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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Um tribunal sob suspeita

Não é de hoje que o Supremo Tribunal Federal (STF) emite sinais de que algo muito sujo, impróprio e desonesto se passa com toda pompa em seus intramuros.

A libertação do traficante líder da facção criminosa Primeiro Partido da Capital (PCC) André de Oliveira Macedo, o André do Rap, pelo ministro Marco Aurélio de Mello (foto), expôs as vísceras mal cheirosas existentes dentro da instituição sem que a imprensa tradicional, por conveniência, medo ou conivência, denuncie à Nação. Nesse caso vimos que a Folha de São Paulo veiculou reportagem ampla e consistente.

No geral, a extrema imprensa divulgou que o traficante fora solto pelo ministro Marco Aurélio, com base no Artigo 316 do Código do Processo Penal (CPP), que determina a reanálise da prisão preventiva a cada 90 dias, caso contrário torna-se ilegal.

Apesar do réu André do Rap (foto) estar condenado em dois processos por tráfico internacional de entorpecentes, chefiar a maior facção criminosa do país, ter sentenças que somam 25 anos de reclusão dados em segunda instância e ficar foragido por mais de cinco anos antes da prisão, o ministro concedeu Habeas Corpus ao traficante com base no parágrafo único desse artigo, que foi acrescentado pelo Congresso no rastro da aprovação do Pacote Anticrime na gestão Alcoólumbre-Maia.

Após a soltura e a repercussão do caso, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, cancelou o HB no mesmo dia 10, sábado. Mas aí, o bandido não foi mais encontrado...

Essas informações básicas você encontra nos noticiários da mídia tradicional. O que você não vai encontrar são as informações levantadas por jornalistas investigativos, como os do canal Terça Livre - Allan dos Santos, Ítalo Lorenzon e Max Cardoso, e outros como Luiz Camargo e Ricardo Roveran. Esse último investiga o atentado de Adélio Bispo a Bolsonaro.

O canal Terça Livre acrescentou os bastidores da libertação do traficante André do Rap. O advogado do bandido Eduardo Ubaldo Barbosa foi assessor do ministro Marco Aurélio durante os últimos dois anos. Deixou o cargo em fevereiro deste ano e abriu um escritório de advocacia em prédio empresarial na Asa Norte de Brasília e passou a advogar com a dra. Ana Luíza Rocha Gonçalves, que assinou a petição do HB dado por Marco Aurélio.

Escutas telefônicas gravadas antes do HC mencionaram a necessidade do André do Rap conseguir R$ 3 milhões, para obter sua liberdade. Os parceiros concordaram que valia a pena.

Terça Livre revelou que esse escritório que leva o nome Ubaldo Barbosa Advogados, usou de estratagema singular: deu entrada no STF com vários pedidos da Habeas Corpus, cerca de 12. Quando o pedido foi sorteado para Rosa Weber o advogado entrava imediatamente com pedido de desistência da ação. Quando caiu para Marco Aurélio, manteve a ação e obteve a soltura, sem qualquer medida restritiva como tornozeleira eletrônica, por exemplo.

Na sessão do dia 15/10 do STF, o presidente Luiz Fux implantou medidas para eliminar aquela sistemática viciada de "escolha" por pedidos múltiplos seguidos de desistências.

É significativo o furor lançado por Narco Aurélio de Mello e Gilmar Beiçola Mendes contra Luiz Fux, por ter atendido ao pedido do MPF e revogado o Habeas Corpus do traficante. 

Vale salientar, que além do André do Rap o ministro Marco Aurélio libertou pelo menos outros 29 traficantes, utilizando o mesmo argumento do parágrafo único do Artigo 316 do CPP.

O histórico de libertação de bandidos famosos por ministros do STF é vasto. O próprio Marco Aurélio libertou o banqueiro Salvatore Cacciola, preso após escândalo financeiro no banco Marka, só preso após sete anos vivendo solerte em Mônaco.

O ministro Gilmar Mendes também é um profícuo soltador juramentado, mais conhecido como soltador geral da República. Foi ele quem soltou o médico-monstro Roger Abdelmassih condenado a 181 anos de prisão pelos 48 estupros em 37 mulheres que eram suas pacientes. 

