Pesquisar este blog

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Miopia caolha da esquerda

É própria das ideologias de dominação utilizar falácias para criar na mente dos menos atentos uma realidade virtual, imaginária.

É isso que tenta Emiliano José com seu comentário O império contra-ataca, na edição de 7/5, onde lista os golpes de “dominadores libertários” em países da América Latina: Honduras, Paraguai e o Brasil, com o impeachment de Dilma. 

O uso de viseiras e anteparos por militantes nazifacistas-comunistas faz parte do manual marxista-lenista-goelbista-gramscista, sendo esses dois últimos os mais usados atualmente pelas ideologias que repetem mentiras e usam das liberdades democráticas para implantar a ditadura, como ocorreu na Venezuela, levada ao caos após golpes dos ditadores Chaves e Maduro.

Os mesmos antolhos ideológicos impedem Emiliano de constatar que após 12 anos de PT na Bahia, 60,8% das 3,4 milhões de crianças de 0 a 14 anos ainda vivem em condições de pobreza, fome, educação e saúde precárias, conforme estudo Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2018, divulgado pela Fundação Abrinq. 
Com o volume de dinheiro girando no Estado não resta justificativa para a situação levantada. 

Menos blá-blá-blá e mais ação efetiva por parte do governo do PT na Bahia fará bem ao escritor militante​, às crianças em situação de abandono​ e à verdade jornalística.​

José Renato Almeida

Nota: Texto publicado no jornal A TARDE. Abaixo o artigo que gerou esse comentário. 




domingo, 13 de maio de 2018

Aumentos abusivos


O Ministério Público da Bahia, acionado pelos órgãos de defesa do consumidor (Procon, Codecon/Ibametro, Decon e ANP), está investigando 200 postos de combustíveis, a maioria na capital Salvador, pela suspeita de cartel entre os sindicatos dos postos de combustíveis e o das distribuidoras do estado da Bahia: Sindicombustíveis e Sindicom-Ba.

A ação ocorre após aumento de 17,5% no início deste mês, que elevou o litro da gasolina de R$ 3,89 para R$ 4,57, alinhado em preço único, com variações de apenas cinco centavos.

Finalmente, vão-se aprofundar as investigações de crime denunciado há anos pelos consumidores, mas que sempre encontrou dificuldades para prosperar até conclusão e eventuais punições.

Outro aumento absurdo, que passa despercebido ao MP, imprensa-dependente e órgãos de defesa do consumidor, é o da energia elétrica, que a Aneel autorizou aumento de 17,2%, em 27 do mês passado, sem que houvesse qualquer aumento de custos na geração e distribuição da energia!
A mesma imprensa que cala o aumento de 17,2% é a que divulga em detalhes (Globo e Band) o aumento na conta de energia pelo uso da "bandeira amarela" em maio, que cobra 1 real por cada 100 Kwh consumido!!!

No caso dos combustíveis, o aumento dado na refinaria pela Petrobrás é devido principalmente a alta do petróleo no mercado mundial, pela atual instabilidade nos produtores do Oriente Médio (Irã e Arábia Saudita) e na Venezuela, detentora da maior reserva do mundo. 
O barril passou de 50 para 70 dólares: aumento de 40% !!!

Entretanto, no caso da energia elétrica, não houve qualquer motivo que justificasse aumento. Ao contrário. O cenário é de recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, recordes na geração da Itaipu/Furnas, entrada em operação dos parques eólicos, que vêm suprindo em até 50% o consumo da região Nordeste!

Os prejuízos causados por Dilma Rousseff em 2014, ano de eleição, que reduziu a tarifa por decreto, já foram recuperados com o tarifaço de 2015, que ficou incorporado indevidamente ao preço mesmo após mais de ano de vigência. A desculpa de ter que usar termelétricas de geração mais cara, como vimos acima, não tem base na atual realidade.

Fica à vista de todos que esse aumento despropositado tem como única e principal justificativa deixar a Eletrobras atraente aos interessados na privatização.
Com essa antecipação de aumento na tarifa o comprador privado não terá de aumentar as tarifas logo após a compra, como era previsto pelos procuradores do MPF e técnicos do TCU.

