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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sacadas da semana

Esta semana de 2 a 8 de maio transcorre como montanha-russa, com muito movimento, velocidade e emoção para ninguém botar defeito. Vale a pena fazer um resumo com alertas aos amigos leitores, começando com o principal:

1. Temer parece trilhar o modelo corrupto da velha política que troca apoio político no Congresso por pedaços do orçamento, poder, cargos e benesses. 

Vice-presidente Michel Temer/PMDB

Ele pode querer fazer o ajuste fiscal em 18 meses junto com o crescimento do PIB, agravando a vida dos cidadãos comuns. Precisamos estar atentos para rejeitar com justa revolta qualquer aumento de impostos ou redução de direitos do cidadão comum. O ajuste nos gastos deve ser feito com cortes dos privilégios e combate de vícios de má gerência em todas as instituições da República. Já as receitas deverão ser elevadas com o combate à corrupção e com a recuperação dos bilhões de reais surrupiados pelos corruptos, aplicados aqui e lá fora. O presidente da FIESP Paulo Skaf, deu o tom: o ajuste deve ser feito sem aumento de imposto. Mas o veto de Dilma à correção da tabela do IR continua assaltando o cidadão todos os mêses sem que os parlamentares se mexam para derrubar. Por que será?

2. A Mãe-Pátria está recebendo muitos presentes: um consistente e detalhado pedido de investigação nomeando mais de 70 suspeitos de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, obstrução da Justiça, desvio de finalidade, incluindo Lula, Dilma, Jaques Wagner, Sérgio Gabrielli, Paulo Okamoto e outros membros da organização criminosa que saqueia o Brasil há tempos. 

Ministro Teori Zavascki, voto histórico

O arrazoado do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deu entrada no STF em 16.12.2015, pedindo o afastamento do presidente da Câmara teve, nas 73 folhas do voto do ministro Teori Zavascki ampla, profunda e a melhor guarida. É peça jurídica única, sem precedentes, que vai ficar na história do STF, aprovada integralmente por seus pares (6.5.16) em sábia unanimidade, contradizendo o ditado popularizado pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, de que toda unanimidade é burra. Há tempos perscruto sinais como esse, que demonstram o interesse do juízo em coibir os males que os donos do poder causam a todos nós, surfando na impunidade gestada na serviçal conivência de "bandidos de toga" nas cortes de Justiça, como já declarou a destemida ex-ministra Eliana Calmon no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

3. Os discursos "empolgantes" dos quadrilheiros caem no vazio quando a elite petista não conta com o apoio dos dependentes, necessitados e comedores de pão com mortadela. No "lançamento" do Plano Safra, Dilma fez discurso ante o silêncio de alguns poucos participantes do agronegócio, basicamente de um único estado. 

Dilma Rousseff esvazia as gavetas

Quando há claque, o discurso é marcado pela demonstração de ignorância política, sempre que a governanta emite frases mentirosas com ares desafiador, do tipo: "Eles querem ganhar a presidência sem ter nenhum voto!" Aos menos dotados cabe dizer que Temer foi eleito com o mesmo número de votos que Dilma teve, nem mais, nem menos. Dilma fez coalizão com o PMDB para obter os votos dos eleitores daquele partido. Lula teve de fazer coalizão para poder ganhar as eleições e Dilma, sem o PMDB, dificilmente ganharia as eleições em 2010 e a reeleição em 2014. Já o discurso do "golpe" está com o prazo de validade vencida desde que o plenário do STF detalhou passo-a-passo os procedimentos do processo de impeachment na Câmara e no Senado. Mas continua a ser proferido pelos petistas que não têm mais nada a dizer nos microfones.


Enfim, Feliz Dia das Mães, Pátria muito amada: Brasil!

                    

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Reforma da Cidadania

Dilma e Delcídio então líder do PT no Senado

Já estão em andamento as providências para remover dos Três Poderes da República os principais componentes da organização criminosa revelada pela Operação Lava Jato. 

