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terça-feira, 2 de março de 2021

Desinformações oficiais

Desde o início da pandemia as informações sobre a situação do combate à covid-19 não mudou, seja no sistema do Ministério da Saude, seja no Consórcio de empresas de comunicação. Ambos computam os mesmos dados informados pelas Secretarias dos Estados, que coletam os dados dos municípios.

Desde os primeiros meses da pandemia acompanhei os dados divulgados pelo
Ministério da Saude (MS): 

. casos confirmados com testes ou sintomas,
. índice de incidência,
. casos em acompanhamento,
. casos recuperados,
. óbitos acumulados, 
. índice de letalidade,
. índice de mortalidade,
. novos óbitos nas últimas 24 horas e
. pacientes recuperados nas últimas 24 horas. 

Junto a esses dados somam-se, à parte, os da taxa de ocupação de leitos e de UTIs, os quais permitem análises feitas pelos técnicos de saude que orientam governadores e prefeitos, quanto à necessidade de liberação ou não das atividades comerciais, sociais, educacionais, religiosas, entretenimento, etc. 

Chamou-me atenção a nota que acompanhava o número dos óbitos registrados nas últimas 24 horas: "a maioria dos óbitos ocorreram em datas anteriores".
 
Quando houve a desavença entre MS e secretarias de saude dos estados, por causa da forma de apresentar esses dados, a nota de observação deixou de constar nos relatórios do Consórcio de empresas de comunicação que passou a emitir relatório independente do MS, com os mesmos dados das secretarias. 

E assim, um dado importantíssimo para o gerenciamento da pandemia deixou de ser considerado, qual seja: as datas efetivas em que ocorreram os óbitos. 

Do modo como hoje é informado, agrupando os óbitos nas últimas 24h e os de datas anteriores, é impossível saber se o vírus está ou não mais letal. 

A subsecretária da saude da Bahia, Tereza Paim, tem obtido das secretarias o números de mortes nas últimas 24 horas, separado das ocorridas em datas anteriores, e emite o quadro abaixo.


Temos aqui a informação de que no dia 1º de março ocorreram 15 óbitos na Bahia. Mas o que ouvimos e lemos nos meios de comunicação é de que ocorreram 114 óbitos naquele dia! A diferença é grande.

Mas são esses dados que governadores e prefeitos, apoiados pela mídia desmamada anti-bolsonaro, utilizam para justificar as medidas de contenção tipo lóquidão, toque de recolher, suspensão ou liberação de atividades comerciais, educacionais, sociais, religiosas, serviços, diversão...

Parece haver interesse que esse número seja divulgado assim mesmo, sem detalhar, para permitir contratações e compras emergenciais sem licitação, já que esse número dá a impressão de que a pandemia está em alta.

E  ainda há milhares de óbitos sendo investigados quanto a causa. Só na Bahia havia em 1º de março passado, 159.580 óbitos em investigação! Com um "estoque" desse montante fica fácil elevar os números de óbitos "diários". Ou não? Basta sabermos que, desde o início da pandemia, já foram descartados 1.033.493 óbitos, em que o resultado da investigação concluiu por causa alheia à Covid-19.
Nem todas as secretarias estaduais apresentam as informações necessárias. 
A Secretaria de Saude da Bahia (Sesab) está de parabéns! 

Sugegirmos manter um gráfico tipo histograma, plotando os óbitos ocorridos a cada dia, desde a primeira morte pela covid em 2020, atualizado diariamente, sempre que houver conclusão de investigação.
(Para acessar o boletim completo atualizado, clique em: boletim epidemiológico covid-19 saude.ba.gov.br ou acesse o Business Intelligence).

Estranhíssima foi a justificativa do governador Rui Costa do PT para não ativar o Hospital Metropolitano, novinho em folha, recém construído, com cerca de 300 leitos. Beira ao absurdo, vejam: "é para que as pessoas não relaxem e se exponham, por saberem que há leitos disponíveis para internação. Não posso ficar criando leitos para atender a demanda crescente por causa da alta de consciência das pessoa ante a pandemia". Hã!!! Como é que é? 