Fez isso, mesmo com o alerta da Polícia Federal de que o réu havia tomado informações para renovar passaporte. Como esperado, após soltura Roger fugiu e só uma investigação, custeada pelo grupo de mulheres que o acusaram, conseguiu localizar seu domicílio no Paraguai

Famoso também o então advogado Luiz Roberto Barroso foi brilhante na defesa do fugitivo Cesare Battisti, acusado de terrorismo e quatro homicídios pela justiça da Itália, preso no Brasil. O empenho demonstrado na tribuna do STF em defesa de Battisti deu a Barroso a condição de chegar ao STF nomeado por seu padrinho Lula. Solto, Battisti viveu no Brasil, mas fugiu para Bolívia quando Temer autorizou a extradição. De lá, foi enviado para a Itália. E para surpresa de ninguém medianamente inteligente, ele confessou seus crimes.

Foi também no atendimento de um pedido do presidente da OAB que o TRF-1 impediu a PF de acessar as mensagens do celular do advogado Zanone Manuel de Oliveira, que defende o autor do atentado contra Bolsonaro. A primeira narrativa foi de que os três advogados - ágeis, famosos e caros - estavam sendo pagos por uma igreja evangélica que o criminoso frequentava. Com a negativa do pastor, isso caiu por terra. 

Em junho deste ano o ministro do STF, Luiz Fux, decidiu que a competência para julgar a liminar que suspendeu o acesso ao celular é do TRF-1.

Já se vão decorridos dois anos com a investigação suspensa. A quebra do sigilo telemático no celular do defensor de Adélio Bispo pode revelar quem são os interessados em proteger Adélio e mantê-lo sob custódia com orientações específicas. 

O advogado alegava segredo profissional para não revelar quem lhe pagava. Entretanto, nada impede que a investigação do celular seja feita sob sigilo de Justiça, mantendo o segredo profissional no âmbito da Justiça.

Certamente, isso resultaria numa outra investigação sobre as pessoas que bancaram os caros advogados, sobre os interesses que levaram ao atentado e a grupos dos quais fazem parte...

Urge que isso ocorra antes das pistas "desaparecerem", como no caso Celso Daniel e outros.

Não esquecemos que o ministro Edson Fachin, o conhecido Carmem Miranda, determinou que as polícias do Rio de Janeiro não entrem nas favelas, exceto em casos excepcionais. 

Fachin rendeu-se à velha chantagem de terroristas e bandidos que usam escudos humanos para evitar ataques das forças legais. Em sendo assim, serviços de inteligência já detectaram treinamento de bandidos ocorrendo dentro das favelas. E a polícia tem feito prisões de bandidos e apreendido armas e munições de guerra nas vias de acesso aos morros. Esta semana 15 foram mortos pela polícia, resultado de uma campana com dados da inteligência.

É a Hidra se fortalecendo para atacar os que não aceitam seus comandos e caprichos.


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

O país que sumiu do mapa

De repente, um país sumiu, desapareceu, escafedeu-se. Um país que ocupava grande parte do espaço nas mídias tupiniquins desapareceu do mapa. 

A extrema mídia Gloebbels ensaiou o coro do silêncio sobre esse país e os nanicos amestrados repetem o vazio e fazem o que o mestre manda. 

As imagens de violência, fome, ameaças, insegurança e da pobreza naquele país não combinavam com o discurso dos comunas contra o governo Bolsonaro. 

Afinal, como narrar dia e noite que o governo Bolsonaro é um caos, se lá naquele país a vida está muito, mas muito pior, a ponto da ONU definir a situação como um desastre social, médico, econômico e político? 

Em relatório com 443 páginas a presidente da missão da ONU na Venezuela, Marta Valiñas, acusa o governo Maduro de crimes contra a humanidade, por planejar e realizar violações de direitos humanos desde 2014, tais como assassinatos, estupros e o uso sistemático de tortura, configurando crimes contra a humanidade. Desde então, foram 5.094 mortos nas mãos das forças de segurança de Maduro.

