Pesquisar este blog

sábado, 9 de novembro de 2019

Marielle Franco: caso de polícia



Dias após o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, considerar a federalização do processo que apura o assassinato da vereadora do Rio, Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, os familiares da vereadora divulgaram nota em sentido contrário, para que o ministro Moro não participe do processo e das investigações do crime. (Vereadora Marielle eleita c/ 46 mil votos.)

Desde o início, por aparentar ser um crime de motivação política, o presidente Temer dispôs, através do ministro da Justiça Raul Jungmann, os órgãos federais de investigação, para auxiliar no que fosse necessário. Por motivos desconhecidos não foi efetivada.

Considerando que é o desejo de todos que as investigações sejam concluídas o mais rápido possível, os argumentos citados para que a PF não participe do processo são inusitados e contraditórios. Parece haver interesse ou temor de que as investigações revelem verdades sobre o poderoso grupo de milícia e crime organizado, que domina as instituições da governança no Rio. Também é visível a estratégia que de chamar atenção ao motivo pendente no Supremo, de que o ministro não teria isenção, com pedido de suspeição de Moro no caso do triplex do Guarujá, além do julgamento de Lula quanto ao sítio de Atibaia, pronto para sentença em primeira instância. 

Em tudo, é contraditório o fato dos familiares de Marielle, com um forte direcionamento político embutido, queiram afastar os órgãos de investigação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com áreas de reconhecida excelência policial, criminal e judicial, nos seus inúmeros aspectos. 

Como se fosse possível aos familiares e amigo, escolherem qual órgão assumirá a responsabilidade pela investigação e elucidação de um crime. São coisas que só o mundo criado por milicianos é capaz de promover: uma polícia cativa para chamar de sua. (Anderson Gomes c/ familiar e Marielle.)

A demora de 19 meses para comprovar um detalhe importante do inquérito -  quem autorizou a entrada de Queiroz no Condomínio e, ao mesmo tempo concluir pela falsidade da duas declarações e as anotações do porteiro, são os bônus pagos pela escolha preferencial - que a nota pretende seja exclusiva - da Polícia Civil do Rio de Janeiro nas investigações. (Marielle participando de manifestação.)
Salta às vistas que, além dos familiares, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), seja também assinante da estranha nota, onde afirmam que o ministro Moro sempre demonstrou pouco interesse pelas investigações do crime. "Somente após a menção ao presidente da República no inquérito, o ministro passou a declarar-se a favor da federalização." 

Fica claro que a PF só será envolvida se houver citação de alguém do executivo federal. Caso contrário permanece no âmbito policial municipal, estadual. E aqui surge mais uma canalhice dos emitentes da nota, ao insinuar que o súbito interesse de Moro vise uma possível futura manipulação, no caso de haver algum indício de prova contra o presidente.

E a nota acrescenta: "O MPF do Rio obteve avanços importantes, e por isso somos favoráveis a que a instituição permaneça responsável pela elucidação do caso." Sei...
É mais uma demonstração do desconhecimento do ministro Sérgio Moro fará no caso da federalização do processo. O MPF vai continuar participando e os procuradores fazendo seu trabalho. A ação de Moro será através da Polícia Federal, órgãos de inteligência e de Segurança Pública, em cooperação com os diversos ministérios, tais como: o da Economia, da Defesa, da Cidadania, Relações Exteriores (assassinato de um embaixador grego, que pode ter ligação com as quadrilhas de milicianos instaladas nas governanças do Rio. (Foto da perícia balística)


É revelador que a nota deixe de mencionar o trabalho da Polícia Civil. Não é feita qualquer referência nem elogios à Polícia Civil do Rio de Janeiro, principal responsável pelas investigações e que vem tumultuando o processo, promovendo confusões, plantando testemunhos, acusações falsas, insinuações e suspeições, com o claro propósito de atrapalhar as investigações e retardar a conclusão do processo, a ponto da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requerer a federalização do processo e abrir inquérito para investigar delegados envolvidos. (Foto da perícia no dia do crime)
No último dia no cargo de procuradora-geral, Dodge apresentou denúncia contra vários investigados no assassinato de Marielle e Anderson, os principais: foram: um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Inácio Brazão; um agente aposentado da Polícia Federal, Gilberto Ribeiro Costa; um policial militar do Rio, Rodrigo Jorge Ferreira; a advogada Camila Moreira Lima Nogueira; um delegado da Polícia Federal, Hélio Khristian Cunha de Almeida... Essa apresentação ao findar o mandato, pareceu ser uma estratégia de Dodge, para evitar maledicências no caso de ser escolhida para se manter no cargo, do tipo, "Ah, ela faz qualquer coisa para ser a escolhida!", semelhante ao feito hoje com Moro, como, "Ele prendeu Lulaláu e os chefes petistas para ganhar cargo no governo Bolsonaro."


O mais estranho nisso é que o ministro Moro, no caso de federalização, não atuaria na área judicial do MPF e sim na área policial civil, através da Polícia Federal. 
Desde o início das investigações, a oposição fez insinuações pelo fato do PM preso, Ronnie Lessa, acusado de ser chefe de milícia e principal suspeito da morte, de ser o atirador que matou Marielle, morar a 50 metros no mesmo condomínio do então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro. 

Os contra Bolsonaro, tentaram demostrar que eles tinha um relacionamento familiar mais próximo, divulgando que o filho do Bolsonaro tinha namorado com uma filha do chefe da milícia preso. Não colou, Jair disse que seu filho namorou quase todas as meninas do condomínio. 
Nesses 19 meses do crime, a Polícia Civil do Rio de Janeiro tem dado mostras de, digamos, estranha incompetência desastrosa nas apurações. 
Para solucionar rapidamente o crime, foram criadas versões, que se revelaram inconsistentes. 
Uma dela foi depoimento de testemunha que teria ouvido que o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando Araújo, que está preso, tramaram a morte de Marielle. A motivação, que seria a interferência das ações comunitárias de Marielle nas áreas de interesse da milícia conhecida como "Escritório do crime", na Zona Oeste do Rio... Essa versão também não colou.