Felizmente, já voltou atrás e prometeu ativar, fará licitação emergencial para selecionar a empresa que possa assumir o Hospital Metropolitano de Salvador.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) disse em entrevista que como 60% dos pacientes em UTI morrem, então não se justifica investir nelas. E mais: Sim, TODO o dinheiro recebido do governo federal - 40,9 bilhões de reais - foi para a saude. É bem verdade que PARTE dele foi usado para cobrir a queda na arrecadação. Foi usado para manter os serviços do estado. (Veja o vídeo em: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/27544/a-temerosa-entrevista-do-governador-do-rs-se-60-dos-pacientes-em-utis-morrem-entao-se-justifica-nao-investir-nelas-veja-o-video

Por isso tudo, não nos causa espanto o bate-cabeça que ora ocorre entre governadores, prefeitos e o Ministério da Saude, visto que os dados que vêm sendo divulgados não mostram a realidade da pandemia. 

Mas ainda há tempo de corrigir esse lapso e começar a gerir a pandemia com dados temporais confiáveis, que revelem do modo mais real e atualizado possível, a situação da pandemia e que permita visualizar as múltiplas ondas de infecção e de óbitos que já ocorreram e as que venham ocorrer no futuro. 
Que assim seja, para um novo tempo, para uma visão real da pandemia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Vice-presidente Hamilton Mourão

Artigo do vice-presidente da República do Brasil, general da reserva Antonio Hamilton Martins Mourão (foto), publicado no jornal O Estado de São Paulo, o Estadão, em 01.11.2020, aponta com lucidez as principais questões que travam o país, após a eleição do presidente Jair Messias Bolsonaro.

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"Nenhum país do mundo vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional, que agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos. Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades constituídas.

A esta altura, está claro que a pandemia de covid-19 não é só uma questão de saúde: por seu alcance, sempre foi social; pelos seus efeitos, já se tornou econômica; e por suas consequências pode vir a ser de segurança. A crise que ela causou nunca foi, nem poderia ser, questão afeta exclusivamente a um ministério, a um Poder, a um nível de administração ou a uma classe profissional. É política na medida em que afeta toda a sociedade e esta, enquanto politicamente organizada, só pode enfrentá-la pela ação do Estado.

Rodrigo Botafogo Maia e
David Batoré Alcolumbre,
presidentes da Câmara e Senado

Para esse mal nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em quatro pontos.

O primeiro é a polarização que tomou conta de nossa sociedade, outra praga destes dias que tem muitos lados, pois se radicaliza por tudo, a pela opinião, que no Brasil corre o risco de ser judicializada, sempre pelo mesmo viés. Tornamo-nos assim incapazes do essencial para enfrentar qualquer problema: sentar à mesa, conversar e debater. 

A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação, deteriorando-se o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia.

O segundo ponto é a degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável, governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União. 

Em O Federalista – a famosa coletânea de artigos que ajudou a convencer quase todos os delegados da convenção federal a assinarem a Constituição norte-americana em 17 de setembro de 1787 –, John Jay, um de seus autores, mostrou como a “administração, os conselhos políticos e as decisões judiciais do governo nacional serão mais sensatos, sistemáticos e judiciosos do que os Estados isoladamente”, simplesmente por que esse sistema permite somar esforços e concentrar os talentos de forma a solucionar os problemas de forma mais eficaz.

Dos onze ministro do Supremo
só dois tinham sido juízes antes

O terceiro ponto é a usurpação das prerrogativas do Poder Executivo. A esse respeito, no mesmo Federalista outro de seus autores, James Madison, estabeleceu “como fundamentos básicos que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário devem ser separados e distintos, de tal modo que ninguém possa exercer os poderes de mais de um deles ao mesmo tempo”, uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la.

Na obra brasileira que pode ser considerada equivalente ao Federalista, Amaro Cavalcanti (Regime Federativo e a República Brasileira, 1899), que foi ministro de Interior e ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou, apenas dez anos depois da Proclamação da República, que “muitos Estados da Federação, ou não compreenderam bem o seu papel neste regime político, ou, então, têm procedido sem bastante boa fé”, algo que vem custando caro ao País.

Governantes comunistas
do Foro de São Paulo

O quarto ponto é o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País “como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global”, uma acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável.

Esses pontos resumem uma situação grave, mas não insuperável, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades do País.