O relatório aponta os responsáveis direto por esses crimes: o presidente Nicolás Maduro; Diosdado Cabello, número dois do chavismo e presidente da Assembleia Nacional Constituinte; os ministros do Interior, Néstor Reverol, e o da Defesa, Vladimir Padrino Lópes; os chefes dos serviços de inteligência juntamente com outros 45 funcionários do regime de Maduro.

Como a extrema imprensa vai defender os regimes social-comunistas se os países próximos não podem servir de exemplo do êxito do regime dos vermelhos? 

Por mais que tentem passar a narrativa fraudulenta de que o Brasil está um horror, os horrores reais revelados em áudios e vídeos daquele país não deixa dúvida de que, ao eleger Bolsonaro nos livramos das desgraças que ora eles estão sofrendo. 

Digo eles, porque na realidade são dois os países que sumiram do noticiário. 

Congelamento de preços, falta produtos nos mercados, moeda desvalorizada, serviços de saude precários, humilhação a cada instante, dignidade vilipendiada.

Mas é com muita tristeza que assistimos em canais fora da bolha orwelliana nossos hermanos serem submetidos a um regime ditatorial, com milícias armadas calando os que ousam protestar. 

Aliás, não há país socialista-comunista que cultive a democracia e a liberdade. Usam a democracia para tomar o poder. Depois, é o resultado que assistimos em Cuba, Coréia do Norte, Nicarágua, Venezuela, Argentina...

domingo, 30 de agosto de 2020

Sem identificação digital


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, suspendeu o uso da identificação biométrica do eleitor, por leitura de digitais, devido à pandemia da Covid-19. Ampliou o horário de votação em uma hora e reservou horário aos idosos, visando evitar aglomerações nas zonas e seções eleitorais e a transmissão do novo coronavírus. 
Vale a pena fazer uma avaliação desse cancelamento do uso do leitor das digitais do eleitor nas eleições deste ano de 2020.

1. O eleitor estará exposto ao sair de casa, tomar a condução, adentrar na área de votação, apresentar documento de identificação, assinar a folha de votação, teclar seu voto na urna eletrônica, pegar de volta o documento e o recibo da votação, sair da área de votação e ao tomar condução de volta para casa.

2. Posicionar o dedo no leitor ótico de digitais é apenas mais um ponto de contágio, que pode ser limitado com o uso de álcool em gel 70°, após o eleitor ter votado, assinado, recebido de volta o documento e o recibo da votação. Ao final de tudo isso, higieniza as mãos com álcool em gel e sai da seção, do mesmo jeito que entrou em termos de contaminação.
3. As eleições deste ano de 2020 requer do eleitor digitar apenas 2 candidatos: vereador e prefeito. Será 60% mais rápida do que as eleições de 2018, onde foi necessário marcar 5 candidatos: deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente da República.

4. Desse modo, será contraproducente deixar de utilizar a principal garantia de lisura no pleito – comprovação da identidade do eleitor – considerando que a possibilidade de contágio do eleitor é mínima e perfeitamente controlada, em relação a todas as demais relacionadas com o direito ao voto.

5. Muitos esforços e milhões de reais foram investido para se ter a mínima garantia de que a vontade do eleitor é respeitada e computada corretamente.

6. Por outro lado, são inúmeras as possibilidades de fraudes e alteração do voto, caso as digitais do eleitor não sejam utilizadas, principalmente em áreas onde organizações criminosas, ameaçam ou intimidam eleitores e mesários, como nas periferias e nos rincões do País.
7. Reitero que o uso do leitor ótico digital é fundamental para a realização de eleições minimamente garantidas, com o uso do álcool em gel pelo eleitor após concluir as etapas da votação.

8. Esse é o protocolo seguro que permite o funcionamento do comércio, bancos, mercados, feiras, restaurantes, padarias, etc, com a medição de temperatura e a higienização das mãos na Entrada, e a higienização das mãos na Saída do estabelecimento.