Com essas manobras os interessados procuram firmar a lenda de que a administração privada é mais competente que a estatal, mesmo quando está última é gerida sem corrupção e influências partidárias. A "venda" da Vale e das demais estatais tiveram scripts semelhantes.

Lembrar a lambança que ocorreu após a "venda" da OI  e, em contraponto, o lucro dos Correios pós Lava Jato que arrefeceu os ânimos à privatização.

Ao Ministério Público Federal a palavra e atuação urgentes.




terça-feira, 1 de maio de 2018

Le Monde - Crise no Brasil

O Le Monde – Diplomatique esmiúça a crise no Brasil”.

De fato, trata-se de uma profunda e sofisticada análise das forças que governam a política do país e que bem poderia ter por título “O poder invisível e seu exercício”. 

Lembram as tais “forças ocultas” mencionadas por Jânio Quadro, no início dos anos 60. 

Com as investigações da Lava Jato e similares esse esquema de domínio foi revelado àqueles que mantêm a mente livre de mantras ideológicos e reto interesse pelos destinos da Nação.

Eis, em 13 itens, essa precisa anatomia.

1.      O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade e as instituições republicanas é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações locais específicas.

2.      Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumento dos verdadeiros donos do poder.

3.      O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade, para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4.      Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5.      Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.

6.      O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7.      Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro, Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8.      O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não este nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país, totalmente favoráveis às suas metas de maximização dos lucros.

9.      Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na Previdência, o fim das Leis Trabalhistas, a manutenção do congelamento do Orçamento Primário, os Cortes de Gastos Sociais para atender o serviço da Dívida Pública, as Privatizações e o alívio dos tributos e encargos para os mais ricos.

10.  Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o Povo Brasileiro decida sobre o destino de seu País.

11.  Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada moimento tático do complexo financeiro-empresarial – do qual a mídia faz parte – para poder reagir também de maneira estratégica.

12.  A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.

13.  Lembremo-nos: eles são mais espertos!!! Por isso estão no poder. 

Fonte: Le Monde – Diplomatique



domingo, 29 de abril de 2018

Fim da Era Pós-Verdade


Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo e escritor alemão, considerou que "Não há fatos, só interpretações". 

Desde então, essa tirada filosófica foi utilizada pelos mais espertos, incluindo políticos, comerciantes, 171's e advogados, para confundir ingênuos e desatentos.

Nas últimas décadas, com a evolução tecnológica dos registros virtuais, como gravações de áudios e vídeos nítidos em imagem e som, com apresentação dos fatos do começo ao fim, não é mais permitido considerar essa antiga enganação - usada em pomposas versões rocambolescas, argumentos acrobáticos e digressões olímpicas - que pouco ou nada se assemelham com à realidade.

Na passagem do século, essa "esperteza" foi maquiada com tons de modernidade em divulgação "acadêmica-intelectual", sob conceito nada filosófico de pós-verdade. Entra em cena factoides, fatos alternativos, argumentum ad nauseam,  argumentar até provocar náusea, quando o autor da repetição acredita não ter suficiente atenção por parte dos seus interlocutores ou quando crê na falácia de Goebbels de que uma afirmação muito repetida é geralmente verdadeira.

É o argumento do "golpe" do impeachment de Dilma, usado pelo PT até o governador Rui Costa, da Bahia, com visão pragmática do momento por que passa o partido, considerar esse discurso inócuo, sobrepondo-se assim à liderança da presidente do PT Gleisi Hoffmann e do seu protetor Jaques Wagner... Os petistas passaram a chamar de "fascistas" os que antes eram chamados de "golpistas".

Apesar de equivocado e pernicioso à sociedade, a pós-verdade é o conceito da moda adotado, em maior ou menos frequência, por 11 entre 10 ideólogos políticos-partidários. 

Segundo os Dicionários Oxford, pós-verdade “se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência na formação e mobilização da opinião pública do que apelos à emoção e às crenças pessoais”.