Consórcio Nordeste
governadores independentes
deu merda R$ 49 milhões
no ralo da corrupção
Pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social, a economia do País está paralisada, a ameaça de desorganização do sistema produtivo é real e as maiores quedas nas exportações brasileiras de janeiro a abril deste ano foram as da indústria de transformação, automobilística e aeronáutica, as que mais geram riqueza. Sem falar na catástrofe do desemprego que está no horizonte.

Enquanto os países mais importantes do mundo se organizam para enfrentar a pandemia em todas as frentes, de saúde a produção e consumo, aqui, no Brasil, continuamos entregues a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo.

Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas."

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Covid-19 Terror na Globo

É criminosa a maneira como a Globosta usa a concessão pública de TV nesses dias de pandemia.
No noticiário da manhã de hoje (6/5) a apresentadora deu ênfase assustadora ao anunciar 600 mortes nas últimas 24 horas, apresentando comparativo com países do mundo como os EUA, Reino Unido, França, Espanha e Itália, em que o Brasil está em terceiro lugar. A partir daí o restante das notícias foram todas para aterrorizar o telespectador incauto.
No gráfico abaixo, em que estão plotados os números de mortes registradas em cada dia, mostra que os 600 mortos registrados ontem (05/05) é um ponto completamente fora da curva e, de acordo com os números informados ontem, pode estar incluindo óbitos pendentes de investigação da causa mortis, que ontem era de 1.427. Fazer essa comparação com o dia 3 e 4/5 com 275 e 296 mortes não interessa à TVesgoto. Isso não é falha do jornalismo iniciante.

A coisa é feita exatamente para causar comoção nas pessoas com menos 
conhecimento e instrução pois mesmo após o Ministério da Saude esclarecer que 79% (474) dessas mortes ocorreram antes de três dias, apresentaram o mesmo painel no Jornal Hoje, como se 600 fosse a média diária no Brasil.
Canalhas!
Acredito que o Brasil vai sair dessa pandemia mais forte e atento, conhecendo os traíras e gangsteres travestidos de bons moços que tentam transformar os brasileiros em zumbis obedientes a seus comandos.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Arautos do Caos


Enquanto a maioria dos profissionais da saude dedicam a vida para combater a pandemia e recuperar pacientes infectados pelo coronavírus, as empresas de comunicação de massa aterrorizam a população menos esclarecida.

No noticiário de hoje (4/5), a apresentadora da Globosta leu com ênfase que o Brasil passou a Holanda e o Irã no número de mortos! 
Pombas, isso é importante? Qual o motivo dessa informação, a não ser aterrorizar a população?
Nada a ver: a Holanda tem cerca de 18 milhões de habitantes, o Irã cerca de 84 milhões. O Brasil 212 milhões! Nem uma palavra sobre o número de infecção por milhão de habitantes. (foto)

Ontem (2/5), o mote repetido ad nauseam era que o número de mortos e infectados havia subido por causa da população que não atendeu às determinações de isolamento social.

Há enorme interesse, das organizações criminosas que saquearam o país por décadas, que o Estado de Calamidade se mantenha pelo maior prazo possível, para terem tempo para usar dinheiro público em contratos de compras de produtos e serviços superfaturados e sem licitação. Vários casos desse tipo já são investigados pelo Ministério Público e Tribunais de Conta. A seguir estão os dados gerais do Brasil para desmascarar os torcedores do Quanto Pior Melhor (QPM). 

Vejam até onde vai a desfaçatez desses arautos do caos, tirando uma de bons-moços quanto  ao número de pessoas que positivaram ao novo coronavírus: (Análise do gráfico ao lado e Tabela de dados logo abaixo)
. em 15 de abril esse número ultrapassou pela primeira vez os 2 mil, com 3228 novos testados positivos; 
. em 25 de abril passou de 5 mil em 24 horas;
. em 29 de abril passou de 6 mil e 
. no dia seguinte (30/4) passou de 7 mil.

Números assustadores para o cidadão leigo, que assiste dia e noite a Rede Caos de Comunicação, agora conhecida como Globosta, depois que o presidente lembrou que lixo é reciclável. E o esterco serve melhor enterrado junto com a lama. 

