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quarta-feira, 30 de maio de 2018

A produção e refino de petróleo como utilidade pública

Aqui estão algumas informações que podem confrontar a atual política de preços da atual gestão da Petrobrás. 

José Renato Almeida
cidadão-eleitor-contribuinte-blogueiro-consumidor-aprendizdarealidade...

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Fonte: VIOMUNDO - VOCÊ ESCREVE
Especialista em petróleo desmascara Pedro Parente: mesmo que Petrobrás lucrasse 50
​%​
 
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o diesel poderia ser vendido a R$ 2,30 nos postos
Postagem em 27.05.2018 às 14:45h
Antônio Cruz/Agência Brasil

A produção e refino de petróleo como utilidade pública 
por  Paulo César Ribeiro Lima*, via whatsapp

Como bem estabelece a Constituição Federal, em seu art. 177, tanto a lavra quanto o refino são monopólios da União, que, por sua vez, pode contratar essas atividades com empresas estatais ou privadas. Transcreve-se, parcialmente, esse artigo:

“Art. 177. Constituem monopólio da União:​ 
I – a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos;
​ ​
II – a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;
​ ​
(…)
​ 
§ 1º A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo observadas as condições estabelecidas em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995)
(…)”

Também é importante destacar que o abastecimento nacional de combustíveis é considerado atividade de utilidade pública, nos termos da Lei nº 9.847 de 26 de outubro de 1999:

“Art. 1º A fiscalização das atividades relativas às indústrias do petróleo e dos biocombustíveis e ao abastecimento nacional de combustíveis, bem como do adequado funcionamento do Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e do cumprimento do Plano Anual de Estoques Estratégicos de Combustíveis, de que trata a Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, será realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ou, mediante convênios por ela celebrados, por órgãos da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
§ 1º O abastecimento nacional de combustíveis é considerado de utilidade pública e abrange as seguintes atividades:
I – produção, importação, exportação, refino, beneficiamento, tratamento, processamento, transporte, transferência, armazenagem, estocagem, distribuição, revenda, comercialização, avaliação de conformidade e certificação do petróleo, gás natural e seus derivados;
(…)”

Em resumo, a produção e o refino de petróleo não podem ser tratados como um simples negócio privado com foco no lucro empresarial e no mercado, como tem ocorrido, ilegalmente, no País.​ 
​O 
Brasil, com a descoberta da província petrolífera do Pré-Sal, tem oportunidade única de se tornar autossuficiente tanto em petróleo quanto em combustíveis.
Importa ressaltar que o País é exportador líquido de petróleo, mas importador líquido de derivados de petróleo.
Nos anos recentes, o Brasil tem sempre exportado petróleo pesado e importado petróleo mais leve para gerar uma carga adequada para as refinarias.
No entanto, nos últimos anos, foi muito grande o aumento das exportações de petróleo, conforme mostrado na Figura 1.
Figura 1 – Evolução das exportações de petróleo cru.
Em 2005, o Brasil exportou cerca de 100 milhões de barris; em 2017, as exportações foram superiores a 350 milhões de barris.
Se esse petróleo exportado, produzido a partir da exploração de um bem da União, nos termos do art. 20 da Constituição Federal, fosse refinado no Brasil, seriam gerados empregos e autossuficiência em derivados de petróleo, tão importantes para o desenvolvimento sustentável do País.

A consequência das exportações de petróleo cru e a pouca importância dada às atividades de refino é o aumento das importações de derivados, como mostrado na Figura 2.
Figura 2 – Evolução das importações de derivados básicos.
Em 2005, o Brasil importou apenas cerca de 15 milhões de barris de óleo diesel; em 2017, a importação desse derivado ultrapassou 80 milhões de barris.
No passado, o País era exportador de gasolina; em 2017, o Brasil importou mais de 28 milhões de barris desse combustível.
Também grande foi o aumento das importações de gás de cozinha, o chamado gás liquefeito de petróleo (GLP), cujas importações aumentaram de cerca de 5 milhões de barris em 2005 para mais de 20 milhões em 2017.
Essas importações de derivados
​ ​
provocam um grande impacto nos preços aos consumidores brasileiros, pois são comprados a preços de mercado internacional em dólares e sujeitos a variações cambiais.
​ ​
Além disso, há um custo de internação para trazer esses combustíveis para o Brasil.