A Comissão Especial do Senado analisa Relatório propondo o impeachment da governanta... O STF julgará a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) impetrado pela REDE Sustentabilidade de Marina Silva, para afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara... Rodrigo Janot desencantou e pede abertura de processo para investigar Lula, Dilma, Jaques Wagner, Sérgio Gabrielle, Paulo Okamoto e cerca de mais de 60 gangsteres, travestidos de ministros e equipe de governo... 

Vice-presidente Temer, citado na Lava Jato

Temer, mesmo sob possibilidade de ser cassado pelo TSE, se move na mesma lama do fisiologismo corrupto do desgoverno Dilma, do qual nunca saiu... E outras providências geradas pelo trabalho competente da força-tarefa da Operação Lava Jato, aguardadas há tempos pela população. Um juiz de primeira instância dá exemplo de eficácia a todos os profissionais do Judiciário. Mostra que não é preciso estar em cortes superiores para fazer cumprir as leis na defesa da ordem pública. 

Como costuma acontecer, depois que os principais chefes forem presos e condenados o interesse da população diminuirá e a politicagem corrupta e pedradora voltará aos gabinetes de "vossas excelências" parlamentares com a placa: Agora, sob nova direção! 

Lewandowski, presidente do STF até maio,
quando assumirá a ministra Cármen Lúcia¹

Que fique claro a todos nós, que os suspeitos, indiciados, julgados e condenados até agora não causaram sozinhos os males que hoje sofremos. Para que isso ocorresse, houve ação e, principalmente, a omissão dos órgãos de fiscalização e controle do governo, tais como: TCU, Câmar, Senado, TSE, PGR, MP e muitos outros.

Pasmem! Como é que o Congresso passa 20 anos sem analisar e votar as contas do governo, apresentadas pelo TCU?! Haveria demonstração mais cabal do que o descaso com suas atribuições, como essa cometida pelos parlamentares? Isso é muita, mas muita esculhambação, mesmo! Aceitamos isso como 'normal'? 

Ministro Toffoli, presidente do TSE, será
substituído por Gilmar Mendes, em 6/5/16 

E os donos dos partidos políticos já estão na mídia com o blá-blá-blá vazio de sempre. Membros da Polícia Federal, da Receita Federal, do TSE e do Judiciário em geral, podem atuar para inibir esse tipo de enganação oficializada pelo atual sistema político existente no Brasil: o estelionato eleitoral explícito. 


Que novos heróis e heroínas adentrem a trilha de zelo e coragem aberta por gente como Joaquim Barbosa, Sérgio Moro e Janaína Paschoal e resgatem o País das mãos dos criminosos, das instituição da República, qualquer que seja seu partido político.

Procurador Deltan Dallagnol participa
da força-tarefa da Operação Lava Jato

Nós outros, que hoje nos mostramos indignados com os crimes de lesa-pátria que esses criminosos cometeram contra o país e o povo, devemos insistir na cobrança do funcionamento mínimo das instituições da República, denunciando os desvios de finalidade que venham ocorrer. 

Acredito que uma adequada Reforma Política só será realizada após uma consistente reforma de nós cidadãos.

________________________

Em tempo: Henrique Meirelles, cotado para ministro da Fazenda em um possível governo Temer, falou da importância de haver um limite legal de endividamento em relação ao PIB. Essa foi uma das propostas apresentada em meu post Por um Brasil mais justo! Os governos endividados em mais de 50% do PIB, ficarão impedidos de tomar novos empréstimos e assumir novas dívidas. O endividamento público nos desgovernos petistas alcançaram 62% no fim de 2015 e pode chegar a 76% no final de 2016!!! A média histórica é de 54%.

Nota:

1. A ministra Cármen Lúcia emitiu em plenário comentário de cidadã-eleitora: “Houve um momento em que a maioria de nós brasileiros acreditou no mote de que a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 (mensalão) e descobrimos que o cinismo venceu a esperança. E agora (petrolão) parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo”. (Acrescento: constatamos hoje que o deboche sobrepujou o cinismo, o escárnio, a desfaçatez, a mentira deslavada e os crimes contra o País. Só não pode sobrepujar nossa disposição de lutar contra esse estado de coisas!)