Mas certamente muitos vão lembrar de informação importante para análise desses dados. Nesta semana foram distribuídos 2,5 milhões de testes rápidos e moleculares aos estados e municípios. O resultado disso já é observado no dia 25/4 com o número de infectados ultrapassando 5 mil diário, caindo no fim-de-semana como de costume e voltando a crescer na terça 28, 29, 30, 1°/5, caindo no fim-de-semana como esperado. Esses número precisam crescer para termos o mapeamento da propagação e incidência do vírus em cada área, município e estado.

CASOS CONFIRMADOS

      Mês/Dia        Total            Diário
ABRIL/15 28912 3228
16 30891 1979
17 34221 3330
18 36599 2378
19 38654 2055  DOMINGO
20 40581 1927
21 43079 2498
22 45757 2678
23 49492 3735
24 52995 3503
25 58509 5514
26 61888 3379  DOMINGO
27 66501 4613
28 71886 5385
29 78162 6276
30 85380 7218
MAIO/01 91589 6209
2 96559 4970
3 101147 4588


Quanto ao número de mortes registrados, há um dado importante que os arautos do caos não mostram ou tratam com a mesma ligeireza usada para qualquer notícia que não seja conveniente aos seus planos de derrubar o governo Bolsonaro: (Análise do Gráfico ao lado com dados em Tabela mais abaixo)
. em 23/4, pela primeira vez foi alcançado a casa dos 400, antes estava na casa dos 100, com apenas uma exceção em 15/4 com 208 mortos, se mantendo na casa dos 400, com um pico em 28/4 com 474 mortos;
. aqui temo um outro dado importante que também é sonegado pela mídia desmamada das verbas bilionárias distribuídas pelos desgovernos comunistas-petistas-corruptos, o número de óbitos em investigação;
. em 25/4 havia 1.312 óbitos em investigação; 
. no dia 27 os Cartório de Registro divulgaram que cerca de 43% dos óbitos tinham causa mortis "indeterminada", o que certamente significa uma sub notificação para a Covid-19;
. dia 28/4 ocorreu um pico com 474 óbitos, e registro de 1.156 óbitos em investigação;
. em 01/05 o número de óbitos em investigação chegou a 1.642.

A boa notícia é que de 28/4 a 2/5 o número se manteve na casa dos 400, decrescente. 
No período ocorreu o famoso "achatamento da curva", tão propalado pelos ixpexialixtas. Significa que o número de mortes não está mais em viés crescente, estabilizou em histograma com "curva" horizontal em torno de 400 com tendência de baixa. 
É um número alto que pode esconder a intenção de manter alto o número de mortes, pois já há vários remédios baratos que recuperam o paciente em poucos dias, como Annita para vermes e a Ivermectina para parasitas e piolhos, sem efeitos colaterais.
Esse número pode até voltar a crescer por motivos reais ainda desconhecidos. O que não pode é os principais meios de comunicação sonegarem informações e aterrorizarem a população. É inaceitável ainda ocorrer tantas mortes com as informações e medicamentos já à disposição. Uma investigação de inteligência pode descobrir o porquê. 

ÓBITOS
      Mês/Dia          Total           Diário
ABRIL/15 1760 208
16 1952 192
17 2171 219
18 2361 190
19 2471  110
20 2575 104
21 2741 166
22 2906 165
23 3313 407
24 3670 357
25 4016 346
26 4205 189
27 4543 338
28 5017 474
29 5466 449
30 5901 435
MAIO/01 6329 428
2 6750 421
3 7025 * 275
*MS informa que a maioria dos 275 óbitos registrados em 3/5 são de períodos anteriores.

Sábado (02) na TV Cultura, um infectologista alertou para o uso dos antivirais no combate ao novo coronavírus. Esclareceu que nos primeiros 3 a 5 dias de infecção, o vírus circula na corrente sanguínea até ser detetado pelo sistema imunológico, quando então há produção de anticorpos pelo sistema imunológico do organismo. Disse que é nesse período inicial dos sintomas que os antivirais podem ter o melhor efeito e fazer a diferença: evitar que o paciente vá para UTI.
Se o vírus não sofrer enfrentamento desde o início, através do antiviral, ele irá se replicar com facilidade e ocupar espaços em órgãos vitais como pulmões, rins, cérebro, sistema digestor, os quais reagem provocando inflamações.