As licitações de blocos da província do Pré-Sal são uma grande oportunidade para fazer com que o Brasil se torne autossuficiente em derivados básicos como óleo diesel, gasolina e GLP.
​Bastava
 que as resoluções do Centro Nacional de Política Energética (
CNPE) e os editais da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que estabelecem as condições contratuais, condicionassem as exportações de petróleo cru ao abastecimento do mercado nacional com combustíveis produzidos no Brasil.
​ ​
Se isso ocorresse, estariam resolvidos os graves problemas do mercado nacional de combustíveis. 
Atualmente, o custo de extração do Pré-Sal é inferior a US$ 7 por barril.
O preço mínimo do petróleo para viabilização dos projetos do pré-sal (break-even ou preço de equilíbrio), que era de US$ 43 por barril no portfólio da Petrobrás de três anos atrás, caiu para US$ 30 por barril no plano de negócios em vigor, o que representa uma redução de 30% [1].
​ ​
Adicionados ao custo de extração, outros custos como depreciação e amortização, de exploração, de pesquisa e desenvolvimento e de comercialização, entre outros, o custo total de produção pode chegar a US$ 20 por barril.

Mas não é apenas o custo de produção do Pré-Sal que é baixo, o custo médio de refino da Petrobrás no Brasil também é baixo, muito inferior ao do exterior, conforme mostrado na Tabela 3Nos últimos quatro trimestres, o custo médio de refino da Petrobrás foi inferior a US$ 3 por barril.

Figura 3 – Custo médio de refino da Petrobrás.
O custo total de produção somado ao custo de refino totaliza apenas US$ 23 por barril. Se o preço de equilíbrio for somado ao custo médio de refino, em vez do custo total de produção, chega-se a um custo médio de US$ 33 por barril de combustível.
Somados outros custos administrativos e de transporte, o custo médio de produção de óleo diesel, por exemplo, seria de, no máximo, US$ 40 por barril.
Utilizando-se uma taxa de câmbio de 3,7 Reais por Dólar e que um barril tem 158,98 litros, o custo médio de produção do diesel é de apenas R$ 0,93 por litro.

Ocorre que a Petrobrás, antes da redução de 10% no preço do óleo diesel por 15 dias [2], estava praticando um preço médio nas refinarias de R$ 2,3335 por litro, o que representa uma margem de lucro de 150%. Depois dessa redução, o preço do óleo diesel nas refinarias reduziu-se para R$ 2,1016 por litro.
Mesmo após essa redução de 10%, a margem de lucro da Petrobrás de 126% seria altíssima Assim sendo, não faz sentido a estimativa de que a União poderia ter que repassar R$ 4,9 bilhões à estatal até o final do ano.

Em relação ao óleo diesel produzido a partir do petróleo nacional, essa redução de 10% representa apenas uma diminuição nas margens de lucro de 150% para 126%, ambas altíssimas.
Se todo o óleo diesel consumido no Brasil fosse produzido internamente a um custo de R$ 0,93 por litro, o preço nas refinarias, mesmo com uma margem de 50%, seria de R$ 1,40 por litro, valor muito inferior ao praticado pela Petrobrás: R$ 2,3335 ou R$ 2,1016 por litro.

