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terça-feira, 2 de março de 2021

Desinformações oficiais

Desde o início da pandemia as informações sobre a situação do combate à covid-19 não mudou, seja no sistema do Ministério da Saude, seja no Consórcio de empresas de comunicação. Ambos computam os mesmos dados informados pelas Secretarias dos Estados, que coletam os dados dos municípios.

Desde os primeiros meses da pandemia acompanhei os dados divulgados pelo
Ministério da Saude (MS): 

. casos confirmados com testes ou sintomas,
. índice de incidência,
. casos em acompanhamento,
. casos recuperados,
. óbitos acumulados, 
. índice de letalidade,
. índice de mortalidade,
. novos óbitos nas últimas 24 horas e
. pacientes recuperados nas últimas 24 horas. 

Junto a esses dados somam-se, à parte, os da taxa de ocupação de leitos e de UTIs, os quais permitem análises feitas pelos técnicos de saude que orientam governadores e prefeitos, quanto à necessidade de liberação ou não das atividades comerciais, sociais, educacionais, religiosas, entretenimento, etc. 

Chamou-me atenção a nota que acompanhava o número dos óbitos registrados nas últimas 24 horas: "a maioria dos óbitos ocorreram em datas anteriores".
 
Quando houve a desavença entre MS e secretarias de saude dos estados, por causa da forma de apresentar esses dados, a nota de observação deixou de constar nos relatórios do Consórcio de empresas de comunicação que passou a emitir relatório independente do MS, com os mesmos dados das secretarias. 

E assim, um dado importantíssimo para o gerenciamento da pandemia deixou de ser considerado, qual seja: as datas efetivas em que ocorreram os óbitos. 

Do modo como hoje é informado, agrupando os óbitos nas últimas 24h e os de datas anteriores, é impossível saber se o vírus está ou não mais letal. 

A subsecretária da saude da Bahia, Tereza Paim, tem obtido das secretarias o números de mortes nas últimas 24 horas, separado das ocorridas em datas anteriores, e emite o quadro abaixo.


Temos aqui a informação de que no dia 1º de março ocorreram 15 óbitos na Bahia. Mas o que ouvimos e lemos nos meios de comunicação é de que ocorreram 114 óbitos naquele dia! A diferença é grande.

Mas são esses dados que governadores e prefeitos, apoiados pela mídia desmamada anti-bolsonaro, utilizam para justificar as medidas de contenção tipo lóquidão, toque de recolher, suspensão ou liberação de atividades comerciais, educacionais, sociais, religiosas, serviços, diversão...

Parece haver interesse que esse número seja divulgado assim mesmo, sem detalhar, para permitir contratações e compras emergenciais sem licitação, já que esse número dá a impressão de que a pandemia está em alta.

E  ainda há milhares de óbitos sendo investigados quanto a causa. Só na Bahia havia em 1º de março passado, 159.580 óbitos em investigação! Com um "estoque" desse montante fica fácil elevar os números de óbitos "diários". Ou não? Basta sabermos que, desde o início da pandemia, já foram descartados 1.033.493 óbitos, em que o resultado da investigação concluiu por causa alheia à Covid-19.
Nem todas as secretarias estaduais apresentam as informações necessárias. 
A Secretaria de Saude da Bahia (Sesab) está de parabéns! 

Sugegirmos manter um gráfico tipo histograma, plotando os óbitos ocorridos a cada dia, desde a primeira morte pela covid em 2020, atualizado diariamente, sempre que houver conclusão de investigação.
(Para acessar o boletim completo atualizado, clique em: boletim epidemiológico covid-19 saude.ba.gov.br ou acesse o Business Intelligence).

Estranhíssima foi a justificativa do governador Rui Costa do PT para não ativar o Hospital Metropolitano, novinho em folha, recém construído, com cerca de 300 leitos. Beira ao absurdo, vejam: "é para que as pessoas não relaxem e se exponham, por saberem que há leitos disponíveis para internação. Não posso ficar criando leitos para atender a demanda crescente por causa da alta de consciência das pessoa ante a pandemia". Hã!!! Como é que é? 