Ocorrendo inflamação os remédios ministrados não têm mais o mesmo alcance. Nesses casos de inflamação severa, são usados anti-inflamatórios com protocolo da médica brasileira pneumologista e patologista do Hospital das Clínicas e do Sírio-Libanês, Drª. Ana Estela Haddad, mestra, doutora em odontopediatria e ex-primeira dama da cidade de São Paulo, pendente de publicação em revista internacional de saude. 

Em postagem nas redes ela diz que percebeu que o coronavírus causa obstrução na microcirculação sanguínea, causando colapso respiratório. E com base no trabalho original de um médico chinês, desenvolveu um protocolo e começou a ministrar anticoagulantes para os pacientes de UTI, que apresentaram melhoras significativas.

Esse e outros tratamentos podem explicar o número reduzido de óbitos na China, mesmo após evento que reuniu 40 mil famílias em Wuhan em almoço comunitário. Considerando 4 pessoas por família, seriam 160 mil pessoas que voltaram às suas casas. Além disso, houve parte da semana do feriado do Ano Novo Lunar, em que muitos chineses se deslocaram para ver parentes, antes de ser declarado lockdown.

Tudo disso porém nem chega perto quando comparado com os milhões de foliões e turistas que ocuparam praças, ruas, camarotes e praias nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Manaus e Salvador por irresponsabilidade de governadores e prefeitos dessas capitais. As medidas de combate à Covid-19 está se concentrando mais nessas capitais. Em Salvador, o governador Rui Costa ficou de camarote vendo os trios com chineses.

Aliás, a lerdeza desses governadores parece ser regra. 

João Pinóquio Dora só hoje (4/5), quase dois meses de atraso, exigiu uso de máscaras nos transportes públicos, lotados após redução das frotas. Fatos revelam o interesse de não tomar medidas simples, como o uso de máscaras que qualquer costureira faz. 

Mesmo com toda hipocrisia e propaganda de defensores da saude do povo, esses gestores não vão conseguir fazer o povo esquecer que pouco fizeram para deter o vírus. Ao contrário, incentivaram o Carnaval e o turismo por mais de um mês, quando o combate à propagação do novo coronavírus seria menos custoso, menos doloroso, menos letal. 

# Divulgue sem moderação!

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Sintoma perigoso

Parece que o novo coronavírus provoca ou faz emergir em alguns, instintos inaceitáveis nas sociedades conscientes de seus direitos e deveres.

O governador Andrew Cuomo do estado de Nova York - onde está a cidade de Nova York epicentro da pandemia nos Estados Unidos - revelou seus instintos de chefão todo poderoso ao criticar a atuação do Brasil e da Suécia no combate à pandemia, por permitir alto índice de mortalidade pela Covid-19.
"Nesses países, você deixa acontecer. Quem for infectado, foi infectado. Quem morrer, morreu. Mas dessa forma, muitas pessoas morrem", declarou em tom de crítica. 
O cara não sabe que a gestão de contenção do vírus são tomadas pelos governadores e prefeitos e não pelo governo Bolsonaro, a quem ele queria atingir. Errou feio. 
Andrew Cuono

Mas que dá vontade de mandar Mr. Andrew tomar no Cuono, ah, isso dá! 

O cara está com milhares de infectados e mortos debaixo do nariz e se acha no direito de olhar para o país vizinho, no qual o presidente não lhe é simpático. 
Ora vá catar coquinho!
Lembro que o prefeito de Nova York Bill de Blasio, do Partido Democrata, impediu homenagem a Bolsonaro em 2019.

Na Hungria, aproveitando o impacto que a expansão do vírus tem causado em todo o mundo, o premiê Viktor Orbán obteve no parlamento aprovação de leis que lhe dão poderes ditatoriais, recebendo severas críticas da União Europeia. 

No Brasil, o observador mais atento, também vai encontrar gestores públicos com esses mesmos sintomas que afetou Orbán. 

Há governadores que determinaram vigilância online dos habitantes via celular, com uso de contingentes policiais para fazer cumprir suas ordens e reprimir  infratores que causam a redução do "índice do isolamento" para menos de 70%. 
Carnaval em São Paulo, capital em 2020
Faz-se necessário registrar que os estados que determinaram o isolamento social mais severo, são os que têm os maiores números nominais tanto em infecção como em óbitos. 