Estima-se, a seguir, qual seria o preço nos postos se o preço de realização da Petrobrás, nas refinarias, fosse de R$ 1,40 por litro. A esse valor têm que ser acrescidas as seguintes parcelas, por litro:
— Cide e Pis/Cofins: R$ 0,46 [3];
— Biodiesel: R$ 0,18;
— Margem de distribuição e revenda (cerca de 9%): R$ 0,24;
— ICMS (15%, em média): R$ 0,40.
Observa-se, então, que se o petróleo do Pré-Sal for refinado no Brasil, ele poderá ter um preço nos postos de combustíveis de R$ 2,68 por litro, sem considerar o biodiesel; preço muito menor que o atualmente praticado que chega a R$ 4,00 por litro.
Conforme mostrado na Figura 4, a carga tributária incidente sobre o óleo diesel, da ordem de 30%, é muito baixa quando comparada a outros países.

Na Europa, a carga tributária sobre esse combustível é bem superior a 50% e mesmo o diesel sendo importado, o valor pago na refinaria é menor que no Brasil. Os tributos cobrados chegam a ser três vezes maiores que no Brasil.
Nesse contexto, não faz sentido que a União deixe de arrecadar, anualmente, cerca de R$ 14,4 bilhões, relativos a Pis/Cofins, como aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados, no dia 23 de maio de 2018, e aproximadamente R$ 2,5 bilhões, relativos à Cide. Registre-se que 29% da Cide é repassada a Estados e Municípios.
Os dados mostrados na Figura 4 demonstram, claramente, como a atual política de preços no Brasil é tecnicamente equivocada.
Figura 4 – Composição do preço do óleo diesel em diversos países.
​Sendo assim,
 não se justifica reduzir tributos sobre esse combustível, que podem ser importantes para a consecução de políticas públicas em quadro de crise fiscal.

​principal e grande parcel​a ​que precisa ser reduzida, é o valor pago na refinaria, que representa 55% do preço nas bombas. O alto preço de ​venda nas ​refinarias do Brasil decorre do fato de a política de preços da Petrobrás acrescentar ao preço ​do petróleo cobrado no Golfo (Estados Unidos) ​o​ custo de transporte, taxas portuárias e de margem de riscos [4]. Assim, o preço da estatal é mais alto que o preço no ​Mercado internacional. Nele também está sendo repassada para os consumidores, até diariamente, a 
Tecnicamente, a volatilidade
 dos preços no mercado internacional e no câmbio, não faz o menor sentido,
 causa instabilidade aos grandes consumidores e insegurança à população menos esclarecida, que usa ônibus como transporte no dia-a-dia.​
​ 
A redução dessa  volatilidade pode 
​ser feita através de 
diversos métodos, como bandas ou médias móveis, como ocorre nos países não autossuficientes em derivados.
Nesses países, os períodos de amortecimento variam de semanas a meses.
Figura 5 mostra os preços de realização nas refinarias da Petrobrás do óleo diesel S-10 e S-500, assim como o óleo diesel de baixo enxofre nos Estados Unidos (Golfo).
Figura 5 – Evolução dos preços do óleo diesel depois da nova política da Petrobrás.
​Além 
de voláteis, 
​​
os preços nas refinarias do Brasil são mais altos que nos Estados Unidos (Golfo), em razão da atual política de preços da Petrobrás
​.​

Em ​resumo: o óleo diesel poderia ser vendido nos postos a R$ 2,30 por litro​ e a Petrobrás manteria uma confortável margem de lucro de 50%.
Para que isso ocorra basta que o insumo básico petróleo seja produzido e refinado no Brasil, gerando mais empregos. O que impede?! 
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Autor:
 Paulo César Ribeiro Lima foi engenheiro da Petrobrás, Consultor Legislativo do Senado Federal e Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados.
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Repassando... 
​As 
informações 
​aqui reveladas ​
podem ajudar 
​a ​
esclarecer alguns pontos obscuros da política de preços utilizada pela atual gestão da Petrobrás. 
É uma grave denúncia!​

José Renato Almeida
cidadão-eleitor-contribuinte-blogueiro-consumidor-aprendizdarealidade...

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Lava Jato recupera bilhões roubados

A economia brasileira vem se recuperando desde que a Operação Lava Jato impediu que recursos públicos continuassem a ser desviados nos mesmos volumes ocorridos nos governos Lula e Dilma. 

