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sábado, 9 de maio de 2020

Sombras na Covid-19

Médico infectologista denuncia a campanha criminosa que vem sendo feita contra antivirais como a hidroxicloroquina. 
Na maioria das mídias assistimos massiva informação de que a hidroxicloroquina tem efeitos colaterais que podem levar à morte. Que não tem estudos científicos que comprovem sua eficácia no combate à Covid-19.
Apesar de inúmeros médicos darem depoimentos nas redes sociais, a mídia criminosa não toma conhecimento disso. E caso alguém fale em entrevista, é cortada ou não vai ao ar. Um médico brasileiro denuncia o lobby bilionário feito pelas indústrias farmacêuticas. Vamos aos fatos. 
Em 1º de maio, o presidente Donald Trump anunciou que a FDA, agência norte-americana de medicamentos e alimentos, concedeu autorização de emergência ao fármaco Remdesivir, para o combate ao novo coronavírus.
Os testes duplo cego feito em 1.053 pacientes apresentaram uma redução de 31% no tempo de recuperação do enfermo: o grupo que usou o medicamento sarou em 11 dias e o que tomou placebo curou em 15 dias.
Menos de uma semana depois, o governo japonês autorizou o uso do Remdesivir para tratar pacientes diagnosticados com a Covid-19. 
Vamos agora contextualizar essas notícias.

As pesquisas desenvolvidas para obter o  Remdevisir, foram realizada pelo laboratório norte-americano Gilead Sciences, com a ajuda de U$ 40 milhões do governo dos EUA, e visava combater a febre hemorrágica causada pelo vírus ebola, que surgiu em 1976 no antigo |Zaire, hoje Congo, e que até início do mês não obteve aprovação da agência reguladora FDA. Em assim sendo, ele não está a venda nas farmácias do mundo.

Além da liberação em emergência do Remdesivir para tratamento da Covid-19, o presidente Trump concedeu ao laboratório Gilead Sciences o selo de propriedade intelectual pelos próximos sete anos. 

Na China o laboratório Gilead já obteve três patentes das oito requeridas, de acordo com o  vice-diretor da Administração Nacional de Propriedade Intelectual, dr. He Zhimin, em coletiva de imprensa. 
As oito patentes abrangem: núcleo, estruturas similares dos compostos, métodos de fabricação, indicações e aplicações... E a revista VEJA denuncia que a OMS deletou estudo negativo do uso do Remdesivir. É grave. 

É significativa a diferença de custo e efeitos quando comparamos o Remdesivir  com outros antivirais, antirretrovirais e antiparasitas já existentes no mercado que vêm apresentando resultados surpreendentes ,quando ministrados associados com anti-inflamatórios e antibióticos, reduzindo o tempo de recuperação de 15 para 5 dias, com custo menor do que um medicamento "de ponta", que dá menos benefício ao paciente e ao sistema de saude, internação, UTI, respirador... Os antivirais, anti-inflamatórios e antibióticos já existentes têm estoque, são baratos e dão melhores resultados.
O lobby é fortíssimo. As mídias escondem informações sobre os antivirais mas propagam a Remdesivir. Até o Google é cooptado. As páginas de pesquisa levam a testes e notícias negativas do uso dos antivirais, principalmente da hidroxicloroquina. 


A mais recente foi a morte de 11 pacientes, de um grupo de 80, cobaias de teste com  a cloroquina em altas doses no estado do Amazonas. A cloroquina é mais toxica do que a hidroxicloroquina. Descobriu-se depois que o médico que divulgou os resultados é torcedor do QPM-Quanto Pior Melhor, militante de esquerda e a orientadora atende mulher de governador que também torce pelo vírus.

O melhor tratamento dos pacientes atingidos pelo novo coronavírus está sendo descoberto agora. Significativo que médicos brasileiros de renome internacional, não tiveram dúvida em declarar que foram curados pela associação de antivirais e antibióticos ministrados nos primeiros sintomas da doença, como fez o médico cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Roberto Kalil Filho. 

Atitude muito diferente da omissão criminosa que o Dr. David Uip, curado após tratamento com hidroxicloroquina, não divulgou os benefícios obtido porque seu chefe João Riquinho Dórea faz oposição ao presidente Bolsonaro, que em conversa informal com repórteres na saída do Palácio da Alvorada, mencionou a cloroquina. Ontem (08) Uip deixou o cargo de coordenador do cento de contingências do governo de São Paulo.

