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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Sintoma perigoso

Parece que o novo coronavírus provoca ou faz emergir em alguns, instintos inaceitáveis nas sociedades conscientes de seus direitos e deveres.

O governador Andrew Cuomo do estado de Nova York - onde está a cidade de Nova York epicentro da pandemia nos Estados Unidos - revelou seus instintos de chefão todo poderoso ao criticar a atuação do Brasil e da Suécia no combate à pandemia, por permitir alto índice de mortalidade pela Covid-19.
"Nesses países, você deixa acontecer. Quem for infectado, foi infectado. Quem morrer, morreu. Mas dessa forma, muitas pessoas morrem", declarou em tom de crítica. 
O cara não sabe que a gestão de contenção do vírus são tomadas pelos governadores e prefeitos e não pelo governo Bolsonaro, a quem ele queria atingir. Errou feio. 
Andrew Cuono

Mas que dá vontade de mandar Mr. Andrew tomar no Cuono, ah, isso dá! 

O cara está com milhares de infectados e mortos debaixo do nariz e se acha no direito de olhar para o país vizinho, no qual o presidente não lhe é simpático. 
Ora vá catar coquinho!
Lembro que o prefeito de Nova York Bill de Blasio, do Partido Democrata, impediu homenagem a Bolsonaro em 2019.

Na Hungria, aproveitando o impacto que a expansão do vírus tem causado em todo o mundo, o premiê Viktor Orbán obteve no parlamento aprovação de leis que lhe dão poderes ditatoriais, recebendo severas críticas da União Europeia. 

No Brasil, o observador mais atento, também vai encontrar gestores públicos com esses mesmos sintomas que afetou Orbán. 

Há governadores que determinaram vigilância online dos habitantes via celular, com uso de contingentes policiais para fazer cumprir suas ordens e reprimir  infratores que causam a redução do "índice do isolamento" para menos de 70%. 
Carnaval em São Paulo, capital em 2020
Faz-se necessário registrar que os estados que determinaram o isolamento social mais severo, são os que têm os maiores números nominais tanto em infecção como em óbitos. 



Especialistas consideram que as medidas de contenção como o isolamento social veio tarde, muito depois do Carnaval que atraíram milhares de turistas do mundo inteiro, causando as maiores aglomerações de foliões de todos os tempos... 

Mas a culpa de tudo isso é de Bolsonaro, que decretou Estado de Emergência na Saude Pública Nacional em 04 de fevereiro, três dias após a Organização Mundial de Saude (OMS) declarar Estado de Emergência Internacional em 30 de janeiro, e vinte dias antes do Carnaval. 
Em 20 de março, o Senado aprovou o decreto do governo federal, instituindo Estado de Calamidade Pública no País, que já havia sido aprovado na Câmara.

Mesmo assim os governadores e prefeitos não tomaram qualquer medida efetiva para fazer a contenção do novo coronavírus. 

Ao contrário. As declarações dessas autoridades em rede nacional, tranquilizavam a população e minimizavam  a agressividade do vírus, mesmo com a divulgação massiva das imagens horripilantes transmitidas de Wuhan, centro de contaminação na China. 

Vejam declarações de alguns deles.

João Riquinho Dórea: "Não há a minima razão para pânico... nem para interrupção de aulas, trabalho, atividades esportivas, espetáculos... Faremos o maior Carnaval da história, são 600 blocos com milhares de foliões... Que movimentará a economia de São Paulo."

David Uip: "A nosso favor, estamos no Verão, o vírus gosta do frio e estamos no calor. Poucas pessoas vão sentir que foram infectadas, terão coriza, sintomas de um resfriado, uma gripezinha, mais de 90% não sentirão sintoma algum." 