Dilma, Cunha, Temer, Aécio e Lula se uniram


As melhorias poderiam ser bem maiores caso o governo Temer não gastasse R$ 53 bilhões do erário na compra de votos de deputados e senadores, mais de R$ 90 bilhões em perdões de dívidas, redução de impostos para  obter apoio de grupos econômicos com o "perdão" de dívidas bilionárias nem concedesse benefícios para barrar investigações contra ele e aprovar medidas contra os trabalhadores e a maioria da população não envolvida com os ilícitos ocorridos. 

A devolução de R$ 650 milhões à Petrobras é apenas uma pequena parte dos desvios calculados em R$ 10 bilhões. 
Mas ainda falta muito a recuperar à Petrobras e a outras entidades saqueadas nos governos Lula e Dilma. 

Nos Fundos de Pensão das Estatais o roubo soma R$ 70 bilhões!  

Só a Petros, Fundo de Pensão da Petrobras, sofreu prejuízo de R$ 27 bilhões, causados por investimentos fraudulentos acordados pelos então dirigentes do fundo, com aval da quadrilha instalada na petroleira sob a orientação de Lulaláu e cúmplices. 

Golpe semelhante ocorreu em todos os Fundos das Estatais, como o Postalis (Correios), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa) e outros.

Os herdeiros desse esquema de corrupção já definiram através da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que os beneficiários dos Fundos terão que cobrir os rombos!
Pouco farão para responsabilizar os bandidos que gerenciaram de modo a obter bilhões para a quadrilha, através de fraudes e conluios. 

Com Temer refém do PT, PP, PR, PSDB, DEM, etc., ameaçado de condenação em processos e na votação das reformas e que pouco farão para obter devolução dos valores através da Justiça, já decidiram, que os beneficiários dos Fundo pagarão para cobri os rombos criminosos. Os da Petros pagarão R$ 14 bilhões em parcelas mensais durante 18 anos!? Apostam que em breve os roubos serão esquecidos.

Valores desviados somam R$ 250 bilhões/ano


Voltando à recuperação dos valores desviados, vê-se que ainda há muito trabalho até se conseguir resgatar a fortuna roubada pelos investigados na Lava Jato e congêneres, hoje aplicada em bens móveis, imóveis, contas em paraíso fiscais e dinheiro vivo em salas, malas, escritórios, apartamentos, enterrado... É muito dinheiro na mão dos quadrilheiros!

Após a posse de Temer a Organização Criminosa que sequestrou a governança, continuou saqueando o Brasil... Agora, sob nova direção. 

A diferença é que os gangsteres ameaçados de serem obrigados a devolver os valores roubados, estão unidos contra a Lava Jato, independentemente de partido político e de ideologia. 
PMDB, PSDB, PT, DEM, PR, PP e PCdoB juram que são colegas desde pequenininhos!

Gilmar Mendes e o juiz Sergio Moro


Com o trabalho consistente feito pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) e pela Justiça sem partido, a verdade prevalecerá e muitos outros bilhões serão recuperados aos devidos donos... 

E quanto maior for o apoio da população à Lava Jato e aos seus condutores, mais operações serão realizadas e maior será o valor em dinheiro e bens recuperados dos criminosos que aí estão, tentando escapar da Justiça, a fim de desfrutarem os bilhões de reais roubados. 


domingo, 31 de dezembro de 2017

Paridades díspares: combustível x Salário Mínimo

A Petrobras adotou a partir de 30.jun.17 mecanismo contábil de paridade entre os preços dos combustíveis no mercado interno e os praticados no mercado internacional. Ontem (29) anunciou o 12º aumento no ano para a gasolina 1,7% e o 16º para o diesel 1,1%. 


De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) em dezembro os preços médio da gasolina nos postos foi de R$ 4,075/litro, variando entre R$ 3,39 a R$ 5,20. Já o diesel teve preço médio de R$ 3,324/litro, variando entre R$ 2,890 a R$ 4,470. 