Melhor que tudo isso é a boa notícia trazida pelo clínico geral, doutor em imunologia, microbiologia e virologia, Dr Roberto Zeballos (foto), médico do Hospital Albert Einstein, que constatou que a Covid-19 é doença imunológica, desencadeada por agente viral que deve ser tratado com esteroides e corticoides, anti-inflamatórios associados ao antibiótico claritromicina.  Simples assim. 

Dr. Zeballos foi o médico que tratou do Dr. Kalil, diretor clínico do Incor de São Paulo, e teve dele autorização para divulgar o novo tratamento, para evitar mais mortes aconteçam. 

Mas isso vai ficar para o próximo post, em que transcrevo os principais trechos do áudio que enviou ao Dr. Pierone Barbiere,de Matão-SP, com detalhes técnicos surpreendentes constantes em estudo já submetido ao Indor. 

Aguardem, é só o tempo para digitar.




quarta-feira, 6 de maio de 2020

Covid-19 Terror na Globo

É criminosa a maneira como a Globosta usa a concessão pública de TV nesses dias de pandemia.
No noticiário da manhã de hoje (6/5) a apresentadora deu ênfase assustadora ao anunciar 600 mortes nas últimas 24 horas, apresentando comparativo com países do mundo como os EUA, Reino Unido, França, Espanha e Itália, em que o Brasil está em terceiro lugar. A partir daí o restante das notícias foram todas para aterrorizar o telespectador incauto.
No gráfico abaixo, em que estão plotados os números de mortes registradas em cada dia, mostra que os 600 mortos registrados ontem (05/05) é um ponto completamente fora da curva e, de acordo com os números informados ontem, pode estar incluindo óbitos pendentes de investigação da causa mortis, que ontem era de 1.427. Fazer essa comparação com o dia 3 e 4/5 com 275 e 296 mortes não interessa à TVesgoto. Isso não é falha do jornalismo iniciante.

A coisa é feita exatamente para causar comoção nas pessoas com menos 
conhecimento e instrução pois mesmo após o Ministério da Saude esclarecer que 79% (474) dessas mortes ocorreram antes de três dias, apresentaram o mesmo painel no Jornal Hoje, como se 600 fosse a média diária no Brasil.
Canalhas!
Acredito que o Brasil vai sair dessa pandemia mais forte e atento, conhecendo os traíras e gangsteres travestidos de bons moços que tentam transformar os brasileiros em zumbis obedientes a seus comandos.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Arautos do Caos


Enquanto a maioria dos profissionais da saude dedicam a vida para combater a pandemia e recuperar pacientes infectados pelo coronavírus, as empresas de comunicação de massa aterrorizam a população menos esclarecida.

No noticiário de hoje (4/5), a apresentadora da Globosta leu com ênfase que o Brasil passou a Holanda e o Irã no número de mortos! 
Pombas, isso é importante? Qual o motivo dessa informação, a não ser aterrorizar a população?
Nada a ver: a Holanda tem cerca de 18 milhões de habitantes, o Irã cerca de 84 milhões. O Brasil 212 milhões! Nem uma palavra sobre o número de infecção por milhão de habitantes. (foto)

Ontem (2/5), o mote repetido ad nauseam era que o número de mortos e infectados havia subido por causa da população que não atendeu às determinações de isolamento social.

Há enorme interesse, das organizações criminosas que saquearam o país por décadas, que o Estado de Calamidade se mantenha pelo maior prazo possível, para terem tempo para usar dinheiro público em contratos de compras de produtos e serviços superfaturados e sem licitação. Vários casos desse tipo já são investigados pelo Ministério Público e Tribunais de Conta. A seguir estão os dados gerais do Brasil para desmascarar os torcedores do Quanto Pior Melhor (QPM). 

Vejam até onde vai a desfaçatez desses arautos do caos, tirando uma de bons-moços quanto  ao número de pessoas que positivaram ao novo coronavírus: (Análise do gráfico ao lado e Tabela de dados logo abaixo)
. em 15 de abril esse número ultrapassou pela primeira vez os 2 mil, com 3228 novos testados positivos; 
. em 25 de abril passou de 5 mil em 24 horas;
. em 29 de abril passou de 6 mil e 
. no dia seguinte (30/4) passou de 7 mil.