Uma outra versão, obteve recente revelação das investigações obliteradas: foi o depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora Bolsonaro e o principal suspeito, Ronnie Lessa (a esquerda), confirmando em dois depoimentos que ligou e falou com "Seu Jair" para autorizar a entrada do ex-sargento da PM, Élcio Queiroz (à direita), acusado de ser o motorista que dirigiu o carro para o atirador, na tarde do assassinato de Marielle. 
Foi esse depoimento do porteiro e as anotações da entrada em caderno, que levaram o MPF a consultar o presidente o STF, Dias Toffoli, visto envolver foro privilegiado na pessoa do presidente. 
Essa farsa armada durante meses pela Polícia Civil do Rio de Janeiro foi desmascarada em menos de 24 horas, após o Jornal Nacional da TV Globo editar as notícias de forma a insinuar o envolvimento do presidente Bolsonaro no assassinato de Marielle, mesmo já sabendo que o porteiro mentira nos dois depoimentos. 
Em tempo: o apresentador do Jornal Nacional da TV Globo, William Bonner (foto), concorre com disparada vantagem ao troféu "Me Engana Que Eu Gosto" concedido às mais enjambradas edições de fakes news, realizados no Brasil e no mundo.


No dia seguinte da apresentação vergonhosa do Jornal Nacional, utilizando técnicas de difamação típicas da chamada imprensa marrom, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, apresentou o arquivo de áudio das conversas entre a portaria e as casas do condomínio, onde confirma que quem atende a chamada e autoriza a entrada de Élcio Queiroz, é Ronnie Lessa. Ele fez em um dia o que a Polícia Civil do Rio de Janeiro não conseguiu fazer em mais de ano e meio!
É surpreendente que a Polícia Civil, após 19 meses do crime, ainda insista propagar a versão do porteiro tendo, aparentemente, descartado as gravações de segurança do Condomínio que elucidaram a questão, desmentiram a versão do porteiro e comprovaram o encontro entre Lessa e Queiroz, horas antes do crime. 


Indignado, o presidente Bolsonaro acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel do Partido Social Cristão (PSC), advogado e ex-juiz federal, de ter acesso indevido ao processo sigiloso das mortes de Marielle e Anderson, a ponto de dar posição num jantar em Brasília: 
Wilson Witzel - Ah, o processo está no Supremo. 
Jair Bolsonaro - Que processo? 
WW - O processo da Marielle. 
JB - O que eu tenho a ver com isso? 
WW - Ah, o porteiro declarou que por volta das 17 h de 14 de março do ano passado, um dos possíveis executores de Marielle se encontrou com outro suspeito no Condomínio, mas teria pedido e sido autorizado por Seu Jair, para ir até a sua casa!... 
E Bolsonaro continuou descrevendo o encontro inusitado: "Eu fiquei surpreso. Primeiro porque o governador não tinha que ter acesso ao processo. E ele não posou de bonzinho comigo, não. Ele já sabia que muita coisa estava vazando, já que é perseguição dele contra a minha família. Ele tem usado a máquina pública para me perseguir", visando as eleições à presidência em 2022. 


O governador Witzel nega fazer perseguição a Bolsonaro. Mas ao ser questionado por jornalistas se houve ou não o diálogo descrito por Bolsonaro​ ​desconversou, tergiversou e ​desafiou dramaticamente alguém provar que ele teve acesso ao processo e que faz campanha de perseguição a Bolsonaro... Sei. Entretanto, ​ele não desmentiu​ o presidente​, nem respondeu o questionamento objetivo e direto dos repórteres, se houve o diálogo relatado por Bolsonaro.


Num balanço parcial do imbróglio, temos exemplo que a Polícia Federal, os órgãos de segurança e ministérios do governo Bolsonaro, chegaram em 60 dias na identificação do navio petroleiro grego Bouboulina, como o responsável pelo derramamento de óleo cru venezuelano em águas internacionais a cerca de 700 km da costa, em latitude da fronteira de Alagoas e Sergipe. Também foi esclarecido em menos de sete dias, o mistério da foto com o tema da redação do ENEM, veiculada logo após o início das provas. Por que não usar a estrutura investigativa do governo federal? Qual o real motivo da dispensa? (Sérgio Moro, conduz o Ministério da Justiça e Segurança Pública.)
Enquanto isso, temos outro exemplo cabal de incompetência e/ou morosidade sistêmica: após 19 meses do crime, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ainda não havia tido acesso aos arquivos de áudio da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, nem provas consistentes de que a entrada do suspeito (Queiroz) não foi autorizado pelo Seu Jair e sim por Lessa. 

Insistir que as investigações sejam realizadas somente pela Polícia Civil do Rio de Janeiro é, no mínimo, compartilhar da estranha e morosa incompetência, e ficar sem os resultados desejados em qualquer investigação de um crime: coletar provas, comprovar autoria, identificação dos mandantes, dos executantes e, um item fundamental do qual, até agora, não se tem qualquer pista: quais as motivações levaram ao assassinato de Marielle? (Registro de Marielle no último evento na noite do crime.)

É aí que que o atual deputado federal Marcelo Freixos (PSOL/RJ), vereador na época do crime, considerado parceiro de Marielle seu principal herdeiro eleitoral, pode ter acumulado uma cambulhada de motivações e suspeitas, que precisam ser consideradas, para que tenhamos finalmente a conclusão do processo, com as respostas a todas as perguntas e dúvidas... Sem cair no temido poço do esquecimento, destino de muitos crimes e investigações transformados em outros crimes: falsidade ideológica - conhecida também como mentira - , fraude e obstrução da Justiça. 
Dois dos principais casos puxam uma extensa lista: Quem mandou matar Celso Daniel? Quem mandou matar Jair Bolsonaro?
.............................................................................