Nos seis últimos meses do ano o aumento nas refinarias Petrobrás alcançou nas bombas 31,24% para gasolina e 26,52% para o diesel.


Como a Petrobras não divulga - nem a imprensa cobra - os valores de venda de cada combustível produzido (gasolina, diesel, gás de cozinha...) fez-se necessário a estimativa reversa apresentada acima. A PB tem divulgado apenas os índices que ajustam a paridade de preço de cada produto.

Vale saber que nos últimos seis meses o preço do barril de petróleo passou de 45,54 dólares (30.6.17) para 66,87 (29.12.17), acumulando aumento de 46,83%!!! E o preço do dólar tem-se mantido no patamar de R$ 3,31 desde o início da paridade em 30.06 até 30.12.17. 

Mesmo assim, Temer assina decreto estabelecendo o valor do Salário Mínimo, a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2018, em R$ 954,00. É a menor atualização ocorrida desde a implantação do Plano Real, há 24 anos! O índice usado está de acordo com o que estabelece a lei de reajuste do SM, que considera a inflação do ano e o PIB do ano anterior, que foi de 3,6 negativo em 2016. E o valor do aumento legal que seria de R$ 31,67 ficou reduzido a R$ 17,00. 


O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, declarou: "O governo não podia dar um reajuste maior. Não tem nenhuma decisão que o governo possa tomar diferente dessa. Não é uma alternativa. No fundo, é uma notícia boa, que a inflação foi baixa". 

Nesses assuntos, Temer faz questão de cumprir as leis! 

Essa "notícia boa" deve-se estender a todos os salários dos servidores públicos, aos preços administrados pelo governo, às mordomias e penduricalhos. 
Caso contrário, será apenas mais uma declaração descarada do ministério de Temer. A resposta a essa questão teremos em pouco tempo.

Como a previsão para a inflação em 2017 (IPCA/IBGE) é de 3,38%, o reajuste que ficou em apenas 1,8%, poderá ser corrigido para maior após a confirmação desse valor... Se a gangue dos investigados não encontrar "justificativas" para barrar o aumento devido!



quinta-feira, 24 de agosto de 2017

E após vender as estatais?



A venda de estatais não vai tirar o Brasil do buraco, se os governos não adequarem os gastos às despesas públicas. E o governo anuncia que vai privatizar mais 57 estatais! 

E fazer concessões de aeroporto, portos, rodovias, ferrovias e até a Casa da Moeda.

O rombo nas contas públicas deste ano confirma do descontrole orçamentário do governo Temer. 

Os R$ 139 bilhões para 2017 foi considerado com folga e, mesmo assim, vai ser necessário acrescentar R$ 20 bilhões... Igual ao valor previsto para arrecadar com a venda da Eletrobras! Os próximos anos também já têm previsão de déficits com valores semelhantes.

E o que poderá ser feito após a venda das demais estatais como a Petrobras? Vai vender mais o quê para cobrir os déficits?!


Aos esquecidos, vale lembrar que FHC privatizou 137 estatais com a justificativa de reduzir a Dívida Externa de US$ 120 bilhões à época e, consequentemente, os juros e serviços pagos, que se dizia serem altos!? ¹ 


"Vendeu" na bacia das almas, a preços tão baixos que os produtos em estoque valiam mais do que o pago por toda a Empresa, como ocorreu na "venda" da Vale do Rio Doce!  


Na realidade, os preços de "venda" foram negativos, pois neles não estavam incluídas as dívidas das empresas nem os "investimentos" feitos para "recuperação" da empresa antes da venda, como na Telebras, onde foram gastos 10 vezes mais que o preço de "venda"!? 

E tudo isso pago com financiamento do BNDES a juros subsidiados, no prazo de dez anos!!! Compra feita com dinheiro do Estado? Que "venda" é essa?


No livro "A Privataria Tucana", o jornalista Amaury Ribeiro Jr. documenta o maior saque já feito aos recursos da Nação na história da República. Resultado: em 2002, após as "vendas" que renderam de R$ 105 bilhões, a Dívida Externa aumentou de US$ 120 bilhões para US$ 212 bilhões!!! 