* Manifesto enviado à Ouvidoria do TSE.




quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Apelido da mentira

A linguagem, o falar, a gramática e a escrita são reconhecidas por todos os escritores, dicionaristas, oradores, jornalistas, poliglotas e estudiosos, como uma das mais preciosas conquistas do ser humano. 

A língua portuguesa é uma das mais difíceis, por sexualizar as coisas, por não ter assumido as declinações da língua mãe, o latim clássico e, principalmente, por acolher cerca de 4 mil e quinhentos verbos irregulares. Ufa!

Os agentes de inteligência e serviços secretos fazem blague ao afirmar que a língua portuguesa não é idioma, é código. Pois desde criança aprendemos coisas do tipo: Filhinho, comeu sua merenda? Comi. Bebeu o suco? Bebi. Fez suas lições? Fezi. Então vá tomar banho? Já tomi.

Mesmo assim, a língua portuguesa tem especial valor afetivo a nós outros, falantes da língua considerada "a última flor do Lácio, inculta e bela", como versejou Olavo Bilac, da amplitude e contrastes que a língua-musa alcança: "esplendor e sepultura", "desconhecida e obscura", um "rude e doloroso idioma".

Angelo Coronel e Lídice da Matta
presidente e relatora da CPMI
Entretanto, está em discussão no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) para combater e coibir informações consideradas prejudiciais a pessoas, empresas, instituições, entes da federação, etc, que leva o número 2.630/2020, e o título Lei Brasileira de Liberdade e Transparência na Internet. A descrição no título não revela as verdadeiras intenções, explicitadas nas determinações do ministro Alexandre de Moraes para investigar, prender e censurar os apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.

E é visível o interesse das mídias tradicionais e conglomerados de comunicação pela aprovação do PL, como a forma mais completa e fácil de acabar com a crescente concorrência dos canais da Internet, que veiculam informações sem filtros nem ideologias exóticas, os quais estão lhes tirando audiências cativas de décadas. 

Parte significativa dessa chamada grande mídia perdeu a credibilidade, depois que se lançou em oposição sistemática ao governo do presidente Jair Bolsonaro. 

Mas não há nada tão ruim que não possa piorar. Para agravar as ações previstas no Projeto de Lei, os senadores que integravam a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), imprensa e grupos interessados, emplacaram o verbete fake news como a mais pura tradução de qualquer coisa que se possa postar nos meios de comunicação e, num passe de mágica, passou a substituir a velha conhecida mentira e tudo o mais que se queira.
Allan dos Santos, jornalista
do canal Terça Livre
Caiu a sopa no mel! Ou melhor, caiu sobre os apoiadores do presidente o Inquérito do Fim do Mundo, inventado por Toffoli e executado por (ops!) seu pau-mandado Alexandre de Moraes; com mandados de busca e apreensão, prisão de jornalistas (foto), humorista, empresários, senador e deputados, no clima de terror construído pela mídia hegemônica com as milhares de mortes na pandemia da Covid-19.
Nesse clima de ditadura nazi-fascista-comunista, os onze do STF fizeram de tudo que um ministro não deveria, para manter um mínimo de decoro na função. E continuam fazendo!
O vocábulo exótico fake news veio na medida para os tiranos mal disfarçados de parlamentares, ministros e locutores da TV Gloebbels - substitutos mambembes dos atores demitidos nos últimos meses. Nele cabe tudo e mais alguma coisa. 
Desse modo, os crimes previstos no Código Penal como ofensa, injúria, assédio, agressão, falsidade ideológica, humilhação, tortura psicológica, perseguição, calúnia, ameaça, chantagem, mentira, etc. cabem todos no anglicanismo muito bem aceito pelos comunas esquerdopatas tupiniquins: fake news.  
Roberto Barroso desenhou a censura a aplicar nas notícias e informações veiculadas nas redes, atuando como Editor Chefe de um periódico, que recebe os textos dos jornalistas e define o que pode e o que não pode ser publicado. No popular: implantação da pré e pós-censura, como acontece em onze das dez mais terríveis ditaduras.  
Antes mesmo da aprovação pelo Congresso, qualquer notícia, informação, opinião ou comentário, já está sendo censurada por vários "ministérios da verdade" orsonwelliano, com suspensão da Rede, bloqueio do autor e remoção de conta, impedindo o trabalho dos jornalistas, profissionais e cidadãos conservadores, de direita. Somente dos conservadores de direita! Pergunta valendo 1 milhão de coisa alguma: Por que será? Comunicadores da esquerda são presos por outros motivos, do tipo: sonegação de 400 milhões de reais em imposto!