Felizmente, já voltou atrás e prometeu ativar, fará licitação emergencial para selecionar a empresa que possa assumir o Hospital Metropolitano de Salvador.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) disse em entrevista que como 60% dos pacientes em UTI morrem, então não se justifica investir nelas. E mais: Sim, TODO o dinheiro recebido do governo federal - 40,9 bilhões de reais - foi para a saude. É bem verdade que PARTE dele foi usado para cobrir a queda na arrecadação. Foi usado para manter os serviços do estado. (Veja o vídeo em: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/27544/a-temerosa-entrevista-do-governador-do-rs-se-60-dos-pacientes-em-utis-morrem-entao-se-justifica-nao-investir-nelas-veja-o-video

Por isso tudo, não nos causa espanto o bate-cabeça que ora ocorre entre governadores, prefeitos e o Ministério da Saude, visto que os dados que vêm sendo divulgados não mostram a realidade da pandemia. 

Mas ainda há tempo de corrigir esse lapso e começar a gerir a pandemia com dados temporais confiáveis, que revelem do modo mais real e atualizado possível, a situação da pandemia e que permita visualizar as múltiplas ondas de infecção e de óbitos que já ocorreram e as que venham ocorrer no futuro. 
Que assim seja, para um novo tempo, para uma visão real da pandemia.

sábado, 6 de junho de 2020

Dr Claudio Aqualusa desabafa


Esse protocolo custa menos de R$ 5,00 por paciente. O custo do tratamento para o governo federal não chega a R$ 5,00: azitromicina 7 dias, hidroxicloroquina ou cloroquina 7 dias, e sulfato de zinco, isso não chega a R$ 5,00 esse tratamento. 

Quem ficou chateado com esse tratamento tão barato? Você que é o  paciente? Eu médico? Pensem. 
Alguma indústria farmacêutica? Algum interesse? 
Eu não tenho o mínimo problema de arriscar o meu pescoço e dizer: eu acho que existe muita safadeza por trás disso. 

Porque as pessoas não falam sobre esse tratamento? Ah, é porque eles estão contra o Bolsonaro! Não tem nada a ver com Bolsonaro. As pessoas não estão falando, os grandes laboratórios, o Ministério da Saúde, sei lá quem não tá falando, por que? Eles estavam esperando uma medicação caríssima, caríssima, que eles vão falar a partir de hoje. A partir dessa minha live vocês vão começar ouvir muito mais, alguns já ouviram, que se chama Remdesivir, guardem esse nome. Vai entrar em voga agora no Jornal Nacional, Jornal da Record, tudo que é jornal: Remdesivir. 

Esse remédio pertence a um laboratório que estava estudando ele. E aí, o FDA, que é o órgão dos EUA que regula a medicação, que autoriza ou não uso da medicação. O FDA agora autorizou Remdesivir, é tão estranho o nome que tem que ler. 
O FDA, que é o órgão que autoriza a medicação a ser usada nos Estados Unidos, autorizou. Olha que lindo! Sabe quanto custa essa medicação? Milhões de dólares.

O governo americano deu para esse estudo e para esse laboratório 50 milhões de dólares. Mas não tem cloroquina? Não tem a azitromicina? Não tem sulfato de zinco, que custa R$ 5,00 por paciente? Porque isso não está interessando gente. Eles querem me fazer de idiota? E fazer todo mundo de idiota? E deixa todo mundo morrer?

Que se estude novas drogas, e eu vou estar aqui fazendo mea culpa e dizendo, olha gente essa droga agora vai ser de graça em tudo quanto é posto. 
E quando é que vai chegar Remdesivir aqui, doutora Aline? Quando é que vai chegar aqui meus colegas médicos, Remdesivir para todo mundo. Depois que esse pico aí estiver matando 6 mil, daqui a alguns dias está matando 10 mil. 

E pasmem, agora vocês vão cair da cadeira! O governo americano FDA que é a nossa Anvisa de lá ele, não só deram dinheiro e patrocinaram para que esse remédio pudesse ser estudado e vai aparecer como o grande salvador, classificaram esse remédio como medicação órfã, uma medicação especial, que tem um trato especial e essa medicação foi botada numa classificação chamada doenças raras. 

Sabe o que isso significa significa? Significa que esse laboratório é o nome do laboratório aqui ó Gilead Science, ganhou o direito - porque essa medicação foi enquadrada como medicação órfã e de doenças raras - o direito de explorar economicamente esse remédio durante 7 anos, exclusivamente! 

Dá para vocês entenderem, quando tem uma campanha contra hidroxicloroquina, que a gente usa aqui há 70 anos, que só eu como ortopedista já usa 23 mais de 20 anos no consultório para paciente que tem artrose severa. 