Como dado histórico, há três casos em que as investigações foram federalizadas. Todas chegaram a bom termo: 

Assassinato de ex-vereador na Paraíba - PGR pediu federalização do processo sobre a morte do advogado Manoel Mattos, morto em janeiro de 2009 na praia de Acaú, em Pitimbú (PB). As investigações apontaram que o homicídio foi motivado pela atuação de Mattos, que integrava a comissão de direitos humanos da OAB-PE, contra grupos de extermínio que agiam na divisa de Paraíba e Pernambuco. O STJ reconheceu a incapacidade das autoridades locais de chegar a uma conclusão. Pedido feito em junho de 2009 e atendido em outubro de 2010. A Justiça Federal condenou acusados em 2015.
Morte de promotor de Pernambuco - PGR pediu o envio para a Justiça Federal da apuração sobre a morte do promotor estadual Thiago Faria Soares, morto em 2013. Havia indícios de que o assassinato resultou de ação de grupos de extermínio que agiam no interior do estado. A Terceira Seção do STJ considerou que a falta de entendimento entre a Polícia Civil e o Ministério Público estadual "ensejou um conjunto de falhas na investigação" e comprometeu a verificação dos mandantes. Pedido feito em maio de 2014 e atendido em outubro de 2014. A Justiça Federal condenou um homem como mandante do crime em 2016.
Grupos de extermínio em Goiás - PGR pediu federalização dos procedimentos administrativos ou judiciais de investigação, inquéritos policiais ou ações penais relacionados a violência policial e atuação de grupos de extermínio no Estado de Goiás desde 2000. O pedido foi feito em maio de 2013 e atendido em dezembro de 2014. Dez pessoas foram condenadas recentemente pela Justiça Federal, mas há diversos processos em andamento.
Fonte: 




segunda-feira, 4 de novembro de 2019

AI-5 e a esquerda Bouboulina


Os editores do jornal A TARDE, publicação existente na Bahia há 107 anos, deram uma demonstração de jornalismo excelência ao grafar, em destaque, apenas uma frase proferida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro na entrevista a Leda Nagle. Nada mais foi acrescentado, nem se fazia necessário.

A repercussão explosiva, causada a partir das hienas e abutres que espreitam desde a campanha eleitoral os movimentos dos atuais governantes, odiados pela súcia fascista-comunista por estarem impedindo que os quadrilheiros continuem a cometer no atacado e no varejo os mesmos crimes e ilícitos das últimas décadas, que causaram ao país, prejuízos de R$ 250 bilhões anuais, conforme estimativa dos procuradores da Lava Jato e operações similares.

A declaração que serviu de pretexto aos adversários de Bolsonaro externarem o que de pior existe nos seres humanos, em si mesma, contém informações que não dão margens a lucubrações e desvarios por parte dos militantes dizkerda que distorcem e tumultuam qualquer questão que diga respeito ao presidente, seus familiares, às medidas tomadas - e às medidas não tomadas - pelo governo federal.


Eduardo Bolsonaro, comentava sobre as intensas e violentas mobilizações no Chile que podem ser o início da radicalização comunista na luta pelo poder nos países da América do Sul, tais como, atos terroristas, grupos de guerrinhas, atentados, sequestros de aviões e de autoridades, assassinato de militares, policiais..., como ocorreu no Brasil nos primeiros quatro anos do regime militar, implantado em 1964. 

A frase destacada, resume o foco do que foi dito na entrevista pelo filho 03 do presidente: 

       "Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. 
       E a resposta pode ser via medidas utilizadas anteriormente: um novo AI-5 ou 
       uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália." 


Aos militontos explico o que disse Eduardo Bolsonaro: caso isso ocorra novamente no Brasil (atentados terroristas, ataques e assassinatos de militares e policiais, sequestro de aeronaves, sequestro e assassinato de embaixadores e líderes políticos, formação de guerrilhas rurais e urbanas, assalto a bancos, depredação do patrimônio público, ameaça à ordem pública, propaganda contra instituições republicanas) avalia o entrevistado, terá como consequências reações contrária, semelhantes àquelas ocorridas na época. Vale repetir: 
"Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália." 


Lembrar que devido a inúmeras providências tomadas para evitar a volta da cleptocracia lula-petista às governanças do país - combatidas pelos quadrilheiros do Centrão no Congresso e por uns quatro a cindo ministros das chamadas altas cortes de Justiça - o atual governo desperta nos bandidos conveniente indignação em defesa da democracia, como se verdadeira fosse, para tumultuar o noticiário dos fatos com fakes genéricos ideológicos contra o governo, confundindo sistematicamente aos menos atentos, em toda e qualquer oportunidade. 

São verdadeiros Bouboulinas * espalhando o caos nas praias da Pátria Amada, Brasil.

De 1964 a 1968, com amplo apoio dos governos de Cuba, Rússia e China, as esquerdas radicalizaram no Brasil, e os primeiros três Atos Institucionais não foram suficientes para conter as ações desestabilizadoras, típicas do modelo revolucionário comunista. 

Animados com o movimento de maio/68 em Paris, as ações terroristas tomaram maior vulto com as mobilizações contra o regime militar em preocupante escalada.
O aumento da reação contrária e os conflitos para conter essa escalada já é previsível.

A tática é a de sempre: praticar atos de terrorismo que requer o uso de maior força de combate e repressão, as quais passam a ser consideradas na propaganda fascista-comunista "forças opressoras da sociedade em luta por democracia e liberdade"... a mesma democracia ameaçada pela dominação ditatorial, resultado comum das violentas intervenções comunistas nos países sujeitos a essa ideologia escravizante de povos. 

Vale chamar atenção ao fato de que o deputado Eduardo citou duas formas utilizadas anteriormente pela sociedade, para se defender dos ataques comunistas. Mas nenhum atento e lúcido militante esquerdista lembrou da segunda - o plebiscito ocorrido na Itália - como forma de restabelecer o regime democrático ameaçado. Só fraude explica! 