Ora, desde sempre, ocorrem fatos e versões! Daí a importância do zelo que o emissor deve ter ao informar, noticiar, opinar, comentar. Se mente, deixa de ser considerado pelos ouvintes, telespectadores, leitores ou seguidores, deixa de ganhar, comete um  informicídio.
O Estado Censor Controlador 
Existe no Código Penal punições para o emissor que cometer crime em publicação de qualquer tipo, mas não é isso que estamos vendo ocorrer atualmente. Já sabemos aonde o "projeto" quer chegar. Essa é mais uma tentativa de domínio sobre a Nação e seu povo. 
Os exemplos históricos recentes, ou nem tanto, estão aí para lembrar os horrores causados por esse tipo de controle da informação, do cerceamento de opiniões que não estejam de acordo com o modelo oficial do Partidão Único Solidário (PÚS).
Com o engajamento ideológico, a extrema mídia deixou de apresentar a notícia com suas diversas facetas, com imparcialidade. Perdeu a credibilidade. E isso fez prosperar os canais de notícias, blogueiros e youtubers, que agora ameaçam suas sobrevivência.
Que Deus nos guarde dessa desgraça! Faremos o que for possível para ajudá-Lo a evitar que essa tragédia venha acontecer em nosso país. 


Fonte: Agência Câmara de Notícias

domingo, 23 de agosto de 2020

Subindo nas pesquisas


Começamos a ver os institutos de pesquisas de opinião, empresas de comunicação, jornalistas e colunistas de plantão, divulgarem o aumento na aprovação do governo Jair Bolsonaro(foto). Alguns deles, parece que ainda não conseguiram atinar os reais motivos dessa subida na aprovação e da descida na rejeição do presidente. Atribuem isso, hora ao auxílio emergencial, hora à postura menos reativa nos encontros com os fãs na porta do Alvorada, uma verdadeira arapuca para pegar falas diretas do presidente. Mas nada disso vai explicar o carisma que JB está confirmando nos seus contatos com eleitores de várias regiões do País, a ponto da oposição ter que divulgar pesquisas positivas ao presidente.

Considerando que há um forte viés ideológico de extrema esquerda nos agentes que atuam na maioria das mídias brasileiras, que já erraram feio nas pesquisas de voto nas eleições de 2018, o melhor mesmo é tentar desenhar aos ditos cujos o principal motivo: patriotismo. 
Para isso, vamos imaginar duas equipes de arrumadores de prateleiras de supermercado, em que seus membros foram escolhidos por seus líderes. Uma das equipes, que vamos chamar de 'A', é formada por 39 pessoas e arrumou metade das prateleiras em 16 horas, dois turnos de 8 horas. Nesse período, alguns clientes perceberam que estavam sumindo produtos das prateleiras. Viram quando os arrumadores levavam escondidos para fora. Um dos clientes achou aquilo um absurdo e resolveu denunciar à gerência. Foi um escândalo, uma decepção. Parecia que tudo estava indo tão bem! Que nada, era tudo desfaçatez.
O dono contratou uma auditoria que relacionou os produtos furtados e os locais em que foram escondidos. Após dada a queixa na polícia, os ladrões foram presos e parte do furto foi localizado e devolvido ao dono. O chefe de polícia e os agentes ficaram abismados com a enorme quantidade  e com a diversidade do que foi furtado. Tinha desde lápis, computador, máquina de lavar, até varal de estender roupas. 
As investigações revelaram também o modus operandi da quadrilha: arrumavam direitinho os produtos na frente das prateleiras, de modo que parecesse estar cheia. E então, surrupiavam as peças que ficavam detrás, escondidas dos clientes consumidores. 
Nunca tinha ocorrido algo semelhante na loja, apesar de que se sabia que havia muitos furtos que não eram apurados devidamente. Mas desse tamanho, nessa quantidade e nesses valores era a primeira vez que ocorria. 