Porque antigamente aqui em Búzios não tinha nem Reumato. Sei lá, Reumato chegou aqui quando em 2003, sei lá, a gente já está aqui  mais de trinta três anos, como enfermeiro e como médico. A gente tinha que tratar tudo. Eu fazia ortopedia em Manguinhos, não tinha especialista, tinha pronto socorrista, mas não tinha especialista. Eu usava e uso em algumas pessoas que têm artrose severa. Mas encaminho quase todo mundo ao meu amigo Almir, para quem eu quero mandar um abraço para a primeira pessoa que falou de hidroxicloroquina em nosso grupo. Almir Branco, reumatologista da Policlínica, um grande abraço, Almir. Meu reconhecimento pelo que você fez você falou da hidroxicloroquina aqui no nosso grupo de médicos, discutimos a hidroxicloroquina pela primeira vez quando você colocou o primeiro trabalho lá.

Então, falar que a hidroxicloroquina e a cloroquina matam, que a hidroxicloroquina vai deixar você cego? Não aceite isso, não é verdade. A cloroquina é usada na Amazônia igual a gente usa dipirona aqui gente. Lá o pessoal bebe cloroquina por causa da malária 

Então que palhaçada é essa? Que irresponsabilidade é essa, de falar de um remédio que vai ser descoberto para curar, enquanto a essa hora tem milhares de pessoas morrendo nos hospitais do Brasil inteiro? Milhares de pessoas, irmãos nossos brasileiros estão morrendo essa hora. Enfermeiros morrendo, médicos morrendo. Todo mundo com medo, podendo tratar com três remédios que não custam 5 reais e que o Ministério da Saude pode dar para a sua prefeitura.

Por isso eu peço a vocês quando terminar isso aqui, compartilhe esse vídeo com o Brasil inteiro. Faz chegar ao bom secretário de saúde e ao vagabundo secretário de saúde, sejam eles quem forem e por qual interesse não estão fazendo isso.
Porque tem secretário de saude que não tá sabendo. Bacana. 
Senhor secretário da saude, a partir de hoje o senhor vai ficar sabendo. O senhor pode pedir a cloroquina ao ministério da Saúde, porque eles têm para entregar.
A azitromicina tem em qualquer esquina, em qualquer boteco tem azitromicina; sulfato de zinco se faz em qualquer farmácia de manipulação 

Esse é o outro detalhe, se por acaso você tiver uma prescrição, porque você tem outras doenças. Dr. Cláudio a hidroxicloroquina sumiu das farmácias eu tenho artrite reumatoide. Opa! Você não precisa desse remédio por um caso de vida ou morte. Esse remédio trata uma doença crônica sua, que não vai te levar à morte. 

Nós estamos falando que esse remédio hoje, tem que ficar para salvar vida. É urgente. Vida que se perde em 2 ou 3 dias. Vida que vai com tubo no CTI, onde a maioria dos profissionais de saude hoje, não estão sabendo lidar. Correto doutor Nildo Mureb? 
Tem fisioterapeuta e enfermeiro sabendo lidar com tubo, com angu e com paciente grave em CTI mais do que médico!
Eu não tô aqui para enganar ninguém, me desculpe, se quiser me processar, pode me processar. 

Mas o Conselho Federal de Medicina (CFM) já aprovou o uso da hidroxicloroquina. 
Eu achei muito engraçado, senhor presidente do CFM, por vocês lavarem as mãos!
Ah, o paciente tem que assinar, autorizando usar. 
O paciente que trata artrite reumatoide, lúpus, etc. assina autorizando para usar? Não, não é! Por que agora o pessoal da covid que mata tem que autorizar? Bacana, não tem problema não. É mais uma folhinha de papel, o paciente assina. Beleza, CFM?

Mas só pode usar se o paciente autorizar e tem que ser monitorado pelo médico, tem que ter prescrição médica, etc... Qual é a medicação que não é receitada por mim, que não é monitorada por mim que eu não converso: o senhor tem dor de estômago, o senhor tem hipertensão,  o senhor é diabéticos? Isso tudo faz parte da anamnese médica, não precisa o CFM vir dizer: olha doutor, seja responsável, não vai sair passando hidroxicloroquina pra todo mundo. É mesmo?

Por que nunca ninguém se preocupou com a hidroxicloroquina até hoje, no tratamento da malária, que se toma como água, como se toma banho na  região amazônica. 
Por que nunca se preocupou com as mortes?
Está todo mundo querendo falar do tal Remdesivir, que vai custar uma fortuna e vai chegar aqui sabe quando? Quando a gente tiver perdido 50 mil brasileiros, 100 mil brasileiros.

Hidroxicloroquina com azitromicina e sulfato de zinco, sim, doutor!
..........................................