Enquanto isso, mesmo sob panorama fortemente negativo, tais como: a recessão econômica na Argentina, principal parceiro no Mercosul; dos conflitos na Venezuela, Chile, Bolívia; guerra comercial entre Estado Unidos e China, atravancando o horizonte do comércio mundial; as campanhas torpes de desconstrução da Globo, Folha, rede mercenária internacional El Pais, NYT, The Economist, Macron e comunistas empoleirados na ONU, todos atuando em coro contra o governo Bolsonaro - o Brasil real avança nas reformas (previdenciária dos servidores, públicos, privados, militares, tributária, administrativa); na redução desemprego; na redução dos juros básicos, Selic a 5,0% a.a., com viés de redução para 4,5% até o final de 2019, com redução significativa dos juros pagos aos investidores em títulos do governo à Dívida Interna; índice Bovespa em 108 mil pontos; dólar estabilizado aos 4 reais; recuperação da previsão do PIB de 2019 (0,89%) e 2020 (2,1%); aumento da confiança dos investidores e empresários nos planos do governo federal, como o megaleilão da cessão onerosa do Pré-sal, no próximo dia 6/11; inflação sob controle, com índice anual de 3,15%; liberação das verbas às Universidades e Institutos Federais, contingenciadas em abril; redução da criminalidade em 23,6% em 2019; risco Brasil caiu de 533 pontos em 2015 para 117 em 2019, sendo queda de 43 % só nos meses de 2019; continuidade das operações da PF e MPF contra crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de quadrilhas, impunidade e outros ilícitos.


Enfim, a esses quadrilheiros, paus-mandados, políticos travestidos de parlamentares, cortesões advogados de partidos, defensores de prontidão em defesa de bandidos, de Adélio Bispo, pago em dinheiro vivo por anônimo desconhecido, e militontos desmamados do erário, só resta continuar a promover maior confusão nos meios de comunicação, postando milhares de abobrinhas, lero-leros, fakes news, repetindo calúnias e o mi-mi-mi do Lulaláu-livre de sempre. 

Isso faz parte da cartilha dos canalhas sem noção, acostumados há décadas à contraposição democrática da mesma esquerda, fantasiada de oposição. 










* O navio grego Bouboulina, suspeito de ter derramado carga em quantidade desconhecida de petróleo venezuelano nas costas do Nordeste, provocando o maior desastre ecológico no Brasil. Apesar das evidências, a dona do navio negou qualquer ocorrência de liberação de óleo no Oceano Atlântico, a 700 km das costa dos estados de Alagoas e Sergipe. Alguma semelhança nas atitude.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Desastre ecológico requer solução


Passados dois meses, as manchas de óleo continuam a sujar as praias, manguezais, arrecifes, embocaduras dos rios do Nordeste, sem que se vislumbre uma solução ou o fim ao pesadelo ecológico. 
Hoje, 30/10 as manchas ameaçam a região do Arquipélago de Abrolhos, ao sul da Bahia, que abriga Parque Nacional com a maior biodiversidade do Atlântico Sul, área de reprodução das baleias jubarte, corais raríssimos e inúmeras espécies marinhas, ameaçando o litoral do sul-maravilha.
Até agora, a medida com providência mais efetiva é a limpeza do óleo que chega ao litoral, que vem sendo feito com afinco e persistência pelas comunidades, turistas e voluntários. Mas, o óleo volta a surgir nas marés seguintes, sem ser possível fazer previsão segura de quando isso ocorrerá.


Chegou-se a essa situação, principalmente, porque todos os procedimentos de combate e prevenção a vazamentos de petróleo, estar baseado no tipo de óleo (leve) existente no Brasil, explorado e transportado pela Petrobras. 
O óleo, que agora se deposita no litoral, é originado de campos venezuelanos, conforme análises feitas por diversos laboratórios (UFBA), que possui características bem diferentes do brasileiro. 

E uma das principais ferramentas previstas - as boias de contenção - só são adequadas quando utilizadas em derramamentos de óleo leve que sobe à superfície do mar, característica do petróleo brasileiro. 

O petróleo venezuelano é mais denso e se desloca à meia-água, cerca de dois metros abaixo da superfície, frustrando todas as tentativas de contensão por boias, assim como sua localização e monitoramento visual do seu deslocamento, como através de satélite, aeronaves e barcos. 

Para evitar cairmos nessa mesma situação por vazamentos e desastres futuros, vemos a necessidade de estabelecer um novo "marco regulatório" para esse tipo de desastre e à preservação do meio-ambiente em geral, que venha atender a todo tipo de óleo existente, advindo de áreas além das 200 milhas marítimas, fora dos limites territoriais do país. 

E para que a solução do atual desastre não fique restrita a limpeza das áreas e organismos atingidos, apresento aqui proposta de fabricação de artefato de monitoramento, com densidade e maleabilidade do óleo em questão, contendo aparelho localizador (GPS), para serem utilizados para desvendar a origem provável do vazamento e acumular registro com o comportamento das correntes marítimas nas diversas estações do ano. 

Consideramos que no atual desastre, há duas principais hipóteses quanto a localização e origem do vazamento: 


1. vazamento de navios que trafegavam na superfície do mar; 


2. vazamento de navio que afundou com a carga de óleo.



A meio de falta de respostas e explicações, veio um estudo feito pelos pesquisadores do Centro de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Luiz Landau e Luiz Paulo Assad, que usaram modelo de cálculo reverso nas correntes marinhas no Atlântico, a partir dos locais e datas da chegada do óleo às praias, que resultou na estimativa de que o óleo veio de área distante, cerca de 600 a 700 km da costa brasileira, em área poligonal de 23 a 30 km, na latitude da fronteira entre os estados de Alagoas e Sergipe. 

