Pesquisar este blog

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Foco, Ciência e Trabalho


Um mês após ocorrer a primeira morte no Brasil o Ministério da Saude (MS), sob o comando de Luiz Henrique Mandetta, determinou que as Secretarias Estaduais e Municipais fornecessem informações sensíveis, tais como: número de leitos, de UTIs, respiradores disponíveis e ocupados; número de pessoas testadas; número de resultados positivos, negativos, inconclusivo e pendentes; e os infectados curados, com alta. 

É revelador que o atual ministro da Saude, Nelson Teich, tenha reiterado em seus pronunciamentos que iria tomar conhecimento dos dados sobre a pandemia, aumentando o número de testes para 46 milhões e criar  uma estratégia de combate e indicar a melhor hora de flexibilizar o isolamento. 

Fica patente que sem os dados agora solicitados pelo MS não há condições de acompanhar a proliferação do vírus, as condições de atendimento do Sistema de Saude e nem os resultados já disponíveis para coleta.

Nos histogramas elaborados em folha A4, com os dados oficiais do Ministério da Saude, vemos que os dados são crescentes mas erráticos, fruto das liberações dos resultados de teste acumulados.

Esse pedido tardio leva-me a inferir que Mandetta não demonstrava ter uma estratégia de combate ao vírus casada com a necessidade de flexibilizar o isolamento, que permitisse a manutenção dos empregos na indústria, comércio e serviços. 

Os números apresentados até hoje são inconsistentes por causa de duas principais ocorrências: mortos atestados por Covid-19, mesmo sem confirmação de teste; há 32 mil testes pendentes de resultado. 

Neste fim-de-semana, São Paulo reduziu de 17 mil pendências para 2 mil, alegando que havia duplicidade na coleta e amostras sem condições!!! 
Desse modo, é impossível obter dados que configure uma tendência minimamente real,  não por culpa dos técnicos mas por falta de orientação na coleta detalhada dos dados.

Gravíssima foi a atitude do governador Dória condenando o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19 e só veio distribuir o medicamento quando o coordenador do Centro de Contingencia do Coronavírus de São Paulo, David Uip, declarou que usou cloroquina, prescrita por ele a si mesmo, em receita (foto) que vazou para as redes. 

Até o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, fez várias declarações contra o uso da cloroquina, acrescentando que o único remédio que tem mostrado bons resultados é o isolamento social. Depois que vários países deixaram de seguir suas orientações, Tedros passou a falar em flexibilizar o isolamento.

Enquanto isso, milhares de pacientes ficaram sem a cloroquina por mais de 30 dias. Quantas pessoas poderiam ter seus sofrimentos amenizados e/ou suas vidas poupadas? 

Gravíssima também é a notícia do médico no Amazonas que fez uso da cloroquina em doses muito elevadas com 81 pacientes, que resultou em 11 óbitos, sem que tivesse a autorização de pesquisa
Quando jornalistas divulgaram a notícia, receberam ligações de alguém do MS informando que havia um protocolo de pesquisa. Ao investigar, ficou provado que o protocolo era posterior às pesquisas e aos óbitos!
Estranho o uso elevado de cloroquina por médico do Amazonas, onde a malária é curada com doses iniciais menores, que depois são aumentadas!


Em Ilhéus, no sul da Bahia, um médico que usou hidroxicloroquina e azitromicina faleceu. Sentindo melhoras, foi para casa se recuperar mantendo o mesmo tratamento. Sentiu-se mal foi levado ao hospital mas não resistiu. O protocolo define que esses medicamento só devem ser ministrados em ambiente hospitalar, que permite atendimento com médico, monitor, desfibrilador, em caso de emergência. 

As vezes esquecemos que o Brasil é país continental, os números devem se ater a um espaço mínimo: cidade, município, região, estado. Caso contrário, o trabalho de coleta da informação torna-se pouco útil para tomada de decisão. 

Um bom exemplo disso é a Nova Zelândia, com cerca de 5 milhões de habitantes, registrou 1.440 infectados, 12 mortes, 974 recuperados, 454 em tratamento ou monitoramento. Assim é bem mais fácil.

E a Alemanha, considerada a melhor atuação no combate à pandemia. No dia em que divulgou o maior número de infectados em 24 horas, decidiu anunciar a reabertura de lojas, restaurantes e outras áreas, com medidas de proteção como máscaras, distância e álcool em gel, adjetivada como "rígidas" pela Globo. Essa é a decisão mais difícil para os governantes atuais e requer uma base de dados confiáveis. 
Comparando, a Alemanha é do tamanho de Roraima, tem bom sistema de saude, fez muitos testes e tem ótimo nível cultural. Isso faz diferença.