# Texto acrescido e revisado em 05.05.2016, às 10:30 horas.

Crime de responsabilidade

Parece-me que a pior das maldições configurada no episódio bíblico da Torre de Babel não foi a proliferação de linguagens diversas entre os humanos, mas a falta de entendimento dentro de uma mesma língua ou idioma.

Vemos isso no processo de impeachment de Dilma por crimes de responsabilidade, previstos na CF-88, com base na Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950, complementada pela Emenda Constitucional nº 80/2014. 

Ao denominar como crimes de responsabilidade, os legisladores certamente pretendiam identificar e punir os crimes de irresponsabilidade perpetrados pelos governantes. A questão se prende em se considerar como crime a virtude da responsabilidade.
Sendo a responsabilidade uma virtude positiva nunca poderia haver crime de responsabilidade ou por responsabilidade, mas sim crimes cometidos devido a ausência de responsabilidade por parte do governante.

Soa bem mais aceitável denominar tais crimes como crimes contra a responsabilidade assumida ou crimes por irresponsabilidade dolosa: planejadamente praticada.
Para comprovar isso, basta ver que a justificativa mentirosa de que as pedaladas foram feitas para atender programas sociais, não suporta um trisco. Os valores utilizados nos programas sociais não alcançaram R$ 8 bilhões, enquanto que ao final de 2014 - contra todas as recomendações contrárias dos técnicos do Banco Central - foram transferidos para o BNDES R$ 50 bilhões, que tiveram de retornar em 2015... E o rombo nas contas públicas alcançaram R$ 108 bilhões em 2014/15, omitidos no relatório da Dívida Pública do Banco Central!!!

Era lá no BNDES que vazavam bilhões em contratos "secretos" às empresas amigas, como Odebrecht e OAS, em obras no exterior. Essa substancial e apressada dotação seria para alimentar a fonte dos ptchulecos internacionais.

Bem sabem os puristas quando dizem que Filosofia só deve ser apresentada e discutida na língua alemã. Acrescentaria ainda o latim, que também possui em suas declinações a precisa relação das coisas com a realidade. 

Mas, como geralmente acontece, ainda há controvérsias!



Adendo:

Há muitos anos, ocorreu em Salvador o envenenamento de duas crianças por um cara conhecido como Zito, o gordo, que abalou a todos e a mim em especial pois uma das crianças morava atrás do meu prédio, em casa onde funcionava uma escola infantil.
Diariamente, o jornal A TARDE publicava o desenvolvimento das investigações no tópico "O crime das crianças". Um sábado de tarde liguei para o plantão do jornal e ironizei de que os redadores já tinham descoberto os criminosos: as crianças. Ponderei que as crianças não cometeram o crime. Em diálogo cortês expus que o tópico me incomodava por imputar às crianças o crime que sofreram. Alertei de que o conterrâneo Rui Barbosa devia estar se revirando no túmulo.
No dia seguinte o tópico veio com uma nova redação: "A morte das crianças". Ufa, até que enfim! Também, foi só nesse dia; nos dias seguintes voltaram a usar a redação anterior! Desisti. Até hoje não ficaram esclarecidas para a sociedade a participação de cada protagonista envolvido no crime e nem, para mim, qual o entendimento que os jornalistas de A TARDE pretendiam dar ao tópico com aquela estranha redação.

Posts da semana




Quarta-feira, 4 de maio de 2016

Offshore


"A Receita Federal descobriu, finalmente, que as empresas offshores e as de ações ao portador, de arranjos legais conhecidos como 'trusts', facilitam a corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação e blindagem de patrimônio e outro ilícitos. O secretário da RF, Jorge Rachid, informou que na próxima semana (tempo para limpar a barra?!) será publicada regulamentação que obrigará a identificação da pessoa física, dono desse tipo de empresa aberta no exterior. O coordenador de Pesquisa e Investigação, Gerson Schaan, área de inteligência da Receita Federal, confirma: 'O anonimato é a garantia da impunidade'. Huum! Demorou! Vale lembrar que muitos outros arranjos, ditos 'legais', permitem ilícitos semelhantes. Em vez de fechar essas brechas a RF penaliza o cidadão que vender um bem com valor que não pode ser atualizado monetariamente. A diferença entre o valor desatualizado e o de venda é taxado como "ganhos de capital'! Considerando que o Brasil é um país de inflação elevada, podemos chamar isso de malandragem oficial. E, com todos esses absurdos, continuamos quietos como o sapo na panela."
José Renato M. de Almeida - 28/4/2016