A partir dessa provável zona de localizações do derramamento, seriam lançados os artefatos de monitoramento acima descrito, devidamente identificados, acompanhando seus deslocamentos até alcançarem as praias e regiões da costa. 

Esses lançamentos seriam tentativas para confirmar o local do derramamento, dentro dessas duas hipóteses principais: um primeiro grupo lançados na superfície do mar, e o outro grupo em profundidades de pelo menos 1000 metros, simulando um navio afundado. 

Um possível vazamento também é considerado a partir de navio afundado, há tempos, a cerca de 1.000 km das costas do estado do Ceará. A liberação do óleo só viria a ocorrer agora, após deterioração do casco, em escoamento gradual e intermitente da carga de óleo nele contido. 



O artefato aqui proposto teria aparência  de sacola arredondada, maleável ao movimento das ondas, de tamanho aproximado de 1 metro, espessura de 10 centímetros, fabricados com material biodegradável, preenchida com gel que resultasse à densidade do óleo venezuelano encontrado, de modo a obter comportamento semelhante de deslocamento à meia-água, 1 a 2 metros abaixo da superfície, em cor de fácil visualização (abóbora-jerimum), tais como as "caixas pretas" de aeronaves.

O aparelho de localização (GPS), seria fixado e protegido na parte central; utilizaria energia solar, acumulador (bateria) com célula fotovoltaica. As simulações resultariam em um conjunto de dados que indicará o local mais provável da ocorrência do derramamento ora analisado. 


No próximo ano de 2020, com o local mais provável já focalizado, poderão ser feitas simulações nas condições de correntes marítimas mais próximas àquelas que existiam na época do vazamento, em agosto/2019. 

Se acaso ficar provado que o óleo veio de águas profundas, ficam eliminadas as investigações a navios que transitaram na área.  Assim, o foco passa a ser: localizar e sustar o vazamento de óleo no navio afundado; monitorar e evitar que chegue às praias, visto que, a depender da quantidade nele existente, o vazamento pode perdurar por meses. Essa é uma das características das idas e vindas das atuais manchas, a cada maré.
Até 29.10, 254 localidade em 92 cidade, foram atingidas pelo óleo, em cerca de 2. 800 km de costa litorânea: desde o estado do Maranhão, ao Norte, até o extremo sul do estado da Bahia.

Podemos afirmar que este desastre ecológico já é considerado o maior ocorrido no País, e tem potencial para provocar danos em toda a vida marinha da região Nordeste, por longo período de tempo. É muito, muito grave!



Considero como o segundo maior desastre, a morte do Rio Doce e de seus efluentes, após a queda da represa de lama de rejeitos da empresa Vale do Rio Doce, em Mariana - Minas Gerais. 


A boa notícia veio em anúncio do governo, ontem (30), de que o resultado das investigações para definir as responsabilidades pelo derramamento, chegou a onze navios. Todos possuidores de localizadores: AIS-Automatic Identification Sistem).  

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, declarou que o resultado das investigações será anunciado ainda esta semana, assim que for confirmada as informações do vazamento, por um desses onze navios. Adiantou que o transponder localizador do navio suspeito estava ligado durante a ocorrência do vazamento.
Apurou-se também que nessa mesma área transitou navios fantasmas, sem localizador ("dark ships"), mas nenhum deles transportava petróleo. ( * ver atualização ao final)

Com objetivo de obter resultados práticos, encaminhei essas sugestões às autoridades envolvidas na solução do problema atual. 
A hora de discutir a questão, em toda sua extensão e gravidade, visando adequar e aprimorar os procedimentos, é agora. 

Fico disponível às empresas de notícias e comunicação interessadas em editar reportagem com esclarecimentos e detalhes do artefato por mim projetado e suas diversas utilidades, o qual poderá ajudar na solução do atual vazamento de óleo, assim como, em vazamentos futuros, com maior eficácia e rapidez. 

O que não podemos repetir no futuro é essa mesma dificuldade ao enfrentar derramamento de óleo, por falta de atualização dos procedimentos de prevenção e de correção do problema, como soe acontecer: esquecer de implementar as soluções alcançadas, após passado o sufoco.


Autor: José Renato Almeida, engenheiro da Petrobras, aposentado.
Email: jrmalmeid@gmail.com

* 

A Marinha do Brasil divulgou hoje (01.11) a identificação do navio grego suspeito de causar o vazamento de óleo a 700 km da costa brasileira, nos dias 28 e 29 de julho.2019: o petroleiro Bouboulina, pertencente a empresa grega Delta Tankers. Nessas datas os satélites de monitoramento registraram mancha de grande dimensões, naquela área de rota do navio.

A Polícia Federal (PF) realizou a Operação Mácula, com mandados de busca e apreensão em duas empresas instaladas no centro do Rio de Janeiro, ligadas a Delta Tankers, dona do navio.
Apurou-se que o navio atracou dia 15 de julho em terminal petrolífero da Venezuela, onde ficou durante três dias; carregou óleo e seguiu para Cingapura. Aportou na África do Sul e agora navega aguardando carga.

As autoridades brasileiras querem esclarecer porque não houve alerta de vazamento, qual o volume liberado ao mar, e o que motivou o vazamento. 


domingo, 25 de agosto de 2019

Síndrome de abstinência

Dilma Rousseff, Guido Mantega e Antonio Palocci
Quanta falta faz a entrada dos ptchulecos nas contas ou mochilas de dinheiro, aos milhares de membros da organização criminosa que se apoderou dos recursos da Nação, para uso pessoal e manutenção do poder, com a implantação de esquemas de corrupção institucionalizada? 

Era roubo em todos os setores dos governos petista de Lula e Dilma que o ministro do STF Gilmar Mendes ficou pasmo e declarou: "A cada pena que se puxa salta uma galinha. Nesses anos, o PT instituiu uma cleptocracia (governo do roubo)... foram bilhões de reais desviados... o PT tem dinheiro para campanha eleitoral até 2032". E o ministro Gilmar entende bem dessas coisas". 