Números assustadores para o cidadão leigo, que assiste dia e noite a Rede Caos de Comunicação, agora conhecida como Globosta, depois que o presidente lembrou que lixo é reciclável. E o esterco serve melhor enterrado junto com a lama. 

Mas certamente muitos vão lembrar de informação importante para análise desses dados. Nesta semana foram distribuídos 2,5 milhões de testes rápidos e moleculares aos estados e municípios. O resultado disso já é observado no dia 25/4 com o número de infectados ultrapassando 5 mil diário, caindo no fim-de-semana como de costume e voltando a crescer na terça 28, 29, 30, 1°/5, caindo no fim-de-semana como esperado. Esses número precisam crescer para termos o mapeamento da propagação e incidência do vírus em cada área, município e estado.

CASOS CONFIRMADOS

      Mês/Dia        Total            Diário
ABRIL/15 28912 3228
16 30891 1979
17 34221 3330
18 36599 2378
19 38654 2055  DOMINGO
20 40581 1927
21 43079 2498
22 45757 2678
23 49492 3735
24 52995 3503
25 58509 5514
26 61888 3379  DOMINGO
27 66501 4613
28 71886 5385
29 78162 6276
30 85380 7218
MAIO/01 91589 6209
2 96559 4970
3 101147 4588


Quanto ao número de mortes registrados, há um dado importante que os arautos do caos não mostram ou tratam com a mesma ligeireza usada para qualquer notícia que não seja conveniente aos seus planos de derrubar o governo Bolsonaro: (Análise do Gráfico ao lado com dados em Tabela mais abaixo)
. em 23/4, pela primeira vez foi alcançado a casa dos 400, antes estava na casa dos 100, com apenas uma exceção em 15/4 com 208 mortos, se mantendo na casa dos 400, com um pico em 28/4 com 474 mortos;
. aqui temo um outro dado importante que também é sonegado pela mídia desmamada das verbas bilionárias distribuídas pelos desgovernos comunistas-petistas-corruptos, o número de óbitos em investigação;
. em 25/4 havia 1.312 óbitos em investigação; 
. no dia 27 os Cartório de Registro divulgaram que cerca de 43% dos óbitos tinham causa mortis "indeterminada", o que certamente significa uma sub notificação para a Covid-19;
. dia 28/4 ocorreu um pico com 474 óbitos, e registro de 1.156 óbitos em investigação;
. em 01/05 o número de óbitos em investigação chegou a 1.642.

A boa notícia é que de 28/4 a 2/5 o número se manteve na casa dos 400, decrescente. 
No período ocorreu o famoso "achatamento da curva", tão propalado pelos ixpexialixtas. Significa que o número de mortes não está mais em viés crescente, estabilizou em histograma com "curva" horizontal em torno de 400 com tendência de baixa. 
É um número alto que pode esconder a intenção de manter alto o número de mortes, pois já há vários remédios baratos que recuperam o paciente em poucos dias, como Annita para vermes e a Ivermectina para parasitas e piolhos, sem efeitos colaterais.
Esse número pode até voltar a crescer por motivos reais ainda desconhecidos. O que não pode é os principais meios de comunicação sonegarem informações e aterrorizarem a população. É inaceitável ainda ocorrer tantas mortes com as informações e medicamentos já à disposição. Uma investigação de inteligência pode descobrir o porquê. 

ÓBITOS
      Mês/Dia          Total           Diário
ABRIL/15 1760 208
16 1952 192
17 2171 219
18 2361 190
19 2471  110
20 2575 104
21 2741 166
22 2906 165
23 3313 407
24 3670 357
25 4016 346
26 4205 189
27 4543 338
28 5017 474
29 5466 449
30 5901 435
MAIO/01 6329 428
2 6750 421
3 7025 * 275
*MS informa que a maioria dos 275 óbitos registrados em 3/5 são de períodos anteriores.