A extrema imprensa, que faz oposição sistemática a Bolsonaro, seleciona notícias de modo que os entrevistados sejam contra o presidente, contra suas declarações e posturas. O contraditório desapareceu na mídia domesticada. 

A intenção é alongar o confinamento ao máximo, aterrorizar a população, sangrar a economia do país, revoltar os desempregados, para que governadores e prefeitos recebam dinheiro da União... Tudo com o objetivo derrubar Bolsonaro.

Neste gráfico o autor reduziu a largura do eixo do tempo, para obter uma subida agressiva da curva.

A maioria dos cidadãos de bem já perceberam isso e não permitirão que as organizações criminosas, que saquearam o País nas últimas décadas, voltem às suas roubalheiras

A avidez pelo poder por parte dos opositores de Bolsonaro pode resultar em mais mortes aos desassistidos de sempre e levar o país ao caos. 
A decisão de flexibilizar o isolamento pode ser adiado além do necessário. 
A atuação dos cidadãos pode evitar isso e pressionar governadores a flexibilizar o isolamento com as medidas de proteção usuais: máscara, distância, cuidados com a higiene e com os idosos.

Só um homem com a coragem e a tenacidade de Jair Bolsonaro é capaz de se opor aos quadrilheiros e impedir que voltem a roubar o país e enganar a população desassistida.

É revelador que vários hospitais de campanha estão sendo instalados em estádios de futebol superfaturados para a Copa do Mundo. Muitos são verdadeiros monumentos à irresponsabilidade dos governadores e  presidentes do PT. 

O bilhões de reais roubados para pagar propinas sempre fez falta. E hoje, quando todos nós estamos atentos e com tempo para refletir sobre tudo, fica claro que essa falta é a diferença entre viver ou morrer.


Gráfico do MS: número acumulado de infectados e óbitos.



Gráfico do MS: número de infectados diariamente

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Sorria, você está sendo enganado!


Especialistas, televisões e mídias na internet têm apresentado a curva dos casos positivos do coronavírus, acrescentando sempre que é preciso “achatar a curva”. Como ela continua em ascensão, gera prognósticos funestos seguidos do mantra “se puder, fique em casa”.

Somente há cinco dias (12/4) o Ministério da Saude determinou que as secretarias dos estados e municípios fornecessem o número de leitos existentes e os ocupados, idem para UTIs, respiradores, tomógrafos, número de testados, dos que tiveram alta já curados e os curados assintomáticos.  Demorou!

Sem os dados acima, os prognósticos da evolução da contaminação não são confiáveis e as decisões para o combate a pandemia não são as mais adequadas. 
Isto ficou patente nas coletivas de imprensa diárias que o ministério realizava nas tardes, com diversas planilhas mas sem gráficos que mostrassem  a ação do vírus em cada estado e no país como um todo.

O novo ministro da Saude, Nelson Teich evitou comentar o trabalho feito por Mandetta, mas disse que vai tomar conhecimento dos dados existentes e investir em informações detalhadas que permitam tomar decisão em ambiente de alta complexidade.

Os gráficos que a extrema imprensa apresenta nas TVs e jornais, plotam números das mortes e casos confirmados, somados aos dados anteriores: ambos subindo diariamente. É o colado lá em cima.
E vai subir sempre e mais 15 dias!!!
Nunca irá cair, porque NÃO É a mesma curva que ilustra diversos estudos teóricos da expansão da contaminação por vírus, apresentado no início da pandemia, que colo aqui abaixo.

Esses estudos usam os dados de incidência e de mortes plotados tipo gráficos de Gant: a cada dia vai o número das últimas 24 horas, sem somar com os anteriores e se apresenta como um sino (senoidal), iniciando do zero, sobe até o pico de contaminações ou mortes e depois vai caindo até cerca de zero.

Nesse tipo de gráfico, quando não houver contaminação nem mortes a curva resultará numa linha paralela ao eixo horizontal. Colo ao final esse tipo de gráfico feito com os dados da China, considerando que não são confiáveis. 
Tanto que, talvez pela pressão dos governos junto à OMS, a China emitiu nota em 17/4 dizendo que o número de mortes reais é cerca de 40% maior que o informado antes!!!