Especialistas consideram que as medidas de contenção como o isolamento social veio tarde, muito depois do Carnaval que atraíram milhares de turistas do mundo inteiro, causando as maiores aglomerações de foliões de todos os tempos... 

Mas a culpa de tudo isso é de Bolsonaro, que decretou Estado de Emergência na Saude Pública Nacional em 04 de fevereiro, três dias após a Organização Mundial de Saude (OMS) declarar Estado de Emergência Internacional em 30 de janeiro, e vinte dias antes do Carnaval. 
Em 20 de março, o Senado aprovou o decreto do governo federal, instituindo Estado de Calamidade Pública no País, que já havia sido aprovado na Câmara.

Mesmo assim os governadores e prefeitos não tomaram qualquer medida efetiva para fazer a contenção do novo coronavírus. 

Ao contrário. As declarações dessas autoridades em rede nacional, tranquilizavam a população e minimizavam  a agressividade do vírus, mesmo com a divulgação massiva das imagens horripilantes transmitidas de Wuhan, centro de contaminação na China. 

Vejam declarações de alguns deles.

João Riquinho Dórea: "Não há a minima razão para pânico... nem para interrupção de aulas, trabalho, atividades esportivas, espetáculos... Faremos o maior Carnaval da história, são 600 blocos com milhares de foliões... Que movimentará a economia de São Paulo."

David Uip: "A nosso favor, estamos no Verão, o vírus gosta do frio e estamos no calor. Poucas pessoas vão sentir que foram infectadas, terão coriza, sintomas de um resfriado, uma gripezinha, mais de 90% não sentirão sintoma algum." 

Drausio Globosta Varella: "Esse vírus não tem potencial. Em cada 100 pessoas que pegarem o vírus 80 ou 90 pessoas terão um resfriadinho de nada."
Carnaval no Rio - 2020
Após o Carnaval, os discursos sofreram revisão radical, principalmente após o presidente repetir as mesmas palavras dos doutos ispexialistas acima citados. "Será uma gripezinha".
Os afáveis e serenos gestores de antes, num repente, tornaram-se ferrenhos defensores da saude dos habitantes de seus feudos, com intermináveis discursos de campanha e violentas ações contra pessoas indefesas que tiveram a ousadia de desobedecer o Chefinho e ir até a praça, à praia, ao parque pegar um sol, respirar um ar, andar e espairecer um pouco. Idoso na rua leva surra de cassetete. Mulher na praça, sozinha, é algemada e levada presa... Depois da repercussão das violências, os ditadores em campanha mudaram o discurso.

A conversão instantânea ao combate da pandemia ocorreu quando o governo enviou ao Congresso pedido de declaração de Calamidade Pública. Não é coincidência, é esperteza. A partir daí houve pedidos semelhantes por parte de governadores, prefeitos e até gestores que não tinham caso confirmado da Covid-19 em sua região. Por que será?

São esses os mesmo prefeitos e governadores que reduziram o transporte público para "obrigar" a população ficar em casa. E os empresários agradeceram. Resultado: ônibus, metrôs, barcas e trens lotados, como qualquer pessoa de bom senso seria capaz de prever. O projeto gracioso, aprovado às pressas na Câmara Federal, pode explicar o interesse de alongar a pandemia e matar(ops!) dois desejos com um só projeto: terão uma dinheirama gratuita para gastar em contratações sem licitação, enquanto sangra o governo Bolsonaro.



Talvez uma investigação sobre os números da pandemia nas áreas críticas possa esclarecer isso e mais alguma coisa, que aponta para a quantidade de óbitos ocorridos, mesmo após declaração de um médico de São Paulo de que usou remédios já existentes e obteve total recuperação de 40 pacientes em menos de sete dias. Vale a pena averiguar.

Esse sintoma de voluntarismo acerbado também é percebido nas plagas do Judiciário, e quase passa despercebido devido histórico de idiocrasias típicas dos deuses do Olimpo.