No momento, multiplicam-se os ataques à Lava Jato e ao governo Bolsonaro nas mídias nacionais e internacionais, repercutida com rara insistência pela imprensa domesticada com verbas milionárias de propaganda oficial de governos passados. 

A falta das propinas, estimada em R$ 250 bilhões/ano, está deixando milhares de gangsteres em perigosa síndrome de abstinência, que os leva a atos temerários contra as instituições democráticas e contra aos milhões de brasileiros que votaram pelo combate a esses crimes continuados, ocorridos nas últimas décadas, elegendo Jair Bolsonaro a presidência da República. 

A principal bandeira de campanha de Bolsonaro, de combater a corrupção em todos os níveis e áreas das governanças, está sendo ameaçada por vários ataques na Câmara, Senado, STF, empresários e na imprensa mal acostumados.
A 63ª fase da Lava Jato (Carbonara Chimica) nesta semana, deflagrada a partir da delação do ex-ministro Palocci dos governos Lula e Dilma, demonstram que o aprofundamento das investigações vão revelar propinas além dos esquemas já delatados por empresários, ao nominar o ex-ministro da Fazenda da era petista, Guido Mantega, vários bancos e financeiras, beneficiados com Medida Provisória (MP) em troca de propina. 

O fato de Antonio Palocci ser pessoa de dentro da cúpula dos governos Lula e Dilma, coloca as investigações em um novo patamar.

Além disso, ao cumprir os mandados de busca e apreensão na casa e escritório dos suspeitos, a Polícia Federal (PF) obteve entre outras coisas três pendrives com chaves do programa das planilhas de distribuição de propina da Odebrecht. Isso pode ampliar significativamente as investigações. 
Esses suspeitos não tinham participado da delação premiada feita pelos cerca de 73 executivos da Odebrecht.

São essas investigações que fazem os gangsteres tentar qualquer coisa para barrar a Lava Jato, atrapalhar o governo Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, responsável pela PF, sem se importar com o que poderão pensar a maioria dos demais mortais. 

São bilhões de reais a ser recuperado ao erário.


* Este comentário foi publicado parcialmente no jornal A TARDE de 25.08.19.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

O MEDO E A CORAGEM, Bráulio Bessa

Que o medo de chorar não lhe impeça de sorrir
Que o medo de não chegar não lhe impeça de seguir
Que o medo de falhar não lhe faça desistir
Que o medo do que é real não lhe impeça de sonhar
Que o medo da derrota não lhe impeça de lutar
Que o medo do mal não lhe impeça de amar
Que o medo de cair não lhe impeça de voar
Que o medo das feridas não lhe impeça de curar
Que o medo do só não lhe impeça de abraçar
Que o medo dos tropeços não lhe impeça de correr
Que o medo de errar não lhe impeça de aprender
Que o medo da vida nunca lhe impeça de viver

O medo, meu povo, o medo pode ser bom
Serve para nos alertar, tem função de proteger
Mas pode nos ensinar que, às vezes, 
até o medo vem pra nos encorajar. Repare: 
Se há medo de perder, é um sinal pra cuidar
Se há medo de desistir, é um sinal pra tentar
Se há medo de ir embora, é um sinal pra ficar
Se há medo da maldade, é um sinal para amar
Se há medo do silêncio, é um sinal pra falar
E se o silêncio insistir, é um sinal pra cantar.
Se há medo do escuro, é sinal pra iluminar
Se há medo de um erro, é sinal pra caprichar
Se há medo, meu amigo, é sinal pra enfrentar

Ora, toda coragem precisa de um medo pra existir
Uma estranha dependência, complicada de sentir.
A coragem de levantar, vem do medo de cair
Use sempre a coragem para se fortalecer.
E quando o medo surgir, não precisa se esconder
Faça que o seu próprio medo, tenha medo de você.



O autor Bráulio Bessa se apresenta nos programas de Fátima Bernardes, na TV Globo.

domingo, 11 de agosto de 2019

Vergonha do Judiciário


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (foto), ao comentar as últimas conversas do procurador Deltan Dellagnol divulgadas pelo site The Intercept, afirmou que a Lava Jato é "uma organização criminosa formada para investigar pessoas", e pede que o Conselho Nacional de Justiça e a Procuradora-Geral Raquel Dodge, tome providências contra o procurador grampeado ilegalmente. 

E acrescentou um "álibi preventivo": "Não me surpreenderia se eles abrissem uma conta na Suíça em meu nome".
As divulgações simultâneas de conversas hackeadas têm o claro objetivo de impedir a continuidade da Operação Lava Jato, a maior investigação já feita em um estado democrático para punir corruptos que assaltaram os recursos da nação por mais de uma década.

Os alvos preferenciais são as figuras do ex-juiz Sergio Moro, atualmente ministro da Justiça e Segurança Pública, e do coordenador da força-tarefa o procurador Deltan Dellagnol.

Em conversa informal com outros procuradores, Deltan Dellagnol (foto) trata dos habeas-corpus concedidos por Gilmar a Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto (PP) operador dos esquemas de corrupção do PSDB em São Paulo. Deltan pede para atentar a possíveis ligações de Paulo Preto com Gilmar Mendes. A resposta é negativa, mas se aparecer...

Esse diálogo foi o suficiente para Gilmar declarar que a força-tarefa da Operação Lava Jato "é uma organização criminosa feita para investigar pessoas", incorrendo em crime de calúnia e difamação. Faz parte do trabalho investigativo atentar para as múltiplas possibilidades decorrentes de um crime já comprovado ou de robustos indicadores. 
Usando essa mesma forma de calúnia e difamação, vale perguntar como poderíamos qualificar as conversas de Gilmar com pessoas investigadas e condenadas, como ocorreu com o governador de Mato Grosso Silval Barbosa e com o então senador Aécio Neves, hoje deputado?