A única TV que vi apresentar o gráfico tipo Gant foi a Record. Parabéns!

Há enorme interesse da oposição a Bolsonaro que os números apresentados nas grandes mídias sejam os maiores para induzir a população a permanecer em casa e os setores produtivos parados, mesmo que os números mostrem que, após 50 dias, a contaminação é bem menor do que da Itália e Espanha, sempre apresentadas como advertência ao menor comentário de retorno inteligente das atividades não essenciais.
Assim, os arautos do caos terão argumentos para obter mais “ajuda” do governo Federal, causar os maiores estragos à economia do país e à população, dificultando ainda mais a gestão do governo Bolsonaro. Esquecem que é na tempestade que se revela o bom comandante... E isso já está acontecendo.

Nada é como parece na pantomima dos farsantes. Há bandidos ávidos por dinheiro, torcendo pelo coronavírus. 
E o povo? Que se exploda! 










quinta-feira, 16 de abril de 2020

A facada da Câmara


Quem gostaria de ter um seguro total de seu bem, sem pagar nada? Eu também gostaria. Desde que fosse uma cortesia da seguradora, por não ter usado o seguro nos últimos 10 anos, por exemplo.
Saiba leitor, que foi isso que os deputados aprovaram na madrugada do dia 15/4, dando continuidade à temporada do quanto pior melhor.
O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) apresentou a parlamentares sedentos de dinheiro, projeto substitutivo ao PLC 149/2019 (plano Mansueto) elaborado pelo governo Bolsonaro, que apresenta avanço sobre o Regime de Recuperação Fiscal proposto no governo Temer.

No projeto substituto aprovado à revelia do Ministério da Economia, os governadores e prefeitos terão um seguro que cobrirá toda e qualquer redução de receita e ainda mais 8% para ser gasto em medidas de combate ao coronavírus. 

E tudo isso sem qualquer contrapartida, configurando mais uma facada no presidente.
Nessa hora de dificuldade, em que os cidadãos de bem se solidarizam com milhões de trabalhadores e empresários que perderam emprego e renda, a Câmara resgata, com o empenho do presidente da Câmara que se diz democrático, Rodrigo (Botafogo) Maia (DEM-RJ), a “farras das garantias” que levaram à quebradeira estados e municípios no governo Dilma, que causou grave prejuízo à União, a ponto do TCU punir com multas os então ministro da Fazenda Guido Mantega e o secretário Arno Augustin.

Os causadores dessa farra de agora são os mesmos que saquearam o erário nas últimas décadas. Usam a justificativa simplória de que a União é a única que pode imprimir moeda.

Bolas, todos sabemos que a emissão de moeda sem lastro gera inflação, imposto perverso que castiga a população, principalmente os pobres que não fazem aplicação financeira. Ninguém mais quer reviver os tempos de inflação alta e descontrole de gastos, e a União já empenhou quase um trilhão de reais em medidas contra os danos da pandemia  no país. Vale lembrar que o Tesouro também sofre severa redução de receita, aumentando os déficits nos próximos anos.

O histórico das décadas recentes, não nos permite supor que governadores e prefeitos usarão esse dinheiro em benefício do povo nem que haverá os que tentarão aumentar os valores a receber, usando inúmeros artifícios para adiar o recebimento de receitas do ICMS e ISS.  

Os brasileiros precisam saber que os mesmos comparsas de antes - que instituíram a corrupção por atacado - ressurgem com força na Câmara, para comprometer ainda mais o governo Bolsonaro e o futuro do País, e precisam ser denunciados e combatidos pelos cidadãos de bem. 
E que Deus nos ilumine nesse combate. 

* Texto publicado no jornal A TARDE de 18.04.20, sob o título Construindo o caos.




quinta-feira, 9 de abril de 2020

Guerra contra o coronavírus

O Dr. Dante Senra (foto), médico cardiologista e coordenador das UTI's do hospital Igesp, em São Paulo, informou que pelo menos quatro pacientes que estavam em estado grave receberam alta após sete dias de uso de hidroxicloroquina em associação com outras medicações. 
"Até onde sabemos, fomos o primeiro hospital no Brasil a utilizar o medicamento." 


O remédio está liberado pela Anvisa para combate à malária, lúpus e artrite reumatoide.