A juíza Ana Lúcia Petri Betto, atendendo um pedido do jornal Estado de São Paulo, decidiu dia 30/04 que o presidente Jair Bolsonaro entregue à Justiça "os laudos de todos os exames" realizados para detectar se foi ou não contaminado pelo novo coronavírus. 

E em controversa unanimidade o STF decidiu que os estados e municípios têm autonomia para definir medidas de combate à pandemia, mesmo que em discordância com as determinações do Ministério da Saude
Quer dizer que estados e municípios podem decidir, já a União onde estão contidos não pode. Traduzindo: governadores e prefeitos podem, já o presidente não pode. Curiosa justiça em tempos de pandemia politizada.

Dá impressão que os efeitos do novo comunavírus propagam-se via internet como os demais vírus digitais, pois apesar da redução em mais de 95% nas interligações aéreas e terrestres das capitais, ontem (27/4) tivemos demonstração dessa transmissão "virtual", quando o governador da Bahia baixou decreto cancelando o São João em nossa província.

Como é que é?! É isso mesmo: o gestor cancelou por decreto os festejos de São João. Tradicionalmente as festas juninas (foto) são preparadas pelas famílias e pelos prefeitos.
Imagino barreiras armadas montadas nas fronteiras de cada município, em cada uma das cidades que costumam festejar o santo com muito fervor e animação. 
Pode ser até que as quadrilhas juninas sejam marcadas com os trajes típicos acrescido de máscara, com o espaçamento de dois metros entre os brincantes. 
Algumas das marcações serão omitidas, tais como: túnel do amor, caracol, balancê... Outras poderão ser acrescidas, do tipo: Olha a pandemia! É verdade... e todos se afastam numa grande roda. Olha a cloroquina! É verdade... e todos se aproximam faceiros até dois metros de distância. Os pares manterão distância até o final: Camindaróça pessoar!
Nada foi dito quanto ao Dia dos Namorados (11/6), às novenas e folguedos nas vésperas do dia de Santo Antônio no início de junho...  Nem de São Pedro dia 29... Ufa!
Os devotos agradecem. 

Não é coincidência que os estados com maior dificuldade de atendimento dos pacientes da Covid-19 sejam os mesmos que tiveram construções superfaturadas para as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014: Arena Amazonas-AM, Arena Pernambuco-PE, Estádio Nacional Mané Garrincha-DF, Arena Corinthians-SP e Maracanã-RJ. Os bilhões de reais pagos em ptchulecos ao rei e seus amigos de então, está fazendo falta no sistema de saude.

A contensão da pandemia causada por esse vírus mortal precisa ser feita com lucidez e sabedoria, sem a necessidade de copiar ações ditatoriais de governos de outras latitudes, largamente propagadas como as mais eficazes. Considerando a dificuldade de obter informações confiáveis em ditaduras, isso não deve ser considerado como toda a verdade.

Aqui não, cara-pálida! Basta!


segunda-feira, 6 de abril de 2020

Tributo ao Dr. Li Wengliang


Em 4/4, no Dia de Finados chines (Qingming), o governo comunista prestou homenagem às 3.326 vítimas do coronavírus - incluindo os profissionais da saude que morreram cuidando delas - com três minutos de silêncio e bandeira a meio mastro. 
Essa tocante cerimônia resgata na memória o drama vivido pelo médico oftalmologista Dr.Li Wengliang de 34 anos, do Hospital Central de Wuhan, proibido de divulgar o aparecimento de um novo vírus que causava sintomas semelhantes à Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), causada por outro vírus mortal. 

Foi acusado de divulgar mentiras, causar tumulto e foi obrigado a desmentir os alertas feitos aos colegas para que se protegerem.

"Nós esperamos que você se acalme e reflita sobre seu comportamento", afirmava a carta que ele foi obrigado a assinar, colada aqui ao final.

Com isso, a notícia do dia 30 de dezembro de 2019, considerada exagerada pelas autoridades chinesas, tratada como boato ou fake news. (https://promedmail.org/)
A declaração oficial afirmava que havia sim um novo vírus, mas ele não era transmitido entre humanos. Ponto.
Atualmente, temos notícias de que desde meados de dezembro de 2019 já vinham ocorrendo mortes estranhas na área de Wuhan, com quadros graves de pneumonia que não cedia aos antibióticos.