Sábado (02) na TV Cultura, um infectologista alertou para o uso dos antivirais no combate ao novo coronavírus. Esclareceu que nos primeiros 3 a 5 dias de infecção, o vírus circula na corrente sanguínea até ser detetado pelo sistema imunológico, quando então há produção de anticorpos pelo sistema imunológico do organismo. Disse que é nesse período inicial dos sintomas que os antivirais podem ter o melhor efeito e fazer a diferença: evitar que o paciente vá para UTI.
Se o vírus não sofrer enfrentamento desde o início, através do antiviral, ele irá se replicar com facilidade e ocupar espaços em órgãos vitais como pulmões, rins, cérebro, sistema digestor, os quais reagem provocando inflamações.

Ocorrendo inflamação os remédios ministrados não têm mais o mesmo alcance. Nesses casos de inflamação severa, são usados anti-inflamatórios com protocolo da médica brasileira pneumologista e patologista do Hospital das Clínicas e do Sírio-Libanês, Drª. Ana Estela Haddad, mestra, doutora em odontopediatria e ex-primeira dama da cidade de São Paulo, pendente de publicação em revista internacional de saude. 

Em postagem nas redes ela diz que percebeu que o coronavírus causa obstrução na microcirculação sanguínea, causando colapso respiratório. E com base no trabalho original de um médico chinês, desenvolveu um protocolo e começou a ministrar anticoagulantes para os pacientes de UTI, que apresentaram melhoras significativas.

Esse e outros tratamentos podem explicar o número reduzido de óbitos na China, mesmo após evento que reuniu 40 mil famílias em Wuhan em almoço comunitário. Considerando 4 pessoas por família, seriam 160 mil pessoas que voltaram às suas casas. Além disso, houve parte da semana do feriado do Ano Novo Lunar, em que muitos chineses se deslocaram para ver parentes, antes de ser declarado lockdown.

Tudo disso porém nem chega perto quando comparado com os milhões de foliões e turistas que ocuparam praças, ruas, camarotes e praias nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Manaus e Salvador por irresponsabilidade de governadores e prefeitos dessas capitais. As medidas de combate à Covid-19 está se concentrando mais nessas capitais. Em Salvador, o governador Rui Costa ficou de camarote vendo os trios com chineses.

Aliás, a lerdeza desses governadores parece ser regra. 

João Pinóquio Dora só hoje (4/5), quase dois meses de atraso, exigiu uso de máscaras nos transportes públicos, lotados após redução das frotas. Fatos revelam o interesse de não tomar medidas simples, como o uso de máscaras que qualquer costureira faz. 

Mesmo com toda hipocrisia e propaganda de defensores da saude do povo, esses gestores não vão conseguir fazer o povo esquecer que pouco fizeram para deter o vírus. Ao contrário, incentivaram o Carnaval e o turismo por mais de um mês, quando o combate à propagação do novo coronavírus seria menos custoso, menos doloroso, menos letal. 

# Divulgue sem moderação!

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Sintoma perigoso

Parece que o novo coronavírus provoca ou faz emergir em alguns, instintos inaceitáveis nas sociedades conscientes de seus direitos e deveres.

O governador Andrew Cuomo do estado de Nova York - onde está a cidade de Nova York epicentro da pandemia nos Estados Unidos - revelou seus instintos de chefão todo poderoso ao criticar a atuação do Brasil e da Suécia no combate à pandemia, por permitir alto índice de mortalidade pela Covid-19.
"Nesses países, você deixa acontecer. Quem for infectado, foi infectado. Quem morrer, morreu. Mas dessa forma, muitas pessoas morrem", declarou em tom de crítica. 
O cara não sabe que a gestão de contenção do vírus são tomadas pelos governadores e prefeitos e não pelo governo Bolsonaro, a quem ele queria atingir. Errou feio. 
Andrew Cuono

Mas que dá vontade de mandar Mr. Andrew tomar no Cuono, ah, isso dá! 

O cara está com milhares de infectados e mortos debaixo do nariz e se acha no direito de olhar para o país vizinho, no qual o presidente não lhe é simpático. 
Ora vá catar coquinho!
Lembro que o prefeito de Nova York Bill de Blasio, do Partido Democrata, impediu homenagem a Bolsonaro em 2019.

Na Hungria, aproveitando o impacto que a expansão do vírus tem causado em todo o mundo, o premiê Viktor Orbán obteve no parlamento aprovação de leis que lhe dão poderes ditatoriais, recebendo severas críticas da União Europeia. 

No Brasil, o observador mais atento, também vai encontrar gestores públicos com esses mesmos sintomas que afetou Orbán. 