O dono demitiu a quadrilha de arrumadores e contratou uma nova equipe.

A nova equipe, que vamos chamar de 'B', formada por 23 trabalhadores, arruma um quarto das prateleiras em 1 hora e meia, enquanto tem de enfrentar um enxame de marimbondos que haviam sido desinstalados do local e que agora ameaçam a todos. 
A cada instante os trabalhadores têm de se proteger, expulsando os que chegam mais perto, os mais ameaçadores. Mesmo assim, quase todos eles levam ferroadas. Alguns, em tal quantidade que precisam deixar a equipe. E o líder tem de providenciar substituição, para evitar a descontinuidade nos trabalhos. Importante frisar que, apesar das inúmeras denúncias por parte dos quadrilheiros demitidos, a auditoria não detetou qualquer desvio ou furto de produtos, durante o período trabalhado pela equipe 'B'. E pelo que diz o líder, são poucas as chances disso ocorrer, mas se ocorrer, o faltoso será expulso da equipe. 

A pergunta que faço é: Qual das duas equipes você considera que fez o melhor trabalho? 

Pois é, o povo vem demonstrado que sabe fazer essa avaliação melhor do que os ixpessializtas obliterados pelo ódio distilado pelos donos das mídias onde batem ponto, desmamadas das verbas milionárias de antigamente. 
E nós outros, fazemos parte do povo que sabe avaliar a realidade, mesmo com todas as narrativas diversionistas falseadas pelas mais altas instituições republicanas, contaminadas com tudo que é indecoroso, ilegal e obsceno.

Uma coisa é certa, nenhum presidente foi mais ofendido, desafiado, acusado, xingado, desqualificado, insultado, massacrado, desrespeitado do que Jair Bolsonaro. Qualquer um menos tolerante já teria desistido de governar o País.
Mas Bolsonaro não é qualquer um.     

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Dando chance à vida


A contaminação pelo coronavírus continua forte e o número de mortes vem se mantendo em níveis elevados: 900/dia. 
Os respiradores adquiridos a qualquer preço para salvar vidas, não foram capazes de evitar milhares de mortes. 
Os milhões de testes, que dariam o controle do contágio, talvez pela demora do resultado e do alto índice de falsos resultados, são apenas mais um registro estatístico que pouco contribui. Seus números nem são acompanhados. 
O isolamento social continua sendo o único remédio prescrito pelos governantes e juízos de plantão, enquanto os tratamentos emergenciais, com uso de antivirais e fármacos já conhecidos, são omitidos ou descartados motivado por diferenças políticas ideológicas. 
Pelo menos houve uma boa surpresa esta semana (17/08). A TVGloebbels inseriu no noticiário a fala do ministro da Saude, Eduardo Pazuello (foto), para que as pessoas procurem atendimento médico logo aos primeiros sintomas, fase em que há maior chance de barrar o vírus. OMS e Mandetta orientavam só procurar atendimento se os sintomas se agravassem! Chegavam e iam direto para UTI.
Quantos teriam sobrevivido se, desde o início, fosse divulgado a atual orientação que permite iniciar de pronto o Tratamento Precoce? Se 10% das chamadas para o uso de máscaras, fosse usado com a orientação de procurar um posto aos primeiros sintomas da covid (febre, dor, corize, tosse), o quadro seria melhor.
O cenário atual de incertezas pode se estender por muito mais tempo do que se imaginava. Talvez, tempo suficiente para percebermos o que já está na cara e, ao largo das diferenças partidárias, assumirmos que, nos primeiros dias de contágio, o vírus não resiste àqueles remédios antigos e baratos - usados contra  piolho, verme, sarna, malária, lúpus e artrose - mas que tem dado bons resultados no combate da dengue, zika, chikungunya, AIDS e da Covid-19. 
Infelizmente, até isso ocorrer, as mortes continuarão nesse patamar elevado, pois as inúmeras vacinas em teste ninguém garante quando chegam. Em dezembro, talvez? Esperamos que sim, é preciso que essa pandemia chegue ao fim. E com as graças de Deus, chegará.