Fonte: http://www.migalhas.com.br/Leitores/238361






Artigo - Reforma da qualidade do sistema tributário


"O vice-presidente Temer já está sinalizando com mais do mesmo a que estão submetidos os contribuintes: aumento de impostos para os que ganham mais, a volta da CPMF, etc. e etc.(Migalhas de peso - 29/4/16 - clique aqui). Após reduzir para 23 o número dos ministérios, eliminar os 30 mil cargos comissionados de aspones e os cerca de 800 mil companheiros empoleirados nos milhares de conselhos e associações sustentados pelo desgoverno do PT, fechar o ralo da corrupção em todos os órgãos governamentais, reduzir os desperdícios nos gastos públicos e tornar a fiscalização efetiva nas licitações-contratações e recuperar os bilhões desviados pelos criminosos, não vai ser necessário aumentar os impostos. Mas isso só vai ocorrer se nos posicionarmos como Paulo Skaf - tolerância zero com aumento de impostos - e nos mobilizarmos contra qualquer tentativa de transgressão a isso."
José Renato M. de Almeida - 2/5/2016
Fonte: http://www.migalhas.com.br/Leitores/238552



Artigo - Programa Político do Ministério Público: 10 Medidas Contra a Corrupção




"O advogado Antonio Rodrigo Machado, presidente da Comissão de Combate à Corrupção da OAB/DF, assim como muitos integrantes da Ordem, deve ter se sentido incomodado com a iniciativa da equipe do Ministério Público Federal de propor o que a OAB poderia ter proposto (Migalhas 3.843 - 15/4/16 - "Além da conta" - clique aqui). Ainda há muito a ser proposto para a corrupção, que este ano foi, finalmente, considerado pela população como o maior problema do Brasil. Mãos à obra! E terão o apoio de todos o cidadãos de bem. Sugestão oportuna em fim de prazo para declaração de ajuste de imposto de renda: eliminar injustiças e 'espertezas' cometidas pela Receita Federal contra os assalariados, aposentados e pensionistas."
José Renato M. de Almeida - 28/4/2016
"Entendo sua análise (Migalhas 3.843 - 15/4/16 - "Além da conta" - clique aqui). Ela é imprescindível para contrapor ideias e iniciativas que em um primeiro momento parecem totalmente imunes a erros ou interesses. Parecem até perfeitas. Mas discordo quando diz que o MP saiu do seu limite constitucional. Muito pelo contrário, o MP atual como o patrono dos interesses da sociedade, e propor normas para se alcançar o bem comum após um debate intenso dentro da instituição é representar a sociedade. Mas seu papel termina aí: propor e defender sua tese. Daqui pra frente quem faz política não é o MP, mas o Congresso e o Poder Executivo. E aí deve-se discutir e aparar as arestas. O MP, ao apresentar e patrocinar o projeto, ocupou um espaço deixado por quem poderia ou deveria fazê-lo e não fez, isto é, congressistas, a própria OAB, Executivo, sociedade civil organizada. O que esses atores apresentaram nos últimos anos que realmente era interesse, apesar de imperfeito como qualquer proposta inicial? O que a OAB apresentou? O que apresentou que não era em benefício somente da classe que patrocina as ações dos réus? Esse é um exercício que deve ser feito para quem de direito volte a buscar seus espaços deixados por si mesmos. No mais, boa análise para levar a boas discussões no Parlamento em momento oportuno."
Felipe Costa - 26/4/2016
Fonte: http://www.migalhas.com.br/Leitores/238209

terça-feira, 26 de abril de 2016

Escorcha ao cidadão

Esta semana foi confirmado que o consumidor está indefeso. Seja ante as empresas de concessões públicas em qualquer área de serviço, seja em estrada pedagiada, serviço de telefonia, provedor da internet ou a Receita Federal. 
Em qualquer economia livre quando a demanda aumenta o preço do serviço é reduzido, devido a otimização dos custos. No Brasil, vemos que as empresas são protegidas pelos fiscais, enquanto o consumidor-usuário paga o pato.
Vemos isso nos pedágios com preço mais algo aos fins de semana e feriados. Vemos agora na limitação de navegação e nos pacote de dados pelos provedores da internet, sob a conivência da Anatel.¹ Desse modo, as empresas concessionárias deixam de investir na ampliação para atender a demanda no pico e passam a tentar lucrar com implantação de cobranças adicionais!