Com um longo histórico de atitudes suspeitas e/ou nada recomendadas, a maioria registradas em vídeos, áudio e documentos, Gilmar se revela em parte nas transmissões do plenário da corte pela TV Justiça, sem qualquer ética, constrangimento ou escrúpulos, demonstrado o total desprezo pelos cidadãos brasileiros e aos demais ministros.

No julgamento do "Mensalão do PT", Gilmar foi considerado por seus pares "advogado dos mensaleiros", pelo tanto que fez para que os réus permanecessem impunes.

O então ministro Joaquim Barbosa (foto) altercou de forma incisiva em plenário, dizendo: "Vossa Excelência envergonha este Tribunal... não pode sair às ruas... Saia às ruas, ministro!... não me intimida, não tenho medo dos seus capangas".

Outra situação suspeita ocorreu no processo que a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) propugnava que a relação dos bancos com os clientes não seria regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Gilmar pediu vistas, reteve por cerca de dois anos, e só retornou durante festejos de Natal, para seu voto passar despercebido. Descoberta a malandragem por jornalistas atentos, ele recuou, e após o recesso acabou votando contra a FEBRABAN.

Em 2008, Gilmar concedeu habeas-corpus ao médico monstro Roger Abdelmassih, condenado em primeira instância a 278 anos de prisão pelo estupro de pelo menos 37 pacientes, que tiveram a coragem de denunciar. 

O réu esperava em liberdade julgamento em segunda instância, mas foi preso após a polícia Federal detectar que ele tentava renovar o passaporte. 
Mesmo com essa informação, Gilmar concedeu habeas-corpus e o réu sumiu, para angústia das inúmeras vítimas. Foi preso no Paraguai, depois de três anos de investigação particular pago pelas vítimas.

No julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer por abuso de poder econômico e uso da máquina pública, Gilmar debochou do minucioso e consistente relatório do ministro Herman Benjamin. Rejeitou inúmeras provas dos ilícitos, obtidas após novas investigações pedidas pelo próprio Gilmar, em acréscimo às já existentes, antes de saber do consenso da maioria dos ministros de que as contas de campanha da chapa seriam julgadas em conjunto. 

O julgamento foi uma farsa repugnante, com três ministros cooptado por Gilmar, então presidente do TSE, falando abobrinhas em seus votos para encher tempo e votando pela absolvição dos crimes.
Toffoli, Gilmar, Marco Aurélio, Lewandowski

Antes dessa mudança de "convicções" Gilmar declarou indignado, que nos governos de Lula e Dilma do PT foi criada verdadeira cleptocracia; em tudo havia corrupção e desvio dos recursos públicos para o PT e seus dirigentes; e concluiu que o PT acumulara propinas para financiar campanhas políticas até 2032. 

Quando alguém lhe alertou que seu amigo Temer seria prejudicado com a condenação de Dilma, Gilmar passou a defender a absolvição da chapa Dilma-Temer.

As incursões noturnas ao Palácio do Jaburu, onde morava o vice e posteriormente presidente Temer, eram constantes, mesmo sabendo que iria julgar demandas contra Temer.
Mas Gilmar nunca se considerou impedido de votar, qualquer que seja suas ligações com o réu em julgamento.

Isso não ocorreu nos votos a favor de réus amigos, arrolados nas investigações de corrupção no Rio de Janeiro, nem nem nos processos conduzidos pelo escritório de advocacia onde atua sua esposa.

São notórias as decisões de Gilmar em benefício dos réus de colarinho branco e de grana preta nos bancos. 
Se não como apoio total à presunção de inocência, muitas vezes como ato de indisfarçável vaidade, com deboches a juízos de estâncias inferiores.

Nessa constante, tornou-se o "gatilho mais ágil do oeste" na liberação de presos de suce$$o, como ocorreu com os banqueiro Daniel Dantas, megainvestidor George Soros, ex-prefeito Celso Pitta e muitos outros, em Habeas Corpus concedidos em plena madrugada.

A impunidade defendida por Gilmar fez escola e alcançou operações realizadas pela PF e MPF, como a Operação Castelo de Areia em 2009, anulada com a justificativa absurda de que as investigações foram geradas a partir de denúncia anônima. Aquela operação foi considerada a "operação lava jato" que não deu certo. Pelo volume de provas obtidas a operação foi o embrião da Operação Lava Jato deflagrada em 2014, que finalmente alcançou corruptos em altos postos na Petrobrás, recuperando mais de R$10 bilhões roubados, graças ao primoroso trabalho do então juiz Sergio Moro (foto), junto com a força-tarefa comandada por Deltan Dellagnol.

Antes da quebra dessas barreiras que mantinham a impunidade institucionalizada, outras investigações realizadas pelas polícias e ministério público foram abafadas, esvaziadas ou simplesmente anuladas pelas cortes superiores do TSJ e STF, com todas as provas descartadas. 
Relembro as mais conhecidas: Satiagraha-2006, Boi Barrica (Faktor)-2006, Trânsito Livre-2003, Anaconda-2003, Farol da Colina-2004, Chacal-2004, Vampiro-2004, Shogun-2005, Sanguessuga-2006, Navalha-2007, Porto Seguro-2008, Caixa de Pandora-2009, Monte Carlo-2012, Anacrônimo-2015 e muitas outras.

A aversão de Gilmar Mendes pela Lava Jato é patente em todas as suas declarações. Junto com seus pupilos Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, fazem de tudo para acabar com ela, libertar o preso de Curitiba e os demais cúmplices presos, como Zé Dirceu.

Para Gilmar tudo é motivo de crítica ao coordenador Deltan Dellagnol: diz que não sabe o que é um processo; instituir fundação para carrear para o país R$ 2,1 bilhões de indenização pagos nos Estados Unidos pela Petrobrás; cobrar por suas palestras...