O PSDB errou por não reduzir a Dívida, mas "acertou" a vida dos participantes do esquema de corrupção e impunidade existentes nos governos FHC. 


Os processos de investigações dessas "vendas" e de outras várias maracutaias, como a compra de parlamentares para votar a favor da PEC da Reeleição para a presidência - estendida aos demais cargos -, sumiam nas mãos do chefe do MPF, Geraldo Brindeiro, conhecido como o engavetador-geral da república. 

Dos 626 inquéritos criminais que ele recebeu, 242 foram "esquecidos" nas gavetas 242 e arquivou tantos outros.


O que o governo pode fazer para reduzir o déficit? Reduzir os gastos com os cerca de 35 mil servidores públicos que, além de receberem altos salários e "direitos legais" para desfrutar regalias absurdas, possuem capitanias, sesmarias e feudos que passam de pai para filho?


Mas Temer faz o inverso. Aumenta as despesas, compra apoio dos grupos econômicos concedendo benefícios fiscais, compra votos de parlamentares com comprometimentos de aparência legais, que poderiam ser negociados se houvesse outra intensão de Temer que não a de manter-se o poder a qualquer custo! Com bandidos no poder os rombos só irão aumentar. 


O jornalista Hélio Fernandes da Tribuna da Imprensa já denunciava no deserto que, durante 40 anos (1960 a 2000), a dívida pública (externa + interna) passou de US$ 1 bilhão para US$ 240 bilhões! 

E são as mesmas quadrilhas - partidárias, econômica, financeira e empresarial - que se revezam no comando dos butins permanentes e "institucionalizados" pelas governanças.


O professor aposentado, Paulo Moreno, emitiu e-mail que resume o assalto. Nele diz que FHC transferiu para mega-especuladores internacionais um patrimônio público de trilhões de reais em 137 estatais de energia, petróleo, telecomunicações, infraestrutura, petroquímicas, a Vale do Rio Doce maior mineradora do mundo, todas criminosamente doatizadas por menos de 2% do valor e também a privatização branca da Petrobras, em que FHC doou um lote de seis bilhões de ações preferenciais da Petrobras por menos de 2% do valor na bolsa de New York, em junho de 1999, para o patrão do sr. Armínio Fraga: o sr. George Soros." ²

Domingo (27), vamos protestar contra os saqueadores dos recursos públicos da Nação e insistir junto ao STF a remoção deles das governanças, suas condenações e devolução dos valores roubados com multas, correções, etc...


Vamos protestar também contra juízes e ministros dos Tribunais de Justiça, Tribunais de Contas e do Supremo Tribunal Federal (STF), que pregam e decidem pela impunidade dos membros das Orcrim's, libertando até condenados em 2ª Instância, contrariando decisão do próprio STF! 

Vale tudo para evitar que esses bandidos façam delação premiada.


Os cidadãos de bem não podem mais aceitar calados os crimes continuados desses canalhas, ora em escalada, que trouxeram o Brasil à mais grave crise de toda sua história! Se não houver povo protestando e agindo, vão continuar o assalto por todos os meios antigos e novos, incluindo mudança da Constituição e leis que protegem os bandidos, "legalizando" a impunidade.


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Notas:


1. Lula nacionalizou a dívida externa e fez marketing de que a pagou totalmente! Os banqueiros aqui instalados não se contiveram de tanta alegria e gratidão a Guido Mantega e chefias: em vez do Brasil pagar juros de 4,5% a.a. aos órgãos financeiros externos (Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Interamericano para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), etc, passaram a pagar aos banqueiros aqui, taxas bem mais significativos, acima da taxa SELIC de 11% em média nos governos petistas entre 2002 a 2016. 


2. Endereço do texto completo do prof° Paulo Moreno: http://www.cafenapolitica.com.br/prejuizo-com-privataria-de-fhc-chegaria-a-15-trilhoes-de-dolares/