Aletheia
Na Grécia Antiga, berço da filosofia ocidental, havia intenso empenho na busca pela Verdade, conceito abstrato que parece estar além da Realidade que não se deixa aprisionar em palavras nem pelos meandros retóricos de filigranas líteras-gramaticais. A deusa Aletheia personificava a Verdade

Casos recentes, envolvendo o ex-presidente Lula, presidente Temer e Joesley Batista, Aécio Neves e o mesmo Joesley, Geddel Vieira Lima, o rei do ônibus Jacob Barata e muitos outros, têm deixado os acusados de ilícitos com saudades do tempo em que era "normal" interromper investigações e anular processos judiciais usando-se argumentos contraditórios e falaciosos, sem qualquer contestação. Mas agora, os vídeos, áudios, emails, mensagens e escutas telefônicas impedem que aconteçam as anulações ou arquivamento por "falta de provas".


Muitas das anulações foram decididas por unanimidade dos ministros dos tribunais dito superiores, e outras monocraticamente, como na anulação do processo gerado pela Operação Castelo de Areia, por magistrado do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), com o argumento de que todo ele havia sido gerado a partir de uma denúncia anônima!!! Fechem os Disque Denúncia!


Plenário do Supremo Tribunal Federal - STF
Alguns advogados de defesa e membros da Advocacia Geral da União (AGU) e da Comissão de Ética, Constituição e Justiça do Senado e da Câmara, emitem pareceres e argumentos próprios de marginais, com o objetivo de obterem dos ministros do Supremo as mesmas anulações de antigamente, quando tudo estava dominado pelas Organizações Criminosas, como revelado pela Lava Jato e congêneres, e não havia interesse dos amestrados meios de comunicação em repercutir as maracutaias nos impressos nem nos portais virtuais de notícias.
O uso intenso das redes sociais tem impedido que as Cortes tornem nulos os processos contra os quadrilheiros das cúpulas governamentais e empresariais.

Mas além da mobilização virtual, são necessários protestos nas ruas e nos locais onde são discutidas e proferidas decisões contra a democracia e contra a sociedade brasileira: Congresso, STF, TSE, Palácio do Planalto...


Enquanto confrontamos tanto descaramento, deboche e canalhice, mantenho a esperança de que, depois das reações conscientes de pessoas do bem, desfrutaremos no Brasil a Era Pós-Mentira...
     





domingo, 22 de abril de 2018

Eu votei em Lula

Lula

Assim como Sérgio Moro e milhões de brasileiros eu votei em Lula em 2002. 

Até a Rede Globo participou ativamente da campanha que elegeu Lula, colocando seus artistas cantando em vídeo composição simples de Hilton Acioli, mas que até hoje empolga: Lula lá, brilha uma estrela...*

Eu votei em Lula para que a gangue do PSDB saísse do poder após oito anos de corrupção, privataria e escândalos, abafados pelos Procurador-Geral da República, que ficou conhecido como engavetador-geral por reter todas as denúncias de crimes cometidos nos governos FHC.

Um desses crimes, que teve grande repercussão e nenhuma consequência aos mandantes, ocorreu com a compra da PEC da Reeleição, onde Sérgio Mota (já falecido) assumiu ser o "homem da mala", e os deputados Ronivon Santiago e João Maia do PFL, hoje no DEM, tiveram de renunciar após divulgação de vídeo reclamando que tinham recebido só R$ 200 mil, enquanto outros receberam mais. 

O ex-deputado Pedro Correa (PP), condenado no mensalão (AP 470) e pela Lava Jato no petrolão, em sua delação detalhou o esquema usado nessa compra de votos, costume que sofreu uma primeira lambada no mensalão em 2006. Oportunidade para investigar a questão.

Votei em Collor para remover da governança a gangue do Sarney (PMDB), após afundado o Plano Cruzado (fev.1986), com congelamento de preços - e que estava dando certo - ao não atender as orientação do ministro da Fazenda Dilson Funaro para proceder a liberação gradual dos preços, por setor, em meados de 1989, ano de eleições.