Apesar de bons resultados o Dr. Dante alerta de ainda são dados iniciais e que seus resultados não fazem parte da coalizão Covid-19, feita pelo Hospital Israelita Alberto Einstein, HCor, Sírio Libanês e BRIC-Net que realizam estudos clínicos na área de medicina intensiva e estão testando em cerca de mil pessoas, com relatórios preliminares previstos para serem emitidos até o dia 20.04. 

Mesmo assim, a maioria dos governadores e a imprensa desmamada se posicionaram contrário ao uso, até que, vazou para a internet a foto de uma receita emitida por médico da assessoria do governador de São Paulo, que depois de se eleger, na onda renovadora gerada por Bolsonaro, tornou-se ferrenho crítico do presidente. 

Foi o médico coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do governo Dória em São Paulo, Dr. David Uip (foto), que teve de abrir o jogo depois do vazamento de uma receita (foto) dele prescrevendo hidroxicloroquina a ele mesmo. 


Com alguma resistência de início acabou confirmando que usa o medicamento em seus pacientes, acrescentando que já tinha se reunido com o ministro da Saude, Dr. Luiz Henrique Mandetta, orientando ao uso no combate  ao coronavírus. 

Quem acompanhou as entrevistas diárias do governador Dória e seus secretários sabe que não é bem assim. 


O governador se posicionou contrário ao presidente, que havia mencionado a cloroquina como um medicamento que poderia ser usado no combate ao coronavírus, pois há registros de sucesso. Para se contrapor, Dória declarou que a cloroquina não deveria ser usada por não ser segura e ter efeitos colaterais que podem levar a morte, como arritmia e taquicardia. Na hora H o discurso ficou de lado, Uip usou cloroquina e agora tenta disfarçar seu posicionamento "secreto" ao chefão.

No dia seguinte outros governadores deixaram de criticar o medicamento e passaram a fornecer e a falar abertamente sobre o seu uso, como se  fizessem isso desde o início da pandemia.
Ponto para Bolsonaro. Com o seu jeitão atabalhoado levantou uma discussão que pode resultar em muitas vidas salvas. Registros médicos já mostram que esses fármacos têm melhor resultado quando ministrados no início da infecção. Isso é muito bom.

Ressalte-se que os componentes da hidroxicloroquina, azitromicina e outros medicamentos já aprovados para outras doença, não estão sujeito a royalties de patente. São de domínio público.

Em estudo surpreendente liderado pela Monash University, feito em parceria com o Doherty Institute of Infection and Immunity, publicado na Antiviral Research da Eslsevier da Austrália, no último dia 3, cientistas observaram que uma única dose do antiparasita-vermífugo Ivermectin foi capaz de combater o SARS-CoV-2. 


"Descobrimos que mesmo com uma única dose o medicamento foi capaz de remover todo o RNA viral em 48 horas, e nas primeiras 24 horas ocorreu redução significativa", disse a doutora Kylie Wagstaff que liderou o estudo.

O medicamento Ivermectin é comercializado em todo o mundo e já se mostrou eficiente também contra outros vírus com HIV, Dengue, Influenza e Zica vírus.

Na Universidade Tsinghua, de Pequim, um grupo de cientistas chineses isolou vários anticorpos que diz serem “extremamente eficientes” para restringir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar como para prevenir a Covid-19.


Estudos demonstram que o coronavírus se encaixa nas células ACE-2 por meio de espinhos de proteína, se reproduz no interior dela e libera mais vírus (RNA) para a corrente sanguínea causando na maioria das vezes febre, tosse e dificuldade de respirar. 

Vale alertar que nem todo infectado apresenta esses sintomas. Alguns são assintomáticos, o que dificulta ainda mais o combate à pandemia. 

Com tudo isso, torna ainda mais grave a campanha do diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus (foto), endossada pela extrema-mídia, desestimulando o uso da hidroxicloroquina para combater a Covid-19. 

É bom saber também, que um grupo de especialista em biotcnologia do Instituto de Pesquisas da Galileia (MIGAL), em Israel, liderado por Chen Katz, pretende iniciar os testes de uma vacina oral contra a Covid-19 em princípios de junho próximo.


"Nós já estamos nos estágios finais e em poucos dias teremos as proteínas - componentes ativos da vacina," declarou Katz ao jornal Jerusalem Post.

Kartz esclarece que há quatro anos desenvolve uma vacina para o vírus da Bronquite Infecciosa das Galinhas (BIG) que está em adiantada fase de aprovação, finalização, comercialização e que provou induzir altos níveis de anticorpos específicos contra BIG. 