Drausio Globosta Varella: "Esse vírus não tem potencial. Em cada 100 pessoas que pegarem o vírus 80 ou 90 pessoas terão um resfriadinho de nada."
Carnaval no Rio - 2020
Após o Carnaval, os discursos sofreram revisão radical, principalmente após o presidente repetir as mesmas palavras dos doutos ispexialistas acima citados. "Será uma gripezinha".
Os afáveis e serenos gestores de antes, num repente, tornaram-se ferrenhos defensores da saude dos habitantes de seus feudos, com intermináveis discursos de campanha e violentas ações contra pessoas indefesas que tiveram a ousadia de desobedecer o Chefinho e ir até a praça, à praia, ao parque pegar um sol, respirar um ar, andar e espairecer um pouco. Idoso na rua leva surra de cassetete. Mulher na praça, sozinha, é algemada e levada presa... Depois da repercussão das violências, os ditadores em campanha mudaram o discurso.

A conversão instantânea ao combate da pandemia ocorreu quando o governo enviou ao Congresso pedido de declaração de Calamidade Pública. Não é coincidência, é esperteza. A partir daí houve pedidos semelhantes por parte de governadores, prefeitos e até gestores que não tinham caso confirmado da Covid-19 em sua região. Por que será?

São esses os mesmo prefeitos e governadores que reduziram o transporte público para "obrigar" a população ficar em casa. E os empresários agradeceram. Resultado: ônibus, metrôs, barcas e trens lotados, como qualquer pessoa de bom senso seria capaz de prever. O projeto gracioso, aprovado às pressas na Câmara Federal, pode explicar o interesse de alongar a pandemia e matar(ops!) dois desejos com um só projeto: terão uma dinheirama gratuita para gastar em contratações sem licitação, enquanto sangra o governo Bolsonaro.



Talvez uma investigação sobre os números da pandemia nas áreas críticas possa esclarecer isso e mais alguma coisa, que aponta para a quantidade de óbitos ocorridos, mesmo após declaração de um médico de São Paulo de que usou remédios já existentes e obteve total recuperação de 40 pacientes em menos de sete dias. Vale a pena averiguar.

Esse sintoma de voluntarismo acerbado também é percebido nas plagas do Judiciário, e quase passa despercebido devido histórico de idiocrasias típicas dos deuses do Olimpo.

A juíza Ana Lúcia Petri Betto, atendendo um pedido do jornal Estado de São Paulo, decidiu dia 30/04 que o presidente Jair Bolsonaro entregue à Justiça "os laudos de todos os exames" realizados para detectar se foi ou não contaminado pelo novo coronavírus. 

E em controversa unanimidade o STF decidiu que os estados e municípios têm autonomia para definir medidas de combate à pandemia, mesmo que em discordância com as determinações do Ministério da Saude
Quer dizer que estados e municípios podem decidir, já a União onde estão contidos não pode. Traduzindo: governadores e prefeitos podem, já o presidente não pode. Curiosa justiça em tempos de pandemia politizada.

Dá impressão que os efeitos do novo comunavírus propagam-se via internet como os demais vírus digitais, pois apesar da redução em mais de 95% nas interligações aéreas e terrestres das capitais, ontem (27/4) tivemos demonstração dessa transmissão "virtual", quando o governador da Bahia baixou decreto cancelando o São João em nossa província.

Como é que é?! É isso mesmo: o gestor cancelou por decreto os festejos de São João. Tradicionalmente as festas juninas (foto) são preparadas pelas famílias e pelos prefeitos.
Imagino barreiras armadas montadas nas fronteiras de cada município, em cada uma das cidades que costumam festejar o santo com muito fervor e animação. 
Pode ser até que as quadrilhas juninas sejam marcadas com os trajes típicos acrescido de máscara, com o espaçamento de dois metros entre os brincantes. 
Algumas das marcações serão omitidas, tais como: túnel do amor, caracol, balancê... Outras poderão ser acrescidas, do tipo: Olha a pandemia! É verdade... e todos se afastam numa grande roda. Olha a cloroquina! É verdade... e todos se aproximam faceiros até dois metros de distância. Os pares manterão distância até o final: Camindaróça pessoar!
Nada foi dito quanto ao Dia dos Namorados (11/6), às novenas e folguedos nas vésperas do dia de Santo Antônio no início de junho...  Nem de São Pedro dia 29... Ufa!
Os devotos agradecem. 