Há governadores que determinaram vigilância online dos habitantes via celular, com uso de contingentes policiais para fazer cumprir suas ordens e reprimir  infratores que causam a redução do "índice do isolamento" para menos de 70%. 
Carnaval em São Paulo, capital em 2020
Faz-se necessário registrar que os estados que determinaram o isolamento social mais severo, são os que têm os maiores números nominais tanto em infecção como em óbitos. 



Especialistas consideram que as medidas de contenção como o isolamento social veio tarde, muito depois do Carnaval que atraíram milhares de turistas do mundo inteiro, causando as maiores aglomerações de foliões de todos os tempos... 

Mas a culpa de tudo isso é de Bolsonaro, que decretou Estado de Emergência na Saude Pública Nacional em 04 de fevereiro, três dias após a Organização Mundial de Saude (OMS) declarar Estado de Emergência Internacional em 30 de janeiro, e vinte dias antes do Carnaval. 
Em 20 de março, o Senado aprovou o decreto do governo federal, instituindo Estado de Calamidade Pública no País, que já havia sido aprovado na Câmara.

Mesmo assim os governadores e prefeitos não tomaram qualquer medida efetiva para fazer a contenção do novo coronavírus. 

Ao contrário. As declarações dessas autoridades em rede nacional, tranquilizavam a população e minimizavam  a agressividade do vírus, mesmo com a divulgação massiva das imagens horripilantes transmitidas de Wuhan, centro de contaminação na China. 

Vejam declarações de alguns deles.

João Riquinho Dórea: "Não há a minima razão para pânico... nem para interrupção de aulas, trabalho, atividades esportivas, espetáculos... Faremos o maior Carnaval da história, são 600 blocos com milhares de foliões... Que movimentará a economia de São Paulo."

David Uip: "A nosso favor, estamos no Verão, o vírus gosta do frio e estamos no calor. Poucas pessoas vão sentir que foram infectadas, terão coriza, sintomas de um resfriado, uma gripezinha, mais de 90% não sentirão sintoma algum." 

Drausio Globosta Varella: "Esse vírus não tem potencial. Em cada 100 pessoas que pegarem o vírus 80 ou 90 pessoas terão um resfriadinho de nada."
Carnaval no Rio - 2020
Após o Carnaval, os discursos sofreram revisão radical, principalmente após o presidente repetir as mesmas palavras dos doutos ispexialistas acima citados. "Será uma gripezinha".
Os afáveis e serenos gestores de antes, num repente, tornaram-se ferrenhos defensores da saude dos habitantes de seus feudos, com intermináveis discursos de campanha e violentas ações contra pessoas indefesas que tiveram a ousadia de desobedecer o Chefinho e ir até a praça, à praia, ao parque pegar um sol, respirar um ar, andar e espairecer um pouco. Idoso na rua leva surra de cassetete. Mulher na praça, sozinha, é algemada e levada presa... Depois da repercussão das violências, os ditadores em campanha mudaram o discurso.

A conversão instantânea ao combate da pandemia ocorreu quando o governo enviou ao Congresso pedido de declaração de Calamidade Pública. Não é coincidência, é esperteza. A partir daí houve pedidos semelhantes por parte de governadores, prefeitos e até gestores que não tinham caso confirmado da Covid-19 em sua região. Por que será?

São esses os mesmo prefeitos e governadores que reduziram o transporte público para "obrigar" a população ficar em casa. E os empresários agradeceram. Resultado: ônibus, metrôs, barcas e trens lotados, como qualquer pessoa de bom senso seria capaz de prever. O projeto gracioso, aprovado às pressas na Câmara Federal, pode explicar o interesse de alongar a pandemia e matar(ops!) dois desejos com um só projeto: terão uma dinheirama gratuita para gastar em contratações sem licitação, enquanto sangra o governo Bolsonaro.



Talvez uma investigação sobre os números da pandemia nas áreas críticas possa esclarecer isso e mais alguma coisa, que aponta para a quantidade de óbitos ocorridos, mesmo após declaração de um médico de São Paulo de que usou remédios já existentes e obteve total recuperação de 40 pacientes em menos de sete dias. Vale a pena averiguar.