A polícia atuou calando outros profissionais da saude, como a da Drª Ai Fen, chefe da Emergência do mesmo hospital e sua equipe. Depois de uma entrevista tratando do novo vírus não apareceu mais na internet.

Dois jornalistas que acompanhavam e divulgavam a situação na cidade e um empresário imobiliário também foram calados e sumiram da rede. 

Durante três semanas essa versão do governo chines foi assumida pelo diretor-geral da Organização Mundial de Saude (OMS), Tedros Ghebreyesus, com elogios à forma da China tratar a questão.

Em 20/01/20 ficou impossível manter a versão "oficial", com muitos casos acontecendo em escalada fora da China.
Trump fechou voos com a China. Tedros condenou como preconceito e orientou que os países não deveriam impedir voos com a China. 
Com as ocorrências se espalhando no mundo, Tedros exita em declarar a pandemia. 
O ex-ministro da saude da Etiópia mostra-se mais parceiro do governo chines que do resto do mundo. 
E enquanto vários países e a própria OMS preparavam protocolo para testar a eficácia da hidroxicloroquina associada a azitromicina, com metodologia científica, Tedros alerta o mundo de que não há comprovação de benefícios. 
O governo de São Paulo embarca nessa, mas médicos paulistas - por conta e risco - utilizam os medicamentos e reportam casos de sucesso. As experiências mostraram que os medicamentos não faziam muita diferença quando ministrado na fase crítica da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Os benefícios foram observados quando usado no início da infecção viral.
Após a SARS-Cov em 2002 a China prometera acabar com mercados de animais vivos. Fez a mesma promessa após a chamada gripe suína pelo H1N1 em 2009 e agora o SARS-CoV-2 Desta vez, o pangolim é o animal suspeito de disseminar o coronavírus. Vê-se que a China não cumpriu as promessas, o que faz prever novas síndromes mundiais desse tipo. 
Em atitude rara, o Comitê  Central do Partido Comunista Chinês emitiu comunicado reconhecendo que errou no tratamento da situação gerada a partir de Wuhan: 
"Em razão das falhas, precisamos melhorar nosso sistema nacional de gerenciamento de emergências e melhorar nossas habilidades em lidar com tarefas urgentes e perigosas."

Muita coisa oculta foi revelada nesse tempo de pandemia e muitas outras ainda o serão para instruir o cidadão brasileiro atento com o destino do país. 

Certo é, que os cidadãos do mundo livre devem imensa gratidão ao Dr. Li Wengliane. 
Sem seus alertas a mortandade no planeta seria, sem dúvida alguma, ainda maior... 
Que ele esteja sempre em nossas preces.




quarta-feira, 25 de março de 2020

Tempos de incertezas


Em tempos de incertezas, a leitora Virginia Costa em 22.03 considera que seria melhor deixar o coronavírus proliferar do que fazer o isolamento social que vai proliferar desemprego, desabastecimento e outros horrores que virão dessa medida em nome da saude da população. 

Se fosse possível manter todos em seus lugares por 14 dias, como na brincadeira de Estátua!, o surto seria extinto. 

A realidade impõe um meio termo: quem pode e os grupos de risco, fazem isolamento consciente. Os que labutam em áreas essenciais continuam atuando. 

Ministro Mandetta, da Saude
Essa foi a forma estabelecida pelo Ministério da Saude para reduzir o número de infectados nesse primeiro momento, caso contrário o sistema de saude não terá capacidade de atender a todos. Foi o que ocorreu na Itália. Quando acordaram o vírus já estava disseminado na população. É lá que está ocorrendo os horrores que a leitora Virginia considerou. 

Vejo o primeiro ministro Mark Rutte propor algo semelhante aos 17 milhões de holandeses. 

Certamente, passado esses dias de confinamento, vamos achar que devíamos ter feito isso ou não ter feito aquilo. Daí a necessidade de tomar decisões com muito critério, conhecimento técnico, discernimento e sensibilidade. 

Espero que esse período seja o mais curto possível e os danos os menores. 

Isso vai depender unicamente de nós em cumprir o isolamento, sabendo que o vírus é extremamente contagioso... 

E exercitar a paciência nas próximas semanas, pois isso vai passar.