"A droga que estamos desenvolvendo para o novo coronavírus é uma adaptação da pesquisada para a BIG". 

Por outro lado, nos Estados Unidos, uma equipe de cientistas da Universidade de Pittsburgh, que trabalhava em vacinas para a SARS e a MERS, realizaram testes iniciais em ratos de laboratório com bons resultados contra Covid-19. 
A vacina seria aplicada com um pequeno adesivo de uma polegada. 

É importante saber que a FDA, Agência Federal de Medicamentos e Alimentos dos EUA, autorizou em regime de emergência o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19, o que vem dar apoio substancial a sua utilização.

Na segunda-feira, dia 6, chegou para reforçar o grupo do Ministério da Saude a imunologista Nise Yamaguchi munida de dados sobre uso da cloroquina. Adiantou que: 

"Usar o medicamento não é uma questão política, é uma questão de humanidade". 

E acrescenta de forma inquestionável.

"Se já temos evidências robustas de que o remédio reduz os sintoma e evita internação, por que vamos deixar de salvar vidas aguardando uma comprovação científica?"

O método científico utiliza o teste duplo cego, em que se define dois grupos de infectados: um usa o medicamento e o outro placebo, sem o medicamento. Considerando o alto índice de complicação e mortalidade da Covid-19, isso pode significar uma sentença de morte.

De qualquer forma, ainda ficam em suspenso para questionamento futuro as razões da China ter registrado tão poucos infectados e tão poucas mortes, restringida a região uma específica. Isso pode indicar censura nas informações, uso medicamentos para debelar a Covid-19 ou uma vacina contra essa enfermidade, mesmo que em fase experimental. 

Essas dúvidas se somam à demora de alertar do surto do coronavírus e o uso da policia para tentar esconder do mundo mais esse vírus gerado nos imundos mercados de animais vivos, que o Comitê do Partido Comunista Chinês havia se comprometido acabar em 2002.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Tributo ao Dr. Li Wengliang


Em 4/4, no Dia de Finados chines (Qingming), o governo comunista prestou homenagem às 3.326 vítimas do coronavírus - incluindo os profissionais da saude que morreram cuidando delas - com três minutos de silêncio e bandeira a meio mastro. 
Essa tocante cerimônia resgata na memória o drama vivido pelo médico oftalmologista Dr.Li Wengliang de 34 anos, do Hospital Central de Wuhan, proibido de divulgar o aparecimento de um novo vírus que causava sintomas semelhantes à Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), causada por outro vírus mortal. 

Foi acusado de divulgar mentiras, causar tumulto e foi obrigado a desmentir os alertas feitos aos colegas para que se protegerem.

"Nós esperamos que você se acalme e reflita sobre seu comportamento", afirmava a carta que ele foi obrigado a assinar, colada aqui ao final.

Com isso, a notícia do dia 30 de dezembro de 2019, considerada exagerada pelas autoridades chinesas, tratada como boato ou fake news. (https://promedmail.org/)
A declaração oficial afirmava que havia sim um novo vírus, mas ele não era transmitido entre humanos. Ponto.
Atualmente, temos notícias de que desde meados de dezembro de 2019 já vinham ocorrendo mortes estranhas na área de Wuhan, com quadros graves de pneumonia que não cedia aos antibióticos.


A polícia atuou calando outros profissionais da saude, como a da Drª Ai Fen, chefe da Emergência do mesmo hospital e sua equipe. Depois de uma entrevista tratando do novo vírus não apareceu mais na internet.

Dois jornalistas que acompanhavam e divulgavam a situação na cidade e um empresário imobiliário também foram calados e sumiram da rede. 

Durante três semanas essa versão do governo chines foi assumida pelo diretor-geral da Organização Mundial de Saude (OMS), Tedros Ghebreyesus, com elogios à forma da China tratar a questão.