Esse sintoma de voluntarismo acerbado também é percebido nas plagas do Judiciário, e quase passa despercebido devido histórico de idiocrasias típicas dos deuses do Olimpo.

A juíza Ana Lúcia Petri Betto, atendendo um pedido do jornal Estado de São Paulo, decidiu dia 30/04 que o presidente Jair Bolsonaro entregue à Justiça "os laudos de todos os exames" realizados para detectar se foi ou não contaminado pelo novo coronavírus. 

E em controversa unanimidade o STF decidiu que os estados e municípios têm autonomia para definir medidas de combate à pandemia, mesmo que em discordância com as determinações do Ministério da Saude
Quer dizer que estados e municípios podem decidir, já a União onde estão contidos não pode. Traduzindo: governadores e prefeitos podem, já o presidente não pode. Curiosa justiça em tempos de pandemia politizada.

Dá impressão que os efeitos do novo comunavírus propagam-se via internet como os demais vírus digitais, pois apesar da redução em mais de 95% nas interligações aéreas e terrestres das capitais, ontem (27/4) tivemos demonstração dessa transmissão "virtual", quando o governador da Bahia baixou decreto cancelando o São João em nossa província.

Como é que é?! É isso mesmo: o gestor cancelou por decreto os festejos de São João. Tradicionalmente as festas juninas (foto) são preparadas pelas famílias e pelos prefeitos.
Imagino barreiras armadas montadas nas fronteiras de cada município, em cada uma das cidades que costumam festejar o santo com muito fervor e animação. 
Pode ser até que as quadrilhas juninas sejam marcadas com os trajes típicos acrescido de máscara, com o espaçamento de dois metros entre os brincantes. 
Algumas das marcações serão omitidas, tais como: túnel do amor, caracol, balancê... Outras poderão ser acrescidas, do tipo: Olha a pandemia! É verdade... e todos se afastam numa grande roda. Olha a cloroquina! É verdade... e todos se aproximam faceiros até dois metros de distância. Os pares manterão distância até o final: Camindaróça pessoar!
Nada foi dito quanto ao Dia dos Namorados (11/6), às novenas e folguedos nas vésperas do dia de Santo Antônio no início de junho...  Nem de São Pedro dia 29... Ufa!
Os devotos agradecem. 

Não é coincidência que os estados com maior dificuldade de atendimento dos pacientes da Covid-19 sejam os mesmos que tiveram construções superfaturadas para as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014: Arena Amazonas-AM, Arena Pernambuco-PE, Estádio Nacional Mané Garrincha-DF, Arena Corinthians-SP e Maracanã-RJ. Os bilhões de reais pagos em ptchulecos ao rei e seus amigos de então, está fazendo falta no sistema de saude.

A contensão da pandemia causada por esse vírus mortal precisa ser feita com lucidez e sabedoria, sem a necessidade de copiar ações ditatoriais de governos de outras latitudes, largamente propagadas como as mais eficazes. Considerando a dificuldade de obter informações confiáveis em ditaduras, isso não deve ser considerado como toda a verdade.

Aqui não, cara-pálida! Basta!


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Bolsonaro versus Moro


Melhor do que um dia após o outro, é ter dois dias após os pronunciamentos do então ministro Sergio Moro (foto) e do presidente Bolsonaro, complementados por notícias pertinentes e de diálogos via celular divulgados como provas.

Num primeiro momento, Moro lê os motivos destacados em amarelo que o fizeram pedir demissão do superministério de Justiça e Segurança Pública, desenhado ao seu feitio. 

No segundo momento, Bolsonaro faz pronunciamento, em grande parte de improviso, com os motivos que o levaram a pedir a Moro a demissão do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Mauricio Valeixo.

Ambos são importantíssimos personagens da nossa  história recente. Ambos perseguidos pelas organizações criminosas que desejam continuar saqueando os recursos da Nação. 
E agora, José?

O tempo disponível na pandemia permitiu rever  a fala dos dois e as provas apresentadas por Moro, durante a sexta-quente (24/4).
Foram duas principais provas, ambas em prints com diálogos em aplicativo do celular de Moro: uma com a deputada federal Carla Zambelli (PSL/SP) e outra com o presidente Bolsonaro.