Essa ganância estúpida de Sarney provocou a derrocada do plano com a desobediência civil comandada pelo comércio e demais segmentos econômicos.

Isso gerou desordem que elevou a inflação mensal a 82,4% em fevereiro de 1990, acumulando a máxima de 6.821,32% em abril, quando então o Plano Collor, lançado no dia da posse em 15.03.90) pela então ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello, ainda não começara a sentir os efeitos da recessão provocada pelo confisco das poupanças.

Em 2006, votei em Heloísa Helena (PSOL) no primeiro turno e em Alckmin no segundo. Lula, nem pensar! Já tinha se revelado logo nos seis primeiros meses de 2003, ao fazer o oposto do que prometera em campanha. FHC e cúmplices não sofreram qualquer investigação dos seus crimes.

Em 2010, votei em Marina Silva (PV) no primeiro turno e em Serra no segundo. PT, nunca mais! Dilma foi eleita.

Em 2014, votei em Marina Silva (PV) no primeiro turno e em Aécio Neves (PSDB) no segundo. PT, cada vez mais corrompido. Dilma foi reeleita após as campanhas mais caras de toda a história do Brasil.

E aqui chegamos, errando ao tentar acertar na esperança de escolher um candidato melhor que o bandido já revelado no mandato anterior. votando em Lula, Serra, Alckmin e Aécio, todos envolvidos na corrução sistêmica instalada nas organizações criminosas travestidas de partidos políticos.

E agora, em 2018, em quem votar, em sistema eletrônico "caixa preta", que não permite auditagem e conferência através do voto impresso? A implantação do voto impresso foi protelada por seis anos pelos presidentes do TSE: Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes. 

Por que será que isso aconteceu? O novo presidente, ministro Luiz Fux, assumiu em fevereiro e passará a Toffoli em agosto deste ano, o que pode apontar para a não implantação do voto impresso nem nas eleições de 2020.
Um trabalho concreto nesse sentido está em curso, com o objetivo de orientar os eleitores a só votar em candidatos não envolvidos com esquemas de corrupção.

Joaquim Barbosa
O procurador Danton Dellagnol disse em palestra que importantes instituições democráticas trabalham na redação de um documento contendo itens de combate a corrupção e impunidade, para assinatura dos candidatos que desejarem assumir o compromisso de lutar contra qualquer medida que favoreça corrupção e impunidade. Esses serão indicados a receber os votos dos cidadãos de bem, que lutam por um Novo Brasil. 
Fiquemos atentos ao resultado dessa iniciativa concreta!

Em pesquisa recente a população apontou quais são considerados os principais problemas do Brasil: corrupção, saúde, segurança e educação.

Gilmar Mendes
Pela primeira vez a corrupção assumiu o primeiro lugar como a maior preocupação dos brasileiros, mostrando a consciência de que a corrupção é o motivo principal dos problemas existentes na saude, segurança, educação, transporte, violência, injustiças, angústia, desesperança... 
Essa percepção é totalmente contrária à de alguns ministros do STF que decidem, sistematicamente, pela soltura de criminosos sob custódia e até dos réus já condenados em segunda instância.

O que leva ministros a agir desse modo, se a alguns meses se declaravam convictos de forma contrária?!

........................................................


Passa o tempo e tanta gente a trabalhar / De repente essa clareza pra votar / Sempre foi sincero de se confiar / Sem medo de ser feliz / Quero ver você chegar / Lula lábrilha uma estrela, Lula lá, cresce a esperança / Lula lá, o Brasil criança / Na alegria de se abraçar / Lula lá... 


A traição de Lula ao PT em que acreditávamos ao votar provoca, ainda hoje, dolorosa decepção e nojo do que se tornou em descaramento, deboche, vilania, violência...


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Os esquemas de sempre

No dia 3 passado, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao PLC 164/2017, que concedia ás micros e pequenas empresas os mesmos benefícios dado às grandes e médias empresas, em Refis liberado pelo mesmo Temer sem maiores problemas.