Em 20/01/20 ficou impossível manter a versão "oficial", com muitos casos acontecendo em escalada fora da China.
Trump fechou voos com a China. Tedros condenou como preconceito e orientou que os países não deveriam impedir voos com a China. 
Com as ocorrências se espalhando no mundo, Tedros exita em declarar a pandemia. 
O ex-ministro da saude da Etiópia mostra-se mais parceiro do governo chines que do resto do mundo. 
E enquanto vários países e a própria OMS preparavam protocolo para testar a eficácia da hidroxicloroquina associada a azitromicina, com metodologia científica, Tedros alerta o mundo de que não há comprovação de benefícios. 
O governo de São Paulo embarca nessa, mas médicos paulistas - por conta e risco - utilizam os medicamentos e reportam casos de sucesso. As experiências mostraram que os medicamentos não faziam muita diferença quando ministrado na fase crítica da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Os benefícios foram observados quando usado no início da infecção viral.
Após a SARS-Cov em 2002 a China prometera acabar com mercados de animais vivos. Fez a mesma promessa após a chamada gripe suína pelo H1N1 em 2009 e agora o SARS-CoV-2 Desta vez, o pangolim é o animal suspeito de disseminar o coronavírus. Vê-se que a China não cumpriu as promessas, o que faz prever novas síndromes mundiais desse tipo. 
Em atitude rara, o Comitê  Central do Partido Comunista Chinês emitiu comunicado reconhecendo que errou no tratamento da situação gerada a partir de Wuhan: 
"Em razão das falhas, precisamos melhorar nosso sistema nacional de gerenciamento de emergências e melhorar nossas habilidades em lidar com tarefas urgentes e perigosas."

Muita coisa oculta foi revelada nesse tempo de pandemia e muitas outras ainda o serão para instruir o cidadão brasileiro atento com o destino do país. 

Certo é, que os cidadãos do mundo livre devem imensa gratidão ao Dr. Li Wengliane. 
Sem seus alertas a mortandade no planeta seria, sem dúvida alguma, ainda maior... 
Que ele esteja sempre em nossas preces.




domingo, 29 de março de 2020

Em menos de 48 horas

Não foram necessárias nem 48 horas para que o pronunciamento do presidente Bolsonaro fosse assimilado pelos governadores. 

Passada a histeria eleitoreira os governadores que criticaram o alerta do presidente para não fechar os estados e as cidades, considerado criminoso, passaram a liberar feiras livres, borracheiros, Ceasas, casas de material de construção, restaurantes e hotéis em estradas... 

Na Bahia, o governador liberou comércios locados em menos de 200 m² de área, Ceasa do Rio Vermelho e feiras livres com boxes afastados para evitar aglomeração. 
O de São Paulo seguiu no mesmo caminho. 

O que mudou nesses dois dias para gerar essa mudança de orientação? 

Praticamente nada, mas a realidade se impõe aos interesses políticos e o fechamento dos estados e cidades já estavam causando desabastecimento, por não considerarem essenciais uma teia de atividades que passam despercebidas ao cidadão. 

Os profissionais da saude, segurança, transporte público, padarias, supermercados e bancários são os primeiros lembrados e "liberados" para se expor ao vírus todos os dias. 
Esses trabalhadores não são imunes ao vírus, mas em seu ofício tomam os cuidados para evitar contágio: afastamento, álcool-gel, lavar as mãos, máscara, limpeza do chegar em casa.  

Como se vê, as medidas de contenção do coronavírus se sobrepõem à politica rasteira que visualizamos durante esta semana. 






quarta-feira, 25 de março de 2020

Tempos de incertezas


Em tempos de incertezas, a leitora Virginia Costa em 22.03 considera que seria melhor deixar o coronavírus proliferar do que fazer o isolamento social que vai proliferar desemprego, desabastecimento e outros horrores que virão dessa medida em nome da saude da população. 

Se fosse possível manter todos em seus lugares por 14 dias, como na brincadeira de Estátua!, o surto seria extinto. 

A realidade impõe um meio termo: quem pode e os grupos de risco, fazem isolamento consciente. Os que labutam em áreas essenciais continuam atuando. 

Ministro Mandetta, da Saude
Essa foi a forma estabelecida pelo Ministério da Saude para reduzir o número de infectados nesse primeiro momento, caso contrário o sistema de saude não terá capacidade de atender a todos. Foi o que ocorreu na Itália. Quando acordaram o vírus já estava disseminado na população. É lá que está ocorrendo os horrores que a leitora Virginia considerou. 

Vejo o primeiro ministro Mark Rutte propor algo semelhante aos 17 milhões de holandeses. 

Certamente, passado esses dias de confinamento, vamos achar que devíamos ter feito isso ou não ter feito aquilo. Daí a necessidade de tomar decisões com muito critério, conhecimento técnico, discernimento e sensibilidade. 

Espero que esse período seja o mais curto possível e os danos os menores. 

Isso vai depender unicamente de nós em cumprir o isolamento, sabendo que o vírus é extremamente contagioso... 

E exercitar a paciência nas próximas semanas, pois isso vai passar.