O de Carla Zambelli (foto) revela o enorme empenho dela em convencer seu padrinho de casamento a aceitar a demissão de Valeixo, diretor-geral da Polícia Federal (PF), prometendo se empenhar para convencer o presidente a indica-lo para o STF em setembro, em substituição ao ministro Celso de Mello que se aposenta compulsoriamente em novembro.

A conversa com Bolsonaro aparece por duas vezes Moro dizendo que conversaria com o presidente às 9 horas do dia seguinte. Nela o presidente cola a manchete do site O Antagonista de que oito deputados bolsonaristas serão investigados pela PF por suspeita de envolvimento na organização da manifestação do domingo anterior, em que apareciam faixas pedindo intervenção militar, fechamento do Congresso, do STF e AI-5 (?!), emitido em 13.12.1968 durante os governos militares restringindo liberdades democráticas. 

O presidente escreve “mais um motivo para a troca”, se referindo a Valeixo, cuja demissão sairia no DOU no dia seguinte, e que deve ter sido o assunto tratado nessa ligação, apesar de Moro dizer que tomou conhecimento pela imprensa. 
Há controvérsias. É improvável que Valeixo não tenha falado com Moro após a ligação do presidente perguntando se a demissão poderia ser “a pedido”.

Moro responde que o inquérito em manchete no O Antagonista é conduzido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes: diligências, quebras e buscas são por ele determinadas.
E encerra a conversa reiterando: “Conversamos em seguida às 0900.”.
E agora José?

Não sabemos se essa conversa às 9 horas de Moro com Bolsonaro ocorreu. O mais provável é que não ocorreu, pois na manhã do dia 24, sexta-feira, a imprensa já estava informada de que o ministro Moro faria pronunciamento às 11 horas. 

Os torcedores do Quanto Pior Melhor - QPM, já contavam com a saída do ministro, menos o presidente que pela manhã postou nas redes “vocês da imprensa estão todos errados”, o que nos leva a pensar que ele acreditava que o pronunciamento de Moro seria para anunciar que a saída de Valeixo tinha sido acertada com o presidente. Ledo engano.

No silêncio da noite, a análise da situação pode ter despertado o instinto de preservação e o estrategista em Moro.

Moro, Joice e Maia
Em exercício analítico, imagino que ao encerrar a ligação com o presidente na noite anterior, o então ministro Moro sopesou a situação em que se encontrava ante um presidente atacado pelos presidentes da Câmara, do Senado, do STF, por deputados, senadores e ministros do STF, pelos líderes do Centrão, por antigos aliados da primeira hora como o governador de Goias, Ronaldo Caiado (DEM/GO), deputada Federal Joice Hasselmann (PSL/SP), os governadores Witzel do Rio, Dória de São Paulo... pode ter concluído ser Bolsonaro um presidente sem sustentação política, fragilizado e vulnerável, e considerou que era hora de tomar uma atitude mais de acordo com suas aspirações de se manter ídolo dos cidadãos de bem até as eleições de 2022, quando poderia ser um candidato quase imbatível. Quase, porque Bolsonaro já se revelou bom de voto.
Pode ter percebido a necessidade de reduzir as chances de Bolsonaro. 
Vejo isso como a mais forte motivação para Moro sair atirando daquele jeito.

Em seu pronunciamento de 40 minutos, Sergio Moro deu um panorama do contexto atual, para depois entrar na denúncia de tentativas do presidente em interferir na PF, em inquéritos envolvendo parentes do presidente, que teriam sido rechaçadas pelo ministro.

As denúncias, do modo como foram relatadas por Moro, têm fortes características de vingança, pelas várias situações desconfortáveis por qual passou, e o objetivo de deslanchar um impeachment que tiraria Bolsonaro das eleições de 2020... 

Ao final, Moro disse que saía para preservar sua biografia, defender a independência da PF... E que iria escrever sua carta de demissão e procurar emprego. E sorriu.

Durante a sexta-quente (24/4) foram protocolados vários pedidos de impeachment que se somarão aos que aguardam hora oportuna por parte do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e aos de muitos outros interessados em remover Bolsonaro do panorama nacional, sendo que alguns se contentam apenas em retirar dele prerrogativas do cargo.

Logo após o pronunciamento de Moro o presidente Bolsonaro  divulgou nas redes que faria pronunciamento às 17 horas, para “restabelecer a verdade.”