Mesmo sob o fortíssimo argumento de isonomia, o governo Temer vetara in-te-gral-men-te projeto igual para as micros e pequenas empresas, também aprovado no Congresso. Por que isso?

Apesar de sua importância econômica e social, as micros e pequenas empresas não têm força de convencimento para $en$ibilizar os homens do presidente.

Foi necessária forte mobilização para obter dos parlamentares o veto de Temer. A Federação de Indústria do Estado da Bahia (Fieb) e os parlamentares baianos tiveram importante parcela para o sucesso da derrubada do veto presidencial. Assim, cerca de 600 micros e pequenos empresários serão beneficiados pelo Refis. 

Fingimos não perceber o que fica à mostra nessas ocasiões o mesmo esquema de sempre, que beneficia poucos que têm muito e podem retribuir pelas medidas sancionadas em seus benefícios.

A desoneração da folha de pagamento de alguns setores também entra nesse esquema. Os escolhidos manterão, já os demais sofrerão com a oneração. 

Justificativas não faltarão para que isso ocorra como se fosse medida normal de governo progressista. Mas no fundo - nem tão fundo assim - é um modo de obter propina, principalmente em ano de eleições.
Agora, o governo Temer anuncia, através da agência reguladora Aneel, um aumento no preço da energia elétrica sete vezes maior do que a inflação no período!

As justificativas falaciosas são confusas, exatamente para revoltar o consumidor e evitar análise lúcida da questão. 

Vejamos os principais argumento e contrapontos levantados, que deixam à mostra a falta de seriedade e de conexão com as reais condições ora existentes no Brasil.

1. Uso de termelétricas que têm geração mais cara, devido o longo período de estiagem e os baixos níveis nos reservatórios das hidrelétricas.

2. Defasagem nos preços, devido aumento de custo das empresas geradoras e distribuidoras de energia, ainda desorganizado após subsidio dado pela presidente Dilma (foto).

Os contrapontos abaixo desmentem esses argumentos. 

a. O uso de termelétricas, que têm custo de geração maior do que as hidrelétricas, que ocorre quando os níveis dos reservatórios estão baixos, já são cobrados através das bandeiras tarifárias. Aumentar o preço por esse motivo, significa perpetuar um acréscimo de custo que só ocorre eventualmente e que é pago pelos consumidores na cobrança de bandeiras amarela e vermelha. E no período o vertedouro de Itaipu (foto) teve vazão recorde!

b. Nos dois últimos anos foram implantados parques de geração de energia eólica que alcançou até 50% da energia elétrica consumida no Nordeste! Cadê as térmicas? E os prejuízos causados pela redução dos preços por Dilma, no ano eleitoral de 2014, já foram compensados por um tarifaço no ano seguinte de 2015, e que foi incorporado, indevidamente, à tarifa cobrada até hoje.

É visível a falta de fiscalização dos órgãos competentes aos serviços e contas das empresas geradoras e distribuidoras. Isso tem permitido cobranças indevidas, duplicadas e uma condição para que esse tipo de proposta que beneficia tão somente as empresas e os governantes, sem qualquer base factual ou melhora nos serviços, como elencado acima. 

Isso vem ocorrendo por que os aumentos são dados sem que haja qualquer reação por parte dos consumidores, dos órgãos de defesa do consumidor nem dos parlamentares do Congresso Nacional... E com a leniência da turma da Aneel.

Parece pouco os valores lançados nas contas recebidas, mas levando em conta os milhões de usuários, um estudo adequado vai mostrar que são absurdos e desnecessários, servindo apenas para gerar propina aos gerentes, em ano de eleições. 

Vale ressaltar que cerca de 45% do preço de energia é de impostos e taxas! Assim, dá para entender o interesse dos governantes que ganham dos dois lados: no caixa 1 e no caixa 2.

As tratativas da privatização da Eletrobras também conta no disfarce desse aumento lançado em balão de ensaio. 
De acordo com o Ministério Público de Contas, que atua no Tribunal de Contas da União, já prevê que a venda das seis distribuidoras, incluídas no pacote da Eletrobras, provocará enriquecimento sem causa de agentes privados e aumento de tarifas ao consumidor. 

