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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Padrão Lava Jato

Há três anos, era impensável a prisão de poderosos endinheirados no Brasil. O exemplo da força-tarefa da Operação Lava Jato está se espalhando no Judiciário, na Polícia Federal e no Ministério Público. 

Fotos do fichamento vazaram

A cooperação entre o juiz Marcelo Bredas do Rio e o juiz Sérgio Moro do Paraná, resultou na denúncia de mais um grupo de corruptos que ajudaram na falência do Estado do Rio de Janeiro.
Quanta diferença em relação às denúncias feitas pela equipe do delegado da PF Protógenes Queiroz ao juiz Fausto Di Sanctis, na Operação Satiagraha, contra Daniel Dantas, Pita, Nagi Nahas... 

Naquela época foram trucidados pela Organização Criminosa instalada nos poderes da República. Mas agora, os corruptos sabem que podem ser presos e pagar por seus crimes... E suas mulheres também!

Adriana, esposa de Sérgio Cabral

Só esses fatos já estão permitindo que, silenciosamente, milhões de reais permaneçam nos cofres públicos. Recursos que não serão mais desviados dos verdadeiros destinos.
Aí então, as pessoas de bem vão começar a reconhecer os males que a corrupção provoca ao País e à população.

A sistemática aprimorada pela força-tarefa da Lava Jato, está conseguindo devolver à Petrobras. Desde maio de 2015, cerca de R$ 500 milhões desviados pela corrupção, voltaram aos cofres da empresa.

Vida longa ao padrão Lava Jato, visto que há estimativa de que R$ 60 bilhões foram desviados durante a gestão petista.

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* Post veiculado parcialmente na coluna Espaço do Leitor do jornal A TARDE, edição de 22.11.16.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

O Brasil mudou!


Senador Romero Jucá,
presidente do PMDB
Hoje, ficou bem visível que o Brasil mudou. Na gravação da conversa com Rogério Jucá, feita pelo interlocutor Sérgio Machado há clara intenção de um plano com todos os partidos e a Justiça, representada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para frear as ações da Operação Lava Jato. 
Fossem outros tempos, a divulgação da gravação do telefonema entre Lula e Dilma sobre o documento de posse antecipada, visando evitar uma possível prisão, seria o suficiente para os ministros do TSJ ou STF considerarem nulas todas as investigações, depoimentos e provas já obtidas e enterrar de vez a Lava Jato em cova rasa, como era comum acontecer antes da mudança. 
Foi quando um juiz e um delegado federal sofreram condenação por investigar, obter provas e prender participantes de alto escalão na organização criminosa especializada em saquear os recursos da Nação. Uma repescagem nos processos de investigação anulados pelo Judiciário, atendendo os interesses e as conveniências dos quadrilheiros contumazes, pode ser feita nas seguintes operações: Castelo de Areia, Boi Barrica, Sanguessuga, Mãos Limpas, Voucher, Sangue Frio, Navalha, Caixa de Pandora, Chacal, Satiagraha...

A Operação Satiagraha foi anulada pela 5ª Turma do STJ, que seguiu o voto do ministro Adilson Macabu, que entendeu como ilegal a convocação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para ajudar nos grampos telefônicos usados como prova, mesmo sendo a Abin um órgão de Estado.
Não se anulou somente as provas obtidas nas gravações telefônicas, mas todas as demais investigações e provas. Assim, foi suspensa a ação penal que julgava o banqueiro Daniel Dantas por corrupção ativa. O responsável pela operação, delegado federal Protógenes Queiroz, foi condenado por violação de sigilo na investigação, mesma justificativa que tentaram imputar ao juiz Sérgio Moro, por divulgar o telefonema de Lula e Dilma na véspera da posse como ministro da Casa Civil.
Os tempos são outros e o STF não só manteve a gravação como prova, como a anexou ao processo de Lula e Dilma por obstrução da Justiça! A reportagem - veiculada hoje (23) na Folha de São Paulo - com a gravação feita por Sérgio Machado em conversa com líder do PMDB Romero Jucá, mostra quanta diferença faz uma gravação.  O descaramento de Jucá, ao “traduzir” suas palavras na gravação, revela o que se pode esperar em dissimulação.
Michel Temer tem o apoio Eduardo Cunha e Romero Jucá, e agora conta também com o presidente do Congresso, Renan Calheiros, que lhe era arredio. Com companhias assim, haverá muita dificuldade para Temer fazer um governo de recuperação do crescimento, ajuste nas contas públicas, viabilizar a Previdência Social e passar o Brasil a limpo.
O processo de cassação da chapa Dilma-Temer pendente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que após a nomeação de Francisco Meireles para a Fazenda tomava o caminho do esquecimento, volta à pauta sob a condução de Gilmar Mendes.

Quanta diferença se faz notar nas decisões dos representantes das instituições da República, quando a sociedade vigilante se interessa, avalia e critica. Vamos persistir nisso!