Mas uma rápida pesquisa revela a farra que Gilmar e seu Instituto de Direito Público (IDP) fizeram em Coimbra-Portugal, países da Europa e Nova York-EUA, pagos diretamente pela Itaipu Binacional ou através de puxadinho da Fundação Getúlio Vargas, FGV Projetos, a partir da nomeação de Cezar Ziliotto diretor-jurídico (2013) por Dilma Rousseff, mantido por Temer a pedido de seu amigão Gilmar.  

Tanto Ziliotto como a ex-mulher de Gilmar, Samantha Ribeiro Meyer, que compunha o conselho de Itaipu, já foram exonerados por Bolsonaro.

A mais recente aberração de Gilmar com seu cumpincha Toffoli (foto), atual presidente do STF, foi impedir que 132 pessoas físicas, com suspeitas de crimes fiscais e lavagem de dinheiro, sejam investigadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), onde as esposas de Toffoli Roberta Rangel e a de Gilmar Guiomar Mendes, estão entre elas.

As investigações vinham ocorrendo em sigilo, até que por uma esperteza própria das raposas houve conveniente vazamento à imprensa, repercutida com veemência e indignação pelo ministro Gilmar. 

Ardilosamente, Toffoli usou um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro para sustar as investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de seu assessor quando deputado no Rio, Fabrício Queiroz, para fazer o impedimento de todas as investigações realizadas a partir dos dados do Coaf.

A partir daí foi determinada a suspensão das investigações pelo ministro Toffoli, pedido os nomes dos funcionários que atuaram no processo e tudo o mais imaginado para atemorizar os que ousaram cumprir prerrogativas da competência do Coaf, órgão subordinado à Receita Federal.

As atitudes e decisões comprometedoras do ministro Gilmar Mendes são mais extensas e, sem comparação, muito mais graves do que as  reveladas nas conversas de Deltan Dellagnol com demais procuradores e o então juiz Sergio Moro. Se Gilmar declara que Deltan comanda uma "organização criminosa", o que dizer da comandada pelo ministro, que não está sozinho nessa guerra contra a Lava Jato e demais apurações em andamento que atingem parte significativa das governanças políticas, do empresariado e das instituições financeiras.

Apesar de muita oposição, os pedidos de impeachment feitos ao Senado tomam corpo e têm reais possibilidades de serem acolhidos por seu presidente David Alcolumbre. 

Já passou da hora de tirar essa vergonha da Suprema Corte.





sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Indignações em confrontos

Assistimos em divulgação massiva das grandes mídias o confronto entre a indignação de Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e a de Jair Messias Bolsonaro, presidente do Brasil.
De um lado, o filho indignado com as palavras do presidente da República que, ao falar sobre a decisão da Justiça que considerou o homem que atentou contra a vida do então candidato Jair Bolsonaro, disse que as investigações não alcançaram os mandantes do atentado porque a OAB, impediu que os celulares dos advogados de Adélio Bispo fossem periciados. 

O pedido dessa perícia foi feito através do Ministério Público Federal (MPF), pela fato de que advogados de banca, famosa e cara, saírem de Brasília a Juiz de Fora, onde Adélio fora preso, poucas hora após o atentado, em  jatinhos particulares e helicóptero. 
Inicialmente, foi divulgado serem pagos por uma igreja evangélica frequentada por Adélio, o que foi desmentido pelos pastores responsáveis.

Após muitas especulações, o assunto foi saindo do foco da mídia, mas continuava no radar da Polícia Federal (PF), que fez busca e apreensão em locais onde os advogados atuavam.

Nessas buscas, foram coletados celulares dos advogados e a PF se preparava para acessar os dados, que revelariam quais os interessados em defender Adélio Bispo.
A OAB entrou com recurso legal e obteve decisão favorável, que impediu a perícia dos celulares. E até hoje, não se tem conhecimento de quem paga os advogados de defesa de Adélio Bispo, que foi absolvido pelo juiz Bruno Savino da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora - MG, por ser considerado inimputável, de acordo com laudos de psicólogos e psiquiatras, que concluíram ser o réu portador de doença mental definida como "transtorno delirante persistente" e, por isso, deverá permanecer internado em hospital psiquiátrico, apartado do convívio social.

Essa contextualização se fez necessária para melhor entendimento da questão.

Nesse primeiro momento, Bolsonaro fala que se Felipe Santa Cruz quisesse saber sobre a morte de seu pai, ele contaria, mas duvidava que acreditasse por ser difícil enfrentar a verdade.

Posteriormente, Bolsonaro diz que o pai de Felipe, Fernando Santa Cruz Oliveira, integrante da Ação Popular, grupo mais sanguinário e violento de Pernambuco que fazia oposição ao regime militar (1964-1985), havia sido morto pelos próprios companheiros, que consideraram a vinda dele de Pernambuco para o Rio uma transgressão que ameaçava a segurança e sobrevivência do grupo. 

Bolsonaro afirmou ainda que sua vivência o fez chegar a essa conclusão.

Do outro lado está Bolsonaro, indignado com Felipe Santa Cruz por ter impedido, através recurso judicial da OAB, a perícia nos celulares dos advogados de Adélio , que poderia resultar em pistas que levariam até os mandantes do atentado, visto o elevado custo com os quatro advogados.

Além disso, um registro de entrada de Adélio na Câmara Federal em Brasilia, no mesmo dia do atentado 6/9/18, tentava obter álibi para o réu, caso tivesse escapado sem ser preso.

Esse recurso da OAB pode estar impedindo que os mandantes sejam investigados e conhecidos, o que deixa a vítima da facada em incomoda situação de permanente aguardo de um outro atentado.
 
Confinado em manicômio pelo resto da vida, Adélio Bispo vai ter tempo de sopesar se valeu a pena a empreitada, e na possibilidade de ser "suicidado" de repente em queima de arquivo.

Desvendar as ocorrências, tanto do desaparecimento do pai de Felipe Santa Cruz quanto do atentado ao candidato Jair Bolsonaro, deveriam ser de interesse de todos, afinal a verdade sempre nos liberta das tensões.