Não é coincidência que os estados com maior dificuldade de atendimento dos pacientes da Covid-19 sejam os mesmos que tiveram construções superfaturadas para as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014: Arena Amazonas-AM, Arena Pernambuco-PE, Estádio Nacional Mané Garrincha-DF, Arena Corinthians-SP e Maracanã-RJ. Os bilhões de reais pagos em ptchulecos ao rei e seus amigos de então, está fazendo falta no sistema de saude.

A contensão da pandemia causada por esse vírus mortal precisa ser feita com lucidez e sabedoria, sem a necessidade de copiar ações ditatoriais de governos de outras latitudes, largamente propagadas como as mais eficazes. Considerando a dificuldade de obter informações confiáveis em ditaduras, isso não deve ser considerado como toda a verdade.

Aqui não, cara-pálida! Basta!


quinta-feira, 9 de abril de 2020

Guerra contra o coronavírus

O Dr. Dante Senra (foto), médico cardiologista e coordenador das UTI's do hospital Igesp, em São Paulo, informou que pelo menos quatro pacientes que estavam em estado grave receberam alta após sete dias de uso de hidroxicloroquina em associação com outras medicações. 
"Até onde sabemos, fomos o primeiro hospital no Brasil a utilizar o medicamento." 


O remédio está liberado pela Anvisa para combate à malária, lúpus e artrite reumatoide.

Apesar de bons resultados o Dr. Dante alerta de ainda são dados iniciais e que seus resultados não fazem parte da coalizão Covid-19, feita pelo Hospital Israelita Alberto Einstein, HCor, Sírio Libanês e BRIC-Net que realizam estudos clínicos na área de medicina intensiva e estão testando em cerca de mil pessoas, com relatórios preliminares previstos para serem emitidos até o dia 20.04. 

Mesmo assim, a maioria dos governadores e a imprensa desmamada se posicionaram contrário ao uso, até que, vazou para a internet a foto de uma receita emitida por médico da assessoria do governador de São Paulo, que depois de se eleger, na onda renovadora gerada por Bolsonaro, tornou-se ferrenho crítico do presidente. 

Foi o médico coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do governo Dória em São Paulo, Dr. David Uip (foto), que teve de abrir o jogo depois do vazamento de uma receita (foto) dele prescrevendo hidroxicloroquina a ele mesmo. 


Com alguma resistência de início acabou confirmando que usa o medicamento em seus pacientes, acrescentando que já tinha se reunido com o ministro da Saude, Dr. Luiz Henrique Mandetta, orientando ao uso no combate  ao coronavírus. 

Quem acompanhou as entrevistas diárias do governador Dória e seus secretários sabe que não é bem assim. 


O governador se posicionou contrário ao presidente, que havia mencionado a cloroquina como um medicamento que poderia ser usado no combate ao coronavírus, pois há registros de sucesso. Para se contrapor, Dória declarou que a cloroquina não deveria ser usada por não ser segura e ter efeitos colaterais que podem levar a morte, como arritmia e taquicardia. Na hora H o discurso ficou de lado, Uip usou cloroquina e agora tenta disfarçar seu posicionamento "secreto" ao chefão.

No dia seguinte outros governadores deixaram de criticar o medicamento e passaram a fornecer e a falar abertamente sobre o seu uso, como se  fizessem isso desde o início da pandemia.
Ponto para Bolsonaro. Com o seu jeitão atabalhoado levantou uma discussão que pode resultar em muitas vidas salvas. Registros médicos já mostram que esses fármacos têm melhor resultado quando ministrados no início da infecção. Isso é muito bom.

Ressalte-se que os componentes da hidroxicloroquina, azitromicina e outros medicamentos já aprovados para outras doença, não estão sujeito a royalties de patente. São de domínio público.