O aumento agora vai evitar que os compradores pratiquem aumento logo de pronto, para confirmar a lenda de que a empresa privada tem maior eficácia gerencial... 

A OI e suas manobras estão aí para desmentir essa lenda muito usada na privataria dos governos FHC.

Cadê a reação contra mais essa escorcha de governantes corruptos e de gerentes coletores de propina?


sábado, 14 de abril de 2018

Lava Jato chega aos fundos


Finalmente, a Lava Jato chegou aos rombos nos fundos de pensão.

O braço da Lava Jato no Rio de Janeiro alcançou nesta semana o esquema de corrupção do MDB e PT que causou prejuízo de R$ 20 milhões aos fundos de pensões dos Correios (Postali) e do Serviço Federal de Processamento de dados (Serpro).

Na chamada Operação Rizoma, foram presos: o economista Marcelo Sereno, ex-secretário nacional do PT e ex-assessor do ex-ministro José Dirceu; o ex-chefe de gabinete da presidência dos Correios na gestão de Wagner Pinheiro, Adeilson Telles; o lobista Milton Lyra, ligado ao MDB e o sindicalista Carlos Alberto Valadares, no cumprimento de 10 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão no Rio, São Paulo e Distrito Federal.

A PF não cumpriu o mandado contra Ricardo Siqueira Rodrigues, o Ricardo Grande, apontado como o maior operador de fundos de pensão no País. Aguarda ele se entregar.

A força-tarefa da Lava Jato avalia que os cerca de 300 fundos de pensão existentes no país sofreram prejuízos de R$ 62 bilhões nos esquemas que aplicavam grandes valores em empresas de fachada que só beneficiavam quadrilheiros, como o empresário Arthur Machado.

Tudo isso ocorria durante os governos de Lula e Dilma, nas vistas da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), da direção das estatais e dos conselhos deliberativos, onde a estatal possui maioria e poder de veto.

Com o impeachment de Dilma, Temer na presidência, investigações da Lava Jato e, para atender a legislação, a Previc determinou a cobertura imediata do rombo da pior forma. 
Jogou toda a responsabilidade financeira ao reequilíbrio técnico-atuarial dos fundos nas costas dos participantes, que nada tiveram a ver com as fraudes e atos criminosos cometidos pelos indicados do PT e MDB, nem considerou responsabilizar os dirigentes que dominaram as gestões dos fundos, a direção das patrocinadoras e nem a cúpula dos governos de Lula e Dilma, causando prejuízos bilionários aos participantes da ativa, aposentados e pensionistas.

Mudou o grupo no poder, mas permaneceu o interesse de evitar que os dirigentes que causaram os danos nas contas dos fundos fossem investigados, e tivessem seus bens interditados para um futuro ressarcimento aos fundos.

Já estão sendo descontados dos participantes dos fundos da Caixa Econômica (Funcef), Correios (Postalis) e Petrobrás (Petros), valores expressivos em seus contracheques, que alcança 27% do rendimento mensal, além da contribuição normal ao fundo. 
O pior é que a parcela de 27% do salário para ressarcimento não é considerada contribuição à previdência e, por isso, não é possível abater no Imposto de Renda.
           
Foi na Petros que ocorreu o maior rombo - R$ 27 bilhões, isso mesmo, bilhões - que já está sendo coberto pelos participantes, em significativas parcelas mensais descontadas no contracheque, que continuarão a ser cobradas, além da parcela normal da previdência privada Petros, pelo resto da vida dos aposentados ou pensionistas.

Lembramos que Wagner Pinheiro foi presidente da Petros desde 03.01.2003 até 31.12.10, isto é, durante os oito anos dos governos Lula. 
E a Operação Rizoma confirmou que PT e MDB também estão juntos nesse esquema de corrupção sistêmica e fraudes nos fundos de pensão das estatais. É a corrupção sistêmica.