Não é preciso ser um Sherlock Holmes para deduzir que aí tem 'ptchuleco' a fiscai$ tão liberai$, em detrimento da economia popular.
O Ministério Público (MP) sustenta nossas esperanças para que se acabe com esses crimes contra o cidadão-contribuinte.

Aguardamos também que deslanche na Câmara a votação do veto da presidente Dilma à correção da Tabela de Imposto de Renda. Pelo menos para o ano de  2016 Nós assalariados, contribuintes compulsórios, estamos sufocados por impostos injustos que revoltam ao mais pacífico cidadão. 
Ao concluir o ajuste anual do IR, minha indignação só não foi maior que o valor do imposto ainda a pagar ao desgoverno petista! E os deputados deixam passar em branco e ficar sem resposta o veto a um projeto apresentado e aprovado por eles mesmos.

Suíte utilizada por Dilma Rousseff em um de
suas viagens, com numerosa comitiva.
A que se deve essa inércia? Parece-me que há a intenção tácita de nada fazer para derrubar o veto. Os discursos proferidos pelos deputados, ao proferirem seus votos no processo de impeachment de Dilma, não enganam o mais ingênuo dos cidadãos. Com raríssimas exceções, tanto os contra como os a favor do impeachment, estão preocupados unicamente com seus futuros particulares.
Essa percepção se confirma na falta de interesse em derrubar o veto da governanta Dilma à correção da tabela do Imposto de Renda. Pessoa física não dá verbas e mordomias oficiais aos congressistas... Já o governo dá tudo isso e muito mais quando precisa de apoio ou é chantageado.

A não-correção da tabela do IR dá ao governo mais dinheiro de impostos para sustentar os privilégios daqueles que se fazem amigos do rei. Dinheiro tirado descaradamente dos cidadãos pena não-correção da tabela do IR, que a maioria dos contribuintes nem toma conhecimento. Só sente que o dinheiro encurtou, nada mais!
Em 2016, a defasagem acumulada desde 1996, entre a inflação e a tabela do IR, já alcança 72%, surrupiados ano a ano sob o olhar condescendente dos órgãos de defesa do cidadão-contribuinte!!! Não é pouco e continua a aumentar a cada ano, agora com inflação acima de 10%.
A Inconfidência Mineira foi provocada pela cobrança de 20% de impostos aos mineradores-comerciantes da Colônia, conhecido como "quintos dos infernos". Atualmente, o brasileiro paga 36,7% de seus rendimentos em impostos, mas poucos são os que veem o absurdo da escorcha e cobram correções.
O que será que ocorre no Congresso Nacional para os representantes do povo ficarem surdos ante essa crueldade contra os assalariados, em benefício apenas de um governo perdulário e incompetente?² 

Diga não a qualquer medida que aumente
ainda mais, o tempo que o assalariado 
trabalha só para pagar impostos.
Hoje é 5,2 meses! 
Como diria o personagem do Chico Anísio, Justo Veríssimo, deputado semelhante a muitos dos existentes no Congresso Nacional... quando não há câmeras, claro: "O povo que se exploda, eu quero é me arrumar!"

Até quando o Parlamento vai ficar de costas à população sem privilegios? 

Até quando os cidadãos vão aceitar isso calados, sem reagir?





Notas

1. Agente da Anatel foi flagrado jantando com gerentes da OI e da NET, em noites diferentes, logo após a divulgação da regulamentação que beneficia os provedores de Internet, em prejuízo dos usuários! É a corrupção endêmica, que deve ser combatida diariamente por todo cidadão de bem. Denuncie!