O Protocolo Brasileiro de Tratamento Pré Hospitalar se encontra no endereço abaixo:
 bit.ly/2B9WhMH 



sexta-feira, 29 de maio de 2020

Fake news na pandemia

A informação clara, precisa, integral e abrangente em tempos de pandemia pode significar a vida ou a morte de milhares de pessoas. 

O combate à covid-19 e seus males de consequências inalcançáveis, requer vigilância permanente de todos nós cidadãos-eleitores conscientes. E combater as informações falsas e inconsistentes - fake news - é mais uma ação que incorporamos a nossa rotina.

As fake news vêm em forma de notícias, notas, comentários, meias-verdades, lucubrações, ilações, vídeos, programas, filmes, etc, em tela, discursos ou impresso em letra de forma. Embrulhadas em belas embalagens, soltas displicentemente, de todo jeito. 

Tenho coletado inúmeras fake news surgidas nessa pandemia. Algumas sem maiores consequências, que até passam despercebidas. Entretanto, há algumas que são "vendidas" como verdadeiras, como verdade científica. 
Essas são as que provocaram, e ainda provocam, danos irreparáveis às pessoas e às nações de todo o mundo. Relaciono algumas em sequência mais ou menos cronológica.

1. A China declara que o alerta do Dr. Li Wengliang (foto) sobre o surto de coronavírus em Wuhan é boato, fake news, e o faz assinar declaração de que mentiu. 

2. A China declara que foi detetado um novo coronavírus, mas não é transmissível entre humanos, isto é, de humano para humano. Durante 15 dias, essa fake foi assumida e passada ao mundo por  Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, permitindo que o vírus se espalhar sem qualquer contenção.

3. A China afirma ter tomado todas as providências para controlar o surto do novo coronavírus, e considera preconceito o governo dos EUA sustar voos provenientes da China. Esse "preconceito" provavelmente evitou milhares de mortes naquele país.

4. China fecha os mercados de animais vivos. Diz que vai erradicar esse costume primitivo. Disse o mesmo na epidemia do Sars-Cov em 2002 e na do Mers-Cov em 2012, mas o resultado dessas promessas estamos sofrendo hoje. No popular: não cumpriu.

5. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus (foto), afirma que não há motivos para decretar estado de pandemia pelo novo coronavírus, mesmo com o vírus já se espalhando em mais de 18 países.

6. A diretora da Saude Pública da OMS, María Neira, diz que não se justifica as pessoas usarem máscaras. Era dia 26 de fevereiro. Orienta o uso de máscaras só para as pessoas infectadas, visto estar faltando no mercado.  Esqueceu de lembrar que as máscaras de pano, costuradas em casa ou feitas com lenços de papel, são importantíssimas na contenção da pandemia. Dois meses depois isso foi lembrado. Era tarde.
7. Os governadores de São Paulo, Rio, Pernambuco, Ceará e Bahia declaram que no Brasil não há vírus, e chama os turistas estrangeiros a participarem do maior Carnaval do mundo. (Foto: São Paulo)

8. A OMS diz que o único remédio conhecido para combater o Covid-19 é o isolamento social. Não foram considerados os antivirais e os anti-inflamatórios. Conselho muito apreciado pelos governadores e prefeitos, vi$ando estender o estado de calamidade ao máximo. Entretanto, levantamento feito no Estado de Nova York em 113 hospitais apontou que das 600 novas internações por Covid-19 ao longo de 3 dias, mais de 66% foram de pacientes contaminados em casa. (06 de maio).
Mas o maior exemplo vem do Japão, um dos países que não fizeram isolamento social. E o repórter perguntou ao primeiro ministro. Por que não fazer? Resposta curta e finíssima: Porque somos uma democracia. Lá nada parou, com todos tomando as medidas de higiene: lavar as mãos, usar máscaras, ir ao posto de saude aos primeiros sintomas... Afinal, gente coisa é outra fina!

9. A OMS orienta o uso da hidroxicloroquina (HCQ) apenas para pacientes em estado grave, como recurso piedoso. 
Os protocolos experimentais utilizados no Brasil mostram que o fármaco tem resultado efetivo quando ministrado aos primeiros sintomas: do 1° ao 5° dia. Em casos graves não faz efeito. Aquela orientação sem base deve ter causado muitas mortes.

10. Os governadores e prefeitos declaram que não usarão a HCQ por não haver comprovação científica dos benefícios, ante os riscos de efeitos colaterais tais como arritmia cardíaca, cegueira... 
Adicionar legenda
Era esse o discurso dos mocinhos, até vazar nas redes receita do Dr. David Uip (foto), Coordenador do Centro de Contingências do Estado de São Paulo, se automedicando com o fármaco. Curou-se em casa: mesmo sem comprovação científica. Vergonha!