No pronunciamento, feito com o ministério perfilado atrás, o presidente falou inicialmente de improviso suas queixas junto a Moro por não ter tido empenho em investigar o atentado em Juiz de Fora, os assassinatos de Marielle e Anderson e das tentativas de envolver ele e familiares no crime. 
Disse que foi preciso “implorar” para que a PF ouvisse um dos acusados do crime, preso em Mossoró-RN, o que foi feito e esclarecido que seu filho não podia ter namorado a filha dele por ela morar nos EUA.
E que foi preciso um dos filhos dele (04) ir até a portaria condomínio na Barra, copiar a gravação do dia e hora da entrada do comparsa e constatar que a voz que autorizou não era a do porteiro que declarou em três depoimentos ter a autorização do Seu Jair, que provou estar em Brasília na ocasião. A voz era de outro porteiro! 
É incrível! Durante um ano e meio, essa prova esteve disponível sem que a Polícia Civil do Rio a tivesse considerado. Em todo esse tempo, a mídia desmamada tentava incluir Bolsonaro na cena do crime contra a vereadora e seu motorista.

Por essa e outras, a procuradora-geral Raquel Dodge à época pediu a federalização das investigações, o que não foi feito até hoje por motivos pífios. Houve reações do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ) que junto com as famílias de Marielle e Anderson pediram na Justiça que isso não fosse feito. Pode o cidadão escolher órgão de investigação preferido para investigar crimes? O fato é que até hoje a PF não entrou na investigação.

Outra queixa do presidente foi quanto à ausência de relatórios de inteligência por parte da PF que em sua avaliação, com Moro perdeu em termos de dados de inteligência. É estranho o presidente não ter um relatório de inteligência da PF. Imagino a paciência do presidente em conviver com a falta de informações, recomendações preventivas e de contingenciamento.

Quanto à escolha do novo diretor-geral da PF, Bolsonaro disse que Moro só aceitava o indicado por ele. "Por que só o seu e não o meu? Propomos os nomes, façamos um sorteio." Diz que Moro não aceitou. Alegou que recebera o ministério com carta branca, que o trato não estava sendo cumprido. Bolsonaro falou que dá autonomia a todos os seus ministros, mas ele mantém o poder de veto. 
Esclareceu, com um jogo de palavras, que autonomia não significa soberania. 
Disse ter insistido muito para que Ilona Szabó, nomeada por Moro, fosse demitida, visto ela ser defensora do aborto, quando a defesa da vida foi  promessa de campanha dele. Que se Moro saiu para defender sua biografia, ele fica para defender o Brasil.

Na continuação do improviso, Bolsonaro desferiu a mas grave acusação. Disse que Moro concordou com a demissão de Valeixo, desde que fosse em novembro, após a sua indicação ao STF. Bolsonaro reagiu dizendo que não faz esse tipo de troca.
É muito forte, destrutiva. Não sei se Moro teria coragem de propor isso ao presidente. 
Essa vai ficar na conta do contra-ataque do disse-me-disse.

No Twiter Moro rebateu: "A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição".
Disconcordo com essa argumentação ilógica, visto que a saída atrelada à indicação ao STF não foi aceita por Bolsonaro. Em sendo assim, mesmo que Moro concordasse com a saída não teria assegurada a indicação ao STF.

Creio que o principal motivo do descontentamento de Moro com o presidente foi que um pensava no ministério com “porteira fechada”, como antigamente, e o outro pensava obter as condições para melhor governar o país de acordo com as promessas de campanha.

Moro achando que Bolsonaro quebrou a promessa de total autonomia, e Bolsonaro achando que Moro não se empenhava em proteger o presidente e seus familiares.
Não chegaram a um acordo. 

É pena, ambos são pessoas provadas na exaustiva luta contra as organizações criminosas que estão fazendo de tudo para retornar ao poder, usando as mídias desmamadas para atingir Bolsonaro e a família, e que podem inclusive apoiar Moro como candidato em 2022.

Se as provas que Moro têm são as apresentadas na mídia, será difícil obter um processo de impeachment com alguma chance de resultar na saída do presidente, mesmo com o empenho massivo das mídias contrárias a Bolsonaro. Mídias de oposição sistemática e massiva como ocorre na Globosta e Falha de São Paulo.

O tempo esclarecerá quem tinha a melhor razão. 


* Última atualização em 27.04.20