sábado, 15 de agosto de 2020

Cloroquina: caso de polícia

* Relato do Dr. Paolo Zanotto (foto) e de Lucília Coutinho(foto), em sua Time Line, sob o título:
"Cloroquina - Assassinato&Conspiração disfarçada de estudo científico. O que a polícia, o MP, a imprensa e todos precisam saber." 
(Acrescento: inclusive a Polícia Federal.)
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O assunto cloroquina, hidroxicloroquina, esteve na mídia recentemente e recebeu tratamento de partida Fla x Flu, em decisão de campeonato. Algo me intrigava como médico e comecei a ler toda a literatura científica disponível. 
Mergulhei então na pesquisa do mecanismo da doença e no mecanismo de ação da cloroquina e hidroxicloroquina. E não é que havia muitas evidências científicas antigas e consagradas do uso da medicação pra doenças virais?

Dra. Lucília Coutinho
E algo me chamou atenção. A insistência do Ministério da Saude (MS) em desautorizar a droga. Pior ainda foi quando começaram a fazer isso usando como referência o estudo fatídico do Amazonas.
Vou lhes explicar o porque! A primeira estranheza foi o MS e a imprensa inteira, começar a usar tal estudo como referência dos malefícios da cloroquina.

Um pequeno adendo, a cloroquina é mais velha e mais tóxica que a Hidroxicloroquina. Mas no estudo do Amazonas, foi a antiga cloroquina que foi usada!?

Sigamos com as interrogações e observações pra que acompanhem meu raciocínio como médico.

A dose usada no estudo foi de 900 e 1.200 mg por dia durante dez dias consecutivos. O que acarretou muitos efeitos colaterais e 11 mortes.
Aí fiquei curioso: por que usaram essa dose tão alta?
E mais: Como a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), do Conselho Nacional da Saude (CNS), do Ministério da Saude (MS), autorizou um estudo como esse com doses tão altas? E aí começam as grandes surpresas e constatações. Deixe-me explicar aos leigos.

Quando usamos cloroquina, por exemplo para malária, mesmo nas formas graves, o protocolo é de 4 comprimidos de 150 mg (600 mg no total) nos três primeiros dias e depois baixamos as doses. Nunca usamos uma dose tão alta e nem sustentada! O tratamento dura em geral 14 dias com doses que vão baixando de 300 mg e 150 mg nos próximos dias.

Fiquei intrigado com a loucura de um estudo com este desenho, autorizado pelo Conselho de Ética em Pesquisa(Conep). E li o artigo que fora publicado no dia 07/04Mas no estudo havia um fato curioso, qual não foi a minha surpresa ao constatar que o número do Conep citado no estudo era inexistente.

Dei print da tela. Não fui só eu que percebi isso, outros perceberam.
E houve uma veiculação de reportagem no UOL, onde um médico afirmava que aquele estudo sequer tinha autorização para ser realizado.
Qual não foi minha surpresa ao perceber que mais gente tinha visto o que vi.

Entretanto, comecei a ficar realmente intrigado quando soube quem havia entrado em contato com o UOL, como citado na reportagem, e afirmava que o número do Conep existia sim! Que aquilo era um engano. Pois bem, nada mais, nada menos que a Assessoria de Comunicação do Ministério da Saude. Uáu!

Mas algo me deixou mais perplexo ainda, o número do Conep era de data posterior à publicação do estudo.

Pra quem não entende o que isso significa, vou explicar: você nunca pode começar a fazer experiências com humanos sem uma autorização do Conep.
Onde já se viu número de autorização do estudo com data posterior à sua publicação?
Aí fiquei ainda mais perplexo, seria possível?

Já não podia crer na intencionalidade de atos tão vis, queria acreditar que tudo não passava de um engano, de um estudo mal sucedido.
Mas minha mente e minha intuição me apontavam as evidências de um crime.