2. O desconto por dependente no exercício ano calendário 2015 é de R$ 2.275,08. Isso significa R$ 6,23 por dia! Se o contribuinte não tem dependente paga xis de IR. Se tem mulher e filho, recebe do governo o valor de R$ 6,23 para sustentar cada dependente... Se conseguir alimentar-se três vezes ao dia com dois reais!!! Quantos são os brasileiros que percebem isso? É imoral!
E o "desconto" para cobrir gastos com Educação não cobrem nem dois meses de uma escola razoável, visto que a maioria das escolas públicas deixaram de ser padrão para virarem um faz-de-conta da pátria-educadora, pois são obrigadas a "aprovarem" todos os alunos. Mais um crime de lesa-pátria que terá consequências no futuro do país: milhões de cidadãos sem noções básicas para viver em sociedade, serão empurrados para a delinquência.

# Texto revisado e atualizado em 29.04.2016, às 11:52 horas.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Clamor da Pátria

Na Semana da Pátria do Colégio Marista N. Srª. de Nazaré, em setembro de 1964, fui convidado a apresentar uma poesia no dia do encerramento. O responsável pelo evento sugeriu o poema O Credo, de Olavo Bilac. (Vale lembrar, que o ano de 1964 foi de muita tensão político-social, com a derrubada pelas forças armadas do presidente João (Jango) Goulart, em 31 de março.) Após procurar sem sucesso um texto que me parecesse adequado ao momento, optei por escrever o que declamar sob o título Clamor da Pátria. Assim decidi, assim escrevi e declamei o texto colado abaixo: 



No dia da comemoração, entre outras autoridades estava presente o coronel Jarbas Passarinho, interventor nomeado governador, o que deixou o evento ainda mais tenso. Anunciado, declamei o poema sob um silêncio respeitoso e, ao final, contidos aplausos. 

Voltei ao meu lugar de participante no alpendre que servia de palco e o silêncio continuou por longos 15 segundos quando, para minha surpresa e satisfação, Jarbas Passarinho veio me cumprimentar. Após ele, o presidente do grêmio Francisco Coelho, que estava bem do meu lado, também me cumprimentou, seguido do diretor do Colégio...

Relembro disso, neste dia 21 de abril de 2016, em que se resgata a memória do alferes Joaquim José da Silva Xavier, de alcunha Tiradentes, único participante da chamada Inconfidência Mineira, sufocada em 1789, que foi condenado a morte por forca em 21 de Abril de 1792, no Rio de Janeiro, esquartejado e exposto nas praças públicas, sua casa foi destruída e o terreno coberto de sal.

Pesou também o som dos gritos repetidos na mobilização de 17.04 no Jardim de Alá, Salvador-BA e em muitas outras cidades do País: "A nossa bandeira jamais será vermelha!".


Inspirados na Inconfidência Mineira, os movimentos de emancipação se alastraram na Colônia: a Cabanagem no Pará e a Revolta dos Alfaiates na Bahia.


A Revolta dos Alfaiates (Conjuração Baiana) – 1798 

A Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates ou Revolta dos Búzios, foi um movimento de caráter emancipacionista, ou seja, desejava a completa independência em relação a Portugal, acabar com a escravidão e criar uma nova ordem social.- Se a Inconfidência Mineira destaca-se pelo pioneirismo - o primeiro movimento republicano em nossa história -, a Conjuração Baiana apresenta o componente popular, que irá direcioná-la de forma mais ampla e radical à abolição da escravidão. - Ela foi o movimento de independência mais radical do Brasil Colônia, mas nem por isso tem o merecido destaque em nossa histografia.- Por mais que estourassem revoltas contra a colônia portuguesa no Brasil, muitas dessas organizações populares eram movidas por interesses particulares dos grandes donos de terra, escravagistas e da elite oposicionista ao governo português.- Nos rastros da Revolução Francesa e da Independência dos Estados Unidos, a Conjuração Baiana (ou Revolta dos Alfaiates) aconteceu na Bahia em 1798 e tinha caráter emancipacionista: exigia, a qualquer custo, a independência do domínio português.- Foi uma revolta social de caráter popular.- É conhecida como a mais popular das rebeliões coloniais.- Nela observamos uma participação maciça de homens livre e pobres, inclusive alfaiates, motivo pelo qual a conjuração também ficou conhecida com Rebelião dos Alfaiates.