Em estudo surpreendente liderado pela Monash University, feito em parceria com o Doherty Institute of Infection and Immunity, publicado na Antiviral Research da Eslsevier da Austrália, no último dia 3, cientistas observaram que uma única dose do antiparasita-vermífugo Ivermectin foi capaz de combater o SARS-CoV-2. 


"Descobrimos que mesmo com uma única dose o medicamento foi capaz de remover todo o RNA viral em 48 horas, e nas primeiras 24 horas ocorreu redução significativa", disse a doutora Kylie Wagstaff que liderou o estudo.

O medicamento Ivermectin é comercializado em todo o mundo e já se mostrou eficiente também contra outros vírus com HIV, Dengue, Influenza e Zica vírus.

Na Universidade Tsinghua, de Pequim, um grupo de cientistas chineses isolou vários anticorpos que diz serem “extremamente eficientes” para restringir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar como para prevenir a Covid-19.


Estudos demonstram que o coronavírus se encaixa nas células ACE-2 por meio de espinhos de proteína, se reproduz no interior dela e libera mais vírus (RNA) para a corrente sanguínea causando na maioria das vezes febre, tosse e dificuldade de respirar. 

Vale alertar que nem todo infectado apresenta esses sintomas. Alguns são assintomáticos, o que dificulta ainda mais o combate à pandemia. 

Com tudo isso, torna ainda mais grave a campanha do diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus (foto), endossada pela extrema-mídia, desestimulando o uso da hidroxicloroquina para combater a Covid-19. 

É bom saber também, que um grupo de especialista em biotcnologia do Instituto de Pesquisas da Galileia (MIGAL), em Israel, liderado por Chen Katz, pretende iniciar os testes de uma vacina oral contra a Covid-19 em princípios de junho próximo.


"Nós já estamos nos estágios finais e em poucos dias teremos as proteínas - componentes ativos da vacina," declarou Katz ao jornal Jerusalem Post.

Kartz esclarece que há quatro anos desenvolve uma vacina para o vírus da Bronquite Infecciosa das Galinhas (BIG) que está em adiantada fase de aprovação, finalização, comercialização e que provou induzir altos níveis de anticorpos específicos contra BIG. 

"A droga que estamos desenvolvendo para o novo coronavírus é uma adaptação da pesquisada para a BIG". 

Por outro lado, nos Estados Unidos, uma equipe de cientistas da Universidade de Pittsburgh, que trabalhava em vacinas para a SARS e a MERS, realizaram testes iniciais em ratos de laboratório com bons resultados contra Covid-19. 
A vacina seria aplicada com um pequeno adesivo de uma polegada. 

É importante saber que a FDA, Agência Federal de Medicamentos e Alimentos dos EUA, autorizou em regime de emergência o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19, o que vem dar apoio substancial a sua utilização.

Na segunda-feira, dia 6, chegou para reforçar o grupo do Ministério da Saude a imunologista Nise Yamaguchi munida de dados sobre uso da cloroquina. Adiantou que: 

"Usar o medicamento não é uma questão política, é uma questão de humanidade". 

E acrescenta de forma inquestionável.

"Se já temos evidências robustas de que o remédio reduz os sintoma e evita internação, por que vamos deixar de salvar vidas aguardando uma comprovação científica?"

O método científico utiliza o teste duplo cego, em que se define dois grupos de infectados: um usa o medicamento e o outro placebo, sem o medicamento. Considerando o alto índice de complicação e mortalidade da Covid-19, isso pode significar uma sentença de morte.

De qualquer forma, ainda ficam em suspenso para questionamento futuro as razões da China ter registrado tão poucos infectados e tão poucas mortes, restringida a região uma específica. Isso pode indicar censura nas informações, uso medicamentos para debelar a Covid-19 ou uma vacina contra essa enfermidade, mesmo que em fase experimental. 

Essas dúvidas se somam à demora de alertar do surto do coronavírus e o uso da policia para tentar esconder do mundo mais esse vírus gerado nos imundos mercados de animais vivos, que o Comitê do Partido Comunista Chinês havia se comprometido acabar em 2002.