E fiquei curioso e pensativo. Se eu fosse o cientista do estudo seria o primeiro a correr pra me defender. Se eu fosse o Conep seria o primeiro a dizer, não, não houve autorização do órgão competente para esse assassinato! A não ser, que...

Mas, peraí, por que foi a assessoria de comunicação do MS que ligou pro UOL pra dizer que havia sim um número no Conep e acabou fornecendo a prova de uma tentativa de encobrir um absurdo?

Alto lá! Quem é a assessoria de comunicação do MS?
Ugo Braga, um conhecido militante do PCdoB, inclusive houve escândalo recente de sua renovação de contrato bilionário feita por Mandetta. Lembram dele?

E quem eram os pesquisadores que assinavam o estudo?
Marcos Vinícius Guimarães de Lacerda, médico e militante político da esquerda ligado à Fiocruz. Os pesquisadores idem. E pra completar, adivinhem quem foi a cardiologista que colocou seu nome no estudo? Ludhmilla Hajjar, médica de Caiado.

Senhores, se isso não foi uma conspiração e um crime contra a vida e a ordem política, eu nem sei mais o que é crime contra a vida e contra a Nação...


# Transcrição da Time Line do Dr. Paolo Zanotto / Lucília Coutinho.
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ADENDO

Autorizada recentemente pelo governo federal para pacientes infectados com o novo coronavírus, a hidroxicloroquina segue sendo tema de debates no campo da medicina. Em uma teleconferência ao vivo pelo Youtube, neste domingo (5), os médicos Paolo Zanotto, virologista da USP (Universidade de São Paulo), e Pedro Batista Júnior, diretor-geral da Prevent Sênior, defenderam o uso da medicação para idosos em fase inicial de tratamento.
Segundo eles, a aplicação da medicação em pacientes idosos logo no início do processo é mais eficaz do que seu uso quando o caso se torna grave, pois o pulmão já estaria comprometido pelo processo infeccioso.

"O melhor resultado é na fase inicial da doença. Infelizmente esses pacientes [que morreram] tomaram hidroxicloroquina, mas iniciaram numa fase avançada. O início da dose de cada medicação que você faz para um paciente é fundamental para o sucesso da terapêutica", afirmou o diretor do Prevent Sênior, plano de saúde que administra hospitais que têm tratado idosos com a Covid-19.

Zanotto argumentou que a hidroxicloroquina "é uma droga que tem não só o precedente da atividade antiviral mas também tem um grande histórico de utilização dessa droga no contexto anti-malárico".
Arena de Manaus-AM
Já há, inclusive, um estudo clínico confirmado para avaliar o uso da cloroquina também para pacientes com sintomas leves do novo coronavírus. A pesquisa CloroCOVID19, realizada pela Fiocruz Amazônia (Instituto Leônidas e Maria Deane), em parceria com profissionais do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), testará pessoas de idade entre 18 e 80 anos que não apresentem contraindicações a esse medicamento. A previsão, segundo a Fiocruz, é de que na segunda semana de abril os resultados preliminares sejam divulgados.

No entanto, este uso do medicamento não é bem recebido por parte da comunidade médica. Consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), o infectologista Leonardo Weissmann, é cuidadoso ao falar da hidroxicloroquina: “não há evidências científicas concretas de que a cloroquina seja eficaz para o tratamento da COVID-19. Trata-se de um medicamento que pode causar inúmeros efeitos colaterais. Seu uso, além de não ter eficácia comprovada, ainda pode causar mais danos ao paciente do que a própria doença. É preciso muita cautela.” Pergunto: será mesmo? Por que esse tipo de comentário é inconsistente? A HCQ é usada há mais de 70 anos sem qualquer restrição. É usada no combate à zika em gestantes. Por que agora esse cuidado? São os torcedores do vírus.
Em nota, a SBI se refere ao uso da hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 como uma terapia de salvamento experimental. O uso, segundo o comunicado, “deve ser individualizado e avaliado pelo médico prescritor, preferencialmente com a participação de um infectologista, avaliando seus possíveis efeitos colaterais e eventuais benefícios”.