Teve uma importante influência dos ideais da Revolução Francesa.- O sucesso da independência dos Estados Unidos, as realizações da Revolução Francesa e a rebelião escrava na Ilha de Santo Domingo (chamada pelos nativos de Ahti), propagaram na Bahia os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.- Além de ser emancipacionista, defendeu importantes mudanças sociais e políticas na sociedade.


Causas da Conjuração Baiana

Praça da Piedade - Salvador em 1798

- A transferência da capital da Colônia da Bahia para o Rio de Janeiro, em 1763, acarretou dificuldades econômicas para a antiga capital.

- Quando Salvador deixou de ser a capital brasileira, acabou perdendo boa parte dos investimentos da Coroa e passou a ter papel secundário diante da nova capital, o Rio de Janeiro. A população baiana acabou sofrendo com a crise econômica do estado. A violência aumentava cada vez mais com os constantes saques de mercadorias e invasões de propriedades privadas.

- Vivia em Salvador uma população miserável, sobrecarregada de impostos e que frequentemente contestava a exploração exercida pela Metrópole.

- Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos.

- Além disso, reclamavam da carência de determinados alimentos.

- Forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.


Objetivos da Conjuração Baiana
 
- Defendiam a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal;
- Defendiam a implantação de um governo republicano: a República;
- Defendiam a redução dos impostos cobrados pela Coroa e por seus signatários na Colônia;
- Pela liberdade comercial no mercado interno e também com o exterior;
- Pela liberdade e igualdade entre as pessoas. Portanto eram favoráveis à abolição dos privilégios sociais e da escravidão;
- Aumento de salários para os soldados.

 
Principais Líderes da Conjuração Baiana

                            
                             Cipriano Barata
- A partir de então, as ideias radicais foram surgindo. Quem se destacou na propagação da revolta foi o médico, político e filósofo baiano Cipriano Barata. Ele organizou a população mais humilde, como escravos e pequenos camponeses, para difundir mensagens e panfletos incitando mais revoltosos para aderir à revolução.

- No movimento, destacaram-se também os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira, sob chefia militar do tenente Aguilar Pantoja, que contava com o apoio dos soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas Amorim Torres.

Grupos sociais participantes

- Pessoas pobres
- Letrados, professores
- Padres
- Pequenos comerciantes
- Escravos
- Negros livres
- Soldados, tenente
- Setores populares
- Artesãos e
- Muitos alfaiates

A revolta

- A revolta estava marcada, porém um dos integrantes do movimento, o ferreiro José da Veiga, que traiu e delatou o movimento para o governador, relatando o dia e a hora em que aconteceria.
- O governo baiano organizou as forças militares para debelar o movimento, antes que a revolta ocorresse.
- Vários revoltosos foram presos.
- Muitos foram expulsos do Brasil.
- Quatro foram executados na Praça da Piedade em Salvador.


                         

Quatro dos revoltosos, dois soldados e dois alfaiates - todos negros -
foram condenados e enforcados na Conjuração Baiana. Suas cabeças
foram cortadas e expostas nas praças públicas, para intimidar o povo.

Condenações, perdões e anistias

- Revoltosos mais pobres, como Faustino e Nascimento, foram condenados imediatamente à morte por enforcamento, enquanto que os intelectuais e os mais abastados, como Cipriano Barata e o professor Francisco Moniz, foram absolvidos pela Coroa, inclusive o tenente Aguilar Pantoja, que ficou seis meses preso em quartel. Como se vê, há justiças que tem preferências raciais, econômicas...

Enforcamento, em novembro de 1799, dos conjurados Lucas Dantas, Manuel Faustino, João de Deus e Luís Gonzaga, no Largo da Piedade, Salvador-BA
(Ilustração de Rodval Matias para o livro A Conjuração Baiana de Luís Henrique Tavares, Editora Ática)
Apesar de não ter sido concretizada em sua totalidade, a Conjuração Baiana é considerada uma das mais importantes revoltas populares.

Muito além da pretensão de derrubar a monarquia, a revolta pôs em xeque as questões sociais e deu impulsão para o surgimento das primeiras campanhas abolicionistas na colônia Brasil.

