5%), paralisação de 142 dias nas universidades, paralisação no INSS e no Judiciário...

E para coroar, uma Proposta Orçamentária para 2016 com déficit de R$ 68 bilhões! Todas essas decisões atabalhoadas pareciam revelar apenas a incompetência do governo Dilma. Na realidade fazem parte do plano para instalar o caos na República do Pthuleco e consolidar a base de controle dos mandatários do Fórum de São Paulo.

A emissão surreal da portaria do Ministério da Defesa, tirando dos comandantes das forças armadas prerrogativas existentes em relação a seus comandados, faz parte do pacote. O ministro e o comandante que assinou a portaria pelas FFAA declararam que não tiveram conhecimento da mesma antes da publicação no DO e repercussão nas redes sociais.

Assim agindo, o governo do PT pretendia obter apoio até das oposições para manter um mínimo de governabilidade e, de quebra, aprovar cortes bilionários em áreas básicas e mais um imposto (CPMF) embrulhado com nobres e falsas intenções.

Tenho plena certeza – e os fatos recentes asseguram minha convicção – que mesmo que o governo petista consiga os recursos para o ajuste fiscal, o mesmo não se efetivará e nem a crise se dissipará.
Qualquer recurso adicional obtido por esse governo, com a suposta intensão de fechar as contas, será usado para financiar o plano de poder bolivariano-fascista-petista.

O que salta às vistas - e até o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Levandowski já percebeu - é que os problemas do Brasil só começarão a ser solucionados com uma Reforma Política que aprimore o atual Sistema de Governo, desenhado para ser manipulado pelos corruptos e corruptores.

E como minha árdua vivência não me permite mais abraçar ingênuas esperanças, devo alertar os amigos que essa Reforma Política ainda está muito distante dos olhos dos atuais ocupantes do Congresso Nacional e dos donos dos partidos políticos.

Creio ser preciso entender as origens dos nossos problemas, para não nos perder em polêmicas periféricas, focando muito mais nas suas consequências do que nas verdadeiras causas.
Podemos começar com uma mobilização cidadã lúcida em todos os níveis, que exija a derrubada do veto para implantar o voto impresso, a atuação de fato dos parlamentares, das instituições republicanas, dos órgãos fiscalizadores contra corruptos e corruptores...

E que Deus nos ilumine nesse entendimento!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

República do pthuleco

A propaganda ora corrente de que Jaques Wagner é um bom negociador me faz recordar uma outra semelhante feita há seis anos pelo presidente em exercício.

Para emplacar sua candidata, alardeava que era uma excelente e competente gerente. Ou seria gerenta eficienta e competenta?

O resultado está aí para comprovar a onerosa propaganda enganosa.

Lembro que durante os oito anos dos governos de Wagner, a juventude da Bahia sofreu com a mais longa greve de professores da história.
Foram 108 dias de paralisação, sem qualquer avanço nas negociações com o governo, até a volta dos esgotados professores ante o imenso contingente de alunos prejudicados.¹

Houve também as duas piores greves de policiais na Bahia, que aterrorizou a população por vários dias, finda com demonstração de força dos governos solidários petista e com o auxílio decisivo de conciliadores, como o Arcebispo de Salvador Dom Murilo Krieger.

Pode ser que a habilidade de negociação de Wagner, que conforme a propaganda é reconhecida "até pelos adversários", seja aquela direcionada para obter o apoio dos congressistas e políticos, ávidos por um ptchuleco, contra o possível impeachment da governanta.
Só pode ser isso! Porque o Complexo Esportivo da Fonte Nova, que foi demolido e reconstruído para a Copa de 2014, até hoje não tem piscina olímpica, pista de atletismo e estádio coberto para vôlei, basquete, futebol de salão, handebol...
Tudo isso existia na Fonte Nova e era bem utilizado pelos atletas. Foram demolidos, mas não foram reconstruídos no governo Dilma-Wagner nem pelo atual governador petista, Rui Costa. Ficamos sem, até hoje!

No segundo mandato de Jaques Wagner a Bahia passou por grave seca, já anunciada há anos pelos meteorologistas. Um milhão e meio de cabeças de gado bovino morreram de sede e fome. Mais sofrimento ao sertanejo.

Os açudes existentes foram insuficientes: os projetados ficaram no papel, os poços artesianos ficaram na promessa e as cisternas compradas para serem assentadas empacaram. Das 6.800 compradas apenas 1900 foram instaladas!

E enquanto passeava com Dilma, em lancha da Marinha pela Baía de Todos os Santos, Wagner dizia que tinha noites insones por causa da seca! Isso tem nome.

O Rio São Francisco está morrendo, minguando a cada dia, por falta de intervenção mínima para manter as fontes, matas ciliares e canais navegáveis, hoje gravemente assoreados impedem a navegação.

Enquanto isso, o projeto de Transposição das Águas, orçado inicialmente em R$ 2,8 bilhões, tornou-se mais um esquema de corrupção com empreiteiras. Já gastou mais de R$ 12 bilhões, sem que uma gota de água sequer chegasse a algum dos lugares previstos. Mas uma "inauguração", para o programa de TV para enganar ao povo, isso já teve, com discursos de Dilma!

Outra obra bilionária começou a ser "desenvolvida" no governo Wagner: a ponte Salvador-Itaparica. É "obra" de valor estimado em R$ 4,2 bilhões, onde R$ 100 milhões já foram gastos para pagar projeto e sondagens no fundo da Bahia de Todos os Santos. Isso foi feito um ano antes das eleições de 2014. Está na cara o interesse pelas doações "legais" de campanha direcionados às mesmas empreiteiras produtoras de pthulecos.

A universidades federais estão sem aulas há 120 dias, por falta de um acordo entre os professores e o MEC.
Quando estavam fora do governo os petistas acusavam os governantes de serem irredutíveis, ditadores, inimigos dos professores e da Educação.
Agora, os auto denominados de negociadores exímios fazem pior.
Nem o crítico Prof°. Janine conseguiu desatar o nó cego dado pelo PT, na apelidada Pátria Educadora. É muito descaramento, mentira e desfaçatez.
Tudo isso, são coisas bem próprias do governo do pthuleco, utilizado pelos petistas, primordialmente, para saquear enorme volume de recursos públicos, necessários para implantar no Brasil a ditadura bolivariana fascista, tal como Cuba, Venezuela, Bolívia...


Nota: 
1. Ontem, dia 14.10.15 os professores das universidades federais desistiram da greve que já durava 140 dias, sem que o governo negociasse um acordo. Voltaram esgotados e sem as reivindicações atendidas. Segunda-feira retornam às salas, completando 144 dias sem aulas! Cadê os bons negociadores do PT? 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Só há um juízo no Brasil?

Na semana passada, no STF (Supremo Tribunal Federal) o ministro Teori Zavascki repassou ao ministro Celso de Melo parte da investigação conduzida pela força tarefa da Operação Lava Jato.

Ministro Teori Zavascki


Em contínuo, esta semana o ministro Dias Toffoli propôs e conseguiu iniciar o fatiamento das investigações conduzidas pela Operação Lava Jato.
Lançou ante seus pares pergunta panfletária para convencer tocando nos brios dos menos atentos: Será que só temos um juízo no Brasil? 

Senhor ministro, temos muitos juízes e, infelizmente, juízos diversos dos objetivos da Justiça. Entretanto, em toda a história do Brasil só um conseguiu provas para desvendar crimes e condenar corruptos instalados nos poderes da República, nas maiores empreiteiras e grupos econômicos do Brasil.

Ministro Dias Toffoli
Poucos juízes têm conhecimento dos meandros da máfia da corrupção, experiência no trato de inúmeros depoimentos, documentos, condução de delações premiadas, lucidez, sabedoria e paciência para ultrapassar as armadilhas de percurso e condenar criminosos dessa perigosa máfia. Só o Juiz Sergio Moro demonstrou que tem. 
Qualquer outro, alheio à complexa sistemática da investigação em curso, será facilmente manipulado com o uso das legalidades convenientes para jogar as conclusões às calendas gregas. 
Lembro que há o juiz Fausto De Sanctis, da Justiça Federal, que também é especializado em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, como o juiz Sergio Moro. Mas ele e o delegado Protógenes Queiroz da Polícia Federal, depois de um trabalho de fôlego na Operação Satiagraha, de alcançar e prender os criminosos, foram massacrados pela máfia da corrupção que permeia todos os três poderes da República e suas instituições democráticas. 

O mesmo aconteceu com mais três operações anuladas pelo STE, sob argumentos típicos de proteção aos mesmos investigados agora pela Lava Jato. Foram elas: Operação Boi Barrica, Operação Chacal e Operação Castelo de Areia.                                     
                                        Avener Prado - 14.nov.2014/Folhapress
Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima

Após a aprovação do fatiamento, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima manifestou preocupação de que a decisão do STF ameace o futuro das investigações em curso.

"Pode significar o fim da Lava Jato tal qual conhecemos", disse Lima à Folha de São Paulo.

Explicitado convenientemente por Toffoli, os demais ministros que aprovaram o fatiamento parecem ter acertado entre si que a Operação Lava Jato tratará apenas da corrupção na Petrobras. Mas tal como esclareceu Janot em pronunciamento durante a votação, o procurador Carlos Fernando afirma: 
"O que queremos mostrar é que não estamos investigando a Petrobras. Nós nem começamos a investigação por ela. Estamos desvelando a compra de apoio político-partidário pelo governo federal, por meio de propina institucionalizada nos órgãos públicos. Se não reconhecerem isso, vai ser um problema."
Gilmar Mendes disse em bom português qual o verdadeiro objetivo dessa manobra que resultou no precedente para o fatiamento: impedir que as investigações continuem com o mesmo vigor, abrangência e resultados. 
Isto é, impedir que se remova das instituições governamentais do nosso país os criminosos que vêm arruinando a vida dos brasileiros há décadas.
Com essa manobra aprovada e as consequências que dela podem advir, os ministro da mais alta corte de Justiça podem estar cometendo um crime de lesa-pátria ao impedir que, finalmente, se passe o Brasil a limpo, extirpando da política, dos governos e do empresariado os criminosos corruptos.



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O trabalhador paga

Votei no Partido dos Trabalhadores para que os novos governantes revertessem os modos implementados pelos governos de até então e não para tirar dos trabalhadores o que eles ainda tinham para sobreviver, e até aquilo que já nem conseguiam possuir mais: uma Caderneta de Poupança. 

Minha esperança era de que os trabalhadores da ativa e os aposentados deixassem de ser furtados a cada dia de trabalho. Defendi o voto nos candidatos do PT para acabar a corrupção infiltrada nas instituições governamentais ou privadas nos governos do PSDB. 

Fui enganado com as promessas de mudança em prol do trabalhador. Pelas promessas de  implantação de um governo ético que iria enfrentar a desgraça política, social e econômica gerada pela corrupção. 

Creio que, como eu, a maioria dos trabalhadores assalariados já estavam cansados de serem furtados e massacrados pelos governantes anteriores: Sarney, Collor e Fernando Henrique. 
Mas logo nos primeiros seis meses do governo Lula percebi que o PT havia entrado em acordo com os corruptos dos governos FHC.
  
Nenhuma investigação foi aberta para apurar a Ação Entre Amigo$ das privatizações, negociações da dívida pública e dos bancos estaduais e os de fachada, escândalos de corrupção oficial, como a entrega de dólares aos tamboretes Marka e FonteCidam¹, a elevação das tarifas bancárias em cartel², nem a compra de votos de parlamentares para obter a aprovação da reeleição de FHC e de projetos do interesse das elites político-econômica. Mas o pior veio depois! 


As mudanças implantadas pelo governo petista em 2003, não aliviaram a escorcha sobre os trabalhadores-assalariados-aposentados-segurados-pensionistas-consumidor. 
Ao contrário! O aumento de receita nos governos Lula e Dilma vêm quebrando recordes a cada ano. E o cidadão-trabalhador-contribuinte e o consumidor de baixa renda são os quem mais sofrem com esses aumentos, com o imposto da inflação. 

Por muito menos que isso, foi deflagrado em Vila Rica-MG (1789) movimento revolucionário contra a "derrama": decreto das autoridades portuguesas que impunha a uma região o pagamento de 1.500 quilos de ouro. Se não alcançasse esse valor, as casas e propriedades dos moradores dessa região eram invadidas e vasculhadas para sequestro de bens que completasse a elevada quota. 

Naquela época surgiu a expressão "quinto dos infernos" para xingar a cobrança de 20% de todo o ganho auferido pelos produtores, comerciantes e artesãos que viviam na Colônia Brasil. 


Na República que mantém a Ditadura dos Partidos Políticos, há muito esse limite foi ultrapassado com 22,5% e 27,5%, em alíquota provisória-permanente, implantada no governo Sarney, sem que isso provocasse qualquer resistência ou revolta dos cidadãos, além das contumazes "queixas ao bispo", murmurações e xingamentos eventuais na hora de pagar ainda mais na declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. 

O achaque se concentra nas faixas de baixa renda: os que recebem de R$ 1.903,99 a R$ 2.826,65 já sofrem garfada de 7,5% na fonte; de R$ 2826,66 a R$ 3.751,05 pagam 15,0%; de R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 pagam 22,5% e os que recebem acima de R$ 4.664,68 pagam 27,5%. As duas últimas faixas estão acima dos "quintos dos infernos".

Mas o verdadeiro percentual de incidência está bem acima disso ao considerarmos os demais impostos e taxas que pagamos aos governos quando compramos bens ou serviços, mesmos os essenciais à sobrevivência: aí então o percentual alcança 38%! É o dobro dos "quintos dos infernos" da colonia!
Esse é o percentual entre o total de impostos e taxas pagos aos governos e o Produto Interno Bruto (PIB) que é a soma dos valore de tudo o que é produzido e apurado no país. 

E isso tudo ocorre mesmo após os cortes de gastos do Tesouro em subsídios para das inúmeras estatais que foram privatizadas, tidas na época como "cabides-de-emprego", na privatização de estradas com cobrança de pedágio, privatização de aeroportos e portos, privatização da educação, saude, previdência e segurança, que são pagas em contratos à parte pelo contribuinte, pois o governo não as assegura mais em seus serviços como fazia antes.

E assim, mesmo repassando essa imensa carga de gastos que eram públicos ao contribuinte, o governo não para de aumentar impostos de todo jeito. 
Aqui na Bahia o governo estadual do PT aprovou uma lei para cobrar imposto sobre doações declaradas no Imposto de Renda! E, este ano, aprovou também lei para vistoria anual de veículos com menos de cinco anos! 
Antes apenas os com mais de cinco anos precisavam ser vistoriados. Curioso é que as empresas de vistoria foram instaladas em bairros nobres meses antes da aprovação da lei! Os amigos da hora ficaram agradecidos.

O governo Dilma propaga aos quatro ventos que "batalha" para fazer o ajuste fiscal, mas não mexe com os aspones apaniguados e cargos comissionados, além de criar mais espaços para alocar gente que contribua com o PT.


Com os inúmeros escândalos na Petrobras, revelados pela Operação Lava Jato, a então presidente Graça Foster criou mais uma diretoria para ensinar às demais a não cometer erros ou transgredir as normas de licitações e contratações. Recebeu um belo nome: Diretoria de Governança, Risco e Conformidade. 
Desse modo, a presidente da empresa deixará de ser responsável pelos atos de corrupção que venha acontecer.
Vejo nessa diretoria algo semelhante à criação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por Lula em 2008, com o objetivo de julgar os recursos às multas aplicadas contra grandes contribuintes, tais como: bancos, montadoras de veículos, construtoras, grupos financeiros, empreiteiras, etc.

A Operação Zelotes (zeladores), criada pelo grupo de investigação semelhante a da Lava Jato (Polícia Federal+Ministério Público Federal +Justiça Federal), revelou um grande esquema de corrupção implantado no órgão para redução ou perdão das multas com cobrança de propina.

Essa nova diretoria da Petrobras, criada em 2014 e preenchida em janeiro de 2015 por João Adalberto Elek Junior, poderá ser usada por grupos de poder para orientar os demais diretores a fraudar licitações, superfaturar contratos e emitir múltiplos aditivos, de forma que não sejam considerados ilegais pelos órgãos de fiscalização. 
É a corrupção "legalizada" sob o argumento padrão do "eu não sabia de nada", traduzido em mantra repetitivo pelo presidente do PT, Rui Falcão: "Todas as doações recebidas pelo partido foram legais, registradas, declaradas, analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".
Na sentença que condenou o João Vaccari Neto a 15 anos de prisão, o juiz Sergio Moro diz que as provas levantadas confirmam que o tesoureiro do PT sabia a origem do dinheiro das doações "legais".  

É válido pensar que isso não vai ocorrer mais na Petrobras! Mas quando o CARF foi criado, também não se acreditava que os conselheiros poderiam ser cooptados por grupos de poder.   


Afinal, quem vai pagar essa conta bilionária dos desgovernos do PT?

Será que o caro leitor ou leitora sabe com que dinheiro a governanta e o ministro da Fazenda Joaquim Levy pretendem fechar os rombos nas contas da Nação, abertos pelos desgovernos petistas?

Para comprovar nossa percepção dessa enorme carga de malefícios previstos pelo governo para cobrir os rombos acumulados, penalizando principalmente trabalhadores, aposentados, pensionistas e desempregados, relaciono abaixo as principais "medidas" que, apesar de massacrar o trabalhador, não são percebidas,  avaliadas ou repudiadas por eles.

  1. Corte no seguro desemprego, pensão por morte e benefícios aos novos desempregados.
  2 . Aumentos sucessivos no preço da energia elétrica, alcançando até 78% em julho de 2015.
  3. Adiamento do pagamento do adiantamento da primeira parcela do 13º Salário.
  4. Mudanças e restrições no FIES e aumento dos juros para os novos contratos.
  5. Volta da cobrança de R$ 0,22 da Cide e PIS/Cofins, sobre combustíveis. 
  6. Descontrole na inflação, com índice anual (INPC) alcançando 9,8% em agosto: um imposto invisível.
  7. Aumento do Imposto de Renda.
  8. Proposta para reimplantar o imposto do cheque, a CPMF, que tira dos cidadãos 50 bilhões/ano.
  9. Aumento do desemprego a níveis recordes, devido ao desajuste orçamentário e queda de receita.
10. Parcelamento da correção do FGTS aprovada pela Câmara Federal, mas adiada em negociação e votação no Congresso.
11. Redução de recursos para o Sistema S (Sesc, Senac, Sesi, Senai)
12. O aumento da taxa Selic para 14,5% a.a. joga juros de financiamento a mais de 350% a.a.
13. Redução nos programas sociais como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.
14. Corte nos gastos com Saude, Educação, Segurança e Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
15. Interrupção ou redução de contratos já em andamento, provocando mais desemprego.
16. Restrição do crédito da casa própria pela Caixa Econômica e aumento do juro.
17. Adiamento do reajuste salarias dos funcionários públicos, quebrando acordo anterior.
18. Aumentos sucessivos da Dívida Pública Federal que já alcança R$ 2,372 trilhões³.


É muito desajuste para o trabalhador pagar com suor, dor, frustração, sacrifício e até com a vida, enquanto o esquema de sustentação do PT no poder continua drenando os recursos da Nação para um projeto político partidário cruel e insano, desatrelado das necessidades dos brasileiros que não pertencem às zelites politica petista.


...................................................

Notas:1. Veja notícia do jornal O GLOBO sobre sentença de primeira instância aos funcionários do Banco Central, acusados de vender dólares abaixo do câmbio oficial aos bancos Marka e FonteCidam . O câmbio era de R$ 1,30 e o BC de Francisco Lopes, vendeu ao banqueiro Salvatore Cacciola por R$ 1,25! A Bolsa de Valores (BM&F Bovespa), que se beneficiou com essa venda ilegal, também foi condenada.
2. Após a liberação das tarifas bancárias, com o argumento de que a concorrência do mercado faria os ajustes e evitaria elevação exagerada, os bancos passaram a ter lucros imorais, conforme relatório de um gerente do Banco Mundial. Diretores do FMI também consideram absurdos os lucros dos bancos no Brasil. Basta ver os balanços dos maiores bancos para perceber que as dezenas cobranças de tarifas aos correntistas são muito altas. Fora as pegadinhas que surgem do nada nos estratos. Lembro que no Banco Econômico do ex-ministro do governo Sarney, Calmon de Sá, quando o dono queria trocar de iate os gerentes orientavam para lançar valores nas contas dos clientes. Os que reclamavam e não aceitavam as inúmeras explicações tinham o valor estornado, já a maioria era afanado em 6 reais ou 13 reais em uma linha de seu estrato com abreviações diversas.
 3. Essa lista de 18 itens elenca o aperto econômico que o Brasil está sofrendo e poderá sofre - caso sejam aprovados pelo Congresso - devido aos gastos feitos para o PT manter o poder, gerando ptchulecos para sustentação da chamada base aliada.

Pode ser corrigida ou completada pelo leitor.

Fique à vontade!

domingo, 20 de setembro de 2015

Cerveró confirma Valério

Na reportagem intitulada Ordens de Cima (VEJA,edição 2439 de 19.08.15) o jornalista Robson Bonin resgatou uma história contada pelo mensaleiro Marcos Valério, sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel em Santo André, no dia 19 de janeiro de 2002.
Celso Daniel 
Essa história faz parte dos segredos prudentemente esquecidos pelos que receiam por sua integridade física e de seus familiares. O alcance desse crime pode fulminar qualquer pretensão futura dos envolvidos.
Nestor Cerveró
Agora quem lança holofotes sobre o crime é Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, durante os depoimentos para obter aprovação do Ministério Público do seu acordo de delação premiada, finalmente efetivado.
Celso e Lula em comício
Ocorre que a compra da sonda Vitória 10.000 foi direcionada pelo presidente da Petrobras na época Sérgio Gabrielli, através Cerveró, para a construtora Schahin com o objetivo de quitar a dívida de R$ 60 milhões, remanescente da campanha Lulaláu - 2006 junto ao banco Schahin, administrado pelo mesmo grupo da construtora da sonda.

Cerveró revelou que, além de quitar a dívida de campanha, a compra serviu para encerrar outro assunto nebuloso envolvendo empréstimos do banco Schahin e o PT: o pagamento a um empresário que ameaçava denunciar a trama que resultou no assassinato de Celso Daniel, envolvendo Lula, Gilberto Carvalho e José Dirceu, caso não recebesse uma boa grana para se firmar nos negócios.

Nos depoimentos ao Ministério Público para obter aprovação para acordo de delação premiada o ex-diretor da Petrobras Renato Duque está detalhando as operações feitas pelo José Carlos Bumlai e sua participação no esquema de corrupção.
Marcos Valério
É a mesma história contada por Marcos Valério ao Ministério Público, quando tentou negociar um acordo de delação premiada, que ao final não foi efetivado.
Na ocasião Marcos Valério disse que se recusou a fazer essa operação e que coube ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, socorrer a cúpula petista. 
Foi o mui amigo Bumlai que contraiu empréstimo de R$ 6 milhões com o banco Shahin para calar o chantagista. Depois usou de sua influência na Petrobras para direcionar os contratos de compra e operação da sonda à construtora do grupo Shahin.
Velório de Celso Daniel
Vale lembrar, que o prefeito morto era o coordenador da campanha eleitoral de Lula em 2002, ano em que foi eleito pela primeira vez. E que as pessoas - não pertencentes à cúpula petista - que por acaso participaram dessa trama, têm o estranho costume de morrerem assassinadas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E o Decreto 8.515 ?

Manter a lucidez é fundamental quando o objetivo do governo bolivariano da governanta Dilma Rousseff é criar um caos no Brasil, que facilite a implantação da ditadura petista. 

Em 3.set.15 a presidente assinou o decreto nº 8.515,  que reduz as prerrogativas dos comandantes das Forças Armadas (FFAA) e transfere, para o ministro da Defesa, a competência de assinar atos relativos a pessoal, como: a transferência para a reserva remunerada de oficiais superiores, intermediários e subalternos; reforma de oficiais da ativa e da reserva; demissões a pedido; promoção aos postos oficiais superiores; designação e dispensa de militares para missão de caráter eventual ou transitória no exterior e até mesmo a nomeação de capelães militares. 


Eva Chiavon
Esse decreto dormiu durante três anos na Casa Civil e, de repente, quando o ministro da Defesa Jaques Wagner viajou à China para reunião do BRICS, foi desengavetado na Casa Civil por solicitação de sua secretária-geral executiva, Eva Maria Cella Dal Chiavon, já conhecida de longas datas, a qual é esposa de Francisco Chiavon, o Chicão¹nº 2 do Movimento dos Sem Terra (MST), comandado por João Pedro Stedile.

No decreto consta a assinatura eletrônica do ministro interino da Defesa, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira.
Em entrevista ao Estadão o almirante afirmou: “O decreto não passou por mim. Meu nome apareceu [no Diário Oficial] só porque eu era ministro da Defesa interino. Não era do meu conhecimento”. 
Jaques Wagner também se disse surpreso com o decreto, mas considera que o mesmo "normaliza as funções", seja lá o que isso quer dizer.

Mesmo com a grita dos militares e as declarações de desconhecimento de sua emissão dadas pelo ministro interino e pelo ministro Wagner, o decreto foi mantido e entra em vigor sábado, dia 19. 

Em reunião com os comandantes militares, o ministro Jaques Wagner procurou anular a grita e a gravidade do decreto, dizendo que irá corrigi-lo incluindo um artigo dizendo que: as prerrogativas do ministro da Defesa, constantes no mesmo, podem ser sub-delegadas aos comandantes das forças militares. Por portaria². E os militares, aceitarão isso?


Notas

Chicão, nº 2 do MST

1. Alguns dias após a assinatura do decreto 8.515 pela governanta Dilma, Francisco Chiavon - o Chicão - foi nomeado representante do MST no ministério da Defesa, robustecendo a suspeita de que o considerado "erro", na realidade tem intenções com raízes mais profundas. 


2. Portaria é um documento interno do ministério, que pode ser revogada num piscar de olhos. Manter o texto do decreto como está ou com a "correção" declarada pelo ministro, revela as suas verdadeiras intenções: instrumentalizar as Forças Armadas (FFAA) com militares obedientes e simpáticos ao bolivarismo socialista.


Os comandantes das Forças Armadas em foto de divulgação