11. O governador de São Paulo - depois que Uip usou a HCQ - declarou que ele já tinha falado com o ministro da Saude, Mandetta, para usar o fármaco nos atendimentos do SUS. Foi desmentido no mesmo dia pelo ministro. Cresce nariz, cresce!

12. O secretário executivo do Ministério da Saude, alerta de que o pico da pandemia ainda está longe, será em fins de abril, início de maio... fins de maio, inicio de junho...

13. A diretora de Saude da OMS disse domingo 25/5 que as curvas de contágio no Brasil são "alarmantes"! Segue juntas às mídias esquerdopata desmamadas de O Globo, G1, El País, Folha, Estadão, TVTerror, etc. alardeando que as curvas de contágio crescem de forma exponencial. É bom relembrar o que seja curva exponencial. Com exponencial 2, a quantidade dobra a cada dia. Se 3, triplica a cada dia... O exponencial atual é 1. Estão nivelados os números diários alcançados. Mas os comunas usam o termo para alardear grave perigo, na intensão de derrubar o presidente Bolsonaro, de qualquer jeito. Como observou Roberto Jefferson, é a síndrome de abstinência de viciados em propina e ptchuleco.

14. O STF, ao julgar a constitucionalidade da MP 926/2020, decidiu por unanimidade que os estados e municípios têm autonomia para tomar as medidas que acharem necessárias para combater a pandemia, independente das recomendações sanitárias do Ministério da Saude. O advogado-geral da União, André Mendonça, alertou que o país não vive só uma crise de saude, vive uma crise interdisciplinar, em que decisões isoladas de estados e municípios, fechando estradas, portos, aeroportos e proibindo exploração de petróleo, provocaram caos e afetaram os serviços essenciais. Essa fake do STF criou a República Frankenstein com território surreal, onde os estados e municípios não atendem a União, os estados não atendem a União nem aos municípios e os municípios não atendem a União nem aos estados!!! Só a União deve atender com verbas estados e municípios. Tudo  feito para  derrubar o presidente Bolsonaro.  Mais fake do que isso, só dois disso!

15. A OMS suspende todos os seus programas de estudos experimentais do uso da HCQ em pacientes da Covid-19. A França suspende o uso do fármaco nos tratamentos da Covid-19. Todos contra a hidroxicloroquina. Surge então toda fagueira a recomendação para o uso do Remdesivir, do laboratório Gilead, que não serviu para combater o ebola para o qual foi desenvolvida. Fakezinha bilionária!

As fakes continuam em produção acelerada, muitas cometidas por portais  e mídias que se autodenominam caçadores de mentiras, tais como a Globbels, a Lupa... Se o leitor achar que há alguma fake importante faltando nessa listagem, não se acanhe, inclua em Comentários.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Covid-19 Protocolo Emergencial

Ontem (14/5), o Ministério da Saude divulgou 844 óbitos pela Covid-19 registrados nas últimas 24 horas, a maioria ocorrido antes de três dias, mas só agora confirmados.

Não entendo por que depois de mais de 60 dias do primeiro óbito, ainda ocorrem tantas mortes, se já existem protocolos emergenciais de tratamento, que na prática têm se revelado seguros e eficazes na recuperação dos pacientes?

Pode ser que esses protocolos exitosos não estão chegando aos médicos e profissionais da saude. Ou então, por estarem muito atarefados esse profissionais não estão tendo tempo para ler e conhecer as novidades que recuperam os doentes da Covid-19.

Decidi então propagar os tratamentos de todas as maneiras que me for possível fazê-lo de forma responsável, com os alertas para evitar automedicação por parte dos leitores, pois são fármacos já existentes, ministrados de forma específica, diferentes das indicadas na bula original e, como todo remédio, requer prescrição e orientação médica.

O combate à Covid-19 teve no Brasil um calcanhar de Aquiles, que provocou muita internação, uso de UTI, respiradores e oxigênio. Tudo causado por uma orientação inicial, que dizia mais ou menos assim: paciente chega ao posto de saude, diz o que sente, a atendente mede temperatura e manda pra casa ficar de quarentena e só voltar se os sintomas se agravarem... Quando volta ao posto, muitas vezes já vai direto para UTI, com os pulmões e sistema circulatório tomados por inflamação provocada pelo sistema imunológico do paciente.

O protocolo emergencial abaixo cobre essa desinformação ao ressaltar que a melhor fase para iniciar o tratamento é quando ocorrem os primeiro sintomas da doença, até 5° dia:febre, falta de olfato e de paladar, dor de cabeça, tosse seca, diarreia, cansaço... 

É nessa primeira fase da doença que o tratamento quebra os efeitos mortais do vírus.

A ministra Damares Alves visitou em 14/5, o Hospital Regional Tibério Nunes, na cidade de Floriano - Piauí, e viu de perto que ao invés de abrir covas o prefeito da cidade preferiu salvar vidas. Para isso contou com a experiência e dedicação de profissionais da saude como a Drª. Marina Bucar.

Colo abaixo na íntegra o protocolo emergencial original que recebi, o qual deve ser analisado e entendido por profissional médico ANTES de fazer uso dele.


Em caso de necessidade de mais esclarecimentos, pode ser feito no Instagran da Dra. Marina Bucar Barjud (foto)  #marinabucar médica que vive e trabalha na Espanha, Coordenadora na Universidade de San Pablo - Madrid, atendeu pacientes durante o surto do novo coronavírus naquele país, depois veio para o Brasil cuidar dos enfermos da cidade de Floriano - Piauí,  sua terra natal. É formada em Medicina na Universidade Federal do Piauí (UFPI), e coordena o Núcleo de Iniciação Científica da Faculdade de Floriano (FAESF). 

Em vídeo, a médica revela que agora são raros os pacientes que vão para UTI naquele estado do Nordeste brasileiro. E o hospital de campanha vai ser desativado por falta de pacientes. 
Isso a TVTerror não vai mostrar, mas nós mostramos com orgulho patriota.
Divulgue sem moderação!

Resumo COVID-19 baseado no vídeo da Dra. Marina Bucar

Fase 1: até 5 dias. - Febre, cefaléia, anosmia, náuseas, diarreia, tosse seca. - Há replicação viral. Não há inflamação. - Usar: hidroxicloroquina, azitromicina e clexane - clexane profilático nessa fase.

Fase 2A: a partir do 5 ou 7 dia. - Ainda há um pouco de replicação viral, mas já há um pouco de inflamação pulmonar. - Tosse, sem dispneia, infiltrado em vidro fosco no pulmão. Ainda tem diarreia e sintomas digestivos. - Usar: corticóide em dose alta. Metilprednisolona em pulso. 250 mg (primeiro dia) 80 mg (3 dias)

Fase 2B: a partir do 10 dia. - Finalizando replicação viral. - Inflamação pulmonar com hipóxia. - inflamação aguda, tempestade de citocinas, especialmente IL-6. - Dispnéia, hipóxia, queda de saturação. - Usar pulso de corticóide. Metilprednisolona Primeiro dia: 250 mg (ou 125 se muito idoso, debilitado, ICC, DPOC). Até 3 ou 5 dias: 80 mg dia.

Fase 3: - Coagulação intra-vascular disseminada e sepse. - 80 a 90% de mortalidade. - Intubação. Clexane importante para evitar TEP com 20/30 dias. Monitoramento da “pulsoterapia”: RX pulmonar e marcadores de fase aguda (PCR, d dímero etc..) e repetir com 1-2 dias. Grande melhora. Opção de prescrição de pulsoterapia para fase
2A ou 2B: Se precisar, repetir até o quinto dia.

2) Baseada na prática hospitalar/ sugestão como conduta alternativa/ dose proporcionalmente mais alta.

Dexametasona 10 mg Primeiro dia: 20 mg (2 ampolas) Soro fisiológico ou Ringer 100 ml Correr em 30 min

Segundo, terceiro e quarto dias: 10 mg (1 amp) Soro fisiológico ou Ringer 100 ml Correr em 30 min

OBS: Devido “pulsoterapia”, fazer profilaxia para estrongiloidíase antes ou concomitante.
Opções: Ivermectina 6 mg em dose única ou Albendazol 400 mg 1 cp ao dia por 3 dias.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Foco, Ciência e Trabalho


Um mês após ocorrer a primeira morte no Brasil o Ministério da Saude (MS), sob o comando de Luiz Henrique Mandetta, determinou que as Secretarias Estaduais e Municipais fornecessem informações sensíveis, tais como: número de leitos, de UTIs, respiradores disponíveis e ocupados; número de pessoas testadas; número de resultados positivos, negativos, inconclusivo e pendentes; e os infectados curados, com alta. 

É revelador que o atual ministro da Saude, Nelson Teich, tenha reiterado em seus pronunciamentos que iria tomar conhecimento dos dados sobre a pandemia, aumentando o número de testes para 46 milhões e criar  uma estratégia de combate e indicar a melhor hora de flexibilizar o isolamento. 

Fica patente que sem os dados agora solicitados pelo MS não há condições de acompanhar a proliferação do vírus, as condições de atendimento do Sistema de Saude e nem os resultados já disponíveis para coleta.

Nos histogramas elaborados em folha A4, com os dados oficiais do Ministério da Saude, vemos que os dados são crescentes mas erráticos, fruto das liberações dos resultados de teste acumulados.

Esse pedido tardio leva-me a inferir que Mandetta não demonstrava ter uma estratégia de combate ao vírus casada com a necessidade de flexibilizar o isolamento, que permitisse a manutenção dos empregos na indústria, comércio e serviços. 

Os números apresentados até hoje são inconsistentes por causa de duas principais ocorrências: mortos atestados por Covid-19, mesmo sem confirmação de teste; há 32 mil testes pendentes de resultado. 

Neste fim-de-semana, São Paulo reduziu de 17 mil pendências para 2 mil, alegando que havia duplicidade na coleta e amostras sem condições!!! 
Desse modo, é impossível obter dados que configure uma tendência minimamente real,  não por culpa dos técnicos mas por falta de orientação na coleta detalhada dos dados.

Gravíssima foi a atitude do governador Dória condenando o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19 e só veio distribuir o medicamento quando o coordenador do Centro de Contingencia do Coronavírus de São Paulo, David Uip, declarou que usou cloroquina, prescrita por ele a si mesmo, em receita (foto) que vazou para as redes. 

Até o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, fez várias declarações contra o uso da cloroquina, acrescentando que o único remédio que tem mostrado bons resultados é o isolamento social. Depois que vários países deixaram de seguir suas orientações, Tedros passou a falar em flexibilizar o isolamento.

Enquanto isso, milhares de pacientes ficaram sem a cloroquina por mais de 30 dias. Quantas pessoas poderiam ter seus sofrimentos amenizados e/ou suas vidas poupadas? 

Gravíssima também é a notícia do médico no Amazonas que fez uso da cloroquina em doses muito elevadas com 81 pacientes, que resultou em 11 óbitos, sem que tivesse a autorização de pesquisa
Quando jornalistas divulgaram a notícia, receberam ligações de alguém do MS informando que havia um protocolo de pesquisa. Ao investigar, ficou provado que o protocolo era posterior às pesquisas e aos óbitos!
Estranho o uso elevado de cloroquina por médico do Amazonas, onde a malária é curada com doses iniciais menores, que depois são aumentadas!


Em Ilhéus, no sul da Bahia, um médico que usou hidroxicloroquina e azitromicina faleceu. Sentindo melhoras, foi para casa se recuperar mantendo o mesmo tratamento. Sentiu-se mal foi levado ao hospital mas não resistiu. O protocolo define que esses medicamento só devem ser ministrados em ambiente hospitalar, que permite atendimento com médico, monitor, desfibrilador, em caso de emergência. 

As vezes esquecemos que o Brasil é país continental, os números devem se ater a um espaço mínimo: cidade, município, região, estado. Caso contrário, o trabalho de coleta da informação torna-se pouco útil para tomada de decisão. 

Um bom exemplo disso é a Nova Zelândia, com cerca de 5 milhões de habitantes, registrou 1.440 infectados, 12 mortes, 974 recuperados, 454 em tratamento ou monitoramento. Assim é bem mais fácil.

E a Alemanha, considerada a melhor atuação no combate à pandemia. No dia em que divulgou o maior número de infectados em 24 horas, decidiu anunciar a reabertura de lojas, restaurantes e outras áreas, com medidas de proteção como máscaras, distância e álcool em gel, adjetivada como "rígidas" pela Globo. Essa é a decisão mais difícil para os governantes atuais e requer uma base de dados confiáveis. 
Comparando, a Alemanha é do tamanho de Roraima, tem bom sistema de saude, fez muitos testes e tem ótimo nível cultural. Isso faz diferença.

A extrema imprensa, que faz oposição sistemática a Bolsonaro, seleciona notícias de modo que os entrevistados sejam contra o presidente, contra suas declarações e posturas. O contraditório desapareceu na mídia domesticada. 

A intenção é alongar o confinamento ao máximo, aterrorizar a população, sangrar a economia do país, revoltar os desempregados, para que governadores e prefeitos recebam dinheiro da União... Tudo com o objetivo derrubar Bolsonaro.

Neste gráfico o autor reduziu a largura do eixo do tempo, para obter uma subida agressiva da curva.

A maioria dos cidadãos de bem já perceberam isso e não permitirão que as organizações criminosas, que saquearam o País nas últimas décadas, voltem às suas roubalheiras. 

A avidez pelo poder por parte dos opositores de Bolsonaro pode resultar em mais mortes aos desassistidos de sempre e levar o país ao caos. 
A decisão de flexibilizar o isolamento pode ser adiado além do necessário. 
A atuação dos cidadãos pode evitar isso e pressionar governadores a flexibilizar o isolamento com as medidas de proteção usuais: máscara, distância, cuidados com a higiene e com os idosos.

Só um homem com a coragem e a tenacidade de Jair Bolsonaro é capaz de se opor aos quadrilheiros e impedir que voltem a roubar o país e enganar a população desassistida.

É revelador que vários hospitais de campanha estão sendo instalados em estádios de futebol superfaturados para a Copa do Mundo. Muitos são verdadeiros monumentos à irresponsabilidade dos governadores e  presidentes do PT. 

O bilhões de reais roubados para pagar propinas sempre fez falta. E hoje, quando todos nós estamos atentos e com tempo para refletir sobre tudo, fica claro que essa falta é a diferença entre viver ou morrer.


Gráfico do MS: número acumulado de infectados e óbitos.



Gráfico do MS: número de infectados diariamente

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Sorria, você está sendo enganado!


Especialistas, televisões e mídias na internet têm apresentado a curva dos casos positivos do coronavírus, acrescentando sempre que é preciso “achatar a curva”. Como ela continua em ascensão, gera prognósticos funestos seguidos do mantra “se puder, fique em casa”.

Somente há cinco dias (12/4) o Ministério da Saude determinou que as secretarias dos estados e municípios fornecessem o número de leitos existentes e os ocupados, idem para UTIs, respiradores, tomógrafos, número de testados, dos que tiveram alta já curados e os curados assintomáticos.  Demorou!

Sem os dados acima, os prognósticos da evolução da contaminação não são confiáveis e as decisões para o combate a pandemia não são as mais adequadas. 
Isto ficou patente nas coletivas de imprensa diárias que o ministério realizava nas tardes, com diversas planilhas mas sem gráficos que mostrassem  a ação do vírus em cada estado e no país como um todo.

O novo ministro da Saude, Nelson Teich evitou comentar o trabalho feito por Mandetta, mas disse que vai tomar conhecimento dos dados existentes e investir em informações detalhadas que permitam tomar decisão em ambiente de alta complexidade.

Os gráficos que a extrema imprensa apresenta nas TVs e jornais, plotam números das mortes e casos confirmados, somados aos dados anteriores: ambos subindo diariamente. É o colado lá em cima.
E vai subir sempre e mais 15 dias!!!
Nunca irá cair, porque NÃO É a mesma curva que ilustra diversos estudos teóricos da expansão da contaminação por vírus, apresentado no início da pandemia, que colo aqui abaixo.

Esses estudos usam os dados de incidência e de mortes plotados tipo gráficos de Gant: a cada dia vai o número das últimas 24 horas, sem somar com os anteriores e se apresenta como um sino (senoidal), iniciando do zero, sobe até o pico de contaminações ou mortes e depois vai caindo até cerca de zero.

Nesse tipo de gráfico, quando não houver contaminação nem mortes a curva resultará numa linha paralela ao eixo horizontal. Colo ao final esse tipo de gráfico feito com os dados da China, considerando que não são confiáveis. 
Tanto que, talvez pela pressão dos governos junto à OMS, a China emitiu nota em 17/4 dizendo que o número de mortes reais é cerca de 40% maior que o informado antes!!!

A única TV que vi apresentar o gráfico tipo Gant foi a Record. Parabéns!

Há enorme interesse da oposição a Bolsonaro que os números apresentados nas grandes mídias sejam os maiores para induzir a população a permanecer em casa e os setores produtivos parados, mesmo que os números mostrem que, após 50 dias, a contaminação é bem menor do que da Itália e Espanha, sempre apresentadas como advertência ao menor comentário de retorno inteligente das atividades não essenciais.
Assim, os arautos do caos terão argumentos para obter mais “ajuda” do governo Federal, causar os maiores estragos à economia do país e à população, dificultando ainda mais a gestão do governo Bolsonaro. Esquecem que é na tempestade que se revela o bom comandante... E isso já está acontecendo.

Nada é como parece na pantomima dos farsantes. Há bandidos ávidos por dinheiro, torcendo pelo coronavírus. 
E o povo? Que se exploda!