Fonte:

http://blogdoprofessorhenry.blogspot.com.br/2013/10/historia-revolta-dos-alfaiates.html  

Referências:


Livros BARBEIRO, Heródoto; CANTELE, Bruna;
SCHNEEBERGER, Carlos. História: de olho no mundo do trabalho.BRAICK, Patrícia Ramos; 
MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. 4ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1991;
COTRIM, Gilberto. História e Consciência do Mundo: 2º grau. 6ª ed. São Paulo: Moderna, 2012; 
VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História: geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2012. 

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terça-feira, 19 de abril de 2016

Estamos mesmo dispostos?


Foto de Evaristo Sa (AFP) - Plenário da Câmara Federal
durante a votação do impeachment de Dilma, em 17.4.16

No post Por um Brasil justo! (14.4.16) listei oito medidas para que o Brasil passe a ser um país igualitário para todos, com os três poderes da República atuando sempre para acabar essa desigualdade institucionalizada por décadas.
Duas dessas medidas têm obtido eco nos meios político, jurídico, e social: a simplificação do processo de impeachment e a limitação no endividamento público.
A primeira é quanto o longo, tortuoso e desgastante processo de impeachment da presidente Dilma. O país está suspenso há mais de cinco meses, afundando cada vez mais na mais grave crise política-econômica dos últimos 25 anos. E poderá continuar assim por mais seis meses. 
Por que tanto tempo, tantas etapas e tanta complexidade?
Vale repensar, discutir e simplificar essa medida extraordinária, de modo que o país não perca tanto tempo praticamente paralisado, angustiado e em conflito.
A segunda trata de limitar o endividamento dos governos, previsto na CF-88 mas ainda não regulamentado. Atualmente, não há qualquer parâmetro que permita esse limite. Os governantes já estão limitados quanto aos gastos pela Lei de Responsabilidade, mas não o são quanto ao endividamento. 
Isso permitiu que o desgoverno Dilma ultrapassasse em muito (73%) o percentual de comprometimento das receitas em relação do PIB. Considerando o valor de 40% do PIB como um percentual razoável de endividamento, propomos o limite máximo de 50%, quando então o governo ficará impedido de obter novos empréstimos. 
Isso também refletirá na capacidade de pagamento das dívidas já contraídas, no equilíbrio orçamentário, desenvolvimento sustentável e no controle da inflação.

Aproveito esse post para lembrar e levar à reflexão - além das 10 propostas pelos procuradores do MPF - as demais medidas propostas no post Por um Brasil justo!


1. O processo de impeachment precisa ser simplificado de modo que a remoção dos presidentes dos três poderes não seja algo tão traumático;

2. O governo que estiver endividado mais do que 50% do total da receita dos últimos 12 meses, ficará impedido de fazer novos empréstimos;

3. Todos os cidadãos estarão sujeitos às regras da Previdência Social, como todo trabalhador, mesmo que políticos;

4. Todos os cidadãos estarão sujeitos às regras da CLT, como todo trabalhador, mesmo os que atuam nos três poderes da República;

5. Os participantes dos três poderes da República ficam impedidos de promulgar lei, decreto, regulamentação, etc. em seus próprios benefícios;

6. A maior remuneração - incluindo todas as vantagens disfarçadas em siglas diversas e penduricalhos - paga ao funcionário público regimental, nomeado ou instituído, ficará limitada ao salário do ministro do Superior Tribunal Federal;

7. Todos os processos de autuações em que é necessário que o cidadão faça algum teste como o bafômetro ou exame de sangue para detectar drogas ingeridas, será utilizado o mesmo critério já implantado para a Lei de Paternidade. Ao se negar fazer o teste, o cidadão estará assumindo de que o teste é positivo para o mesmo.

8. Os governos que não tiverem recurso suficientes para pagar integralmente funcionários e aposentados, dará prioridade no pagamento daqueles de menores salários, até o limite dos recursos disponíveis.

Se quisermos tornar o Brasil mais justo com seus filhos e filhas, a hora é agora! 

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# Propostas originais que já tiveram eco nos meios jurídicos-políticos-sociais: